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Ao Observador, aos Estados Unidos.
João das Dez, com o José Rafael Lopes e José Hugo Soares responde ao PS e recusa a ausência do Luís Montenegro nos bairros que foram afetados com tumultos.
O líder parlamentar do PSD acusa Pedro Nuno Santos de estar baralhado e diz que o secretário-geral do PS não está focado em ser oposição.
De facto, o Dr. Pedro Nuno Santos parece muito baralhado. Ele está a falar de um primeiro-ministro que é conhecido precisamente por ter uma proximidade enorme com o povo português. Está a falar do primeiro-ministro que visitou os 308 concelhos do país, que esteve nas regiões autónomas, em todos os concelhos, que esteve junto das nossas comunidades e que está constantemente na rua, junto dos eleitores, aqueles que vão depositando e alargando a confiança neste governo. Portanto, eu creio que o Dr. Pedro Nuno Santos está muito baralhado.
O social-democrata não revela, para já, se Luís Montenegro tem intenção de visitar os bairros afetados por vários tumultos nas semanas passadas. Já sobre o recuo das declarações de Margarida Blasco, sobre o direito à greve, Hugo Soares recusa a má comunicação no governo e lembra Pedro Nuno Santos de que foi a ministra que resolveu os problemas no setor.
Não sei, não faço ideia se há algum problema de comunicação ou não com a senhora ministra da Administração Interna. O que eu sei é que foi esta ministra da Administração Interna que resolveu os problemas que o anterior governo, o governo do Dr. Pedro Nuno Santos, não foi capaz de resolver. Esta ministra foi a ministra que acabou com a injustiça, com a iniquidade que havia entre a diferença do subsídio de risco, como sabem, da Polícia Judiciária e das Forças e Serviços de Segurança, PSP e GNR. Eu sou adepto de membros do governo que façam, que mudem a vida das pessoas.
Hugo Soares, que recusa as críticas de má gestão nas equipas do governo e lembra Pedro Nuno Santos do governo de António Costa, que ficou marcado por várias demissões.
Estávamos agora a olhar para as críticas de Pedro Nuno Santos.
Que para além de criticar a ausência do governo da rua, deixa também farpas a André Ventura. Pedro Nuno Santos diz que o líder do Chega quer segregar quem vive em bairros sociais.
Eu ouvia hoje o líder do partido de extrema-direita português criticando-nos, não só a nós, mas também ao senhor presidente da República, por termos visitado estes bairros, como se nós estivéssemos a falar de pessoas que estão excluídas, que têm que estar afastadas, que não podem ter a visita de um político. E aquilo que o líder do partido de extrema-direita se esquece é que os homens que trabalham, que vivem nestes bairros, são os homens que construíram as nossas casas.
As palavras de Pedro Nuno Santos, com críticas ao Chega e também ao PSD.
Também a ministra da Administração Interna foi alvo de críticas.
Tanto o líder do PS como o líder da Iniciativa Liberal acreditam que os problemas da ministra vão além de falhas de comunicação. A começar por Pedro Nuno Santos, que visa também Luís Montenegro, acusa o primeiro-ministro de não saber gerir o governo. Sobre Margarida Blasco, Pedro Nuno Santos fala em erros graves.
Aqui nem é só o saber comunicar, é que aqui há outra dimensão de problema. Num dia diz-se uma coisa e passado umas horas, volta-se atrás. Isso é inaceitável do ponto de vista do exercício de funções governativas. Inaceitável. E o problema, ao fim de algum tempo, já não é da senhora ministra, já é do primeiro-ministro. Diz muito sobre a capacidade do senhor primeiro-ministro em construir boas equipas. Em segundo lugar, é o senhor primeiro-ministro que mantém a senhora ministra.
E Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal, concorda.
É evidente que a senhora ministra tem dificuldades na comunicação e eu não subscrevo aquilo que Paulo Rangel afirmou sobre os ministros não terem que comunicar bem, eu acho precisamente o contrário, mas têm que também ter bom senso na gestão dos temas que lhe estão atribuídos. Aconteceram já situações suficientes para que eu peça ao senhor primeiro-ministro, pondere bem se a atual ministra é a pessoa certa.
O pedido de Rui Rocha, que questiona se Margarida Blasco tem capacidade para continuar a ser ministra da Administração Interna.
Ainda nas críticas a Margarida Blasco, Ana Gomes considera que a ministra é inapta para o cargo.
Na Rádio Observador, a histórica socialista foi questionada sobre a ministra da Administração Interna, que foi corrigida pelo primeiro-ministro. Ana Gomes, na resposta, põe em causa a posição da ministra.
Um momento particularmente mau, neste caso, para o governo, porque é evidente que é uma forma de desautorização da própria ministra e que, no fundo, mostra uma ineficácia da ministra para as funções.
Ana Gomes, no Direto ao Assunto, aqui na Rádio Observador, com críticas a Margarida Blasco.
Também a líder parlamentar do PS põe em causa a posição de Margarida Blasco.
Marina Gonçalves considera que a ministra da Administração Interna não tem apenas problemas de comunicação. Na Rádio Observador, sublinha que esta ministra tem demonstrado também incapacidade para o exercício das funções.
Já são vários os episódios que temos tido com a ministra da Administração Interna. O primeiro-ministro tem optado pela sua continuidade no governo e pela sua manutenção. Acho que é evidente a postura do Partido Socialista quando diz que há aqui uma incapacidade de exercício de funções governativas. É sinal que, efetivamente, devia haver outro rigor e outra responsabilidade no exercício destas funções de um cargo governativo que tem, obviamente, uma responsabilidade acrescida para todos. Aquilo que o Partido Socialista diz, e que é claro, é que há uma opção do primeiro-ministro de manutenção deste estado, com sucessivas contradições, com uma incapacidade de comunicar, e, portanto, no fim do dia, essa avaliação deve ser feita pelo primeiro-ministro.
As declarações de Marina Gonçalves na Rádio Observador, já sobre a polêmica em torno do presidente da Câmara de Loures. A deputada socialista vai ao encontro da posição do secretário-geral do PS e considera que se tratou de um momento menos bom de Ricardo Leão.
E José, a Federação Nacional dos Médicos alerta que o governo quer alterar o regime de contratação de profissionais.
De acordo com a FNAM, o Ministério da Saúde vai publicar um diploma que altera os concursos de contratação do Serviço Nacional de Saúde. A presidente da Federação, Joana Bordalo e Sá, acredita que esta alteração traz desigualdades de recrutamento entre médicos dos hospitais e dos centros de saúde.
Cria desigualdades, porque os médicos de família, os médicos de saúde pública, vão ser contratados de uma maneira com concursos nacionais
E os médicos hospitalares vão ser através de concursos locais. Ou seja, os médicos hospitalares vão continuar à espera meses para serem colocados. Isso cria obviamente desmotivação e faz com que os médicos hospitalares saiam do Serviço Nacional de Saúde, porque não vão estar mais de meio ano à espera de um contrato.
Joana Bordalo e Sá com declarações na Rádio Observador sobre a possibilidade dos profissionais abandonarem o país. Joana Bordalo e Sá garante que vai continuar a defender o SNS.
A reforma, a Federação Nacional dos Médicos exige, no fundo, que sejamos ouvidos, e que as nossas soluções possam entrar em fase também de negociação para nós termos mais médicos no SNS. Nós vamos continuar a defender o Serviço Nacional de Saúde e para isso nós temos soluções para ter mais médicos, que passam não só por uma greve salarial base, mas também por tentarmos melhorar as nossas condições de trabalho.
A presidente da Federação defende ainda que o correto era voltar ao modelo anterior da colocação nacional, só que com a nota do internato para todos os médicos.
Na atualidade internacional, está cada vez mais perto a noite eleitoral nos Estados Unidos.
A campanha está na reta final, é o tudo ou nada para Donald Trump e Kamala Harris. A partir da cidade de Baltimore, no Maryland, a enviada especial Cátia Bruno explica qual a agenda de Donald Trump para esta noite decisiva.
Donald Trump esteve esta manhã a fazer um comício na Carolina do Norte. Vai também estar em muitos outros swing states ao longo do dia, ainda vai à Pensilvânia, ainda vai ao Michigan, e o seu candidato a vice, J.D. Vance, está neste momento no Wisconsin, o que mostra claramente que a campanha republicana está a fazer tudo por tudo para ir ao maior número possível de swing states a um dia da votação.
E Cátia Bruno explica também o lado democrata.
Kamala Harris vai passar todo o dia no estado da Pensilvânia, com foco no eleitorado latim. Os democratas querem continuar a explorar o apoio dos porto-riquenhos e de outros eleitores hispânicos depois do famoso comício na Madison Square Garden de Trump, em que houve aquele comentário sobre a ilha de Porto Rico.
Cátia Bruno, enviada especial do Observador às eleições nos Estados Unidos, que vão ser acompanhadas aqui na Rádio Observador, com uma longa emissão especial que arranca amanhã.
E a menos de 24 horas das eleições americanas, a Pensilvânia é o estado mais dividido entre os dois candidatos.
No América Dividida, João Diogo Barbosa, especialista em assuntos internacionais, sublinha que a Pensilvânia, este swing state, é dos mais importantes, sobretudo para Kamala Harris.
Kamala Harris não tem grande possibilidade de chegar, por exemplo, ao Iowa, apesar da recente sondagem, e a Pensilvânia, ao significar 19 votos, pode ser absolutamente fundamental num cenário em que, como temos eleições estaduais muito próximas, qualquer eleitor a mais pode ser decisivo e até pode evitar um empate.
Na Rádio Observador, o especialista afirma ainda que as sondagens podem não estar a captar a verdadeira tendência do eleitorado, uma vez que as eleições estão empatadas em vários estados diferentes.
No desporto, o Sporting vai enfrentar o Manchester City para a Liga dos Campeões. Vai ser o último jogo de Rúben Amorim ao Alvalade antes de rumar ao Manchester United.
Espera-se, por isso, uma despedida para o técnico português perante os adeptos leoninos. O Sporting Manchester City arranca quando forem oito da noite. Rúben Amorim foi questionado sobre o tema da saída e assegura que vai ter saudades, mas não arrependimento da decisão que tomou.
Não, raramente me arrependo. Arrependo-me algumas vezes, mas raramente me arrependo das decisões. Eu ainda não tive tempo para sentir saudade, mas eu sei que vou ter muitas saudades de tudo, do país, dos meus jogadores, de todo o clube, mas teremos tempo para sentir isso. Talvez um pouquinho no fim do jogo, porque é o último jogo em Alvalade, mas neste momento não dá para sentir nada. Vamos esperar até o último jogo, a seguir a Braga.
Sobre o jogo com o Manchester City, Rúben Amorim promete foco máximo, o lançamento de Rúben Amorim ao jogo entre o Sporting e o Manchester United para a Liga dos Campeões vai contar com relato e análise na Rádio Observador.
10 minutos para as lá das 22h, vamos a outras notícias que marcam a atualidade.
O governo transferiu mais de 1 milhão e meio de euros para a candidatura de Portugal ao Conselho de Segurança das Nações Unidas em 2027 e 2028. Durante a audição conjunta na Assembleia da República, o ministro dos Negócios Estrangeiros disse que o processo vai ser lançado esta semana em Nova York. Paulo Rangel anunciou ainda a criação da Direção-Geral de Direito Europeu e Internacional, no Ministério dos Negócios Estrangeiros, que terá uma função transversal a todo o ministério. A Autoridade Nacional de Proteção de Dados do Brasil abriu um processo contra a rede social TikTok. Num comunicado, o órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil exige mudanças na aplicação para corrigir irregularidades no tratamento de dados de crianças e adolescentes. A decisão resulta de um processo de fiscalização que arrancou em 2021.
E é assim que fechamos este Jornal das 10.