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Começa agora o jornal das 9 da noite, na Rádio Observador, com o jornalista Hugo Pinto. Hugo, abrimos com números conhecidos há pouco. A TAP fechou o primeiro trimestre com prejuízos de quase 60 milhões de euros.

Entre janeiro e março, a TAP teve perdas de 57 milhões e 400 mil euros. Ainda assim, a transportadora aérea, em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, sublinha a melhoria significativa quando este resultado é comparado com os primeiros trimestres de 2022 e 2019, alturas em que a TAP teve perdas superiores a 100 milhões de euros. Nos primeiros três meses do ano, as receitas da TAP foram de 836 milhões.

E estes resultados são conhecidos numa altura em que decorre a audição de um administrador operacional da companhia aérea na Comissão Parlamentar de Inquérito. Ramiro Sequeira diz que se não tivesse havido um plano de reestruturação, a TAP era obrigada a fechar.

O também ex-administrador executivo interino da TAP está a ser ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a negociação do plano de reestruturação. Ramiro Sequeira diz que essa negociação era feita entre o acionista Estado e a União Europeia, à semelhança do que já foi referido por outras figuras que passaram por esta comissão parlamentar. Ramiro Sequeira diz que se não tivesse havido um plano de reestruturação, a TAP teria caído por terra.

Na minha análise, provavelmente era o fecho da companhia. Com a queima de caixa que estava havendo, com difícil lida aos mercados em momentos de pandemia e o volume de dinheiro que estamos a falar, provavelmente seria o fecho da companhia.

Declarações de Ramiro Sequeira, que está na Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a gestão da TAP. Ramiro Sequeira integrou a companhia aérea em agosto de 2018, com a nacionalização da TAP. Em 2020, assumiu a presidência executiva interinamente, a convite do então ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Esta Comissão Parlamentar de Inquérito à gestão da TAP tem um novo presidente, uma mudança que já foi criticada por Luís Montenegro.

O deputado socialista António Lacerda Sales vai assumir a presidência da Comissão de Inquérito à TAP, depois da renúncia, hoje, de Jorge Seguro Sanches. O presidente do PSP fala em mais um sinal de instabilidade que prejudica o acesso a toda a informação e acusa o Partido Socialista de se vitimizar.

Essa instabilidade na comissão de inquérito, em particular, vê-se com a alteração difícil de explicar, devo confessar, da presidência da comissão, num processo de vitimização que, sinceramente, não beneficia nada, que não colhe. É uma desculpa de mau pagador. Na obstaculização de acesso à informação, dizem a cada passo que na Comissão Parlamentar de Inquérito se deve descobrir e apurar a verdade, doa a quem doer. Mas parece que quando as dores se aproximam da área do governo, a procura da verdade tem obstáculos.

O líder do PSD acusa o Partido Socialista de vitimização depois da saída de Jorge Seguro Sanches da presidência da Comissão Parlamentar sobre a TAP. São declarações de Luís Montenegro em Leiria, onde o líder social-democrata defendeu que no país real as pessoas não estão a sentir o crescimento da economia.

Hugo, Portugal está em seca, mas não há, para já, previsão de medidas proibitivas do consumo de água.

É o que adianta o ministro do Ambiente e da Ação Climática. Duarte Cordeiro descarta, para já, o recurso a restrições, apesar da situação de seca que se vive, sobretudo no sul do país.

Não vale a pena estarmos a introduzir uma cultura de proibição quando ela neste momento ainda não é necessária. Quando ela é necessária, nós não hesitamos, como aconteceu quando limitamos, por exemplo, em determinadas barragens na zona de Monte da Rocha, ou mesmo a decisão que foi tomada pela ministra da Agricultura de limitar novas culturas na zona do Mira, porque neste momento temos é que gerir a água para os consumos que temos.

Duarte Cordeiro, aqui em declarações no Porto, à margem do lançamento do concurso público para a construção da linha Rubi do metro da Cidade Invicta, sobre o metro de Lisboa, que tem sido afetado por congestionamentos. Duarte Cordeiro garante que o governo está disponível para contratar motoristas e que o problema não é dinheiro.

Não é por falta de recursos financeiros que nós não temos mais alternativas. É porque neste momento não está a ser fácil encontrar autocarros disponíveis para reforçar estas linhas que precisam de reforço de mobilidade e motoristas disponíveis. Portanto, nós estamos disponíveis para contratar tudo o que estiver disponível, desde que encontremos. Estamos a fazer este esforço para tentar perceber o que é que podemos fazer mais.

O ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, apela também à compreensão dos utentes do metro de Lisboa para as obras que têm afetado a linha amarela e também a linha verde, obras que têm levado ao encerramento de algumas estações de metro.

Hugo Pinto, tempo agora para o habitual espaço de informação local.

Começamos em São João da Madeira. Especial atenção às faturas que aparecem em casa. Vai começar a ser emitido um novo modelo de fatura da empresa Águas São João. Já esta semana, quem mora no Conselho vai receber em casa este novo modelo com informação mais detalhada e mais clara do modelo tarifário. Este novo modelo vai permitir uma melhor percepção das diferentes componentes associadas ao valor a pagar no final do mês, bem como o histórico de consumos. Na Amadora, nos próximos dias 26 e 27 de maio, João Baião apresenta os Monólogos da Vacina no Cine Teatro Dom João V. São três sessões de comédia musical no dia 26, pelas 21h30, também no dia 27, às 16h, e à noite pela mesma hora. Bilhetes à venda na Ticketline, no local, duas horas antes do início do espetáculo. Terminamos esta ronda pelo noticiário local no Seixal. Entre os dias 16 e 27 de maio, é possível visitar a Biblioteca Municipal, a oitava edição da Mostra de Trabalhos Eco-Escolas, patentes os trabalhos realizados pelas escolas do município inscritas no programa Eco-Escolas neste ano letivo. É um programa que visa a promoção para a sensibilização quanto às questões relacionadas com a água, energias renováveis e alterações climáticas.

É assim que fechamos este jornal das 9, que teve edição do Hugo Pinto.