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Este jornal. Jornal das 11 com a Diana Rosa. Diana, o ministro da Administração Interna rejeita uma teoria do caos sobre a segurança em Portugal. Luís Neves garante que o país continua a ser muito seguro.
Graças ao trabalho das forças policiais, sublinha o ministro da Administração Interna. Luís Neves critica quem tenta passar a ideia de que o país está cheio de criminosos, principalmente no que toca aos imigrantes. Durante uma cerimónia de assinatura de protocolos na área da segurança, no Conselho de Cascais, o governante volta a sublinhar que a percepção de insegurança não corresponde à realidade e que o país mudou, sim, para melhor, nas últimas décadas, em matéria de criminalidade.
Quem também falou hoje, não sobre criminalidade, mas sobre imigração, foi Pedro Passos Coelho, que saudou as medidas do governo para estancar o que diz ser o excesso de migrantes.
Um discurso muito à semelhança do que defende alguma direita europeia.
A Europa está a desfaçar com esses movimentos imigratórios que são demasiado intensos. E claro, a gente já sabe, não conseguimos viver sem os imigrantes, mas também não conseguimos viver com a quantidade de imigrantes que não se integraram, que não estão disponíveis para se identificarem com aquilo a que nós podemos chamar a idealização do nosso destino comum.
Apesar deste elogio, neste discurso da apresentação de um livro em Lisboa, as declarações de Pedro Passos Coelho ficam marcadas pelo fato de ter protagonizado mais um momento de críticas ao executivo Luís Montenegro. O antigo primeiro-ministro afirma que políticos postiços são como prostitutos sem caráter.
Não sendo verdadeiramente um populista, é melhor apenas parecê-lo para evitar que o verdadeiro ache. Normalmente, a história mostra que a coisa não funciona, porque o que é autêntico e genuíno sempre se manifesta de uma forma muito mais eficaz do que o que é postiço. E então o postiço fica sem nada. Fica sem integridade, fica como um prostituto sem caráter.
É mais uma farpa deixada por Pedro Passos Coelho perante uma assistência onde estava André Ventura. Aliás, os dois entraram na sala lado a lado.
Nesta altura, já o líder do CHEGA e o antigo primeiro-ministro tinham estado a conversar sobre o ritmo que deveria ter a atual governação.
Os dois concordaram.
Era bom, por isso eu disse há pouco, que as coisas ganhassem um pouco mais de ritmo, porque a expectativa é essa que as pessoas têm quando fazem escolhas.
E as pessoas esperam que esta maioria também, que ao social esta maioria no Parlamento, também faça essas mudanças.
Pois. Eu julgo que sim, pelo menos estão prometidas.
A troca de impressões sobre o papel da governação em Portugal entre Pedro Passos Coelho e André Ventura.
E o ministro da Educação confirma que vai ser limitado o apoio extra aos alunos mais pobres nas universidades. Fernando Alexandre recusa estar a recuar, afirma que é um ajuste.
Só vai ser atribuído no primeiro ano de licenciatura. O ministro tinha afirmado que os alunos mais pobres, beneficiários do escalão A do abono de família, que chegassem ao ensino superior, teriam, além da bolsa de estudo, um apoio extra de 1045 € por ano, ao longo de toda a licenciatura. Mas agora dá um passo atrás nessa intenção e explica.
O não ser atribuído a partir do segundo ano tem a ver com o facto de nós estimarmos que cerca de 25 a 26% dos alunos com este modelo vão receber a bolsa máxima. E por isso, como vamos ter mais de 25% dos alunos a receber a bolsa máxima, eu diria que eles estão todos na mesma condição a partir do segundo ano. Não estão no primeiro, porque apesar de estarem todos elegíveis pra bolsa máxima, uns têm ações sociais, claro, escalão um e há outros que não têm, e privilegiamos esses porque sabemos que esses têm mais dificuldades para o acesso, mas a partir do momento em que eles estão lá dentro, eles vão receber todos o mesmo incentivo, que é uma bolsa máxima, que para a licenciatura são cerca de 7800 €, o que quer dizer que para além da propina, são cerca de 720 € por mês.
As explicações de Fernando Alexandre, que admite que a medida pode ser reavaliada no próximo ano. As novas regras vão ser apresentadas na quinta-feira, quer aos partidos, quer ao Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, também ao Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos e às instituições acadêmicas.
E Paulo Rangel vai ser ouvido no Parlamento, a pretexto das declarações de Mark Rubio, a propósito da utilização da base das Lajes.
Requerimento do livro que foi viabilizado com a abstenção do PSD e do CHEGA. Em causa, as declarações do secretário de Estado norte-americano, que elogiosa Portugal, afirmando que o governo deu autorização para a utilização da base das Lajes no conflito com o Irão, antes mesmo de saber qual seria o pedido dos Estados Unidos.
E o coordenador do Bloco de Esquerda considera que o ministro dos Negócios Estrangeiros quer mandar areia para os olhos dos portugueses.
Expressão usada por José Manuel Pureza, que defendeu que as explicações sobre a base das Lajes não convencem nem o próprio Paulo Rangel.
As posições que o ministro dos Negócios Estrangeiros e o governo português foram tomando a propósito da base das Lajes não convencem ninguém. Eu acho que não convencem o próprio Paulo Rangel. Ou seja, vir dizer que há um regime de autorizações que passou a ser aplicado, mas enfim, antes disso já tinha havido aeronaves militares a passarem pela base das Lajes, drones da mais alta capacidade letal que passam na base das Lajes e vêm dizer que é para usos defensivos, que é para responder a um ataque, mas a um ataque de quem? Enfim, tudo isso não é plausível, é areia atirada para os olhos das pessoas.
O dirigente do Bloco acusa o governo de fazer com que as pessoas não pensem no que é evidente, ou seja, nos efeitos econômicos decorrentes da continuação da guerra no Irão.
Rui Moreira, antigo presidente da Câmara do Porto, pede que o desenvolvimento das empresas não fique refém das mudanças de ciclos políticos.
O embaixador de Portugal na OCDE encerrou a Cimeira da Indústria organizada pelo Observador esta tarde em Braga. Durante o discurso, reconheceu as queixas das empresas no que toca às alterações laborais e pediu mais consensos políticos no setor. Maria Rego.
No discurso que encerrou a Cimeira da Indústria, Rui Moreira aproveitou para reconhecer os problemas do setor como legítimos.
É natural que as empresas industriais não entendam por que razão algumas medidas óbvias que estavam contidas na legislação laboral e que não afetam os direitos dos trabalhadores pareçam adiadas para as calendas.
E pediu mais consensos que não sejam afetados pela mudança de ciclos políticos.
Mas é muito importante que, através das suas associações, as empresas participem ativamente no virar de página, procurando consensos políticos que permitam desenvolver uma política industrial estratégica de longo prazo, que não seja vulnerável a ciclos políticos, que não seja distorsiva.
E mesmo como a maior aposta política é também precisa, aos olhos do embaixador de Portugal na OCDE, mais inovação e desenvolvimento das pequenas e médias empresas.
O problema é que se as empresas se virem forçadas pelo contexto a travar o investimento, não há quem as substitua. Acresce-se que o tecido empresarial português é composto por muitas PME que investem muito pouco em I&D. São as grandes empresas que investem em I&D.
E sobre investimentos, Rui Moreira pede mais atenção para os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência.
Dada a limitação temporal do PRR, é essencial começar a programar já o dia seguinte, garantindo que mesmo sem esse financiamento do PRR, é possível continuar a apostar e a crescer na inovação.
Rui Moreira, que encerrou a Cimeira da Indústria organizada pelo Observador em Braga.
Maria Rego esteve a acompanhar esta cimeira do Observador.
Diana, vamos às notícias de âmbito local.
No Porto, a Câmara Municipal aprovou a adjudicação dos contratos de vigilância e segurança. Têm duração até três anos, foram atribuídos às empresas de segurança do Conselho. Vários vereadores mostram-se preocupados com a proteção dos direitos dos trabalhadores afetos aos serviços. A Unidade Local de Saúde do Oeste anulou o concurso público internacional para a criação de unidades de saúde do modelo C nos Conselhos de Bombarral, Caldas da Rainha e Óbidos. De acordo com a direção, o procedimento foi invalidado por problemas administrativos. A ULS diz que vai ser lançado um novo concurso ainda esta semana. Em Estarreja, a obra do corte de árvores junto a três vias do Conselho vai começar na segunda-feira. A intervenção abrange a Estrada Municipal 558, também a estrada que liga Estarreja a Ovar e a Rua da Quinta Nova. A autarquia garante que vão ser removidas as árvores que colocam a população em risco ou que sejam espécies invasoras, isto no prazo de 10 dias. As ligações fluviais do Barreiro e de Cacilhas a Lisboa vão ser reforçadas a partir do dia 8. A Transtejo indica que o transporte de Cacilhas a Lisboa vai começar às 5h, acaba às 2h30. Aos fins de semana e feriados, há mais quatro ligações. Do Barreiro para Lisboa, também mais duas carreiras diárias nos dias úteis. Em Lisboa, há uma nova amostra do cinema arqueológico que tem lugar no São Jorge. O evento organizado pelo Museu de Lisboa, Teatro Romano, decorre entre os dias 18 e 21 de junho. Vão estar em exposição quase 30 filmes e documentários portugueses, internacionais também, dedicados à arqueologia e ao patrimônio histórico. A Marinha Grande está a desmantelar o Parque Municipal de Exposições por motivos de segurança. De acordo com Paulo Vicente, o autarca, todas as estruturas foram abaladas pela tempestade Christine. A Câmara da Marinha Grande adianta em comunicado que se trata de uma intervenção inadiável, tendo em conta o risco de colapso total ou parcial de alguns dos pavilhões. De acordo com a autarquia, pretende-se criar condições para, numa fase posterior, equacionar a requalificação do espaço municipal.