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Muito boa noite, João. Começamos com esses números da Operação Natal da PSP e da GNR.
Doze mortes é o balanço final das autoridades para o período entre 18 e 26 de dezembro. A PSP e a GNR contabilizam ainda 929 feridos, dos quais 68 em estado grave. Comparando com o ano passado, o número de acidentes reduziu cerca de 5%, causando menos três mortes. As autoridades adiantam ainda que fiscalizaram presencialmente mais de 78 mil veículos e também condutores, numa altura em que o sentido norte-sul na A1 continua parado devido a um acidente que provocou a morte de uma pessoa e também ferimentos a sete. Este acidente ocorreu às 20h11, na zona de Alcanena.
Mudamos de assunto para falar do apelo de André Ventura. Pediu um adiamento do próximo Conselho de Estado para depois de uma segunda volta das eleições presidenciais.
O candidato apoiado pelo Chega explica que esta reunião, convocada por Marcelo Rebelo de Sousa, deve ser adiada para depois do ato eleitoral, já que dois dos membros do Conselho de Estado, Luís Marques Mendes e André Ventura, são também candidatos às eleições. André Ventura acusou o chefe de Estado de escolher a data de 9 de janeiro, 10 dias das eleições presidenciais, apenas para participar na campanha eleitoral.
Se este Conselho de Estado vier a existir, que permita fazer esse balanço do seu mandato, àquilo e ao lugar onde conduziu Portugal na cena internacional, de fraqueza, de isolamento, de humilhação, mas que, sobretudo, tenha em conta que há uma eleição uns dias depois e que, não havendo nenhum facto relevante que motive esse Conselho de Estado, que não permita que se crie mais uma situação de favorecimento ou discriminação para poucos dias das eleições.
A segunda volta das eleições presidenciais, a verificarem-se, realiza-se dia 8 de fevereiro.
António José Seguro pede relações adultas entre os órgãos de soberania.
Numa visita ao Wonderland, o candidato apoiado pelo PS não quis comentar a mensagem de Natal do primeiro-ministro. Seguro atira quaisquer ilações sobre as palavras de Luís Montenegro para futuras reuniões em Belém.
O presidente da República, na forma como eu entendo que deve ser a sua ação e a sua interpretação, não comenta as mensagens de Natal do primeiro-ministro. E se tiver alguma coisa que dizer ao primeiro-ministro, diz em privado, diz nas reuniões das quintas-feiras. É assim que eu entendo que nós devemos cultivar relações adultas entre órgãos de soberania e, portanto, é essa a minha posição.
O candidato apoiado pelo PS tem a expectativa que os apoios continuem a crescer. António José Seguro diz que sente o aumento do apoio dentro da população.
Ainda nas presidenciais, Luís Marques Mendes quer realizar presidências abertas.
Durante o almoço com apoiantes em Macedo de Cavaleiros, o candidato a Belém revelou que deseja começar esta iniciativa em Trás-os-Montes.
Sendo eleito presidente da República, decidi fazer presidências abertas por todo Portugal. E a primeira presidência aberta que farei será aqui em Trás-os-Montes e nas Beiras, será subordinada à ideia do desenvolvimento do interior e terá na agenda dois temas relevantes: a educação e o emprego.
O candidato presidencial defende que é necessário forçar novas políticas públicas que ajudem o investimento e o emprego no interior de Portugal.
Marques Mendes, que voltou a estar hoje na mira de Henrique Gouveia e Melo.
E foi no Arquipélago dos Açores onde o almirante criticou o que define como a vitimização em curso do antigo líder do Partido Social-Democrata.
Parece que há um processo de vitimização do outro lado. "Eu é que estou a ser atacado." Não, não foi atacado. Atacou. Nós agora o que pedimos não é nenhum ataque, nós não estamos a fazer nenhum ataque. Eu, pelo menos, não tenho nenhuma intenção de fazer ataque, eu só peço transparência. A divulgação de uma parte dos clientes é uma estratégia muitas vezes usada para não se olhar para o todo. Qual é a profissão do doutor Luís Marques Mendes? Foi a pergunta que eu fiz. E que interesses é que essa profissão alavanca ou pode alavancar dentro da função presidencial? Acho que todos os portugueses querem saber isso.
O antigo chefe do Estado-Maior da Armada insiste na ideia que a divulgação dos clientes de Marques Mendes é uma questão de transparência.
As despesas das famílias vão aumentar no novo ano, vários bens e serviços vão ficar mais caros.
Renda, prestação da casa e eletricidade são algumas das categorias que vão pesar ainda mais no bolso das famílias portuguesas já no próximo ano. A jornalista Francisca Ré esteve a sintetizar as alterações das despesas. Explica-nos o que vai mudar.
As rendas vão subir mais no próximo ano, mas há uma boa notícia: vai ser possível deduzir €900 no IRS. Este aumento das rendas é de 2,2%, um valor ligeiramente superior comparado com o do ano anterior. No entanto, não é uma subida tão elevada quanto a de 2024. A atualização da renda só pode ser exigida, no mínimo, um ano depois da data de início do contrato de arrendamento ou da última atualização. Mas há uma boa notícia: o valor da dedução das rendas em sede de IRS aumenta de €700 para €750. O governo espera um aumento deste valor para €900 ainda no próximo ano e €1.000 em 2027. Sobre as prestações da casa, não há previsão certa sobre a evolução das taxas Euribor em 2026, mas a maioria dos analistas diz que não devem sofrer grandes oscilações, podem até descer ligeiramente. Os clientes que fizeram amortizações antecipadas de crédito à habitação com taxa variável vão voltar a pagar a comissão que esteve suspensa durante três anos e que, regra geral, sobe a 0,5% do valor pago. Já o preço da luz sobe abaixo da inflação. A taxa elétrica do mercado regulado aumenta 1% no início do próximo ano. A entidade reguladora dos serviços energéticos agrava ligeiramente as tarifas de acesso aos mais de seis milhões de consumidores para 3,5%. Esta é uma subida que será provavelmente compensada pela descida dos preços da energia nos mercados.
O aumento das despesas em casa no próximo ano, nas palavras da jornalista Francis Carret.
Nove pessoas foram detidas em Itália por alegadamente angariarem milhões para o Hamas.
Em causa estão suspeitas de terem enviado cerca de €7 milhões à organização terrorista no espaço de dois anos. Tudo isto deve-se a uma megaoperação antimáfia que foi levada a cabo em Génova. Foram também apreendidos bens no valor de mais de €8 milhões. Em estúdio, está o jornalista do Observador, Martim Madeira, que esteve a investigar o caso.
No centro dos esquemas estão várias associações de caridade, incluindo a Associação Beneficente de Solidariedade com o Povo Palestiniano, que tem sede em Génova. Mohammed Hannun, um dos principais suspeitos e a figura principal da célula do Hamas em Itália, geria a angariação de fundos desta mesma associação e desviou mais de 71% das doações para articulações diretamente controladas pela ala militar do Hamas. Estima-se que €7 milhões foram enviados para Gaza e os territórios palestinianos como forma de reforçar a estratégia armada do grupo. Entre os signatários diretos dos fundos estavam figuras importantes como Osama Halisawi, ex-ministro do governo do Hamas em Gaza. O dinheiro também foi usado para apoiar as famílias de terroristas envolvidos em ataques suicidas.
E Martim, que mais encontraram as autoridades?
A investigação começou depois do ataque de 7 de outubro de 2023 e contou com a cooperação das autoridades dos Países Baixos e de Israel, através de escutas telefônicas e da análise dos servidores apreendidos em Génova. A polícia italiana encontrou documentos que descreviam o treino militar de jovens recrutas e a glorificação de mártires. Alguns dos novos suspeitos foram identificados em fotografias que os mostravam em equipamentos de combate com as Brigadas Al-Qassam, a maior e mais bem equipada organização militar a operar na Faixa de Gaza nos últimos anos. Estes elementos, segundo a polícia, confirmam que tiveram participação total no programa terrorista e que estiveram em coordenação constante com uma rede mais ampla que opera em toda a Europa.
Jornalista Martim Madeira, com a investigação que começou a partir de denúncias de transações financeiras consideradas suspeitas e que mais tarde se revelaram como um complexo sistema de triangulações monetárias internacionais.
No desporto, o Futebol Clube do Porto foi multado na sequência da polêmica com o árbitro Fábio Veríssimo.
Foi um anúncio dado esta noite pelo Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, que aplicou uma multa de €12.750 aos azuis e brancos, na sequência das denúncias do juiz da Associação de Futebol de Leiria. O caso remonta à partida entre o Foco do Porto e o Sporting Braga, quando Fábio Veríssimo acusou os Dragões de terem colocado uma televisão a passar em loop imagens da carga do central Betanarec sobre o guarda-redes dos bracarenses, Lukas Hornicek, e que levaram a anular um golo posterior a Viktor Frohold. Entretanto, André Villas-Boas garantiu que os Dragões iriam ajudar os órgãos competentes na avaliação.
Amanhã é dia de jogo grande no Minho. Braga recebe o Benfica.
E o treinador do Braga, Carlos Vicente, não espera, pois claro, facilidades.
Sabemos que vai ser um partido de alta dificuldade, de alto nível e onde vamos ter que oferecer uma versão melhor da que oferecemos em Estoril, se queremos estar cerca da vitória. Então, bom, o afrontamos motivados, com ganas, com ilusão de fazer um gran partido e sabendo que vamos ter que fazê-lo muito bem para conseguir essa vitória que todos desejamos.
A equipa encarnada, o Benfica, que corre atrás do prejuízo, está neste momento a oito pontos do primeiro lugar. É um jogo decisivo, na opinião de José Mourinho.
O jogo de Braga é uma final. É uma final, mas o jogo com o Famalicão era uma final, com o Moreirense era uma final, com o Nápoles era uma final. A única coisa que nós temos feito nos últimos tempos é ter jogado finais. E este é o mês de janeiro que nos espera depois do mês de dezembro já ter sido igual.
Braga, Benfica, a partir das 18h, no Estádio da Pedreira. O relato aqui na Rádio Observador vai estar a cargo do jornalista Ricardo Loureiro. E depois é a vez do Sporting entrar em campo. Os Leões vão receber em Alvalade o Rio Ave, a equipa que está na segunda metade da tabela classificativa, mas é nada que faça Rui Borges, técnico leonino, esperar dificuldades.
É uma equipa que nos vai criar algumas dificuldades, uma equipa que fora de portas só perdeu em Moreira de Cónegos, empatou na Luz, empatou em Famalicão. Por isso, diz também daquilo que é a sua competitividade, acima de tudo, fora de portas e a jogar fora. Por isso, se acharmos que vai ser um jogo onde vamos fazer um golo com o passar do tempo, vamos estar enganados se não formos sérios, concentrados e rigorosos naquilo que temos que fazer, tal como fomos no jogo com o Vitória.
As palavras de Rui Borges a dizer que não vai esperar facilidades frente ao Rio Ave, num jogo com relato de Diogo Varela. Toda a emissão de desporto aqui na Rádio Observador. Amanhã, domingo, começa a partir das 17h30.
Há mais notícias na Rádio Observador às 10h30.