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Jornal das 11, a começar com André Ventura, edição é da Laura Figueiredo. André Ventura diz que Pedro Nuno Santos não pode dar menos explicações do que aquelas que exigiu a Luís Montenegro.

É a reação do líder do Chega ao caso da averiguação preventiva às casas do secretário-geral do PS. Uma posição defendida esta noite no debate na CNN com o líder do PCP, Paulo Raimundo. André Ventura defende que é fundamental que a Justiça seja capaz de investigar todas as pessoas.

O que acho que tem que acontecer é termos uma justiça que seja imparcial e apolítica, ou seja, fora do debate político, e acho que temos tido, e que seja capaz de investigar doa a quem doer, ao Chega, ao PCP, ao PS e ao PSD. Portanto, Pedro Nuno Santos não pode dar menos explicações do que as que exigiu a Luís Montenegro e que seriam exigidas ao André Ventura e ao Paulo Raimundo. Nós temos é que ser capazes de ser exigentes em democracia. Uma vez, eu já disse isto, o Tribunal da Relação usou esta expressão: "quem cabritos dá e cabras não tem, de algum lado lhe vem". Nós não podemos é ter políticos que chegam a Lisboa sem nada e de repente saem de Lisboa com tudo. Não estou a dizer que é o caso de Pedro Nuno Santos ou de Luís Montenegro. Estou a dizer que é preciso dar explicações. Portanto, isto é mais um caso que vem marcar a campanha eleitoral negativamente e eu espero que a atitude de Pedro Nuno Santos seja de dar mesmo esclarecimentos a sério, e não como Montenegro, de fingir que dá esclarecimentos.

Quanto ao líder do PCP, Paulo Raimundo espera que este caso relativo às casas de Pedro Nuno Santos seja investigado o mais depressa possível.

Eu acho que são processos em curso do ponto de vista de investigação, tem que se investigar até o fim e o mais depressa possível, porque eu acho que todos ganhamos em que estes climas de suspeição passem rapidamente. Portanto, há todas as condições para se esclarecer e esclarecer rapidamente. É isto que se impõe. É isto que se impõe às autoridades, quem está a investigar. Portanto, essa é a questão. E eu não nego a importância deste caso, como outros casos, mas também não quero que o debate político se centre nestas questões.

Quanto ao plano internacional, André Ventura volta a defender que a Europa tem de responder às tarifas dos Estados Unidos. Na resposta ao líder do PCP, acusa André Ventura de se ter esquecido que Portugal é um país soberano.

Na análise ao debate, a jornalista de política do Observador diz que o segundo debate da noite, entre André Ventura e Paulo Raimundo, foi um debate muito vivo, intenso, onde se discutiram ideias em concreto.

Inês André Figueiredo destaca que Paulo Raimundo foi mais eficaz ao pôr temas em cima da mesa e obrigou André Ventura a explicar algumas propostas do Chega.

Paulo Raimundo foi mais eficaz em pôr temas e obrigou André Ventura a explicar algumas das propostas do Chega, que ainda não tinham sido explicadas até aqui, e a dizer, por exemplo, que vai manter a proposta para equivaler as pensões no salário mínimo, que deu muito que falar no ano passado pelo custo, e até aproveitou para dizer que a AD se aproximou desta proposta do Chega neste novo programa eleitoral. Foi um debate muito vivo, muito intenso, onde, ao contrário do que tem acontecido em vários debates com André Ventura, se discutiram de fato ideias, se percebeu que, como é natural, o PCP e o Chega estão em desacordo em praticamente tudo.

Inês André Figueiredo, jornalista de política do Observador, que destaca ainda que o tema da imigração ficou fora do debate e que é inédito num debate com André Ventura.

O caso em torno de Pedro Nuno Santos também mereceu um destaque esta noite no debate entre a AD e o Bloco de Esquerda.

Foram representados por Nuno Melo e Joana Mortágua, respetivamente. Do lado da coligação PSD/CDS, Nuno Melo pega no caso da Spin Livra, diz que não vai responder ao PS na mesma moeda.

Que eu não vou fazer ao Pedro Nuno Santos aquilo que há mais de 40 dias o Pedro Nuno Santos vem fazendo ao Luís Montenegro. E eu estou num debate para discutir aquilo que, argumentando as nossas diferenças, poderá ajudar a resolver problemas dos portugueses e, por isso, da minha parte, eu sugiro que passemos ao debate.

Do lado do Bloco, Joana Mortágua não quis alimentar a polêmica.

Eu acho que este debate não é sobre as decisões do Ministério Público. Este debate é sobre os problemas do país, as soluções para o país, e é por aí que tem de seguir.

Casos à parte, a habitação é uma das matérias que separa a AD do Bloco de Esquerda. Os bloquistas querem colocar um teto às rendas para facilitar o acesso da classe baixa e da classe média. Nuno Melo discorda, diz que essa medida é um ataque à propriedade privada. Joana Mortágua não concorda e acusa a AD de arrogância por rejeitar uma medida que foi aplicada noutros países europeus. A representante do Bloco fala mesmo numa ameaça de despejo. Fraturante entre AD e Bloco de Esquerda é também o tema da imigração. Nuno Melo defende a medida do Governo, a via verde para a imigração, que entrou esta semana em vigor, enquanto Joana Mortágua acusa a AD de querer estigmatizar os migrantes. Os representantes das duas forças políticas protagonizaram um dos momentos de maior discussão no debate.

Com rigor, tratamos a entrada das pessoas.

Eu acho a maior desfaçatez as tentativas e insinuações de associar a crise de habitação à imigração. Eu não sei quem é que o Nuno Melo acha que vai construir as 130 mil casas que a AD prometeu. Não sei se acha que são os jovens da Juventude Centrista que vão carregar baldes de massa, ou se são os jovens da JSD que vão assentar tijolo, mas essas casas têm que ser construídas.

Neste frente a frente, Joana Mortágua criticou ainda o caos no INEM, lamentou que o Governo não tenha demitido a ministra da Saúde. Quanto ao setor da defesa, Nuno Melo criticou o Bloco de Esquerda, diz que o partido liderado por Mariana Mortágua é irresponsável. Joana Mortágua diz que com mais investimento na NATO, é Putin e Trump que ficam a ganhar.

Pedro Nuno Santos quer ser ouvido pelo Ministério Público já amanhã, na sequência da averiguação preventiva a cargo do Ministério Público. Diz que quem não deve não teme.

O secretário-geral do PS sublinha as diferenças entre ele e Luís Montenegro, garante que tem disponível toda a documentação referente às duas aquisições de imóveis em causa e que está pronto para responder a todas as questões.

As denúncias são anônimas

Mas a verdade é pública. Não vou simular, como Luís Montenegro, que entrego documentos para depois fazer o contrário. Amanhã a documentação estará disponível no site. Finalmente, e que não se perca um segundo no esclarecimento e encerramento desta denúncia, dou nota de que gostaria, já a partir de amanhã, de ser ouvido pelo Ministério Público. Quem não deve, não teme. Quem não teme, não foge.

Pedro Nuno Santos diz que amanhã vai mesmo disponibilizar toda a documentação relativa a este caso no site da campanha do Partido Socialista. O líder do PS lembra que estas duas aquisições já foram escrutinadas em 2023. Sublinha que todas as contas, incluindo as da família, foram analisadas. Para Pedro Nuno Santos, os políticos têm de estar abertos precisamente ao escrutínio. Apela, por isso, a que Luís Montenegro esclareça também todas as questões em torno do caso Spin& Viva.

Por estar disponível para todos os esclarecimentos, com a autoridade para exigir que Luís Montenegro aproveite também este momento para responder aquilo que ainda não respondeu. Quais são todos os clientes da Spin& Viva. Não se percebe por que é que ao fim destas semanas todas continua a resistir em dar o nome de todos os clientes.

O secretário-geral do Partido Socialista, em conferência de imprensa na sede nacional do PS, a garantir a disponibilização de todos os registos relacionados com este caso. Pedro Nuno Santos vai pedir para ser ouvido já pelo Ministério Público.

E para o redator principal do Observador, Luís Rosa considera que pode haver um eventual arquivamento do caso, uma vez que Pedro Nuno Santos vai apresentar a documentação bancária e a origem dos fundos.

Luís Rosa diz que o caso que envolve agora Pedro Nuno Santos é diferente daquele referente à empresa familiar do primeiro-ministro Luís Montenegro. Ainda assim, destaca que ambos podem eventualmente ser arquivados.

Porque ele vai conseguir explicar, vai mostrar documentação bancária, vai demonstrar a origem desses fundos e vai conseguir explicar a situação. E acho que o mesmo se passa com Luís Montenegro e com o chamado caso Spin& Viva. Perguntam-me: "são casos diferentes?" São, mas acho que vão ter o mesmo resultado, que é eventualmente um arquivamento das duas situações. A não ser que me esteja a escapar informação que eu não tenho neste momento em meu poder e que haja realmente uma grande surpresa nas duas averiguações preventivas, que eu não sei o que lá está. Mas se lá é aquilo que é conhecido publicamente, parece-me que as duas vão ser arquivadas.

O redator principal do Observador, Luís Rosa, a explicar o impacto da averiguação preventiva a Pedro Nuno Santos, que foi aberta hoje pelo Ministério Público.

Agora são 11h07. O Presidente da República explica que desde o início que tem dúvidas quanto ao mecanismo nacional anticorrupção, por ser uma entidade ligada ao governo.

No dia em que anunciou a promulgação do diploma que cria o mecanismo nacional anticorrupção, o Presidente da República diz que as dúvidas que teve durante a decisão vêm já do tempo do anterior governo.

Não foi neste, foi criado. Não foi neste governo, foi no governo anterior. Havia uma entidade ligada ao Tribunal de Contas, que foi substituída por uma entidade ligada ao governo. Eu desde o início disse que tinha dúvidas que funcionasse muito bem o mecanismo de combate à corrupção, que dependesse do poder executivo. Ainda demorou muito tempo a começar a produzir efeitos, porque é um bocado difícil. Quem vai controlar, no fundo, o nascer ou o mal de salva daquele ou daqueles que vão ser controlados?

Marcelo Rebelo de Sousa, em declarações no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, a explicar as dúvidas que manifestou ao promulgar o diploma que cria o mecanismo nacional anticorrupção. O Presidente da República afirma ainda que considera o mecanismo um bocadinho difícil de funcionar. Diz que pode ser que dê certo, mas que normalmente não é fácil.

Edição das 11h, mudando de tema. Um avião aterrou de emergência esta noite no Porto, devido a um fogo na cabine.

Um Airbus A320 aterrou no Aeroporto Francisco Sá Carneiro devido a uma emergência a bordo. Duas pessoas tiveram que ser assistidas devido à inalação de fumo. De acordo com a Proteção Civil, o alerta foi dado às 20h58. Não existem, para já, quaisquer feridos a registar. Para o local foram acionados os bombeiros de várias localidades, num total de 10 veículos e 31 operacionais.

Agora 11h09. E para fechar, Laura Figueiredo, é tempo também de atualizar toda a informação de âmbito local.

Começamos no Seixal. O trânsito na Avenida da República, em Arrentela, vai estar condicionado entre 21 e 23 de abril. Em causa os trabalhos de repavimentação. A circulação rodoviária no sentido Seixal-Torre da Marinha vai ser mantida. O Passeio Marítimo de Algés e também o Jardim de Algés vão ficar ligados já em 2026 por uma passagem superior pedonal, num investimento de 2,5 milhões de euros. De acordo com a autarquia, prevê-se que a obra tenha a duração de um ano e que cause restrições de trânsito naquela zona. As comunidades intermunicipais da região de Leiria, Coimbra e da Beira Baixa pediram o cancelamento do projeto da central fotovoltaica flutuante de Cabril. As três regiões referem que o cancelamento quer garantir a proteção ambiental e também a segurança das populações locais. A central está prevista para os concelhos de Pedrógão Grande, Pampilhosa da Serra e Sertã. Em Santa Maria da Feira, a Câmara Municipal aprovou a atribuição de um apoio extraordinário de €100 mil à Cruz Vermelha Portuguesa, núcleo de Sanguedo. O apoio consiste na aquisição de duas viaturas de emergência de socorro e o reforço de €16.500 para medidas de assistência humanitária e social. No Porto, a antiga Quinta de Salgueiros vai ser transformada num parque laboratório aberto à população. Reabilitação dos espaços verdes deve ter início já no próximo ano. Acontece no âmbito do projeto Porto Bioled. Fechamos em Leiria. Vinte grupos de teatro juvenil vão integrar a programação do 30º Festival de Teatro Juvenil de Leiria. O evento acontece entre amanhã e 28 de junho. Tem como tema principal a multiculturalidade.

Notícias às 11h, a edição da Laura Figueiredo. A informação daqui a pouco, às 11h30. Até já.

Até já.

Até já.