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Ricardo Lopes. E Ricardo, boa noite. Mais uma vez começamos este jornal a falar de desporto. Portugal venceu esta noite a Noruega por duas bolas a uma, com gols de João Félix e Gonçalo Ramos.

Há 14 jogos que a Noruega não perdia em casa, mas esta noite em Oslo, Portugal entrou a controlar o jogo e chegou à vantagem logo aos 17 minutos com gol de João Félix. Na segunda parte, o inevitável Erling Haaland empatou a partida aos 51 minutos, mas três minutos depois Gonçalo Ramos voltou a colocar Portugal à frente do marcador, ele que ainda bisou, mas viu o gol anulado por fora de jogo. Na zona de entrevistas rápidas, Jorge Jesus, que soma duas vitórias em dois jogos, destaca a evolução ofensiva da equipa, mas reconhece, Vicente, que ainda há muito a melhorar.

Voltámos a ser muito bem organizados defensivamente e fomos mais criativos ofensivamente, que era aquilo que eu queria. Também com a entrada de alguns jogadores mais criativos no princípio do jogo, fez com que a equipa fosse mais criativa ofensivamente, como eu disse. Fomos uma equipa sempre muito serena dentro do campo, mas podemos, volto a acrescentar, fazer melhor.

Nesta segunda jornada da Liga das Nações, o selecionador português mexeu no 11 inicial, deixou Cristiano Ronaldo no banco, algo que já não acontecia há dois anos. Jorge Jesus garante que a decisão não teve a ver com gestão física e deixa em aberto o regresso do capitão à titularidade já no próximo jogo.

Não era o momento para eu poder meter no jogo. Não foi para o proteger em termos físicos, porque ele estava em condições de poder jogar o tempo que eu quisesse. Só que eu achei que naquele momento não era o momento ideal para ele entrar. Precisava de um jogador com outras características neste momento, mas isso não quer dizer que ele esteja fora das opções, pelo contrário, se calhar agora com a Dinamarca já é ele que vai jogar.

Explicações de Jorge Jesus, que hoje apostou na titularidade de Gonçalo Ramos, Palhinha, Francisco Conceição e João Neves. O próximo jogo da seleção é já na próxima quinta-feira, frente à Dinamarca, e certamente aqui com-

Vai ter latino direto e emissão especial de desporto aqui na quinta-feira, dia 1 de outubro. Hoje, dia 27 de setembro, um ótimo dia para o desporto português. Também este domingo, Ricardo, Vasco Vilaça sagrou-se campeão do mundo de triatlo.

E quase 20 anos depois, Portugal volta assim a ter um campeão mundial de triatlo. Vasco Vilaça brilhou na cidade espanhola de Pontevedra. O português chegou à última prova do mundial na liderança e confirmou o título. Vasco Vilaça ficou por milésimos de segundo em segundo lugar. Perdeu o sprint final para Matthew Howser, mas o atleta australiano precisava de ficar cinco lugares à frente para roubar o título. Num resumo da prova, Vasco Vilaça recuperou terreno depois da natação, manteve-se no grupo da frente durante o ciclismo e discutiu a vitória até o fim da corrida para se tornar o novo campeão mundial de triatlo. Destaque também para Ricardo Batista. Terminou esta finalíssima em quarto lugar. Esteve sempre a lutar pelo pódio. Ainda assim, com este resultado, garantiu o terceiro lugar da classificação geral. Na análise a esta conquista, Daniel Monteiro, presidente da Confederação do Desporto de Portugal, diz à Rádio Observador que o triatlo português tem vindo a apresentar uma consistência extraordinária.

O triatlo português tem vindo a dar grandes alegrias ao país. Nos últimos anos, tem tido uma consistência a nível internacional e nas equipas, não só seniores, mas também nos escalões de formação extraordinária. E, portanto, isto é resultado de uma consistência que a modalidade tem vindo a apresentar no plano internacional. E quando se está a este nível, com esta consistência e com atletas extraordinários a este nível, tudo é possível. E basta ver que eu arrisco a dizer que não é todos os dias, ou se calhar nunca tivemos numa modalidade olímpica, dois atletas portugueses em três lugares do pódio.

Daniel Monteiro esteve a acompanhar esta prova em Pontevedra e descreve à Rádio Observador a euforia dos portugueses presentes na cidade espanhola.

Estivemos todos juntos. Eu arrisco a dizer que eram centenas de pessoas à porta do local da competição, que estavam a aguardar os atletas nacionais e que foram completamente engolidos. Como digo, eram mais de 100 pessoas a aguardar pelos atletas portugueses. E foi um momento extraordinário, de grande festa, de grande celebração, e é um feito extraordinário para o desporto português.

Palavras do presidente da Confederação do Desporto de Portugal à Rádio Observador, entrevistado pela jornalista Maria Miguel Marques. O presidente da República também já reagiu numa nota publicada no site da presidência. António José Segur fala numa conquista histórica para o desporto português e destaca o percurso do triatleta ao longo das nove etapas do campeonato. Também a ministra da Juventude e do Desporto, Margarida Balseiro Lopes, felicita Vasco Vilaça numa publicação na rede social X. Sublinha que este é um título de enorme prestígio para o desporto português. Recordo que Vanessa Fernandes foi a última a conquistar este título há quase 20 anos, em 2007.

Mudamos de tema nesta edição das 11, isto porque um avião aterrou de emergência no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto, e Ricardo, vários passageiros tiveram de ser assistidos.

Foram 14 as pessoas que precisaram de ser assistidas no local, quatro delas foram transportadas para o hospital. O voo da Delta Airlines partiu de Barcelona com 296 pessoas a bordo, tinha como destino Boston, nos Estados Unidos. O Airbus A330 foi obrigado a aterrar de emergência no Porto depois de ter sido detectado fumo na cabine. Ainda antes da aterragem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, foi acionado o nível dois de alerta, o que permitiu que as equipas de emergência estivessem prontas para a chegada do avião. Segundo o Comando Distrital de Operações de Socorro do Porto, no local estiveram cerca de 60 operacionais. O alerta de emergência no aeroporto já foi dado, entretanto, como terminado.

E também a marcar a atualidade nacional este domingo, as palavras do ministro da Reforma do Estado, que acredita, Ricardo, que a Aliança Democrática vai vencer as próximas eleições e com maioria absoluta.

Sim, uma crença expressada em entrevista ao Observador, Gonçalo Matias acredita que Luís Montenegro vai mesmo conseguir cumprir o objetivo da maioria absoluta, um cenário que deve acontecer, segundo o ministro, quando as reformas começarem a ser sentidas pelos portugueses, ainda a tempo das próximas eleições legislativas.

Em 2029, quando tivermos eleições, ao fim de quatro anos de reformas, e quando os efeitos das reformas se sentirem verdadeiramente na vida das pessoas, eu não tenho a mais pequena dúvida que essas eleições serão ganhas pela AD com maioria absoluta.

Gonçalo Matias defende o trabalho feito pelo Executivo até o momento. Sobre um tema da atualidade, explica que os pedidos de poupança feitos pelos ministros da Economia e também pela ministra do Ambiente, como resposta ao aumento do custo de vida, fazem parte de um esforço coletivo.

Se vivemos uma dificuldade coletiva, todos devemos contribuir coletivamente para não-

Mas não são os nossos hábitos individuais, neste caso muito concreto, que vão fazer baixar o preço dos comestíveis.

O que eu quero dizer com isso é que todos podemos atuar em conjunto. Enfim, vamos pensar, nós atravessamos várias crises em Portugal nas últimas décadas. Tivemos a crise financeira em 2011, tivemos o Covid, que nos afetou a todos. Em todas essas alturas-

Estamos permanentemente em crise.

É verdade, mas muitas delas também são internacionais. O Covid era internacional, esta agora é internacional. Em todos esses momentos foi pedido às pessoas um esforço coletivo

As palavras do ministro adjunto e da Reforma do Estado, em entrevista ao Sob Escuta da Rádio Observador.

E também a marcar este domingo, na atualidade nacional, morreu o antigo ministro do Trabalho, Eusébio Marques de Carvalho, aos 91 anos.

A confirmação da morte foi dada pela família, à agência Lusa. O também advogado Eusébio Marques de Carvalho morreu na madrugada deste sábado. Nasceu em julho de 1935, em Lisboa, foi ministro do Trabalho entre 1978 e 1981. Foi também ministro da Reforma Administrativa no sétimo governo constitucional, liderado por Francisco Pinto Balsemão. O funeral de Eusébio Marques de Carvalho acontece na quarta-feira, no Centro Funerário de Cascais.

E agora de atenções voltadas para o cenário internacional. Seguimos com a ONU, que considera que Espanha violou obrigações internacionais. Isto, Ricardo, ao despejar uma mulher de 87 anos.

Ainda ontem dávamos conta de um protesto que levou mais de 25 mil pessoas às ruas de Madri, em solidariedade com Mari Carmen, uma mulher de 87 anos com grau de incapacidade de 50%, que foi despejada da casa onde vivia há 70 anos, no centro da capital espanhola. Hoje, o relator especial das Nações Unidas para o direito a uma habitação adequada acusa Espanha de violação de obrigações internacionais. Explica que Espanha violou a medida cautelar ordenada em junho pelo Comitê dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU, de suspender o despejo até à resolução do mérito de causa.

E Ricardo, o primeiro-ministro espanhol já reagiu. Pedro Sánchez garante que já estão a ser pensadas medidas para resolver os problemas na habitação.

Precisamente. E assegura, inclusive, que o Executivo está a trabalhar para levar ao Conselho de Ministros, já na próxima terça-feira, um decreto sobre habitação. O objetivo passa por aliviar a situação de emergência habitacional que afeta milhões de espanhóis, é o que diz Pedro Sánchez.

E passamos de Espanha para Inglaterra, ainda com palavras vindas dos Estados Unidos. Cinco pessoas foram detidas por suspeita de um ataque terrorista numa base aérea no Reino Unido, que é utilizada pelos norte-americanos. Donald Trump já reagiu, diz que o ataque pretendia causar grandes danos.

E sublinha que este incidente foi uma tentativa de atacar os Estados Unidos. Em causa está a suspeita de um ataque terrorista a uma base aérea utilizada pelos Estados Unidos para ataques estritamente limitados durante a guerra com o Irão. O presidente norte-americano diz que os alegados terroristas já estavam a ser vigiados e destaca a colaboração com as autoridades britânicas.

O Reino Unido foi fantástico. Trabalhar com os britânicos foi extraordinário. Já os tínhamos sob investigação. Estavam a preparar-se para causar grandes danos à nossa base e o trabalho conjunto com os britânicos correu muito bem. Trabalhámos com muita gente. Já os vigiávamos há bastante tempo e conseguimos apanhá-los.

Explicações de Donald Trump, que falou esta tarde aos jornalistas após chegar a Illinois para jogar um torneio de golfe. A polícia britânica retirou hoje moradores de casas nas proximidades da base. O caso está a ser considerado de elevada gravidade e está agora a ser investigado pela polícia antiterrorismo.

Notícia de fecho desta edição das 11 da noite com Ricardo Lopes, que está de regresso com uma síntese de notícias quando forem 11h30. Eu já não vou estar, provavelmente vou vir para casa. Ricardo, um abraço. Até já.

Bom descanso.