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Do Martim Madara. Rádio Observador, Jornal das 8, com edição do Martim Madara. Começamos, Martim, com as manifestações, isto porque centenas de pessoas já se encontram em Lisboa e no Porto para nova ronda de protestos.
Manifestações que surgem depois da violência policial da noite de ontem. Começamos por Lisboa. Através das redes sociais, o movimento de Lisboeta anunciou a convocatória com referências diretas aos acontecimentos desta madrugada. O post na rede social Instagram da acampada de Lisboa realça mesmo a frase, e cito: "Mais casas, menos bastão". Vamos agora ao encontro do jornalista David Biléu, que está no Rossio. David, há pouco davas conta de que a Assembleia Popular ainda não tinha começado. Pergunto-te se já começou.
A Assembleia Popular começou pouco depois de ter dito que ainda não tinha começado, mas a verdade é que prossegue. Prossegue com vários discursos de vários manifestantes que sobem ao palco para criticar a carga policial que ocorreu ontem aqui na Praça do Rossio, mas aproveitam não só para criticar a carga policial, como o governo, os ministros do governo e principalmente o presidente da República, António José Seguro, pelo silêncio face a estes protestos. É, de facto, algo inédito nestas manifestações. O nome do Presidente da República tem sido altamente visado por parte dos manifestantes, com vários apelos a que ele use da palavra e se manifeste sobre estas manifestações e sobre também a atuação das forças de segurança. Outro ponto importante, creio, também é aqui apelos reiterados à mobilização na próxima terça-feira para o Parlamento, quando vai ser discutido o Orçamento de Estado para 2027. Foram deixados aqui vários apelos por vários manifestantes nesse sentido, mas a verdade é que nós ainda não sabemos qual vai ser a estratégia para esta noite, se vão montar tendas e pernoitar aqui, se vão manter-se em pé e ficar em pé durante toda a noite. Essa decisão não está ainda tomada, ainda não chegou a uma conclusão esta Assembleia Popular e, portanto, vamos acompanhar nas próximas horas para perceber, de facto, qual vai ser a estratégia definida por esta assembleia, Martim.
A ver vamos. Aqui David Biléu, repórter do Observador, que está em direto do Rossio, na Praça Dom Pedro IV, para esta manifestação que surge depois da repressão policial da noite de ontem. E no Porto, na Praça Dom João I, está a jornalista do Observador, Laura Figueiredo. Boa noite, Laura. Aí no Porto também estava marcada para a hora habitual, às 19h, a Assembleia Popular. Queria te perguntar também, como perguntei ao David, se já começou.
Boa noite, Martim. Começou há poucos minutos e hoje perante uma praça completamente cheia, tanto no centro como nas laterais, em frente ao Rivoli, também do lado da Rua Sá da Bandeira, bem como na parte superior da praça. É, de facto, um número de pessoas bastante superior ao dos últimos dias. O movimento fala aqui em 4 mil pessoas. Não posso precisar, mas sem dúvida que podemos falar de milhares de pessoas. Hoje a assembleia começou com um pedido de um minuto de silêncio pelos feridos e pelos detidos durante a intervenção policial desta madrugada e agora seguem-se as habituais intervenções abertas a quem quiser inscrever-se e falar. Há pouco, antes da Assembleia Popular, uma das porta-vozes do movimento falou aqui com a comunicação social. A Catarina dos Santos deixa claro que o Movimento pela Habitação vai continuar aqui na Praça Dom João I até serem ouvidos.
Nós temos intenção de permanecer na praça todos os dias até as nossas reivindicações serem ouvidas. Em que condições, não sabemos, irá a votação.
Catarina dos Santos, uma das porta-vozes, apela também ao presidente da República, António José Seguro, para que se pronuncie sobre o que tem acontecido.
Pedimos a intervenção imediata do Presidente da República, que é o grande arauto da nossa Constituição neste país. Se fosse agora, já seria tarde demais. Perguntamos também ao Presidente da República se acha que este governo continua a ter condições de governabilidade.
Catarina dos Santos a apelar ao Presidente da República. É aqui um dos apelos deixados. Foi também deixado um a Luís Montenegro para que deixe de se esconder, é o que diz uma das porta-vozes. Agora decorre então a assembleia, onde os manifestantes vão discutir os acontecimentos da última noite e votar também a pernoita aqui na Praça Dom João I esta noite.
Jornalista Laura Figueiredo, em direto da Praça Dom João I, no Porto. Laura vai permanecer no Porto até bastante tarde, vai acompanhar esta manifestação.
E Martim, a Comissão de Honra da candidatura de António José Seguro pede ao presidente para que se faça ouvir.
Um grupo de apoiantes de António José Seguro, que fez parte da Comissão de Honra do Presidente da República, enviou uma carta a pedir o que ouvíamos há pouco de uma manifestante, que o presidente se pronuncie relativamente a estas manifestações. Os signatários criticam o aparato policial desnecessário e desproporcional das manifestações em Lisboa e no Porto, bem como as cargas policiais pela calada da noite. Na carta, pedem que António José Seguro tome uma posição e fazem um apelo, e cito: "O seu silêncio não acalma a violência, só a sua palavra pode repor a tranquilidade pública e a primazia de respeito pelos direitos cívicos dos cidadãos."
E seguimos com as declarações da co-porta-voz do LIVRE, Isabel Mendes Lopes, que critica, Martim, as palavras do ministro da Administração Interna sobre a ação policial de ontem no Rossio.
Em causa o facto de Luís Neves ter afirmado só ter visto um caso de bastonada por parte da PSP sobre os manifestantes, tanto em Lisboa como no Porto. Em declarações a jornalistas na Praça do Rossio, Isabel Mendes Lopes diz que a atuação das forças de segurança é inadmissível e que o ministro não deve ter visto as mesmas imagens que o país viu.
Considera que a atuação da polícia ontem foi desproporcional?
Foi inaceitável. A atuação da polícia ontem foi completamente inaceitável. Numa democracia, nós não podemos ter situações como a que vimos ontem, nem em Lisboa nem no Porto. Tínhamos pessoas que estavam a manifestar pacificamente e a polícia, de forma premeditada, planeada, avançou sobre os manifestantes.
Mas o ministro da Administração Interna diz que viu apenas uma bastonada e que viu apenas a força física para dispersar os manifestantes.
O ministro da Administração Interna não viu claramente as imagens que o país todo viu.
Aqui as declarações da co-portavoz do Livre na Praça do Rossio, onde está a ocorrer uma nova manifestação pela habitação convocada pelo movimento Acampada Lisboa. Também presente neste movimento está a antiga coordenadora nacional do Bloco de Esquerda e eurodeputada Catarina Martins e afirma que o governo está com medo do país.
Afinal não estávamos.
As declarações de Catarina Martins não virem neste som e com certeza no próximo noticiário vamos utilizar essa mesma informação.
E também a marcar este domingo, eleições no Brasil. As urnas em Portugal já estão fechadas.
As urnas que estão fechadas, mas ainda não há resultados em Portugal, pelo menos a esta hora. Vamos esperar para esses resultados. Temos lá também um repórter do Observador à espera desses resultados por parte de um técnico das eleições do Brasil. Apenas dar conta dos resultados totais a esta hora. Lula da Silva vence a maior parte dos países, tem 141 mil votos perante os 95 mil votos de Flávio Bolsonaro. No entanto, estes são os resultados das urnas internacionais. Esperaremos para os resultados mesmo das eleições no Brasil. A nível internacional, vence Lula da Silva.
E de resto, aqui na Rádio Observador, a partir das 22h00, no YouTube e depois também em simultâneo na Rádio Observador, vamos ter emissão especial para acompanhar esta segunda volta das eleições no Brasil, eleições presidenciais que opõem Lula da Silva a Flávio Bolsonaro. Para já, nesta edição das 18h00, tempo ainda, Martim, para atualizar a informação de âmbito local.
Começamos em Sesimbra, onde decorreu a quinta prova Triatlo da Cidade, o Campeonato Nacional de Clubes de Triatlo de Estafeta junta natação, ciclismo e corrida na Lagoa de Albufeira. A prova reúne centenas de atletas federados e alia desafio desportivo, resistência e contacto com a natureza. Esta quinta edição do triatlo de Sesimbra está também integrada na Taça de Portugal. A Comissão de Festas de São Silvestre, em Alcaidão, na freguesia do Conselho de Porto de Mós, está a realizar hoje um festival de sopas. A participação custa €10 com direito a 10 sopas por adulto e €5 para crianças com direito a cinco sopas, que incluem pão, petiscos e sobremesa. Está ainda programada uma atuação do Rancho Folclórico Luz dos Candeeiros, que já pode ter decorrido. A Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis está a desenvolver um projeto para a criação de um novo espaço de estacionamento e para o Museu do Vouga. A intervenção vai abranger as duas margens da linha ferroviária e prevê a recuperação de edifícios já existentes. O Museu da Linha do Vale do Vouga vai ser integrado no espaço de um antigo armazém. A autarquia fala no objetivo de reformular toda a zona para preparar uma futura requalificação ferroviária e reforçar a ligação aos transportes rodoviários. O Teatro Municipal de Vila do Conde conta hoje com duas sessões do documentário "Nasa", o filme britânico estreou este ano e retrata em pormenor os mecanismos por trás dos assassinatos seletivos de palestinianos em Israel. O documentário venceu o Prêmio Especial do Júri no Festival de Veneza e o Prêmio Público para Melhor Filme Europeu no Festival Internacional de Cinema de San Sebastián. As sessões estão marcadas para às 15h30 e agora para as 21h00. Amanhã o Tribunal Constitucional volta a realizar visitas guiadas. As visitas são abertas ao público em geral, a grupos com interesse na área do direito e às escolas. O objetivo das visitas é aprofundar o conhecimento de todos os cidadãos sobre as funções e as competências do órgão de soberania português. Aos mais novos é explicado o papel do Tribunal Constitucional na defesa dos direitos fundamentais consagrados na Constituição. É ainda possível participar num miniplenário onde as crianças fingem ser verdadeiros juízes conselheiros do tribunal. E por fim, o Banco das Artes Galeria acolhe a exposição "Arquipélago II" de Fernando Gaspar. Em Leiria, a mostra celebra 40 anos de carreira do artista plástico e reúne conjuntos de pinturas e esculturas. A exposição foi organizada em conjunto com o município de Leiria e conta com a curadoria de Júlio Reloto.
Notícias de regresso um pouco depois das 21h00, no intervalo do jogo entre Sporting e Académico de Viseu, que vamos acompanhar com relato em direto já daqui a pouco na Rádio Observador. Martim Madeira está de regresso com as notícias atualizadas no intervalo desse jogo. É com ele na noite informativa de domingo aqui na Rádio Observador. Um grande abraço, Martim. Até mais.
Até já.