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Daniel. Jornal das nove com Martim Madeira. Martim, o secretário-geral da CGTP diz que o primeiro-ministro devia ser mais humilde e focar-se nos motivos que levam os trabalhadores a fazer greve.

Em causa estão as declarações de Luís Montenegro durante esta tarde, que apelou a que a paralisação não afetasse os portugueses que querem trabalhar. Em declarações aos jornalistas, Tiago Oliveira lembra que esta é já a segunda greve geral do atual governo e reitera que o líder do governo deveria focar-se nos motivos que levam a esta greve.

O primeiro-ministro, em vez de se preocupar com a razão que traz os trabalhadores para a greve, para a luta, em vez de se preocupar que no seu mandato esta já seja a segunda greve geral, está a preocupar-se com aquilo que é lateral às questões que estão em cima da mesa. O principal são as razões que trazem os trabalhadores à luta. O principal é combater este pacote laboral, combater este retrocesso que vai incidir na vida de cada um de nós.

A poucas horas da paralisação geral, o secretário-geral da CGTP antecipa também uma grande adesão dos trabalhadores.

Os trabalhadores vão demonstrar nesta greve geral o seu descontentamento pela política que está a ser seguida, vão demonstrar que querem a retirada do pacote laboral e os trabalhadores vão fazer deste dia um grande dia de luta, seja no setor público, seja no setor privado. A greve vai ter um grande impacto, porque os trabalhadores vão aproveitar mais este momento para lutar.

Declarações de Tiago Oliveira aos jornalistas, que acredita que vai ser amanhã o momento de derrubar o pacote laboral.

Os constrangimentos da greve geral já se vão sentir nas próximas horas. Saúde, educação e transportes são os setores mais afetados.

Esta paralisação foi marcada pela CGTP, mas não tem o apoio da UGT. O novo pacote laboral, idealizado pela AD, está no centro das reivindicações. O setor dos transportes já começou a sentir os efeitos da greve, com o cancelamento de algumas viagens da CP, mas as primeiras horas da noite, João Lourenço, vão permitir clarificar os primeiros impactos desta paralisação.

Quando os relógios marcarem 23h, o metro de Lisboa encerra a atividade. A transportadora da capital não tem serviços mínimos e, por isso, a atividade apenas vai retomar às 6h30 do dia 4. Quem também não vai ter serviços mínimos é a Transtejo, ou seja, não está previsto transporte fluviál entre as margens do rio Tejo. A única alternativa para quem quer atravessar o rio é a Fertagus. A Carris garante 12 carreiras em funcionamento, mas em horários diferentes. A CP já garantiu serviços mínimos. Haverá alguns comboios urbanos em Lisboa, Porto e Coimbra. Também estão previstos circular alguns alfa pendulares, intercidades e regionais. É importante verificar os comboios que estão previstos no site da CP. Na cidade do Porto, as últimas viagens do metro de hoje iniciam entre as 22h e as 23h, mas há serviços mínimos para esta quarta-feira. A transportadora portuense vai funcionar durante todo o dia na linha amarela entre Santo Ovídio e o Hospital São João, bem como entre as estações da Senhora da Hora e do Estádio do Dragão. Na educação, a greve pode provocar o adiamento de um exame de português de sexto ano. No ensino superior, a paralisação abrange todos os docentes e investigadores das universidades e institutos politécnicos. Para além das aulas, também a realização de avaliações ou participação em júris de avaliação pode estar em risco já amanhã. Na saúde, os sindicatos dos médicos e enfermeiros garantem uma grande mobilização à greve. Os efeitos já se podem fazer sentir ao início da noite de hoje, devido aos inícios de turno. Pela primeira vez na história, a linha SNS 24 vai estar em greve. Esta paralisação pode fazer disparar os tempos de resposta para duas ou três horas, mesmo em situações potencialmente graves. Nos serviços do Estado, o Instituto dos Registos e Notariado apenas vai garantir serviços mínimos em funcionamento para atos presenciais urgentes e atendimentos de emergência. Os constrangimentos também são esperados nas repartições de finanças e tribunais.

O jornalista João Lourenço com as principais dificuldades que esta greve promete causar. Esta é a segunda paralisação geral que o governo de Luís Montenegro atravessa em apenas seis meses.

O presidente do Governo Regional da Madeira e presidente da Mesa do Congresso no PSD ameaça não presidir aos trabalhos se o governo central continuar a ignorar os problemas e os compromissos com a região.

Congresso marcado para os dias 20 e 21 deste mês, em Anadia. Miguel Albuquerque, que preside o Congresso desde 2022, fala num diálogo de surdos com o executivo de Montenegro. Diz que as questões relacionadas com o arquipélago continuarem sem resolução, não vai presidir os trabalhos.

O Congresso é agora em junho e a minha posição vai ser muito clara, e é muito clara: se se mantiver a situação de não resolução das questões que estão encaminhadas com a Madeira, eu estou totalmente indisponível para presidir a esse diálogo. Se as questões da Madeira começarem a ser tratadas, que ainda não foram até agora, tudo bem. Se não forem tratadas, eu estou totalmente indisponível.

Miguel Albuquerque, que em declarações aos jornalistas no Conselho da Calheta, na Madeira, deu exemplos sobre as questões que estão em atraso e que precisa de resolver com Luís Montenegro. Alguns exemplos, a revisão da Lei das Finanças Regionais, a constituição de um grupo de trabalho sobre os sistemas de saúde na região e a terceira fase do novo Hospital do Funchal.

E o Parlamento aprovou o pedido do governo para discutir com urgência a autorização legislativa sobre a criação da Prestação Social Única. O Chega votou contra.

Uma oportunidade para o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, colar André Ventura ao PCP. O Chega votou contra a autorização legislativa da Pensão Social Única em 10 dias, pedida pelo governo à Assembleia da República. Já os outros partidos da direita, PSD, CDS e IL, votaram a favor. No final da votação, o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, falou aos jornalistas para acusar André Ventura de ser igual ao Partido Comunista.

O partido Chega é verdadeiramente uma fraude populista e uma fraude eleitoral. Ao mesmo tempo que o Chega diz que quer combater a fraude no combate aos subsídios, que quer combater a atribuição de subsídios e a forma como eles são atribuídos, que acha que aqueles que recebem subsídios sociais deviam prestar uma colaboração à sociedade, o Chega votou contra hojePrecisamente aquilo que visa trazer critério à atribuição das prestações sociais, que visa ajudar a combater a fraude e até votou contra a possibilidade daqueles que recebem subsídios sociais poderem ter uma atividade social de solidariedade.

Hugo Soares pede ainda ao Chega para mostrar como é que a proposta da descida de idade da reforma pode ser aplicada sem pôr em causa as contas públicas. Já quanto ao processo de revisão constitucional, que o PSD e o Chega concordaram hoje em adiar para o próximo ano, Hugo Soares rejeita as acusações do PS de que os sociais-democratas têm um acordo mais amplo com André Ventura.

A revisão constitucional não se faz nem com uns nem com outros. Faz-se no âmbito de uma comissão onde aquilo que o PSD se comprometeu, já vi títulos realmente de grande imaginação interpretativa, mas também já estou habituado, não vou comentar os títulos que já hoje vi a propósito deste requerimento. Aquilo que o PSD disse e aqui repete e que diz desde a primeira hora, é que o PSD estará disponível para apresentar o seu projeto de revisão constitucional, que este não era o momento e depois discutiremos, no âmbito da comissão que preparará os trabalhos da revisão constitucional, com todos os partidos. Nós não faremos nem com o Chega, nem com o Partido Socialista, já agora, nem com o Partido Comunista Português, nem com o Livre, nem com a Iniciativa Liberal.

Hugo Soares, líder da bancada do PSD, em declarações aos jornalistas nos Passos Perdidos da Assembleia da República.

Vamos agora ao panorama internacional. O presidente norte-americano desmente as notícias iranianas de que Teerão teria interrompido as negociações com Washington.

Foi numa publicação na rede Truth Social. Donald Trump escreve que as conversas têm sido contínuas, incluindo há quatro dias, três dias, dois dias, um dia e também hoje garante que as negociações estão a correr bem.

E por falar em negociações, Martim, a chamada de ontem entre Donald Trump e Benjamin Netanyahu foi algo tensa.

Uma chamada que foi feita para ser negociado o cessar-fogo entre o Hezbollah e o Líbano. O portal norte-americano Axios dá-nos alguns detalhes dessa conversa entre os dois líderes. Cita dois oficiais norte-americanos familiarizados com a chamada. Ao que tudo parece, Donald Trump pressionou Netanyahu para recuar em relação ao grande ataque que Israel ia realizar em Beirute. Trump terá mesmo dito a Netanyahu que o primeiro-ministro israelita está completamente louco e que já estaria na prisão se não fosse Donald Trump.

Martim, vamos agora às notícias de âmbito local.

Vamos nós, Filipa. Em Oeiras, há um novo parque de estacionamento em Algés, com quase 150 lugares. O anúncio foi feito hoje pela Câmara. Vai ser inaugurado esta sexta-feira, a partir das 10h. O estacionamento é nas Romeiras e vai ser de acesso livre e regulado com parquímetros. Os moradores da zona podem pedir dísticos de residente. Na Maia, a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto e o Metro vão reforçar os transportes para o Norte Festival. O evento acontece a partir de sexta-feira e acaba no domingo, na Cidade Desportiva da Maia. O metro vai aumentar o número de viagens na linha verde até às 3h. Já a STCP vai reforçar a linha 600 com mais autocarros. O município de Pombal vai disponibilizar uma plataforma para as pequenas, médias e empresas do Conselho, que lhes permite calcular a pegada de carbono. A iniciativa financiada pelo PRR possibilita ainda identificar medidas de redução e de emissões e custos operacionais. As empresas interessadas podem aceder à ferramenta através do site da Câmara Municipal. Em Santarém, a videovigilância vai avançar em seis cidades do distrito. A PSP concluiu a assinatura dos protocolos de financiamento para os sistemas de videovigilância. Está agora a tratar das autorizações para a instalação de câmaras em Abrantes, Ourém, Entrocamento, Tomar, Torres Novas e Cartaxo. Em Santarém, o sistema que já existe. Os projetos desenvolvidos com as autarquias visam reforçar a prevenção da criminalidade, a proteção de pessoas e bens e o apoio à atividade policial. No Seixal, há nove projetos para mostrar nacional de jovens empreendedores deste ano. O Seixal Criativo está representado no evento que decorre no Porto, que reúne jovens inovadores de todo o país. O projeto desenvolvido pela Câmara tem sido distinguido a nível nacional pelo trabalho nas áreas da ciência e tecnologia e empreendedorismo junto dos jovens do Conselho. Em Águeda, o Centro de Interpretação do Rio recebe mais de 3000 visitantes no primeiro ano de funcionamento. O espaço realizou quase 100 visitas guiadas e atividades de educação ambiental dirigidas à comunidade escolar. Para assinalar o primeiro aniversário, o município anunciou a criação de uma sala imersiva que pretende dar uma experiência interativa sobre o ecossistema fluvial. Parece-me bem.

É assim que fechamos este jornal das 21h com o Martim Madeira.