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Em julho. Edição das 9 com José Lopes e a começar na comissão de inquérito no caso das gêmeas. A secretária de Lacerda Sales assegura que nada foi feito sem o conhecimento do secretário de Estado.
Na audição na Comissão Parlamentar de Inquérito, Carla Silva, a secretária de António Lacerda Sales, garante que o governante estava a par de tudo que era feito no gabinete. Durante as mais de duas horas de audição, houve contradições, com Carla Silva a deixar a garantia a Miguel Vitor Dias de que Lacerda Sales estava a par dos contactos feitos pelo secretariado.
A secretária de António Lacerda Sales deixa, desde logo, uma certeza.
Eu não fiz nada que o senhor Secretário de Estado da Saúde não soubesse ou que não me tivesse pedido.
E por isso, mesmo não tendo colocado em cópia no e-mail enviado ao Hospital de Santa Maria para marcar a consulta, a antiga secretária Carla Silva assegura que o secretário de Estado estava a par de tudo.
Por norma, em qualquer contacto para as instituições, não se colocava o secretário de Estado, por regra, em CC, porque os contactos eram feitos ou pelo secretariado, ou pelo chefe do gabinete, ou pelo gabinete de apoio. Portanto, acabei por não colocar. Mas isso não anula o fato do senhor secretário de Estado ter conhecimento, porque nós, a equipe de secretariado, não fazia nada sem que o chefe do gabinete ou o secretário de Estado tivesse conhecimento.
Carla Silva relata que este processo foi numa fase inicial do trabalho no gabinete e que não sabia que estava a cometer uma irregularidade.
Perante a ordem que eu recebi por parte do senhor secretário de Estado, nunca me passaria pela cabeça que a situação, ou que houvesse algum problema, ou que houvesse alguma irregularidade.
Com as declarações contraditórias entre a Lacerda Sales e a secretária, Carla Silva admite que está a ser um bode expiatório para a polêmica.
Levantar suspeições em relação a mim, que era secretária do gabinete, supostamente de confiança. Portanto, sim, possivelmente bode expiatório.
E depois do caso se ter tornado público, a secretária diz que Lacerda Sales tentou marcar um encontro que acabou por não acontecer.
Tinha horários muito complicados, porque estava num gabinete ministerial, e transmiti ao senhor, na altura, doutor António Lacerda Sales, que poderia falar com ele, mas seria no ministério, em que eu poderia descer e depois falaríamos à porta do ministério.
E qual foi a resposta?
Disse que já não era necessário.
A audição a Carla Silva, sem recolha de imagens, apenas com áudio e muitas contradições face às declarações do antigo secretário de Estado adjunto e da saúde.
Miguel Vitor Bodias a acompanhar uma audição que decorreu fechada à comunicação social, sem direito a recolha de imagens. Houve apenas captação de áudio, mas não sem uma falha. O Carnal Parlamento acabou por transmitir alguns segundos da imagem de Carla Silva. O presidente da comissão de inquérito, Rui Paulo Sousa, pediu publicamente desculpa pelo lapso.
Ainda sobre o caso, o CHEGA quer chamar novamente Lacerda Sales à comissão de inquérito ao caso das gêmeas luso-brasileiras.
A decisão foi tomada ainda durante a audição à secretária de Lacerda Sales. André Ventura anunciou aos jornalistas que vai pedir novamente a presença do ex-secretário de Estado da Saúde, que deu ordem para marcar a consulta na Comissão Parlamentar de Inquérito.
Que o CHEGA decidiu chamar novamente a esta comissão de inquérito o doutor Lacerda Sales, depois daquilo que hoje ouvimos, por entendermos que o seu testemunho é flagrantemente contraditado, flagrantemente posto em causa, flagrantemente posto em dúvida, por aquilo que foi dito durante esta tarde.
André Ventura acrescenta que se o pedido for chumbado, o CHEGA vai usar o direito protestativo para forçar a ida de Lacerda Sales à comissão. O ex-secretário de Estado já esteve nesta comissão de inquérito, mas utilizou o direito ao silêncio por ser arguido no processo relacionado com o caso das gêmeas.
E quanto à ministra da Juventude, diz que o grupo de trabalho de combate ao bullying, criado por um dos anteriores governos, não funcionou como deveria funcionar.
É uma afirmação de Margarida Balseiro Lopes, em entrevista na Rádio Observador. A ministra da Juventude diz que esse grupo de trabalho de combate ao bullying apenas esteve reunido uma única vez. Sublinha ainda que a comissão de acompanhamento, anunciada pelo, na altura, ministro da Educação, não saiu da gaveta. Margarida Balseiro Lopes afirma mesmo que esse grupo de trabalho, criado pelo ex-ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, acabou pouco depois de ter começado.
Reuniu uma vez, depois teve uma comissão de acompanhamento que acabou por não ser implementada. Acabou por não sair do papel e em termos de resultado prático, há algumas iniciativas a decorrer. Neste momento, há um selo que é atribuído a algumas escolas que se candidatam, têm alguns compromissos com o combate ao bullying, mas não há nada do ponto de vista nacional e que garanta que nenhuma criança que seja sujeita a uma situação de bullying tenha capacidade de defender, de denunciar e de encontrar o apoio necessário.
Este governo quer avançar com um novo grupo de trabalho que tenha continuidade e, garante a ministra, já começou a ser desenhado há mais de um mês, sem nada ter a ver com o ataque na escola de Azambuja esta semana. Uma das medidas para propor é um canal de denúncias de bullying. Nesta entrevista na Rádio Observador, a ministra disse ainda que o governo está disponível para negociar a medida do IRS Jovem, mas deixa três avisos.
Não abdicamos. Em primeiro lugar, que seja uma medida transversal, ou seja, destinada a todos os jovens, independentemente das qualificações. Em segundo lugar, que haja previsibilidade, ou seja, que seja uma medida estendida e prolongada no tempo. E em terceiro lugar, que seja uma medida de fácil e de simples aplicação, ou seja, que não seja necessário submeter papéis, pedidos de reembolsos.
Margarida Balseiro Lopes entrevistada na Tarde Política da Rádio Observador. A ministra disse que é possível encontrar pontos de equilíbrio nas negociações do Orçamento de Estado sobre o IRS Jovem.
São agora 9h05 e quanto à Caixa Geral de Depósitos, diz que vai analisar a sentença antes de decidir sobre um recurso à condenação de 82 milhões de euros pelo Tribunal de Concorrência em Santarém.
A informação foi avançada num comunicado publicado na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários. A juíza deu como provados os factos do caso conhecido como Cartel da Banca. Condenou os bancos a pagarem coimas no valor de 225 milhões de euros. Os restantes bancos, que não a Caixa Geral de Depósitos, já avançaram que vão recorrer da sentença. Em causa está um suposto conluio em que os bancos partilhavam informações sobre os spreads e volumes de crédito. Os factos julgados terão ocorrido entre 2002 e 2013.
Agora na atualidade também internacional. O especialista em Relações Internacionais, Nuno Gouveia, diz que Donald Trump está a ir para fora de pé ao querer responsabilizar os judeus caso perca as eleições norte-americanas. É a leitura feita depois ter sido divulgada uma sondagem pelo Instituto Eleitoral Judaico, que diz que 72% dos judeus norte-americanos apoiam Kamala Harris, enquanto apenas 25 apoiam Donald Trump. O candidato republicano reagiu com uma acusação de que se perder as eleições é devido aos judeus. Uma posição que, para Nuno Gouveia, pode ser vista como perigosa.
Cai um bocado no antissemitismo, pois aparentemente já está a pré-anunciar uma culpa aos judeus caso ele seja derrotado. E isso nem faz muito sentido, porque o eleitorado judeu, que é muito minoritário na sociedade americana, obviamente em alguns estados tem maior presença que noutros, mas mesmo que os números fossem inversos, não fariam uma diferença tão grande.
É o entendimento de Nuno Gouveia, especialista em Relações Internacionais, no programa América Dividida aqui na Rádio Observador.
E ainda nos Estados Unidos, os serviços secretos admitem que as falhas na comunicação com autoridades locais prejudicaram o desempenho no atentado ao ex-presidente Donald Trump em julho.
O relatório de cinco páginas foi conhecido hoje. Aponta falhas na comunicação durante um comício na Pensilvânia, onde Donald Trump acabou por ser ferido no ouvido após ter sido atingido por uma bala. Os serviços secretos assumem a falha, apontam uma série de deficiências de comunicação antes do tiroteio que feriu o candidato republicano. Os serviços secretos revelam ainda que as formas de trabalhar com as autoridades locais foram alteradas para evitar novos problemas. Dizem também que uma situação deste género nunca se irá repetir.
Agora são 9h07. E tempo também para notícias de âmbito local.
A circulação na Linha do Oeste vai estar suspensa amanhã, de acordo com as Infraestruturas de Portugal. A circulação na Linha do Oeste vai estar suspensa entre Torres Vedras e Caldas da Rainha para modernização da ferrovia. A empreitada visa a realização de trabalhos de demolição de uma passagem superior em Óbidos e a montagem de aparelhos de via na estação de São Mamede. De acordo com as Infraestruturas Portugal, amanhã vai ser assegurado o transbordo rodoviário entre Torres Vedras e as Caldas da Rainha. No Porto, a ASAE apreendeu jogos ilegais em cafés de Vila do Conde, na Póvoa de Varzim e também na Trofa. A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica detetou esta semana a existência de jogos ilegais em vários cafés do distrito do Porto. A ASAE instaurou cinco processos-crime por exploração de jogo de fortuna ou azar praticada fora dos locais autorizados e também um processo-crime por jogo fraudulento. Em Sintra, um suspeito de duas tentativas de homicídio num comboio está em prisão preventiva. As vítimas do ataque tiveram de ser conduzidas a uma unidade hospitalar após a agressão. Uma delas correu mesmo perigo de vida. Em comunicado, a PJ adianta que identificou, localizou e deteve um homem de nacionalidade estrangeira, fortemente indiciado da prática de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, com a utilização de uma arma branca. Os crimes ocorreram entre 8 e 12 de agosto deste ano, em comboios da linha de Sintra. Já no Seixal, um taxista foi sequestrado durante duas horas e deixado abandonado e amarrado durante a madrugada. A vítima foi ameaçada com uma faca por três homens que transportou de Lisboa para a margem sul do Tejo. Além de lhe ter sido roubado todo o dinheiro que tinha, os cartões bancários também foram levados. O taxista foi ainda amarrado e deixado na rua. Em Estarreja, o Festival de Arte Urbana prestou homenagem aos bombeiros que estão a combater os incêndios a norte e centro do país. As figuras de bombeiros começaram a surgir no centro da cidade e a surpreender quem passava no espaço público. Foi a forma simbólica que o artista belga Jone encontrou para homenagear os que estão na linha da frente no combate às chamas. Em Leiria, o relvado do Estádio Municipal está a ser recuperado e já mostra sinais de melhoria. A Câmara Municipal de Leiria divulgou hoje que estão em curso os trabalhos para a recuperação do relvado do Estádio Dr. Magalhães Pessoa. O concerto Rockin'1000, que teve lugar no relvado do estádio, acabou por danificá-lo, daí serem precisos estes trabalhos de recuperação. Em comunicado, o município de Leiria garante que vai recuperar o relvado o mais rápido possível.
Agora são 9h10. Informação José Rafael Lopes de regresso daqui a pouco, às 9h30. Quanto a ti, até já.
Até já.