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Jornal das nove, na Rádio Observador com a Laura Figueiredo e começamos pelo caso das gêmeas. Foram hoje conhecidas as acusações do Ministério Público. Marcelo Rebelo de Sousa diz que o caso tem sido doloroso desde 2023.

O antigo presidente da República tinha dito ao início da tarde que todos são iguais perante a Justiça. Agora, ao início da noite, em Tabuaço, em declarações à RTP, admitiu que o caso é doloroso há vários anos, mas que isso não invalida que a Justiça seja para todos.

Como sabe, estamos esperando fatos que reportam a 2019 e em 2023, que passou a ser doloroso, no que me toca, pela noção que tive da realidade.

Tem sofrido muito por causa disso.

Que não tinha conhecido antes. Portanto, é evidente. É evidente, mas isso é um problema pessoal meu. Como cidadão, como antes, quando era presidente da República, eu tenho a mesma posição de princípio. Seja o A, seja o B, seja o C, seja o D. Seja quem exerce funções, as mais importantes na sociedade portuguesa, não está acima da Justiça.

Marcelo Rebelo de Sousa a responder à acusação do Ministério Público ao filho. Para além de Nuno Rebelo de Sousa, foram ainda acusados a mãe das duas crianças, Daniela Martins, o ex-diretor clínico do Hospital de Santa Maria, Luís Pinheiro, e também o antigo secretário do Estado da Saúde, António Lacerda Sales. Em comunicado, a defesa do antigo secretário do Estado diz que os fatos que surgem na acusação são inconclusivos ou merecedores de outras conclusões. O comunicado acrescenta que Lacerda Sales recebeu esta acusação com enorme surpresa e que continua a acreditar que se pode fazer justiça neste caso. A defesa do antigo secretário de Estado diz ainda que vai analisar o processo para decidir se vai pedir a abertura de instrução.

E o PS acusa o governo de ser incapaz de cumprir as promessas de crescimento econômico.

PS e Chega foram hoje recebidos pelo ministro das Finanças no arranque das reuniões com os grupos parlamentares sobre o orçamento do Estado para o próximo ano. Eurico Brilhante Dias revela que o Executivo prevê para 2027 uma inflação semelhante à deste ano, um valor acima dos 3% que não conta, no entender do PS, os fatores ligados à guerra no Irão. O líder parlamentar do PS insiste que é preciso responder ao aumento do custo de vida e, por isso, Eurico Brilhante Dias admite alguma surpresa pela ausência de apoios aos portugueses.

O governo prevê menos crescimento nominal, em particular da receita, o que faz antever que não dispõe de nenhum mecanismo, de nenhum instrumento de apoio às pessoas, em particular pro aumento dos combustíveis e pro aumento do custo do cabaz alimentar, que são hoje duas preocupações centrais dos portugueses. E por isso, de alguma forma, ficamos surpreendidos que, desta forma, o governo não apresente um instrumento de apoio, mesmo que seja um instrumento cautelar construído a partir de uma outra taxa de inflação.

Eurico Brilhante Dias, depois da reunião com o ministro das Finanças, o líder parlamentar do PS afirma que a economia vai crescer menos do que foi prometido pelo governo aos portugueses. O valor deve ficar, segundo as perspectivas do Executivo, em cerca de 2% de crescimento econômico.

Antes foi a vez do Chega reunir com o governo, com o líder parlamentar a mostrar-se desiludido com a proposta.

Pedro Pinto não garante já que o partido vá votar contra, mas assume que há demasiados pontos divergentes com o Executivo. O líder parlamentar do Chega revela que o governo está a prever um excedente de 0,2% do PIB para o próximo ano e não tem nos planos uma descida dos impostos, situação que leva o líder da bancada a falar de um governo insensível perante as dificuldades.

As pessoas estão num período difícil, numa crise grande, numa crise grave. Não baixar, quer o IVA dos combustíveis, quer o IVA do cabaz alimentar, que também já foi dito pelo governo que não irá baixar, é deveras preocupante. Aquilo que percebemos nesta conversa de hoje é que este é um governo que continua a ser insensível aos grandes problemas das pessoas em Portugal. E com um governo insensível, é um orçamento também insensível, é um orçamento sem nada de novo, segundo aquilo que percebemos, que será apresentado no dia 9 ou no dia 10 de outubro do próximo mês.

Pedro Pinto, depois da reunião entre o grupo parlamentar do Chega e o governo sobre o orçamento do Estado. Amanhã o ministro das Finanças recebe os partidos à esquerda. Na quarta-feira, é a vez da iniciativa liberal.

E o presidente da República pede uma nova ambição ao setor do turismo e deixa recados sobre a privatização da TAP.

No encerramento da Cimeira do Turismo, António José Seguro diz que o setor foi resiliente perante várias críticas. Com foco no futuro, o chefe de Estado vê na construção do novo aeroporto de Lisboa uma oportunidade para o crescimento do país e avisa que a privatização da TAP não pode ser feita apenas com base no valor do negócio.

No futuro. Esta visão estratégica exige também decisões estruturais. O novo aeroporto de Lisboa é uma questão decisiva pra capacidade futura do país. A evolução da TAP é igualmente relevante, tendo em conta o seu papel de ligação de Portugal aos mercados internacionais e na captação de turistas. São matérias que exigem visão, planeamento e capacidade de execução. Não podem ser tratadas apenas em função das necessidades imediatas ou de encaixes financeiros.

António José Seguro pede ainda uma estratégia para o turismo com competitividade, mas também com atenção aos problemas dos que vivem no país.

O governador do Banco de Portugal considera que o país não tem infraestruturas para dar um novo impulso ao turismo.

Álvaro Santos Pereira elogia o impacto que o setor teve ao longo dos últimos anos e aponta pra importância no PIB e na empregabilidade. No entanto, o governador considera que o país já devia ter construído um novo aeroporto e dá o exemplo da Turquia.

Continuamos a ter infraestruturas deficientes para conseguir desenvolver o nosso setor turístico. Há pouco estávamos a falar do aeroporto. Sabem quanto tempo demorou aos turcos para construir um aeroporto? Um aeroporto que é muito maior do que o que vai ser construído cá em Lisboa. Sabem quanto tempo demorou aos turcos anunciar e construir o aeroporto? Quatro anos. Eu não estou a criticar ninguém, só estou a dizer, como país, e eu poderia dar exemplo de outros países também. Como país, não é minimamente aceitável que estejamos há décadas à espera de um aeroporto essencial para Lisboa e não é minimamente aceitável que os tempos de espera não possam ser encurtados de forma definitiva.

Álvaro Santos Pereira pede investimento em melhores ligações entre várias regiões do país e critica também o estado da linha ferroviária até ao Algarve. O líder da Associação Sindical de Polícias diz que Luís Neves não tem tido condições políticas para aplicar as suas ideias para o setor. Paulo Santos, presidente do sindicato mais representativo de polícias, entende que o ministro da Administração Interna tem feito pouco pela segurança e reconhece que para se ser um bom ministro, é preciso ter mais do que experiência.

Para ser ministro da Administração Interna, e temos dito também várias vezes, não é necessário só ter experiência, não é necessário só ter sensibilidade. É preciso ter respaldo político do governo no seu todo para que possa dar passos. E isso não tem acontecido. Aliás, já o disse ao senhor ministro, é importante que ele tivesse condições políticas para aplicar aquilo que são as ideias.

O líder sindical falava aos jornalistas antes do arranque de um protesto de polícias no Porto, na véspera de uma reunião dos sindicatos com o ministro da Administração Interna. Paulo Santos diz que tem de ser o primeiro-ministro a dizer se Luís Neves tem ou não condições para continuar no cargo. Laura, vamos também atualizar as notícias de âmbito local. Em Aveiro, a PSP deteve nove condutores com idades entre os 22 e os 65 anos por excesso de álcool. Em comunicado, a PSP explica que as detenções aconteceram no âmbito de ações de fiscalização rodoviária feitas durante o fim de semana. De acordo com a polícia, os detidos apresentavam taxas de álcool no sangue entre 1,3 g/l e 2,7. Na Amadora, abriram hoje as inscrições para o programa Ama Sénior Viva Mais 2026-2027. O anúncio feito pela autarquia que adianta que o programa é dirigido a municípios do Conselho com 55 ou mais anos, inclui ateliês ocupacionais, cursos teóricos e atividades físicas. A inscrição tem custo de €2,5, é gratuita para titulares do cartão Amadora 65+. Em Alcobaça, o município anunciou novos investimentos escolares. As intervenções são destinadas à recuperação, conservação e melhoria das escolas. As obras abrangem a escola EB23 de Patães, o Centro Escolar de Alcobaça e o Centro Escolar da Benedita. De acordo com a Câmara, o investimento vai ser superior a €960 mil. Na Trofa, o governo aprovou um investimento de €184 milhões para o projeto do Metrobus. A iniciativa pretende expandir a rede de metro do Porto, permitindo que os cidadãos daquela região tenham uma solução cômoda de transporte coletivo. As obras devem acontecer no espaço de dois anos e meio. Em Leiria, a Praia do Pedrógão recebeu mais de 259 mil visitantes durante a época balnear deste ano. São dados divulgados pela Câmara Municipal. À semelhança do ano passado, foi posto em prática o Missão Salvamento Aquático, um projeto desenvolvido pelos nadadores-salvadores que permitiu uma abordagem às boas práticas de segurança aquática. Terminamos no Seixal. A Loja do Cidadão assinala hoje cinco anos. Como forma de celebrar, a autarquia inaugurou hoje uma exposição, "Cinco Anos de uma Conquista Coletiva" é o nome da exposição, que reúne fotografias que documentam o percurso da loja desde os primeiros anos até hoje. Notícia de fecho do Jornal das Nove.