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Nadine, boa noite mais uma vez. A marcar esta sexta-feira, Donald Trump informou o Congresso norte-americano de que as hostilidades no Irão terminaram.

É um anúncio do presidente norte-americano feito através de duas cartas enviadas aos líderes das duas câmaras do Congresso. Acontece ao fim de 60 dias de guerra, o prazo máximo estabelecido pela Lei dos Poderes de Guerra de 1973, para que as hostilidades possam prosseguir sem autorização do Congresso. Nas cartas enviadas, citadas pela CBS, Donald Trump escreve que as hostilidades começaram a 28 de fevereiro e chegaram agora ao fim. No entanto, ainda esta tarde, nos Jardins da Casa Branca, o presidente norte-americano referia-se a esta lei como inconstitucional.

E os dirigentes da União Europeia, Nadine, consideram as tarifas do presidente norte-americano ao mercado automóvel como tarifas inaceitáveis.

Bruxelas nega estar a violar o acordo comercial assinado em julho do ano passado. É a reação da Comissão Europeia ao anúncio de novas taxas por parte dos Estados Unidos. Donald Trump anunciou que vai aumentar para 25% as tarifas sobre carros e caminhões produzidos pelos países dos 27. Na rede social Truth Social, o presidente norte-americano escreve que decidiu avançar com estas taxas porque a União Europeia não estava a cumprir o acordo celebrado com Washington.

E a marcar a atualidade nacional esta sexta-feira, feriado 1º de maio, o primeiro-ministro que nega teimosia, Nadine, por parte do governo, no que às negociações sobre as alterações à lei laboral diz respeito.

Luís Montenegro rejeita qualquer teimosia do governo neste processo sobre as alterações ao Código de Trabalho. Acusa a UGT de ser o parceiro social que menos cedeu na negociação.

O governo, há uma coisa que não faz: é abandonar as suas convicções. Isto não é teimosia, são convicções. A UGT tem toda a legitimidade e liberdade de dizer: "nós não queremos ceder". Não tem é o direito de dizer que a teimosia é nossa, isso não tem. Porque, francamente, isso não é justo e não é real.

O primeiro-ministro que garante ainda que o Executivo já cedeu em vários pontos sensíveis durante este processo.

As traves-mestras a que a UGT se refere têm a ver com os contratos a termo, têm a ver com o regime de reintegração em caso de despedimento, têm a ver com o banco de horas por acordo, têm a ver com o chamado outsourcing. Eu quero aqui dizer-vos: em todas estas matérias, o governo já cedeu. Em todas. Numas mais do que noutras. Destas propostas, há algumas em que o governo cedeu praticamente integralmente e outras em que cedeu parcialmente.

Declarações do primeiro-ministro de visita a uma feira em Melgaço, no distrito de Viana do Castelo. Apesar das críticas, Luís Montenegro diz não querer pressionar a UGT, defende que há espaço para negociar.

E neste 1º de maio vimos também a CGTP, que volta a pedir, Nadine, ao governo para deixar cair o pacote laboral.

Tiago Oliveira pede ao Executivo de Montenegro o fim desta proposta de revisão da Lei do Trabalho. Num discurso na Alameda, no 1º de maio, o secretário-geral da CGTP diz que o país já se pronunciou sobre esta matéria.

Nós já sabemos a resposta. Os trabalhadores já deram resposta. Os trabalhadores e a sociedade no seu todo já deram a resposta. Nós rejeitamos o pacote laboral, não queremos o pacote laboral. Retirem o pacote laboral. Foi isso, camaradas. Foi isso que disseram os trabalhadores da grandiosa greve geral do passado mês de 11 de dezembro. Foi isso que disseram os trabalhadores nas mais de 190 mil assinaturas que entregamos ao primeiro-ministro.

Tiago Oliveira, que apela ainda à participação na nova greve geral marcada para 3 de junho.

Ainda a marcar a atualidade nacional, Nadine, mudamos agora de tema para a Operação Influencer. O Chega quer avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, se necessário, de forma potestativa, para ouvir o ex-primeiro-ministro António Costa no Parlamento.

O presidente do Chega anunciou que o partido vai propor essa comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, de forma que o antigo primeiro-ministro António Costa seja ouvido no Parlamento. André Ventura garante que o partido vai procurar consensos com as restantes forças políticas para aprovar este instrumento. Se tal não acontecer, não exclui avançar com esse pedido potestativo.

É incompreensível que alguns tenham insistido, e bem, numa comissão de inquérito à Spin&viva, devido a atos eventualmente ilícitos do primeiro-ministro, mas acham que não é precisa uma comissão de inquérito a um ex-primeiro-ministro que comprovadamente e verificadamente permitiu ou fechou os olhos à influência indevida sobre negócios de milhões dos contribuintes portugueses. Espero que o Parlamento possa consensualmente aprovar esta comissão de inquérito. Caso isso não aconteça, o Chega vai avançar potestativamente para essa comissão de inquérito, garantindo que ela ocorre mesmo se alguns partidos a tentarem bloquear.

Declarações de André Ventura aos jornalistas na sede do partido, em Lisboa. O líder do Chega, que compara o caso Influencer, de António Costa, ao caso Spin&viva, de Luís Montenegro, por isso defende que é necessário passar por uma comissão parlamentar de inquérito. Em causa estão os recentes desenvolvimentos da Operação Influencer, que mostram que, afinal, o antigo primeiro-ministro António Costa falou com Diogo Lacerda Machado sobre o processo do Star Campos, construído em Sintra.

E no desporto, Nadine, para fechar esta edição das 10, estamos na véspera do jogo que pode dar o título ao Futebol Clube do Porto. Ora, o treinador azul e branco garante que ninguém está a pensar nas comemorações.

Em conferência de imprensa de antevisão ao encontro frente ao Alverca, o treinador azul e branco, Francesco Farioli, garante o foco total da equipa neste jogo.

Estamos completamente preparados para o que é que o jogo de amanhã pode significar, mas o foco está totalmente no presente e no jogo. Não temos distrações, nem tempo para pensar em celebrações. Os resultados desta semana mostram que nada está garantido até estar mesmo.

E is not over till the moment it is over.

Fareol e na antevisão do futebol clube do Porto-Alverca, jogo que pode ser de título e que arranca amanhã às 20h.

Antes, o Benfica joga num jogo que pode dar antecipadamente esse título ao Futebol Clube do Porto, às 18h, com o Famalicão.

E na conferência de antevisão, José Mourinho admite que depender apenas de si para conseguir a qualificação também para a Liga dos Campeões acaba por causar menos desgaste.

O Benfica, como vocês sabem, não teve nenhuma derrota até agora. Houve semanas em que somamos pontos, somamos. E era um desgaste extra ver o Sporting a ganhar, ver o Porto a ganhar e não tropeçavam, e quase que tropeçavam, e depois não tropeçavam, e depois nós temos que ganhar outra vez. É um tipo de desgaste extra que não é positivo. O facto de depender de si próprio, o foco está só ali. A mim dá-me igual o resultado do Vitória de Guimarães com o Sporting na próxima segunda-feira, eu acho que é segunda-feira, dá igual, mas temos que ganhar.

O treinador do Benfica que garante ainda que não foi contactado pelo Real Madrid. É um jogo marcado para às 18h. Conta, como sempre, com relato e comentário aqui na Rádio Observador.

Aliás, Famalicão-Benfica, que vamos começar a acompanhar a partir das 17h30 com uma antevisão. Ora, caso o Benfica não vença, o Porto será imediatamente campeão. Caso o Benfica vença, o Porto depois tem a oportunidade de jogar frente ao Alverca, num jogo que vamos também acompanhar. Comemorações que muito provavelmente se farão este sábado, para ouvir com relato em direto, tudo aqui na Rádio Observador. A informação está de regresso às 10h30, também com edição da Nadine Soares. Até já, Nadine. Um abraço.

Até já.

E já a seguir temos o episódio desta semana de Geração V.