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São duas horas. As notícias com Carlos Pedro.

Boa noite. Luís Montenegro recusa que o Orçamento do Estado vá aumentar o imposto sobre os produtos petrolíferos. Questionado sobre se pondera mexer na taxa de carbono para evitar uma escalada do preço dos combustíveis, Luís Montenegro reiterou o compromisso do governo, o de não aumentar impostos.

O Orçamento do Estado que deu entrada na Assembleia da República, no passado dia 10, é o primeiro, em muitos anos, que não tem um único aumento de impostos. Não há nenhum imposto que tenha sido aumentado na proposta do Orçamento do Estado.

O primeiro-ministro fez questão de frisar que o descongelamento da taxa de carbono começou a ser feito ainda pelo PS e que o país tem de o fazer para estar vinculado à União Europeia, que está a proceder ao descongelamento das taxas depois da crise da Covid-19. Luís Montenegro garante, no entanto, que tudo vai fazer para que a carteira dos portugueses não seja afetada.

Eu estou integralmente empenhado em agir a favor do povo português e do seu bem-estar e da sua qualidade de vida e, portanto, focado naquilo que é a minha responsabilidade como líder do Executivo, um Executivo que está a cumprir aquilo que está plasmado e escrito no programa do governo e a cumprir o compromisso que estabeleceu com o povo português nas últimas eleições legislativas.

Declarações de Luís Montenegro, captadas pela Agência Lusa. O primeiro-ministro garante que as alterações na taxa de carbono não vão afetar a vida dos portugueses. O governo desmente André Ventura, diz que não se reuniu mais do que duas vezes com o Chega, nem propôs qualquer acordo de governo ao partido. A garantia é deixada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, em declarações ao canal "Now", Pedro Duarte esclarece que as declarações de André Ventura são laterais à governação e à atenção do governo. Diz ainda que a realidade do presidente do Chega está um pouco distorcida.

O primeiro-ministro teve, de facto, já reuniões. Neste caso concreto foram duas, não foram mais do que duas. Há afirmações que são manifestamente falsas e que são uma espécie de alucinações, porque, de facto, não têm nada a ver com a realidade.

Pedro Duarte, em declarações ao canal "Now", a desmentir as afirmações de André Ventura. O líder do Chega afirma ter-se reunido cinco vezes com o primeiro-ministro. Disse mesmo que Luís Montenegro lhe propôs um acordo de governo. E sobre o mesmo tema, o presidente da Iniciativa Liberal pede novamente a André Ventura que prove o alegado acordo proposto pelo governo. Rui Rocha considera que o presidente do Chega não está a apresentar todas as provas sobre o suposto acordo entre o primeiro-ministro e André Ventura e em declarações à CNN Portugal, sobre a controvérsia entre o líder do Chega, Rui Rocha diz:

Por um lado, porque André Ventura faz depender essa existência de um acordo, da existência de reuniões. Ora, a existência de reuniões, sejam elas quantas forem, e parece que também aí há uma divergência entre o governo e o número apontado por André Ventura, mas seja como for, as reuniões não implicam a existência de um acordo. Por outro lado, nas reuniões que eu tive com o primeiro-ministro, aquilo que me foi comunicado é que a questão da linha vermelha do "não é não", era uma questão permanente e irrevogável, esta sim, irrevogável, na visão do primeiro-ministro. E, portanto, eu tenho uma obrigação, é uma obrigação cívica, vai para lá daquilo que é o exercício da política, de preservar, também como líder político, as instituições.

Declarações de Rui Rocha, presidente da Iniciativa Liberal, em entrevista à CNN Portugal. O liberal rejeita ainda que as posições que toma sejam confundidas com uma guarda pretoriana da AD. E sobre o Orçamento do Estado, Rui Rocha reitera que é seguro, que a Iniciativa Liberal vai votar contra o documento apresentado pelo Executivo. O PS só vai reunir a Comissão Política para decidir o voto no Orçamento do Estado depois do Congresso do PSD. É uma informação confirmada pelo Observador. O partido vai, assim, empurrar por mais uns dias o momento em que Pedro Nuno Santos fará a proposta de sentido de voto no Orçamento do Estado. Tal como o Observador tinha adiantado, a decisão só vai ser conhecida depois do Congresso dos Social Democratas, marcado para este fim de semana. E ainda sobre o Orçamento do Estado, o governo acredita que vai haver excedente orçamental todos os anos, mas em 2026, o resultado vai ser praticamente nulo. Trata-se de um saldo positivo de 0,1% em 2026. O governo prevê apenas superávits superiores a 1% em 2027 e 2028. Assume ainda que a margem orçamental para reduzir impostos, sem colocar em perigo as contas públicas, provém de duas fontes: a extinção de medidas extraordinárias e o fim da implementação do PRR. O eurodeputado socialista Bruno Gonçalves vê pouca ambição no cenário entregue pelo governo.

Eu acho que este plano que é hoje entregue, acaba por ser, pelo menos, negativo até para o próprio governo. Se nós compararmos, e mencionavam aí bem há pouco os números para o crescimento económico, o que nós vemos é que a Aliança Democrática não só acredita menos na economia portuguesa do que os partidos a quem fazia oposição até há poucos meses, nomeadamente o Partido Socialista, mas acredita menos na economia portuguesa do que a própria Aliança Democrática acreditava no espaço em que fez campanha em Portugal.

Já Paulo Cunha, eurodeputado social-democrata, substitui falta de ambição por sobriedade.

A expectativa do governo português é uma expectativa sóbria, razoável. Resulta de uma avaliação, um sentido de responsabilidade de quem, obviamente, é ambicioso e quer que o país cresça e se desenvolva, mas que tem consciência que é preciso que as expectativas sejam exequíveis. Portanto, é a criação de um cenário, sendo ele razoável, realista, que reforce o posicionamento de Portugal neste contexto europeu e que alimenta, acima de tudo, a expectativa de que o país venha a ter um percurso futuro diferente daquilo que foram os últimos 10 anos em Portugal.

As declarações dos eurodeputados à Rádio Observador sobre o plano de médio prazo entregue pelo governo português à Comissão Europeia, com as previsões para a evolução da economia nacional. Arranca esta terça-feira o julgamento do caso BES e com mais de 18 arguidos envolvidos. É um megaprocesso que já vai em mais de 200 volumes, após uma acusação com mais de 4 mil páginas. E começa amanhã, Nadine Soares, a ser julgado mais de uma década após o colapso do Grupo Espírito Santo.

O caso tem como principal arguido o ex-presidente do BES, que foi acusado de 65 crimes, entre eles associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documento, burla qualificada e branqueamento. No início deste mês, o Juízo Central Criminal de Lisboa declarou a prescrição de 11 crimes. No entanto, Ricardo Salgado ainda vai ser julgado por 62 ilícitos criminais. O julgamento de um dos maiores processos judiciais da história portuguesa começa esta terça-feira. Reúne queixas de mais de 300 pessoas, mais de 700 testemunhas e uma acusação com mais de 4 mil páginas. A sala de julgamento no Tribunal Central Criminal de Lisboa vai ter quase 70 lugares para advogados de defesa e assistentes, além de receber 18 arguidos. O julgamento vai ser transmitido em direto para as duas salas de imprensa, com capacidade para mais de 30 jornalistas. Estão ainda a ser avaliados outros passos para acompanhar à distância, pelo público geral, os sistemas de som, registros de prova e comunicação à distância, estão a ser também testados.

A jornalista Nadine Soares, com os detalhes daquele que vai ser o julgamento de um dos maiores processos judiciais da história portuguesa, caso que, segundo o Ministério Público, terá causado prejuízos superiores a 11 mil milhões de euros. E antes deste julgamento, há duas ações marcadas. Pelas 08h30 da manhã, uma cerimônia em memória das vítimas lesadas pelo BES e GES. Uma hora depois, começa o julgamento e o grupo de lesados do BES tem um protesto marcado no campus da Justiça. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde está a investigar o cumprimento da lei que cria a carreira especial de técnico auxiliar. É um processo que decorre depois de dezenas de queixas recebidas e tem como objetivos verificar o universo de trabalhadores abrangidos pelo diploma, avaliar o cumprimento da lei relativamente à transição da carreira de assistente operacional para técnico auxiliar de saúde e ainda quantificar as reclamações dos trabalhadores. Em declarações à Lusa, João Fael, da Associação Portuguesa dos Técnicos Auxiliares de Saúde, garante que muitas unidades locais de saúde estão a violar a lei. Diz mesmo que há unidades que estão a transitar para a nova carreira, trabalhadores que não tinham qualquer contacto com o doente, como telefonistas e serralheiros. Voltamos agora atenções para a atualidade internacional. Kamala Harris diz que Donald Trump está cada vez mais instável e desequilibrado. São palavras da candidata democrata à Casa Branca durante um comício na Pensilvânia, onde também se encontra o antigo presidente dos Estados Unidos num evento de campanha. Kamala apelou ainda o voto pela democracia e liberdade. Diz que um segundo mandato de Trump seria perigoso e um risco para o país. No Médio Oriente, Benjamin Netanyahu negou as acusações sobre o exército israelita ter atacado de forma deliberada membros das forças da ONU no Líbano. O primeiro-ministro de Israel partilhou um vídeo na rede social X a desmentir as últimas informações sobre os ataques do exército de Israel contra os edifícios de paz da ONU. No discurso, disse que pediu várias vezes para que todos os civis se retirassem das zonas de combate para não ficarem feridos.

As acusações de que Israel atacou deliberadamente forças da ONU são completamente falsas. É exatamente o oposto. Israel pediu repetidamente que saíssem da zona de combate, que é mesmo ao lado da fronteira de Israel com o Líbano. Na verdade, no dia em que Israel começou a sua operação junto à nossa fronteira com o Líbano, pedimos especificamente: "Por favor, deixem esta área para não serem feridos".

Acrescentou ainda que a melhor forma de garantir a segurança é obedecer aos pedidos de Israel e acabou o vídeo a afirmar que o exército fez tudo o que estava ao alcance para não ferir membros da organização. E no desporto, Roberto Martínez avisa que a Escócia tem uma qualidade superior ao que aparenta. Na antevisão ao jogo da Liga das Nações, marcado para esta terça-feira, o início da noite, o técnico da equipa nacional, Roberto Martínez, avisa para o perigo escocês. O selecionador sublinha ainda o momento positivo da Escócia.

Jogar em dois jogos fora de casa, 72 horas, estádios esgotados. E falamos do ambiente na Polónia, acho que mostramos boa personalidade, mas acho que é ainda mais forte o ambiente do Hampden. Estamos a falar de uma Escócia que ganhou contra a Espanha, uma equipa que está a crescer muito, que acredita muito.

Roberto Martínez, na conferência de imprensa de antevisão do jogo entre Portugal e Escócia. O jogo desta terça-feira começa quando faltarem 15 minutos pras 20h e tem relato em direto na Rádio Observador. Fica por aqui este jornal. A informação volta a ser atualizada pelas 02h30 da manhã. Até lá, boa noite e continue na companhia da Rádio Observador.