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Boa noite. Rui Costa e João Noronha Lopes são os dois candidatos que se vão defrontar na segunda volta das eleições presidenciais do Benfica. O atual presidente alcançou na primeira volta cerca de 42% dos votos, logo seguido de João Noronha Lopes, com cerca de 30. Este segundo candidato destas eleições assegura que não vai desistir do Benfica e que pretende manter-se na corrida à presidência. João Noronha Lopes deixou os parabéns a Rui Costa, mas sublinha que 60% dos benfiquistas não querem o atual projeto do clube.
Não, acho que a segunda volta com dois candidatos é uma eleição nova. E mais uma vez, havendo dois candidatos, acho que nós vamos poder concentrar-nos mais nas ideias e nos projetos, que é isso que os sócios do Benfica querem ver discutidos. Este não era o resultado que eu esperava, como eu já lhe disse, mas mais uma vez, há quase 60% dos sócios que desejam que se tome outro rumo e, portanto, o meu trabalho vai ser um trabalho incansável. É de ir de encontrar esses sócios, explicar-lhe ainda melhor as minhas ideias, explicar ainda melhor o meu projeto.
João Noronha Lopes a afirmar que 60% dos sócios do Benfica quiseram mudar no futuro. Já Rui Costa faz outras contas.
60%, não são 60%, são 58% dos votantes não acreditam na minha eleição, mas é uma conta gira de fazer, porque se há 58 que não acreditam em mim, há 70 que não acreditam do outro lado.
O atual presidente dos Encarnados afirma que o resultado deste sábado, que foi conhecido este domingo, o deixa orgulhoso, mas lamenta que o processo eleitoral tenha de se estender por mais duas semanas. Martim Mayer também já reagiu. Para já, diz que não sabe ainda, ou pelo menos não revela ainda, quem vai apoiar na segunda volta.
Primeiro, também tenho que fazer o meu próprio balanço com a minha equipa e com as pessoas que estiveram mais próximo de mim. Entendo, obviamente, que vamos para uma segunda volta. Enquanto candidato nesta primeira volta, isso será um tema importante, mas eu diria que não é para hoje.
Nas contas finais, Rui Costa e João Noronha Lopes ficaram nos dois primeiros lugares. Seguem para a segunda volta, que está marcada para 8 de novembro. Ainda no futebol, o Sporting venceu esta noite o Tom dela por três bolas a zero, um jogo da nona jornada do campeonato que decorreu em casa do Tom dela. Os gols dos Leões foram marcados por Suárez, Pedro Gonçalves e Kenda. Com este resultado, o Sporting está provisoriamente na liderança do campeonato, juntamente com o Futebol Clube do Porto, que joga amanhã com o Moreirense, também para o campeonato. O encontro em Moreira de Cónegos está marcado para às 20h15. Vai ter análise e relato em direto aqui na Rádio Observador. Na política, André Ventura voltou hoje a defender a necessidade de três Salazares para reerguer Portugal. Foi num comício no Funchal, onde o candidato presidencial e líder do Chega afastou-se dos valores de Abril, dizendo que são precisos três Salazares porque o país vive uma bandalheira completa e mergulhada em corrupção. Ventura apontou ainda o dedo a três dos seus adversários na corrida a Belém: Costa e Mello, Marcos Mendes e António José Seguro.
No dia 18 de janeiro não vão estar em causa quatro nomes. Vão estar em causa três projetos de venda do país, de cedência do país, de ajoelhar aos outros e um outro projeto que é de nunca nos ajoelharmos, de defender a nossa dignidade e de andarmos de cabeça erguida pelo mundo inteiro.
André Ventura garantiu ainda ser o candidato de Portugal, e não de Abril, prometendo unir o país e recuperar a dignidade nacional. Luís Marques Mendes diz que André Ventura não pode nem vai ser presidente da República. O candidato a Belém acusa o líder do Chega de dividir os portugueses e de minar a democracia. À margem de uma visita à Feira de Santerinha, em Tomar, no distrito de Santarém, Marques Mendes classificou como lamentáveis as declarações de Ventura, que disse que Portugal precisava de três Salazares. Disse ainda que o líder do Chega não respeita nada nem ninguém, que só quer criar ruído, confusão e provocação. Marques Mendes concluiu também que o seu adversário na corrida a Belém representa o contrário daquilo que os portugueses esperam de um presidente da República. Paulo Raimundo promete um combate firme ao Orçamento do Estado para 2026. O secretário-geral do PCP afirma que o documento é feito ao serviço dos grupos económicos e das ordens de Bruxelas. Num comício em Cabeção, no Conselho de Mora, o líder do PCP apontou o dedo aos partidos da direita e também ao PS.
PSD, CDS, Chega, Iniciativa Liberal e também o Partido Socialista, aquilo que revelam em torno da discussão deste orçamento é estarem-se a barrimbar e nas tintas para o país, estarem-se nas tintas para a vida da maioria, estarem-se nas tintas para tudo, menos para aquilo que é garantir os interesses dos grandes grupos económicos. O país não tem recursos ilimitados, mas se a vida da maioria é cada vez mais limitada pelas dificuldades, é porque os recursos limitados que o país tem estão a ser completamente desviados para aqueles que acham que nunca há limites para a concentração do seu poder e dos seus lucros.
As acusações do secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo. Já o Bloco de Esquerda diz que vai votar contra o Orçamento do Estado para 2026. Em conferência de imprensa, a ainda coordenadora do partido afirmou que se trata de um documento que castiga as pessoas e beneficia a banca. Mariana Mortágua acusou também o PS de permitir a aprovação de um orçamento muito pouco transparente e explica o sentido de voto do Bloco.
Porque é uma governação cada vez mais à direita, com cheque passado pelo Partido Socialista com uma abstenção violenta. Porque é um orçamento que castiga as pessoas para dar benefícios fiscais à banca e porque é um orçamento muito pouco transparente, para não dizer opaco. O Bloco de Esquerda votará, e acho que não vos surpreende esta decisão, contra o Orçamento do Estado na generalidade. Iremos ao debate, apresentaremos propostas, mas esse é o balanço que fazemos.
As acusações do Bloco de Esquerda numa conferência de imprensa na sede do partido em Lisboa. O Orçamento do Estado começa a ser discutido amanhã na Assembleia da República. A votação na generalidade está marcada para terça-feira. Lá por fora, na Argentina, contam-se a esta hora os votos das eleições legislativas, uma votação decisiva para o futuro político do presidente Javier Milei. As eleições decorreram quase sem incidentes. Segundo a Câmara Nacional Eleitoral, participaram 66% dos eleitores, uma das taxas mais baixas da história democrática do país. Nas presidenciais de 2023, tinham votado 77%. Estão em jogo 127 lugares da Câmara dos Deputados e 24 do Senado. Estas eleições vão definir o equilíbrio de poder no Congresso, atualmente controlado por forças peronistas que têm travado várias iniciativas do governo de Milei. Vamos agora às notícias de âmbito local. E começamos por Lisboa, onde três ativistas da Climáximo sentaram-se hoje no final da meia maratona da EDP, em protesto contra a utilização de combustíveis fósseis. Acusam a empresa de greenwashing ao estar a patrocinar eventos desportivos. Não houve detenções, mas um dos jovens foi identificado pela polícia. No Porto, a Corrida do Dragão reuniu centenas de pessoas. A prova foi composta por uma corrida de 10 km e uma caminhada. A iniciativa organizada pela GSX Portugal, em parceria com o Futebol Clube do Porto, contou ainda com o apoio da Câmara Municipal. No Barreiro, a água vai estar cortada na zona envolvente da Santinha, alto do Seixalinho, já amanhã. Os constrangimentos começam às 14h e terminam por volta das 18h. A interrupção vai afetar a Rua Bartolomeu Dias, a Rua Voz do Operário e também a Rua Doutor Pacheco Nobre. Estão abertas as candidaturas para o programa de bolsas de estudo para o ensino superior no município do Porto de Mós. De acordo com a autarquia, podem candidatar-se os estudantes que vivem no concelho há mais de três anos, que tenham um bom aproveitamento escolar e que venham de agregados familiares com comprovada carência económica. As candidaturas decorrem até dia 31 de outubro. Começou hoje a 21ª edição dos Festivais de Outono. O evento organizado pela Universidade de Aveiro decorre até dia 28. Tem como tema Juventude e Tecnologia e conta com vários concertos de artistas nacionais e internacionais. Terminamos em Leiria, onde a Igreja Matriz de Amor, com cerca de 400 anos, vai ser agora restaurada. O projeto conta com o apoio de um consórcio de 30 empresas, em que cada uma contribui com 1.500 €. A informação está de regresso à Rádio Observador, quando forem 11h30 com uma síntese de notícias. Até já.