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As notícias com Carlos Pedro. Boa noite, Jornal das 11 na Rádio Observador. Começamos com o debate para as eleições presidenciais, debate entre Luís Marques Mendes e Jorge Pinto. Em destaque esteve a escolha de Carlos Alexandre para liderar a Comissão de Combate à Fraude no Serviço Nacional de Saúde. O candidato presidencial apoiado pelo LIVRE questiona a nomeação. Jorge Pinto não fica por aqui nas críticas ao governo, diz que a nova Unidade de Combate à Fraude no SNS trata-se de marketing.

Isto parece uma jogada de marketing do governo. E vou explicar por quê. Porque o governo, quando tomou posse na anterior legislatura, dizia que tinha um plano a muito breve prazo para responder aos problemas do SNS. Como não conseguiu apresentar resposta, foi inventando diferentes problemas. Ou eram os imigrantes, agora são as fraudes. Fraudes essas que é evidente que existem. O que eu quero dizer é que já houve uma equipa semelhante em 2012, se a memória não me trai. Os resultados foram relativamente limitados em relação àquilo que identificaram. O que eu me pergunto é: por que o juiz Carlos Alexandre? Por quê? Qual é a sua experiência em relação à saúde?

Já Luís Marques Mendes tem uma opinião diferente sobre o tema. O candidato apoiado pelo PSD fala de uma boa escolha e diz que não é necessário ter experiência na saúde para demonstrar que está à altura.

Acho que aquilo que foi anunciado na saúde é uma belíssima decisão. É uma boa decisão, porque foi rápida, é muito bem escolhido. A experiência que ele tem, designadamente em matéria de tratar, na área dele, da Justiça e combate à corrupção, incute respeito, para não dizer até medo, mas sobretudo respeito. E eu acho que ele não precisa de saber de saúde, porque ele não vai ser Ministro da Saúde, nem Secretário de Estado da Saúde, mas vai criar as condições ou propor regras para, no domínio justamente da prevenção, poder haver, de facto, uma situação bem mais exigente do que o facilitismo que, pelos vistos, existe hoje.

Ainda neste debate, destaque também, de novo, para o tema da independência. Jorge Pinto diz que um presidente da República deve ser um contrapeso democrático, algo que considera que Marques Mendes não vai conseguir fazer.

Um presidente da República pode e deve ser um contrapeso democrático. Os portugueses não devem querer, e eu acho que não querem mesmo, e eu não quero, ter os ovos todos na mesma cesta. Isto não é bom para o país. Às vezes, esta proximidade entre Luís Marques Mendes e o governo pode realmente ser uma proximidade em demasia, que depois faça com que Luís Marques Mendes não possa ser o presidente da República, que seja este contrapeso democrático que nós precisamos, porque caso contrário, pondo os ovos todos no mesmo cesto, é mesmo um mau serviço que fazemos ao país.

Do outro lado, Marques Mendes lembra que ninguém se queixou quando Jorge Sampaio era o presidente da República e António Guterres, primeiro-ministro.

Na nossa democracia, os vários presidentes conviveram com vários tipos de governo. Mas vamos dizer uma coisa, vamos a um exemplo concreto que desmonta completamente a sua teoria. Há 30 anos, 1995 e anos seguintes, houve um presidente socialista, Jorge Sampaio, um primeiro-ministro socialista, António Guterres. Portanto, nessa sua linguagem, estavam os ovos no mesmo cesto e ninguém se queixou disso e não correu mal. Não houve nenhum problema. Sabe por quê? Porque Jorge Sampaio foi um presidente independente, imparcial e isento. E é aquilo que eu também serei.

Luís Marques Mendes, que volta a garantir independência, diz que já provou essa independência por diversas vezes. Ficam alguns dos destaques deste nono debate de 28. O próximo é já amanhã, às 21h, frente a frente na SIC. Vão estar o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal, João Cotrim de Figueiredo, e António Filipe, candidato apoiado pelo PCP. Ainda na política, terminou este dia de convenção, o primeiro dia de convenção do Bloco de Esquerda. Amanhã, José Manuel Pureza vai suceder a Mariana Mortágua. Os congressistas voltam amanhã ao Complexo Desportivo do Casal Vistoso, depois de um dia de discussão e apresentação das várias moções setoriais. Amanhã são eleitos os órgãos nacionais do partido. José Manuel Pureza encabeça a lista da Moção A, à Mesa Nacional e à Comissão Política do Bloco. É a lista da atual direção. Em 2023, a moção de Mariana Mortágua venceu com 80% dos votos, o que faz com que Pureza seja o provável sucessor. O candidato que, na véspera da eleição, ouviu vários avisos dos principais fundadores do partido, Pedro e João Gama, um partido com os pés bem assentes no chão.

O primeiro foi Fernando Rosas. Na intervenção mais aplaudida do dia, o historiador e fundador do Bloco de Esquerda desafiou os militantes a fazer uma longa reflexão.

Queremos ser um efêmero e volátil partido de agitação borbulhando sobre as lutas sociais e políticas sem criar raízes? Um partido toca e foge?

Para não ser um partido toca e foge, Rosas pede ao Bloco de Esquerda que regresse às bases, que volte a estar nos sindicatos, nas empresas e nas associações de estudantes. Mas avisa: o caminho não vai ser fácil.

Neste campo de batalha pela organização e reorganização do Bloco, esta é uma tarefa hercúlea. Exige uma atenção e continuada da futura Comissão Política do Bloco.

A Fernando Rosas seguiu-se Luís Fazenda, de olhos postos na política externa, acabaria por citar um bem conhecido social-democrata.

E é neste momento que apraz sublinhar a inteligência de Marcelo Rebelo de Sousa. Marcelo Rebelo de Sousa disse que Trump era um agente russo. Acertou. Não tenho a menor dúvida.

Para pedir ao Bloco de Esquerda que saia desta convenção a envolver toda a esquerda na luta pelo desarmamento. O último dos três fundadores a discursar foi Francisco Louçã. É ele quem pede um partido da esquerda moderna que saiba o que quer.

Pés bem assentes na Terra

Respostas claras: salário, casa e hospital. Salário, casa e hospital. Pés na terra, no combate para a longa duração, que é a persistência da formiga que faz a vida.

O caminho para José Manuel Pureza seguir desenhado por Francisco Louçã, Luís Fazenda e Fernando Rosas. A reportagem do jornalista João Gama com algumas das principais intervenções durante o primeiro dia desta convenção do Bloco de Esquerda. Os trabalhos são retomados amanhã, às 9h. Ainda sobre esta convenção nacional do Bloco de Esquerda, o dirigente Jorge Costa puxa para trás a fita do tempo e responsabiliza a maioria absoluta do PS pelos maus resultados eleitorais do Bloco, mas também de toda a esquerda. O antigo deputado sublinha que os maus resultados do partido são fruto de uma circunstância internacional de crescimento da extrema-direita. Acredita que o Bloco ainda está a sofrer da memória da governação de maioria absoluta de António Costa.

Apesar de ter sido coerente nesse percurso e de ter feito perante o Partido Socialista a exigência de uma intervenção firme sobre o SNS, sobre a legislação laboral e não o ter conseguido, foi essa a razão da rutura que aconteceu em 2021. Apesar dessa clareza e consistência, o Bloco não foi capaz de que essas razões tivessem sido bem compreendidas. E o Bloco continuou a ser associado à governação do Partido Socialista, mesmo quando já não tinha nenhuma responsabilidade sobre ela e quando, na verdade, o Partido Socialista já governava em maioria absoluta. A esquerda toda sofreu do mesmo mal. Portanto, este espaço perdeu-se e perdeu-se no balanço do processo daqueles anos e de uma leitura popular que ficou muito marcada pelos anos da maioria absoluta do Partido Socialista.

Jorge Costa em entrevista à Rádio Observador e dirigente bloquista que acusa ainda o atual governo de promover um pântano político e classifica a próxima greve geral como o momento mais importante da vida política de Portugal. Olhamos agora para o tema da Justiça. O Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa mandou libertar os 10 militares da GNR e o agente da PSP que tinham sido detidos no caso de exploração de imigrantes ficam sujeitos a termo de identidade e residência. Falamos da Operação Safra Justa. É uma decisão que se prende com o facto de as escutas telefónicas não terem sido transcritas e, por isso, de acordo com a lei, não poderem ser utilizadas para efeitos de fundamentação das medidas de coação. O tribunal explica ainda que dos 231 artigos em que se imputavam factos aos arguidos, cerca de 89 assentavam exclusiva ou parcialmente em escutas não transcritas. Assim, diz o tribunal, todos esses factos foram considerados não indiciados. Já três arguidos ficam em prisão preventiva, isto por haver fortes indícios da prática dos crimes de tráfico de pessoas e de auxílio à imigração ilegal. Voltamos atenções para o futebol. O Benfica regressou às vitórias no campeonato. As Águias venceram na Madeira o Nacional por 2 x 1. Um jogo com final dramático na Choupana. O Nacional marcou primeiro por Chucho Ramírez, aos 60 minutos, mas já perto dos 90, o argentino Prestiani igualou o marcador. Aos 90+5, já no tempo extra, Pavlídis consumou a reviravolta no marcador e deu os três pontos à equipa encarnada, que regressa às vitórias no campeonato depois dos triunfos para a Taça e para a Liga dos Campeões. No final do encontro, José Mourinho destacou a dificuldade do encontro, não tem dúvidas quanto à justiça do vencedor e sublinha a entrada positiva dos suplentes em campo.

Os três que entraram, Prestiani, o Ivanovic, o Michel Drupa, entraram bem, deram outro andamento ao jogo. E depois há aquela coisa, quando se ganha nos últimos minutos, há sempre aquele dramatismo, mas eu acho que a performance do Benfica globalmente é muito bem conseguida. Nós em Guimarães tivemos uma muito boa segunda parte, mas aqui tivemos um bom jogo durante os 90 minutos.

José Mourinho na leitura o triunfo por 2 x 1 na Choupana frente ao Nacional. As Águias igualam a condição Sporting com 28 pontos no segundo lugar. Os Leões só jogam amanhã, recebem em Alvalade o Estrela da Amadora a partir das 18h, a partir das 18h. Um jogo para acompanhar com relato e análise em direto aqui na Rádio Observador. São 11h11. Atualizamos a informação de âmbito local na Rádio Observador. Começamos em Almada. O trânsito vai estar cortado no próximo mês, entre os dias 1 a 23. Estão previstas restrições na circulação rodoviária devido ao mercado de Natal e do Feliz Almada 2025. O trânsito vai estar cortado na Rua Garcia de Horta, entre a Praça São João Batista e a Praça da Liberdade. Em Sintra, o abastecimento de água vai ser interrompido em Algueirão-Mem Martins. O corte de água acontece na próxima terça-feira, entre as 9h e as 13h. A suspensão afeta várias zonas do município, entre elas a Praceta Bento Gonçalves, a Rua Bento Gonçalves, a Rua das Camélias e a Rua das Eiras. Já se pode descer a Estrada Nacional 114 entre Santarém e a Ribeira de Santarém. Esteve condicionada por causa dos trabalhos de gestão de arvoredo, que duraram quatro dias. O mesmo troço da Estrada Nacional 114 já se encontrava cortado no sentido ascendente, devido à realização de obras para a estabilização de um talude que vão durar alguns meses. No Porto, a rede de transportes públicos vai alterar os horários a partir da próxima segunda-feira. No dia 1 e 8 do próximo mês, a operação de linhas da rede Unir vai ser efetuada com os horários de sábado. Garante assim uma oferta de transporte superior à habitual. As alterações podem ser consultadas no site da Câmara Municipal de Vila do Conde. Em Ovar, vai ser inaugurada uma nova área produtiva. Trata-se de uma nova fábrica da multinacional Kinfinity. A cerimônia de inauguração está marcada para a próxima sexta-feira e vai contar com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro. O município de Porto de Mós inaugurou o Parque do Cruzeiro dos Casais de Matos, um projeto vencedor do orçamento participativo do ano passado e que resultou na restauração deste parque. O evento reuniu autarcas e a comunidade local. O grande vencedor da edição deste ano foi o projeto dedicado aos arranjos exteriores do Moinho e da Capela de São Miguel. Fica por aqui esta síntese de âmbito local. Mesmo a fechar este jornal, dar ainda conta do Palmeiras x Flamengo, a contar para a final da Taça Libertadores da América. Isto porque terminou agora mesmo a final e o Flamengo venceu o Palmeiras de Abel Ferreira. Conquista assim a Taça Libertadores da América deste ano. Em 2021, estas duas equipas também se tinham defrontado numa final e na altura o Verdão de Abel Ferreira venceu por 2 x 1. O português conquistou aí a segunda Libertadores do currículo, podia ter conquistado a terceira da carreira, mas perdeu na final contra o Flamengo. Valeu o gol do antigo defesa do Futebol Clube do Porto, Danilo. Fecha assim este jornal das 11 na Rádio Observador, com o Flamengo a sagrar-se campeão da Taça Libertadores.