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Jornal das 10, com a edição da Diana Rosa. E Diana, o Irão ameaça os Estados Unidos e Israel com capacidades bélicas inimagináveis se a guerra continuar.
Especialmente se o país voltar a ser atacado depois de um cessar-fogo. A Guarda Revolucionária Iraniana diz ter recursos de guerra que os inimigos não fazem a menor ideia. O porta-voz adianta que o Irão vai revelar métodos de guerra inovadores, para os quais os adversários vão ter uma capacidade limitada de resposta, sem desvendar mais detalhes, é o que adianta um artigo do "New York Times".
Ainda hoje, Trump deu um novo prazo para que seja alcançado um acordo. São duas semanas, Diana.
Foi um novo ultimato depois de negociações falhadas no passado fim de semana, um objetivo que para os Estados Unidos vai ser fácil de alcançar.
As pessoas certas e apropriadas ligaram-nos esta manhã. Eles querem negociar um acordo.
O presidente norte-americano diz ainda que já tem planos para depois do conflito com o Irão. Vai concentrar-se em Cuba.
Reino Unido e França vão organizar uma cimeira internacional com o plano para o Estreito de Ormuz. Vão participar cerca de 40 países.
Anúncio do primeiro-ministro britânico em conferência de imprensa, Keir Starmer faz saber o plano de trabalhos para contornar os blocais no Estreito de Ormuz, a começar pela diplomacia.
A conferência vai discutir, primeiro, os esforços diplomáticos para exercer pressão no sentido de um fim negociado do conflito e da abertura do estreito. Em segundo, o planeamento militar para garantir a segurança da navegação, assim que o ambiente estável possa ser estabelecido.
Keir Starmer sublinha que além da salvaguarda da navegação do estreito, a iniciativa tem o objetivo de apoiar a livre passagem de navios assim que o conflito no Médio Oriente terminar. Esta tarde, o presidente dos Estados Unidos anunciou que já está em vigor o bloqueio do Estreito de Ormuz, desta vez decidido pela própria administração norte-americana, que pretende interceptar os navios que partam de portos iranianos ou da zona costeira.
E voltamos ao presidente norte-americano, que hoje entrou em contenda com o Papa, a quem recusa pedir desculpa por tê-lo acusado de ser terrível em política externa.
Isto depois de Leão XIV ter apelado à diplomacia nos conflitos do Irão e da Venezuela. Depois, ouviu a resposta do Papa, que afirma que não tem medo da administração Trump e promete continuar a manifestar-se contra a guerra. Mesmo assim, Trump recusa retratar-se.
Nós acreditamos muito na lei e na ordem, e parece que ele tem um problema com isso. Não há nada para pedir desculpa, porque ele está errado. O outro assunto que ele não está a gostar está relacionado com o Irão, mas o Irão quer ser uma potência nuclear para acabar com o planeta. Isso não vai acontecer.
Na Casa Branca, Donald Trump diz que o Papa ignora os crimes que o regime iraniano tem cometido com a população. O presidente norte-americano partilhou ainda uma imagem gerada por inteligência artificial, como se ele próprio fosse Jesus Cristo.
Foi uma publicação, entretanto apagada, depois de várias críticas dentro do próprio núcleo de apoiantes. Donald Trump, por estes dias, tem sido cada vez menos popular e já se fala na possibilidade de destituir o presidente. Diana, isto é possível?
De acordo com a Constituição norte-americana, sim, Filipa, é possível destituir um presidente em funções nos Estados Unidos, caso seja considerado incapaz. A questão foi levantada, Filipa, pelo ex-diretor da CIA, John Brennan, em causa a 25ª Emenda. É um mecanismo nunca antes usado na história dos Estados Unidos. Ao canal norte-americano MS Now, John Brennan explica que esta emenda foi criada a pensar em líderes que se comportem como Donald Trump.
Acho que a 25ª Emenda foi escrita a pensar em Donald Trump, por permitir que alguém como ele continue a ser o comandante supremo e a controlar os enormes recursos das Forças Armadas dos Estados Unidos, incluindo a nossa capacidade nuclear, à qual ele se terá referido quando afirmou que iria simplesmente eliminar uma civilização inteira. Mais uma vez, vivemos tempos muito conturbados.
O antigo diretor da CIA, John Brennan, sobre a 25ª Emenda da Constituição norte-americana, que prevê a remoção de um presidente incapaz de exercer funções. O artigo completo que explica como é que funciona esta emenda está disponível no site do Observador.
E a concertação social tem encontro marcado para quinta-feira para discutir a lei laboral, depois de uma reunião sem avanços hoje no Ministério do Trabalho.
Reunião que durou uma hora, terminou a pedido da UGT, que alegou falta de condições para continuar. O secretário-geral Mário Moore dá a entender que a decisão é motivada pela ausência dos presidentes das quatro confederações patronais.
A UGT esteve sempre, e continuará a estar, disponível para o diálogo e para a concertação. Eu disse uma vez: quando não nos quiserem na concertação, nem no aprofundamento do diálogo, digam. Agora a UGT, por sua iniciativa, não o fará. Se alguém quer empurrar, se alguém quer criar fatos para que a negociação e o diálogo acabem, que assumam, que não o façam por interpostas pessoas, nem por comunicados. Que assumam. Venham aqui e digam como eu fiz hoje. Vim aqui transmitir à senhora ministra que hoje não teria condições para continuar na reunião.
E a Ministra do Trabalho desvaloriza a duração da reunião, garante que decorreu com normalidade, mas lembra que o processo não vai durar para sempre.
Para já, nós temos que ver a concertação social, a CPCS. O que vos quero dizer é que as negociações não se vão eternizar, coisa que sempre disse e volto a repetir, e portanto passar-se-á, de uma forma ou de outra, à fase seguinte.
Ouvimos aqui a Ministra do Trabalho, sendo que no horizonte, ainda sem data marcada, está uma reunião no Palácio de Belém com o Presidente da República e também com todos os parceiros sociais.
E o PS apresentou um projecto de lei para travar a venda de imóveis do Estado que estejam aptos para serem habitados.
Os socialistas querem dotar o Estado de instrumentos patrimoniais próprios para intervir nessas situações, quer através da reabilitação, da reconversão ou da reintegração em bolsas públicas de habitação. O projecto de lei foi hoje apresentado na Assembleia da República. Tem como objetivo impedir a alienação do património do Estado com condições de habitabilidade em áreas com falta de casas ou elevada pressão urbanística. Lembro que em Outubro, o governo de Luís Montenegro anunciou a venda de 16 imóveis do Estado, um processo que resultou numa receita superior a 20 milhões de euros. A bancada socialista critica o executivo por, numa altura em que Portugal se vê a braços com graves dificuldades no acesso à habitação, privilegiar a conversão de imóveis a receita financeira, em vez de os destinar à habitação acessível.
Diana, já arrancou o debate entre José Pacheco Pereira e André Ventura. O desafio foi feito pelo historiador, que rejeita estar a dar palco ao populismo com esta iniciativa.
Arrancou há poucos minutos, eram 10 da noite. Foi o historiador que desafiou o líder do CHEGA a debater na sequência de afirmações falsas no Parlamento. Pacheco Pereira quer um debate com recurso a factos que provem as declarações de ambos. Na Rádio Observador, o historiador, esta tarde, considerou que os portugueses podem ficar mais esclarecidos com esta discussão.
Eu não acho que um debate, se cumprirem as regras que acordamos, desta natureza, possa ser necessariamente vantajoso para o populismo. Não entendo isso. Eu tenho outra visão. Sempre achei que se deve confrontar com factos, que se deve confrontar com argumentos e depois as pessoas têm a liberdade de escolher o que lhes parece melhor. Agora, reconheço que a televisão não é o melhor meio para fazer isto. O que eu vou tentar fazer é sobrepor a argumentação racional ao espetáculo.
É um debate que decorre na CNN Portugal. Vamos ouvir, Filipa, os destaques mais à frente nesta noite informativa.
Para já, Diana, oito minutos para lá das 10 da noite. Vamos a outros temas em destaque.
A Federação Portuguesa de Futebol pagou mais de 700 mil euros à Segurança Social no âmbito do caso Fernando Santos. Em causa, um pagamento adicional relativo a juros de mora. O valor já pago ronda agora os 3 milhões e 300 mil euros. No final de janeiro, a Federação tinha sido intimada a pagar uma dívida de cerca de mais de 2 milhões e meio à Segurança Social, relativa a contratos com a empresa Femacosa, do antigo seleccionador nacional. É um anúncio das Nações Unidas e da União Africana. As partes em conflito no Sudão, desde 2023, cometeram crimes graves e violaram o direito internacional humanitário. Entre as violações mencionadas estão assassinatos, detenções arbitrárias, tortura e uso generalizado de ataques indiscriminados, incluindo ataques aéreos, bombardeamentos e ataques de drones em áreas povoadas. Por outro lado, meios civis indispensáveis à sobrevivência, incluindo instalações médicas e mercados de alimentos, têm sido alvo de ataques, o que aumenta a crise humanitária, já considerada catastrófica. A ajuda humanitária tem sido repetidamente alvo de ataque no país.
Notícia de fecho do Jornal das 10.