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Ficamos a 20 minutos das 10 da noite. De volta com as notícias, Laura Figueiredo. A começar com o primeiro debate para as eleições legislativas antecipadas entre Luís Montenegro e também Paulo Raimundo. O primeiro-ministro garante que o investimento no setor da defesa não vai significar um desinvestimento nas políticas sociais.
Uma garantia deixada por Luís Montenegro esta noite no primeiro debate televisivo. Acusado por Paulo Raimundo de financiar a guerra, o primeiro-ministro diz que Portugal está apenas a defender a democracia.
Nós também não trocamos as políticas sociais pelo investimento em defesa. São duas coisas cumulativas. Cumulativas. Deixa-me dizer-te, primeiro lugar. Nós, quando apoiamos, por exemplo, a Ucrânia, nós apoiamos a defesa dos direitos humanos, nós apoiamos a defesa da integralidade do território de um país europeu, nós apoiamos o direito que as pessoas têm às suas liberdades e, portanto, nós não estamos a apoiar a guerra. Nós estamos a apoiar a democracia, estamos a apoiar os direitos de liberdades e garantias. Em segundo lugar, os nossos compromissos com os investimentos na área da defesa são necessários para nós também nos precavermos a nós próprios, a nossa integralidade territorial, os direitos dos nossos concidadãos.
Já Paulo Raimundo voltou a criticar o facto de o primeiro-ministro não se ter demitido depois da polémica em torno da empresa familiar. O secretário-geral comunista acusa Luís Montenegro de promiscuidade entre interesses económicos e o poder político, diz ainda que a campanha foi forte deste governo.
Luís Montenegro foi beneficiário do pagamento de uma empresa.
Não fui, não diga isso.
Foi beneficiário de uma empresa.
Não tenho nenhuma razão.
E, portanto, isto é uma incompatibilidade com o cargo. Mas há uma outra questão: é que evidenciou a profunda confusão entre interesses privados e interesses públicos. Ora, isso não pode ser. Mas a questão de fundo é outra. É que ela expressa um problema maior, que é a profunda promiscuidade entre os interesses económicos e o poder político. Qual é a questão? Nós temos um governo que se caracteriza com duas ideias fundamentais: a propaganda, muita, os parabéns à agência de propaganda que o governo tem, porque de facto faz um trabalho extraordinário do ponto de vista da propaganda, e outra que é corresponder aos interesses dos grupos económicos. Aí está. Ora, isto é válido em várias vertentes. Desde a saúde, por exemplo.
Luís Montenegro e Paulo Raimundo no primeiro debate televisivo, onde o primeiro-ministro prometeu equilibrar os investimentos e as políticas sociais. Já Paulo Raimundo diz que quer zero cêntimos para a guerra.
Agora são 21h43 e Luís Montenegro reconhece, Laura, que o governo não conseguiu resolver todos os problemas na área da saúde.
Declarações do primeiro-ministro esta tarde, quando fez o discurso de encerramento da cerimónia comemorativa do Dia Mundial da Saúde. Apesar de realçar que o tempo do executivo foi curto, Luís Montenegro assegura que ainda assim o governo deixa um bom legado na área da saúde. Sublinha que é capaz de fazer ainda mais numa próxima legislatura.
Não conseguimos resolver todos os problemas e muito menos o conseguimos fazer em pouco tempo, quando são problemas profundos, estruturais. Mas há coisas que estão a acontecer e que têm um resultado que é preciso enaltecer.
Luís Montenegro pede ainda um pacto de confiança que vá além das forças políticas e partidárias e que inclua os profissionais de saúde. Também no Infarmed, esta tarde esteve a Ministra da Saúde. Ana Paula Martins não confirma se está disponível para ser ministra numa próxima legislatura e diz que Portugal precisa que os partidos políticos se entendam.
A mensagem neste Dia Mundial da Saúde é clara: temos mesmo de conseguir entender-nos em relação a três aspetos fundamentais, pelo menos três. Um deles é relativamente à questão dos recursos humanos em saúde, como é que vamos transformar aquilo que são as carreiras, como é que as vamos adaptar, tudo aquilo que temos vindo a falar. A segunda tem que ver com, naturalmente, as questões relacionadas com o investimento e, não menos importante, com a organização dos serviços.
A Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, esta tarde, à saída da cerimónia comemorativa do Dia Nacional da Saúde.
Continuamos a falar de saúde. O PS admite rever o concurso para as parcerias público-privadas.
Os socialistas levantam dúvidas aos contratos lançados pelo atual governo do PSD e CDS. A deputada do PS, Mariana Vieira da Silva, diz que os contratos que vão entrar em concurso não são tão exigentes como os últimos. No debate promovido pela Ordem dos Médicos e pelo Observador, Mariana Vieira da Silva admite a revisão do concurso que se prepara para ser lançado para novas PPP na saúde.
Todos os relatórios positivos que existem, nomeadamente o Tribunal de Contas sobre as PPPs, são feitos sobre contratos muito exigentes e que ou são outra vez repetidos ou então não entramos num serviço público que está a cargo de privados.
Portanto, o PS admite rever aquilo que herdar eventualmente do governo atual.
Não é uma posição de princípio contra as PPPs, mas eu não vejo naquele concurso que se prepara para ser lançado, garantias de serviço público universal.
Mariana Vieira da Silva, num debate com os representantes dos partidos políticos, em que Miguel Guimarães, antigo bastonário e deputado do PSD, defende que as metas propostas pelo governo não tiveram tempo para ser executadas.
O plano que existia para a saúde era um plano para uma legislatura. Mesmo aquilo que era o plano de emergência e transformação da saúde era para ser aplicado até o fim de 2025. E, portanto, fruto daquilo que aconteceu, nós estamos a analisar cedo demais esta situação e há várias coisas que ainda não foram feitas, mas que vão ser feitas.
Miguel Guimarães, que ouviu críticas dos partidos sobre a forma de gestão da saúde, com o Chega a salientar que os médicos não podem ser obrigados a ficar no SNS. Já à esquerda, o PCP também vai pela falta de condições, mas para apontar as regras impostas pela União Europeia.
O problema está em Bruxelas. Enfim, estamos condicionados por alguma norma de Bruxelas que nos impeça de fazer a contratação do pessoal, dos profissionais, à medida daquilo que nós necessitamos? Sim ou não?
Se sim, como ultrapassamos essa dificuldade? Não podemos voltar aos anos 60, em que a reivindicação dos médicos era que, na escala das classificações, lutavam para ter um salário pelo menos equivalente a um regente agrícola de segunda classe.
Quanto ao Livre, quer maior intervenção dos profissionais de saúde na gestão das unidades. Já a Iniciativa Liberal, pelo deputado Mário Amorim Lopes, defende a necessidade de desburocratizar de forma urgente o SNS.
Agora, na atualidade internacional, Elon Musk é o bilionário mais prejudicado pelas tarifas norte-americanas anunciadas por Donald Trump na semana passada.
De acordo com a agência financeira Bloomberg, as 500 pessoas mais ricas do mundo perderam quase €500.000 milhões entre quinta e sexta-feira. Em causa estão as novas tarifas anunciadas por Donald Trump, que têm atingido em força os mercados bolsistas. Os dados atualizados hoje revelam que Elon Musk, que é também conselheiro de Donald Trump, mantém-se como o homem mais rico do mundo. Ainda assim, o dono da Tesla lidera também o ranking em perdas financeiras. Em apenas um dia, perdeu cerca de €18.000 milhões.
E lá há senadores republicanos a pedir a Donald Trump que aceite a proposta de Ursula von der Leyen sobre tarifas zero por zero nas trocas comerciais de produtos industriais.
Dois senadores do partido de Donald Trump pedem ao presidente norte-americano que dê um sim à União Europeia, mas um dos principais conselheiros de Trump nesta área considera que a proposta da União Europeia não é suficiente para a Casa Branca. Em Portugal, o governo acredita que a resposta à guerra comercial com os Estados Unidos deve ser concertada com a União Europeia. É a posição de Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros.
A competência na área das tarifas é exclusiva da União Europeia. Claro que os governos nacionais podem ter um papel, mas isso tem que ser visto também em concertação com a União Europeia, que é o que nós estamos a fazer.
O responsável pela diplomacia portuguesa, Paulo Rangel, na entrega das listas a deputados da Aliança Democrática, recusa que o governo esteja atrasado nesta matéria, espera apenas pelo mote da União Europeia.
Agora no desporto, intervalo e nesta altura, Sporting e Sporting Braga, Clube da Alvalade a levar vantagem 1 x 0.
O gol do Sporting foi feito por Viktor Gyökeres aos 15 minutos, o jogador que continua a somar pontos na carreira, já marcou 33 gols na Primeira Liga e 44 em toda a época pelo Sporting. Do lado do Braga, cartão amarelo para Paulo Oliveira aos 14 minutos e aos 30, cartão amarelo também para João Montinho. O Sporting está esta noite obrigado a vencer o Sporting de Braga no fecho da jornada 28 da Primeira Liga, para evitar que o Benfica termine a ronda isolado na liderança. É um jogo que pode continuar a acompanhar aqui em direto na Rádio Observador.
Agora também tempo ainda para toda a informação de âmbito local. Depois vamos ter, claro, como habitualmente, toda a análise àquilo que aconteceu na primeira parte do jogo. Vamos então para a informação de âmbito local.
Começamos em Leiria com as eleições autárquicas. Gabriel Mithá Ribeiro lidera pela terceira vez a lista do Chega em Leiria. Em 2024, foi o primeiro deputado a ser eleito por Leiria e chegou a ter a função de secretário da Mesa da Assembleia da República. Luís Paulo Fernandes, que também foi eleito nas legislativas do ano passado, mantém-se como número dois. Seguimos para o Seixal, que vai dar início à construção da nova Unidade de Saúde dos Foros de Amora. É uma obra que resulta de uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência, num investimento de cerca de €4 milhões. O lançamento da primeira pedra está marcado para 10 de abril, às 10h, na Quinta da Charnequinha. Os conselhos de Vila de Conde e Póvoa de Varzim vão lançar um programa inovador para doentes oncológicos. O programa proporciona sessões regulares de atividade física adaptada, supervisionadas por profissionais especializados. As sessões arrancam a 2 de junho, têm a duração de uma hora e acontecem no Parque de Jogos de Vila de Conde. Em Sintra, o Parque da Pena vai reabrir de forma parcial, depois de um período de encerramento devido à depressão Martinho. Voltam a estar disponíveis os percursos que ligam o Palácio Nacional da Pena à Cruz Alta e ao Vale dos Lagos, via Fonte dos Passarinhos, e também um caminho entre o Vale dos Lagos e o Chalé de Condessa d'Edla. O acesso aos espaços deverá ser possível a partir desta terça-feira. A Real Factory de Porto de Mós recebe amanhã a conferência sobre territórios do futuro, organizado pela Câmara e também pela Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria. O encontro começa pelas 10h, vai contar com a intervenção do presidente do município de Porto de Mós, Jorge Vala, e também a intervenção de Eurico Brilhante Dias, deputado e ex-secretário de Estado da Internacionalização, e ainda a presença da ministra da Juventude, Margarida Balseiro Lopes. Acabamos em Ovar. Na próxima quarta-feira, 9 de abril, arranca mais uma edição do Ovar em Jazz. Até sábado, 12 de abril, o Centro de Artes de Ovar abre as portas para celebrar a música.
Ponto final nesta edição. Um intervalo para já entre o Sporting e também o Sporting de Braga. A informação Laura Figueiredo, regresso quando o jogo terminar. Até já.
Até já.
Até já.