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São 9h22, atualizamos a informação na Rádio Observador, a edição é do João Lourenço. João, seja muito bem-vindo. Vamos começar com a acampada de Lisboa que acabou de marcar uma nova manifestação para este sábado.
E os manifestantes falam numa nova marcha, semelhante à que aconteceu no último sábado. É uma decisão feita há momentos, em Assembleia Popular no Rossio, é lá que está a jornalista Maria Miguel Marques. Maria, a opção de novo protesto ganhou com bastante vantagem.
Sim, com 230 votos a favor, contra 95 votos contra, a Assembleia Popular do Rossio acabou por aprovar uma nova manifestação para este sábado, que vai funcionar, dizem os manifestantes, à semelhança do último fim de semana. Hoje aqui, na Praça do Rossio, estiveram bastante menos pessoas que ontem. Esta reunião foi mais um momento de convívio e também dar conta que vemos menos polícias. Aliás, foram apenas mobilizadas duas viaturas para Lisboa. Os manifestantes estiveram na última hora a discutir se valia a pena fazer uma marcha ou uma concentração no sábado. Em causa esteve um medo de falta de mobilização, por causa da ação policial que aconteceu na última vez. Para além da aprovação de uma nova manifestação no sábado, com fim aqui no Rossio, fica também a promessa de que amanhã há nova assembleia popular aqui às 19h. Por agora, a noite conta com concertos organizados pela acampada. Ao palco, sobem nomes como Carolina Deslandes.
Jornalista Maria Miguel Marques, que está no Rossio, em Lisboa. Mais a norte, na cidade do Porto, a Assembleia Popular votou para voltar a acampar nesta noite, algo que já acontece há alguns dias. A decisão foi tomada numa assembleia popular que decorreu com a presença de cerca de 300 pessoas.
E João, o Orçamento Estado foi aprovado na generalidade. Agora o governo quer controlar as iniciativas da oposição durante a fase da especialidade.
Com PS e Chega a apresentar propostas e poderem chegar a acordo até a votação final global, por isso, com margem reduzida para acolher novas medidas, o governo procura tirar o tapete às chamadas coligações negativas. Miguel Vítor Dias.
Com o resultado ao intervalo já conhecido, com a aprovação do orçamento, o governo tenta controlar o jogo na segunda parte.
Quem propuser mais despesa, tem que dizer qual elimina. Quem quiser abdicar de receita, tem que dizer o que é que vai deixar de fazer ou que impostos quer aumentar.
O ministro Leitão Amaro deixa avisos para a fase da especialidade, já depois de José Luís Carneiro, do PS, ter anunciado uma proposta para limitar a receita fiscal.
Foram mudadas cinco vezes as portarias que aumentaram a carga dos impostos sobre os combustíveis. E, por isso, senhor primeiro-ministro, traremos à especialidade uma norma que levará a um princípio político fundamental: não haverá aumento de receita fiscal.
Faltam conhecer os detalhes de uma iniciativa que deixou André Ventura curioso. O líder do Chega, que aproveitou ainda para pressionar o governo com a lei das rendas.
Uma lei de equilíbrio para todos e para resolver um problema que aqueles senhores criaram. Senhor primeiro-ministro, esta lei depende de si.
E Leitão Amaro, à defesa, vai deixando avisos.
Será que daqui a algum tempo vamos voltar a vê-los, como na reforma laboral, de punho cerrado, a pôr os líderes comunistas em lágrimas, a celebrar o bloqueio de mais uma reforma estrutural?
De volta ao orçamento, a IL até iliba o governo de responsabilidades passadas, mas pede uma bitola superior.
O fracasso do PS não pode ser a medida da ambição da AD.
E o Livre pega na abstenção do PS para atirar ao Chega.
O voto farsista do Chega, que vem aqui cheio de muitos malabarismos, dizer que é contra, mas que sempre que é necessário, dá a mão ao governo.
Numa discussão marcada pelas manifestações, Paulo Raimundo, do PCP, deixou ainda uma provocação.
No seguimento da martelada, que é a greve a um direito, desde que ninguém faça, vem agora a mais recente bastonada, que é a manifestação a um direito, desde que não hajam manifestantes.
O debate de um orçamento marcado pelas manifestações na rua sobre o setor da habitação.
Jornalista Miguel Vítor Dias, que acompanhou a discussão do Orçamento do Estado. A fase seguinte arranca já amanhã com as audições ao Tribunal de Contas, ao ministro dos Negócios Estrangeiros e também ao ministro da Economia. Também nesta quinta-feira, o presidente da República recebe os partidos com assento parlamentar para discutir o tema da coesão social. As audiências em Belém começam às 08h30 com o JPP e seguem-se por ordem crescente de importância até à hora de almoço. O PSD é o último partido a ser recebido à 13h30.
Ainda no encerramento do debate do orçamento, o ministro da Presidência citou o presidente da República, António José Seguro, para criticar as minorias que se têm manifestado nas ruas.
Com António Leitão Amaro a utilizar as expressões utilizadas pelo chefe de Estado para criticar o que diz ser tentativas de subversão do regime. No encerramento do debate do Orçamento de Estado, o ministro da Presidência diz que a culpa da falta de habitação não é dos imigrantes, mas sim dos governos do PS e diz que o executivo ouve os que estão a protestar de boa-fé.
Como ontem disse o presidente da República, lei e liberdade não são incompatíveis. Bem pelo contrário, para exercermos liberdade, temos de nos respeitar a todos. E para nos respeitarmos a todos, temos que cumprir a lei. Aos que se preocupam e que se manifestam, queremos dizer: escutamos, compreendemos e agimos. Aos outros, à microminoria, que prefere a subversão e tem o sonho da revolução, dizemos, como o senhor presidente da República A democracia é o espaço da construção, não é o espaço da violência.
António Leitão Amaro a citar o Presidente da República para falar sobre as manifestações dos últimos dias, num debate em que o governo foi sempre validando a atuação da PSP.
Carlos Moedas disse em reunião de Câmara que a autarquia de Lisboa não teve interferência na ação da polícia.
Depois das cargas policiais que aconteceram nas manifestações por habitação no Rossio, o autarca afastou a interferência do município nas atuações da PSP.
O presidente da Câmara não tem e nem entra em decisão nenhuma de segurança, nem entrou, nem foi consultado sobre essas decisões de segurança. Aquilo que acontece, há uma decisão dos comandos da Polícia de Segurança Pública, que é exercida e que não tem nada a ver com a Câmara Municipal de Lisboa. Os serviços da Câmara são convocados pela própria PSP, seja para limpeza, e todos esses pertences ou estão na PSP ou estão na Polícia Judiciária, mas o presidente da Câmara não está informado nem tem que estar informado.
Carlos Moedas admitiu ainda que, afinal, o valor para limpar a estátua no Rossio foi outro.
Nos custos de limpeza do Rossio, tive aqui um engano. É que não são € 100 mil, são € 138.104, tudo aquilo que foi gasto pelos contribuintes de Lisboa. Só tenho isto a dizer, que nós fizemos aquilo que podíamos e aquilo que conseguimos fazer, fizemos por uma equipa extraordinária. Portanto, quando estão a chamar mentirosos, estão a chamar aqui mentirosos ao diretor municipal da Higiene Urbana, que é uma pessoa competentíssima e, portanto, isso é triste.
Presidente da Câmara de Lisboa, que na reunião pública do executivo camarário, chegou a ser acusado de cinismo pela esquerda.
Tempo também para o desporto. Na Taça da Liga, o Futebol Clube do Porto está a vencer o Académico de Viseu por 1 x 0.
Com um gol através de pontapé de pênalti, da autoria do avançado mexicano Santiago Giménez, Futebol Clube do Porto que vence o Académico de Viseu por uma bola a zero. Já na Liga dos Campeões Feminina, o Benfica está a perder por 2 x 0 em Londres, frente ao Arsenal. A jogadora dos Gunners, Alessia Russo, fez os dois gols da partida. A esta altura o encontro leva 70 minutos de jogo. Vamos continuar a acompanhar estas duas partidas nas próximas horas aqui na antena da Rádio Observador.
Já a seguir, arranca também a segunda parte da emissão especial de desporto para acompanhar o jogo da Taça da Liga entre o Futebol Clube do Porto e o Académico de Viseu. Para já, são 9:31. Tempo de atualizarmos a informação de âmbito local, João Lourenço.
Começamos na Amadora. O município vai entregar no próximo sábado 48 casas com uma renda média de €473. As habitações públicas encontram-se no Serrado da Mira, na freguesia da Mina de Água. É o primeiro programa municipal de renda reduzida aplicada no Conselho da Amadora. As habitações foram financiadas pelo PRR e vão habitar já 56 pessoas. Em Santa Maria da Feira, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos da cidade vai promover uma concentração junto ao mercado municipal, em protesto contra o elevado custo da água no Conselho. A iniciativa está marcada para o próximo dia 7 de novembro, entre as 10:30 da manhã e 12:30. A Comissão pretende que a insatisfação dos utentes com os encargos dos serviços de água e saneamento, que pesam no orçamento das famílias e na atividade do comércio, das associações e das pequenas empresas, sejam ouvidas. Em Sesimbra, vai ser assinalado amanhã o Dia Mundial da Terceira Idade, com a décima edição do Fórum da Rede Portuguesa de Municípios Saudáveis. O evento vai decorrer no Cine Teatro Municipal João Mota e pretende abordar os desafios e as oportunidades, o fórum, com o tema "Envelhecer: um desafio e um privilégio". Na Azambuja, a localidade de Massussa vai receber no dia 8 de novembro a caminhada Terras do Pão. A iniciativa convida a comunidade a desfrutar da natureza e a promover a atividade física. O início está marcado para às 9:30 da manhã e o ponto de encontro é a Associação Recreativa Desportiva e Cultural. Na Trofa, a Cruz Vermelha vai organizar três dias de compras solidárias com artigos novos e em segunda mão, o nome de Mega Feirão Solidário. A iniciativa vai decorrer de 13 a 15 de novembro, no antigo Pompero Trofa. As receitas revertem para apoiar a atividade da delegação da Trofa da Cruz Vermelha. Por fim, Porto de Mós prepara-se para receber mais uma edição do Castelo Assombrado no sábado. A iniciativa tem como objetivo transformar o monumento num cenário misterioso para celebrar a noite de Halloween. A programação começa às 20:30, na Praça da República, e só depois é que se vai dirigir para o Castelo de Porto de Mós. A entrada é gratuita.
A informação local com o João Lourenço. A informação da Rádio Observador volta a ser atualizada depois do encontro do Futebol Clube do Porto com o Académico de Viseu.