Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

Mãos lençóis. Jornal das 10, com a edição da Dina Rosa. E Diana, Pedro Passos Coelho protagonizou mais um momento de críticas ao governo. O antigo primeiro-ministro afirma que políticos postiços são como prostitutos sem caráter.

Expressão usada por Passos Coelho para descrever um executivo que, diz, tenta parecer populista por medo.

Não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo pra evitar que o verdadeiro lá chegue. Normalmente, a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto, sem caráter.

É mais uma farpa deixada por Passos Coelho perante uma assistência onde estava André Ventura. Os dois entraram, aliás, na sala lado a lado.

E nesta altura, já o líder do CHEGA e o antigo primeiro-ministro tinham estado a conversar sobre o ritmo que deveria ter a atual governação.

Os dois concordaram.

Era bom, por isso eu disse há pouco, que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo, porque a expectativa é essa que as pessoas têm quando fazem escolhas.

E as pessoas esperam que esta maioria também, que ao central desta maioria no Parlamento, também faça essas mudanças.

Pois, eu julgo que sim, pelo menos estão prometidas.

A concordância entre Passos Coelho e André Ventura sobre o papel da governação em Portugal. O líder do CHEGA vai amanhã encontrar-se com o presidente da República, a pretexto da polémica sobre a nomeação de Viegas Nunes para a liderança do SIRESP.

Vai ser recebido em Belém às 11h da manhã. André Ventura quer que o chefe de Estado seja chamado a intervir junto do governo por causa de um processo que considera preocupante.

Espero poder transmitir ao presidente da República a preocupação que há sobre as suspeitas de corrupção e de conluio à volta do SIRESP. Acho que as denúncias que ontem eu próprio tive a oportunidade de divulgar, da adjunta do Ministério da Administração Interna, sobre o relatório do SIRESP, são graves, merecem a atenção quer de um antigo primeiro-ministro, quer do presidente da República, quer dos líderes da oposição. Eu acho que há momentos na vida em que nós, políticos, jornalistas e todos, temos que dizer sim ao escrutínio e não ao medo. E este é um desses momentos. O MAI tentou esconder o que vinha no relatório do SIRESP, tentou condicionar o que vinha no relatório do SIRESP.

Preocupação manifestada esta tarde por André Ventura. E o ministro da Educação confirma que vai ser limitado o apoio extra aos alunos mais pobres nas universidades. Fernando Alexandre recusa estar a recuar, afirma que é um ajuste.

Só vai ser atribuída no primeiro ano da licenciatura. O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres, beneficiários do escalão A do abono de família, que chegassem ao ensino superior, teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de 1045 € por ano, ao longo de todo o curso. Mas agora dá um passo atrás nessa intenção e explica.

O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o facto de nós estimarmos que cerca de 25% a 26% dos alunos com este modelo vão receber a bolsa máxima. E por isso, como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano. Não estão no primeiro, porque apesar de estarem todos elegíveis pra bolsa máxima, alguns têm ações sociais que o escalam e há outros que não têm, e privilegiamos esses porque sabemos que esses têm mais dificuldades para o acesso. Mas a partir do momento em que eles estão lá dentro, eles vão receber todos o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima, que para a licenciatura são cerca de 7800 €, o que quer dizer que pra além da propina, são cerca de 720 € por mês.

As explicações de Fernando Alexandre, que admite que a medida pode ser reavaliada no próximo ano. As novas regras vão ser apresentadas na quinta-feira aos partidos, também ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e às instituições acadêmicas.

Paulo Rangel vai ser ouvido no Parlamento, a pretexto das declarações de Marco Rubio, a propósito da utilização da Base das Lajes.

Requerimento do LIVRE que foi viabilizado com a abstenção do PSD e do CHEGA. Em causa, as declarações do secretário de Estado norte-americano, com elogios a Portugal, afirmando que o governo deu autorização para a utilização da Base das Lajes no conflito com o Irão, ainda antes de saber qual seria o pedido dos Estados Unidos. Mas hoje, LIVRE e Iniciativa Liberal defenderam que, pelo menos em parte, a audição deve decorrer sem a presença da comunicação social. A decisão cabe agora aos deputados, que ficaram de avaliar esta matéria mais à frente.

O governador do Bloco de Esquerda considera que o ministro dos Negócios Estrangeiros quer mandar areia para os olhos dos portugueses.

Expressão usada por José Manuel Pureza, que defendeu que as explicações sobre a Base das Lajes não convencem nem o próprio Paulo Rangel.

As posições que o ministro dos Negócios Estrangeiros e o governo português foram tomando a propósito da Base das Lajes não convencem ninguém. Eu acho que não convencem o próprio Paulo Rangel. Ou seja, vir dizer que há um regime de autorizações que passou a ser aplicado, mas enfim, antes disso já tinha havido aeronaves militares a passarem pela Base das Lajes, drones da mais alta capacidade letal que passam na Base das Lajes e vêm dizer que é pra usos defensivos, que é pra responderem a um ataque, mas a um ataque de quem? Enfim, tudo isso não é plausível, é areia atirada pra os olhos das pessoas.

O dirigente do Bloco acusa o governo de fazer com que as pessoas não pensem no que é evidente, ou seja, nos efeitos econômicos decorrentes da continuação da guerra no Irão.

E os partidos da direita na Assembleia Municipal de Lisboa rejeitaram a proposta do PS para criar uma comissão sobre o acidente do Elevador da Glória.

PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega votaram contra. Os sociais-democratas justificam que as vítimas do acidente não precisam de uma luta partidária e que escrutínio e encenação são coisas diferentes. O PS queria conhecer mais a fundo pormenores sobre a indemnização às vítimas e famílias, também sobre os inquéritos anunciados pela Carris e sobre a manutenção dos elétricos. A direita está contra.

Diana, vamos ainda conhecer outras notícias em destaque.

Israel diz que matou o recém-eleito chefe militar do Hamas, de acordo com o Times of Israel. As primeiras avaliações indicam que Mohammed Odeh foi morto no ataque das IDF na cidade de Gaza, durante esta tarde. O Hamas ainda não se pronunciou sobre o ataque. A União Europeia decidiu hoje prolongar por mais um ano o regime de sanções contra a Rússia por violações dos direitos humanos, que abrange atualmente 72 indivíduos e uma entidade. Em comunicado, o Conselho da União Europeia referiu que com o prolongamento aprovado pelos 27 Estados-membros, o regime de sanções fica em vigor até o dia 28 de maio do próximo ano. É um regime que tem como objetivo sancionar responsáveis por violações graves dos direitos humanos, repressão da sociedade civil e da oposição democrática e por comprometer a democracia e o Estado de Direito na Rússia. O PS, na Câmara de Gaia, exige medidas urgentes na sequência das buscas hoje realizadas nas águas de Gaia, entre elas, uma auditoria financeira e a convocação de uma reunião extraordinária do executivo municipal. O pedido surge na sequência das diligências efetuadas pelas autoridades e da reação de Luís Filipe Menezes, que os vereadores acusam de procurar descartar-se de responsabilidade e de fazer aproveitamento político com informações que, alegam, não correspondem às que têm vindo a conhecimento público. Segundo o PS, a auditoria contemplaria assim o período entre 2009 e a atualidade, que abarca o final da primeira passagem do social-democrata Luís Filipe Menezes pela autarquia e os 12 anos também do socialista Eduardo Vitor Rodrigues, considerando os socialistas que as buscas abrangem vários anos da gestão da empresa, incluindo o atual mandato autárquico. Seis pessoas foram detidas por especulação de venda de bilhetes para os concertos de Bad Bunny em Lisboa. Uma operação levada a cabo pela Autoridade de Segurança Alimentar e Económica. Na operação, foram detetados bilhetes a serem vendidos por valores muito acima do expectável, com margens líquidas especuladas que oscilavam entre 120 e 410 € por bilhete. Os seis detidos foram sujeitos à medida de educação de termo de identidade e residência. A ASAE alerta as pessoas para que não comprem bilhetes para espetáculos acima do preço oficial.

É assim que fechamos o jornal das 10h00.