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Jornal das 8, com edição do Miguel Viterbo Dias. Miguel, Marcelo Rebelo de Sousa diz que o caso das gêmeas tem sido doloroso desde 2023.
O antigo presidente da República tinha dito ao início da tarde que todos são iguais perante a Justiça. Agora, ao início da noite, em Tabuaço, em declarações à RTP, admitiu que o caso é doloroso há vários anos, mas que isso não invalida que a Justiça seja para todos.
Como sabe, estamos esperando fatos que reportam a 2019 e é em 2023 que passou a ser doloroso, no que me toca, pela noção que tive da realidade.
Tem sofrido muito por causa disso.
Que não tinha conhecido antes. É evidente, mas isso é um problema pessoal meu. Como cidadão, como antes, quando era presidente da República, eu tenho a mesma posição de princípio. Seja o A, seja o B, seja o C, seja o D. Seja quem exerce funções, as mais importantes na sociedade portuguesa, não está acima da Justiça.
Marcelo Rebelo de Sousa a responder à acusação do Ministério Público ao filho, Nuno Rebelo de Sousa. Para além deste, que é um dos acusados, foram ainda acusados a mãe das duas crianças, Daniela Martins, o ex-diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, e o antigo secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Num comunicado enviado à Agência Luz, a defesa do antigo secretário de Estado diz que os fatos que surgem na acusação são inconclusivos ou merecedores de outras conclusões. O comunicado acrescenta ainda que Lacerda Sales recebeu esta acusação com enorme surpresa e que continua a acreditar que se pode fazer Justiça neste caso. A defesa do antigo secretário de Estado diz que vai analisar o processo para decidir se vai pedir a abertura da fase de instrução.
O PS acusa o governo de ser incapaz de cumprir as promessas de crescimento econômico.
PS e Chega foram recebidos pelo ministro das Finanças no arranque das reuniões com grupos parlamentares sobre o orçamento do Estado para o próximo ano. Eurico Brilhante Dias diz que o Executivo prevê para 2027 uma inflação semelhante à deste ano, um valor acima dos 3%, que não tem em conta, no entender do PS, os fatores ligados à guerra no Irão. O líder parlamentar socialista insiste nos preços dos combustíveis e no preço do cabaz alimentar como principais preocupações para o orçamento do próximo ano. Depois de menos de uma hora de reunião, Eurico Brilhante Dias admitiu alguma surpresa pela ausência de apoios aos portugueses nestes dois pontos considerados centrais pelos socialistas.
O governo prevê menos crescimento nominal, em particular da receita, o que faz antever que não dispõe de nenhum mecanismo, de nenhum instrumento de apoio às pessoas, em particular para o aumento dos combustíveis e para o aumento do custo do cabaz alimentar, que são hoje duas preocupações centrais dos portugueses. E por isso, de alguma forma, ficamos surpreendidos que, desta forma, o governo não apresente um instrumento de apoio, mesmo que seja um instrumento cautelar construído a partir de uma outra taxa de inflação.
Eurico Brilhante Dias, depois da reunião com o ministro das Finanças, o líder parlamentar do PS diz que a economia vai crescer menos do que foi prometido pelo governo aos portugueses. O valor deve ficar, segundo as perspectivas do governo, em cerca de 2% de crescimento econômico.
Antes foi a vez do Chega reunir com o governo, com o líder parlamentar a mostrar-se desiludido com a proposta.
Pedro Pinto não garante já que o partido vá votar contra o orçamento, mas assume que há demasiados pontos divergentes com o governo. O líder parlamentar diz que o Executivo está a prever um excedente de 0,2% do PIB para o próximo ano e não tem nos planos uma descida dos impostos, situação que leva o líder da bancada a falar de um Executivo insensível perante os portugueses.
As pessoas estão num período difícil, numa crise grande, numa crise grave. Não baixar, quer o IVA dos combustíveis, quer o IVA do cabaz alimentar, que também já foi dito pelo governo que não irá baixar, é deveras preocupante. Aquilo que percebemos nesta conversa de hoje é que este é um governo que continua a ser insensível aos grandes problemas das pessoas em Portugal. E com um governo insensível, é um orçamento também insensível, é um orçamento sem nada de novo, segundo aquilo que percebemos, que será apresentado no dia 9 ou no dia 10 de outubro do próximo mês.
Pedro Pinto, após a reunião entre o grupo parlamentar do Chega e o governo sobre o orçamento do Estado. Amanhã é a vez dos partidos à esquerda serem recebidos. Na quarta-feira, é a vez da Iniciativa Liberal reunir com o ministro das Finanças.
O presidente da República pede uma nova ambição ao setor do turismo e deixa recados sobre a privatização da TAP.
No encerramento da Cimeira do Turismo, António José Seguro diz que o setor foi resiliente perante várias crises. Com foco no futuro, o chefe de Estado vê na construção do novo aeroporto de Lisboa uma oportunidade para o crescimento do país e avisa que a privatização da TAP não pode ser feita apenas com base no valor do negócio.
Esta visão estratégica exige também decisões estruturais. O novo aeroporto de Lisboa é uma questão decisiva para a capacidade futura do país. A evolução da TAP é igualmente relevante, tendo em conta o seu papel de ligação de Portugal aos mercados internacionais e na captação de turistas. São matérias que exigem visão, planeamento e capacidade de execução. Não podem ser tratadas apenas em função das necessidades imediatas ou de encaixes financeiros.
António José Seguro, neste encerramento da Cimeira do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal, pede ainda uma estratégia para o setor com competitividade, mas também com atenção aos problemas dos que vivem no país.
O líder da Associação Sindical de Polícias diz que Luís Neves não tem tido condições políticas para aplicar as ideias para o setor.
Paulo Santos, presidente do sindicato mais representativo de polícias, entende que o ministro da Administração Interna tem feito pouco pela segurança interna e reconhece que para se ser um bom ministro, é preciso mais do que experiência.
Ser ministro da Administração Interna, e temos dito também várias vezes, não é necessário só ter experiência, não é necessário só ter sensibilidade. É preciso ter respaldo político do governo no seu todo para que possa dar passos. E isso não tem acontecido. Aliás, já o disse ao senhor ministro, é importante que ele tivesse aqui condições políticas para aplicar aquilo que são as ideias.
O líder sindical falou aos jornalistas antes de o arranque de um protesto de polícias no Porto, na véspera de uma reunião dos sindicatos com o ministro da Administração Interna. Paulo Santos diz que tem que ser o primeiro-ministro a apreciar se Luís Neves tem condições para seguir no cargo.
E Miguel, a esta hora, que outras notícias marcam a atualidade?
Foi encontrado sem vida um dos dois trabalhadores soterrados hoje numa obra de um hotel em Porto Covo. Segundo a Proteção Civil, o corpo foi encontrado pelos operacionais que participam nas operações de socorro. No resgate estão envolvidos operacionais e meios das corporações de bombeiros de Sines, Grândola e Odemira, do distrito de Beja, também membros do Instituto Nacional de Emergência Médica. As causas do acidente estão ainda a ser investigadas. Há ainda um corpo de um trabalhador que está soterrado nestas obras de construção de uma unidade hoteleira.
Notícia de fecho do Jornal das Oito.