Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Madeira. Martim, boa noite, bem-vindo. Em destaque a esta hora, depois da ação policial de manhã, há novas concentrações no Rossio, em Lisboa, e também na Praça Dom João I, no Porto.

Protestos devido à crise na habitação. Os manifestantes prometeram voltar e é isso que temos visto nas últimas horas. Vamos perceber o que se está a passar nesses dois pontos e vamos começar por Lisboa, na Praça do Rossio, onde esta manhã 55 pessoas foram detidas. No local está o repórter do Observador, Hugo Furtunato Oliveira, em direto. Hugo, já há algum veredito sobre os próximos planos?

Muito boa noite, Martim. Há, sim, um veredito. Os manifestantes vão voltar amanhã a acampar aqui no Rossio com tendas, para hoje será mais um dia de celebração, mais um dia de resistência, como os manifestantes dizem, numa altura em que a fadista Ana Moura já está no palco a dar música a esta manifestação, uma manifestação muito grande. São milhares já os manifestantes que se concentram aqui nesta praça, quase que já não cabem dentro da Praça Dom Pedro IV. Para se ter uma ideia, tudo o que é da estátua até ao teatro está completamente repleto de pessoas. Vão-se ouvindo várias palavras de ordem, vão-se ouvindo também apupos. E hoje, para além dos apupos a Luís Montenegro, que têm sido característicos dos últimos dias, ouvem-se também críticas ao ministro da Administração Interna, Luís Neves, críticas audíveis a Luís Neves nesta noite, depois dessa grande repressão esta manhã, que desmontou o acampamento, tanto aqui como no Porto, mas que aqui foram detidas 55 pessoas. Os manifestantes prometem resistir. Hoje não vão montar tendas, mas amanhã prometem que sim, que as tendas vão voltar, Martim.

Jornalista Hugo Furtunato Oliveira, em direto de Lisboa. E no Porto, na Praça Dom João I, está a repórter do Observador, Laura Figueiredo. Laura, os manifestantes foram até à Câmara Municipal do Porto, mas já regressaram à origem, à Praça Dom João I. Vimos, pelo menos nas imagens, muita gente. Estamos perante um protesto que toma agora proporções maiores do que nos últimos dias?

Boa noite, Martim. Sim, pelo menos quanto ao número de pessoas, é bastante diferente relativamente a ontem. Voltamos aqui à Praça Dom João I e os ânimos continuam animados. A ida e a vinda até à Câmara Municipal não fez com que o número de pessoas diminuísse. A multidão continua com uma grande dimensão. Nesta altura, faz-se algum silêncio, porque está a ser projetada numa tela uma chamada via Teams com outras manifestações. Pelo que conseguimos perceber, será uma chamada com as manifestações em Sevilha, Granada, Vigo, Almeria e Pontevedra, são pelo menos essas as cidades que aparecem como os nomes dos utilizadores nesta chamada e, portanto, há aqui um silêncio para ouvir o que dizem as outras manifestações. As mesmas pessoas continuam aqui, foram e vieram. Penso que a polícia foi um pouco apanhada de surpresa com a movimentação até à Câmara Municipal, mas rapidamente conseguiu também cortar o trânsito na Avenida dos Aliados, onde em frente à Câmara se entoaram cânticos que diziam coisas como: "Pedro Duarte, presta atenção, a tua casa vai virar ocupação." Era esta uma das frases que mais se ouviu à frente da autarquia. Entretanto, há pouco, a organização do movimento divulgou um comunicado onde fala em dias de folga concedidos pelas autoridades e termina dizendo apenas "até sábado". Não fica claro qual será a atuação do movimento nos próximos dias, mas será também essa a ideia, deixar esta incerteza no ar para que as autoridades também não possam antever os próximos passos do movimento. Por agora, como dizia, uma praça cheia, mais de mil pessoas, agora em silêncio, para ouvir o que dizem as representantes das outras manifestações em Espanha, também.

Jornalista Laura Figueiredo, em direto do Porto, a dar também esta nota desta união ibérica que está a ser feita através desta chamada por Teams.

E face aos protestos esta tarde, Luís Neves garantiu que as acampadas acabaram.

O ministro da Administração Interna aplaude a atuação da polícia e pede aos manifestantes para que não se deixem infiltrar por extremistas. O ministro fez questão de referir que a atuação da PSP nas manifestações do Porto e em Lisboa repôs a ordem pública e Luís Neves reforça que a lei é para ser cumprida e promete combater a violência e o extremismo.

Todas as valências do Estado, da prevenção, da ordem pública e da investigação criminal serão acionadas sempre que se verifique a desregulação da lei. E, sobretudo, deixar esta nota muito tranquila, muito firme, que é a que ninguém ouse tentar aqui trazer o caos ou trazer a violência, de quaisquer comportamentos extremistas e extremistas do ponto de vista criminoso, serão naturalmente reprimidos.

Declarações do ministro da Administração Interna, Luís Neves, durante uma visita à FIL, junto ao Salão Internacional de Proteção, Segurança e Defesa.

Já o ministro da Habitação e Infraestruturas admite rever a lei das rendas com o Partido Socialista.

O governo quer consenso com todos, incluindo com o Partido Socialista, é a garantia deixada por Miguel Pinto Luz.

Eu lanço aqui um apelo a todos os partidos. Deixemos de encontrar mais divisões onde elas não existem. Deixemos de encontrar divisões estéreis. Vamos encontrar soluções. Vamos dar as mãos e encontrar soluções para o problema. Aquilo que o governo tem vindo a fazer nos dois últimos anos é acelerar a construção da habitação pública, construir mais focos, ajudar os mais jovens, ajudar os mais necessitados. Nós, em sede da Assembleia da República, temos encontrado esses consensos, ora à esquerda, ora à direita, no tema A, no tema B. E, portanto, sempre com humildade, estamos disponíveis para fazer todo o debate.

Declarações do ministro Miguel Pinto Luz, depois da cerimônia de entrega de 72 habitações no empreendimento da habitação social Quinta das Bicas, em Coimbra.

E o Chega desafia o Partido Socialista para um entendimento em sede de orçamento para resolver, precisamente, Martim, os problemas da habitação.

É o repto lançado por André Ventura, que já tira o PSD da equação.

O PSD está a governar, a ver se chega aos 2% das intenções de voto. Está a fazer tudo para que daqui a uns dias desapareça do panorama político, como já aconteceu noutras paragens europeias. Bom, então restam dois partidos que têm que tomar soluções Esses partidos são o Partido Socialista e o Chega. O Chega quer dar soluções à vida das pessoas, quer garantir que isso acontece. Está o Partido Socialista disposto a isso ou não? Eu sei que também há a Iniciativa Liberal, o Livre, o PCP, o JPP, mas isso não contará, francamente, para nada na matemática orçamental. Na matemática orçamental contarão os votos destes dois partidos, do Chega e do Partido Socialista.

André Ventura garante também que em causa não está nenhuma coligação negativa, propõe que o Chega e o PS aprovem as propostas um do outro na discussão orçamental. Já o PS não tardou a responder. Luís Testa, deputado do Partido Socialista, desvaloriza essa iniciativa do Chega.

Tempo ainda nesta edição para atualizar a informação de âmbito local que está a marcar esta minha terça-feira, dia 20 de outubro.

Em Leiria, a Escola Superior de Educação e Ciências Sociais vai receber já amanhã o seminário "Famílias em Transformação: Vínculos, Desafios e Caminhos", segundo a organização. A iniciativa pretende refletir e debater sobre os desafios que marcam a realidade familiar contemporânea, em especial olhar para as relações parentais, do bem-estar das crianças e dos jovens. Em Santarém, a Comunidade Intermunicipal de Lezíria do Tejo e os 11 municípios que fazem parte vão contar com uma dotação de 4,4 milhões de euros de fundos europeus. O dinheiro vai servir para reforçar os meios de proteção civil, para melhorar a prevenção de incêndios rurais e para aumentar a capacidade de resposta a situações de emergência. No Seixal, o auditório dos Serviços Centrais da Câmara Municipal vai acolher o seminário europeu Ecodata na próxima quinta-feira, pelas 9h. O evento tem como objetivo debater sobre a ciência, dados, arte e ambiente, em prol da proteção dos ecossistemas azuis. Pretende também tornar os dados ambientais mais fáceis de compreender ou transformá-los em expressões artísticas que combatem a desinformação. Em Loures, a prova de vinhos de Bruxelas regressa no próximo sábado ao Centro Comercial Portela. A iniciativa tem início às 16h e inclui uma prova acompanhada pelo produtor Alfredo Carmo e pelo enólogo da Rubigo Wines, onde vão ser apresentados os vinhos da marca do produtor. Em Famalicão vai decorrer um workshop com o nome "Decisões que Fazem Crescer: Estratégia e Indicadores para Negócio", destinado a empreendedores, gestores e empresários, com data marcada para o dia 3 de novembro. Vai ter lugar na Casa do Território, no Parque da Devesa, a partir das 14h30. É gratuito, através de uma inscrição prévia. Em Aveiro vai acontecer a Aveiro Tech Week na terceira semana de novembro, mas as candidaturas só estão abertas até ao dia 4 do próximo mês. O evento tem lugar na Fábrica Centro de Ciência Viva e tem como objetivo desafiar os estudantes, os profissionais e os investigadores a desenvolver soluções inovadoras nas áreas da tecnologia, dos dados e da inteligência artificial. Apenas dar ainda uma nota de uma notícia que surgiu na última hora. Nos Açores, houve um terremoto de 5.2 a 1 km da ilha de São Miguel. O observador contactou os bombeiros do local, de São Miguel, dizem que não há quaisquer ocorrências e não têm estragos e danos a reportar.

E fica por aqui esta edição das 9, que chegou antes das 9, porque estamos a acompanhar o para já PSV zero, Foco do Porto zero, neste caso, Porto zero, PSV também zero, jogo que acontece no Dragão. Segunda parte para ouvir já aqui, terceira jornada da Liga dos Campeões. Já daqui a pouco vamos retornar ao Estádio do Dragão, ao encontro do Pedro Fernandes e também do Vítor Tomé. As notícias estão de regresso ou, quem sabe, no jornal das 11, nas notícias das 11h30, o jogo terminará, mas o que é certo é que será também com a edição do Martim Madeira. Um grande abraço, Martim. Até já.

Até já.