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São duas horas. As notícias com Ana Cláudia Silva. Boa noite. Começamos este jornal com a entrevista de António Costa ao Observador. No primeiro dia como presidente do Conselho Europeu, António Costa assegura que tem a consciência tranquila em relação à Operação Influencer e reitera que quem deve não teme. Numa entrevista dada ao Observador, o ex-primeiro-ministro português lembra que não é arguido e sublinha que é preciso dar tempo ao Ministério Público para trabalhar.

Só quem está a fazer a investigação lhe pode dizer. Eu, por mim, tenho a consciência tão tranquila como tinha. Fiz o que me competia. Pedi para ser ouvido, fui ouvido. Se houvesse indícios, a lei obrigava ser constituído como arguido. Não fui constituído como arguido. Deduzo, portanto, que não havia indícios que justificassem essa constituição. E depois disso não tive mais notícias.

E teme que isto seja uma investigação tão prolongada como, por exemplo, a da Operação Marquês, que já vai em 10 anos e o julgamento ainda não avançou.

Não temo nada. Quem não deve, não teme e, portanto, estou tranquilo e respeito as instituições. O Ministério Público tem naturalmente o seu tempo, os seus meios, os seus critérios de investigação. É deixá-los trabalhar.

Aqui as palavras de António Costa sobre a Operação Influencer. Já sobre a Presidência da República, o ex-primeiro-ministro português garante que nunca foi uma opção. Lembra que ainda mais agora, estando onde está, como no Conselho Europeu, não se mete em política nacional.

E pronto, acho que as pessoas viram as páginas e não devem intrometer-se. Portanto, acho que foi uma função que eu sempre disse que não quereria ter.

E que não terá.

E que não quererei ter, não, isso podem estar tranquilos. Não vou incomodar ninguém.

Ainda nessa entrevista, o presidente do Conselho Europeu admite que há urgência em estabelecer contacto com Donald Trump, uma posição defendida no dia em que teve a primeira reunião desde que assumiu a presidência do Conselho Europeu. Em entrevista ao Observador, António Costa aborda a relação entre a Europa e o presidente eleito dos Estados Unidos e reitera que há urgência em começar a estabelecer um contacto, de preferência antes da tomada de posse do novo presidente dos Estados Unidos, que acontece a 20 de janeiro.

Estamos, enfim, pelos canais próprios, a tratar de marcar a reunião.

A tentar marcar a reunião. Essa reunião é para ser uma reunião presencial?

Provavelmente, por facilidade de ambos, é de se aprovar que seja por telefone.

E quem é que terá de entrar? É o presidente do Conselho Europeu que terá de apresentar?

Sim, já pedimos a conversa.

É para ser quando? Quando tomar posse ou ainda antes? Tem essa urgência para ainda antes da posse?

Não é uma questão de urgência. É bom irmos falando, porque parte das medidas que o presidente Trump tem em mente já as tem vindo a concretizar e, portanto, acho que é de mútua utilidade começarmos a falar.

O quanto antes? É antes da tomada de posse, é isso? Só para percebermos aqui o timing.

Sim.

Quanto ao encontro com Donald Trump, o presidente do Conselho Europeu aponta as taxas aduaneiras e a defesa como os principais tópicos em cima da mesa.

Tratar o tema do déficit comercial, que não passe por um aumento de tarifas. A mais recente declaração do presidente Trump tem uma margem muito significativa, como disse a presidente do BC, Christine Lagarde, tem uma variação mesmo de 100%, porque entre 10 e 20% é uma variação bastante significativa. Portanto, acho que temos que falar e ver como é que a aliança entre os Estados Unidos e os países europeus prossegue, se reforça. Esse, seguramente, é o interesse comum.

Aqui António Costa, presidente do Conselho Europeu, em entrevista dada ao Observador. Sobre a guerra na Ucrânia, António Costa reitera que só Kiev tem legitimidade para negociar e sublinha que fechar os olhos ao facto de a Rússia ter invadido um país é legitimar uma agressão e que permitir isso é abrir a porta ao caos. A entrevista de António Costa ao Observador está disponível em observador.pt. Esta terça-feira pode ouvi-la na íntegra a partir da 13h. Damos ainda conta de um incêndio em Coimbra. Mais de 140 operacionais continuam no combate a um incêndio em armazéns na zona de Sargento Mor, uma informação confirmada pelo Comando Sub-regional da região à Rádio Observador. O fogo está circunscrito aos armazéns, como explica o comandante dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Paulo Palerrilha.

O incêndio, neste momento, tomou três armazéns. Os armazéns são de construção de betão e metálica. O seu interior tem plásticos, produtos alimentícios e parte administrativa. Neste momento, temos o teatro de operações setorizado com cinco setores. Temos dois setores que estão a fazer a proteção das exposições. Dos três setores, está ativo, embora um já esteja a ceder aos meios nas suas extremidades. O seu interior ainda está ativo, mas um dos setores já apresenta que está a ceder aos seus meios.

Aqui o ponto de situação feito pelo comandante Paulo Palerrilha, da Corporação dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, um registo captado pela SIC. Até ao momento não há informação sobre feridos, nem habitações em risco. No local estão 145 operacionais, apoiados por 48 viaturas no combate às chamas. O alerta deste incêndio foi dado às autoridades pouco depois das 21h30. Na atualidade nacional, a PSP arquivou 39 dos 43 processos disciplinares abertos a polícias que participaram na concentração espontânea realizada em fevereiro junto ao Capitólio, em Lisboa, protesto quando decorreu o debate eleitoral para as eleições legislativas. A informação que foi confirmada pela polícia numa resposta enviada à Lusa. A PSP diz que 39 dos processos foram arquivados e quatro estão ainda a decorrer, ainda assim sem qualquer decisão. A polícia não refere qual o motivo do arquivamento destes processos, que decorreram em vários comandos territoriais da polícia. Importa recordar que a 19 de fevereiro, centenas de polícias concentraram-se junto ao Cine Teatro do Capitólio, onde estava a decorrer um debate entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos. A manifestação não autorizada aconteceu depois de uma concentração que juntou na Praça do Comércio cerca de 3 mil elementos da PSP e também da GNR. Olhamos ainda para a corrida a Belém, a propósito do estudo sobre as eleições presidenciais, que aponta o almirante Gouveia e Melo como o preferido dos portugueses. A eurodeputada do PS, Marta Temido, considera que é um sinal dos tempos. Diz mesmo que o primeiro milho é para os pardais. Ouvida no programa "Tira-Teimas", da Rádio Observador, a ex-ministra da Saúde sublinha que é importante reconhecer politicamente o que os possíveis candidatos podem valer. Isto numa altura em que a mais recente sondagem da Intercampus para o Correio da Manhã e Jornal de Negócios, uma sondagem que coloca Gouveia e Melo em primeiro lugar com 23% das intenções de votos. Diz Marta Temido, ex-ministra da Saúde, que as sondagens favoráveis a Gouveia e Melo mostram o desencanto com os políticos.

Que o primeiro milho é para os pardais. É um sinal dos tempos que nós vamos vivendo. Não me preocupa que seja um militar, não me preocupa que seja um não político, mas acho que há um desencanto muito grande das sociedades com a política, com os políticos e, portanto, procuram fora daquilo que é o universo tradicional, respostas. Aliás, nós vimos noutros países da União Europeia, escolhas que dizem: "Olha, o senhor fulano que veio do espetáculo."

Já o eurodeputado do PSD, Paulo Cunha, concorda, mas aponta que os portugueses ainda vão ser surpreendidos.

Eu tenho a certeza absoluta, desculpe ser desta forma, que há nomes que estão naquela lista que foi objeto da sondagem, que não serão candidatos, e há nomes que não estão lá e que serão candidatos. Portanto, a partir daí, a sondagem vale o que vale. A perceção das pessoas acerca da política tem evoluído negativamente e nós, que somos atores políticos, desejávamos que fosse diferente. Mas é bom também reconhecer que aqueles que se dizem não políticos e que estão disponíveis para assumir o lugar deles, são políticos no sentido amplo da palavra, e é isso que me parece mais adequado.

Aqui as palavras do eurodeputado do PSD, Paulo Cunha, ouvido no programa Tira-Teimas da Rádio Observador, na tarde desta segunda-feira. O movimento independente de Rui Moreira não exclui por completo apoiar um nome como o de Pedro Duarte, atual ministro, à Câmara Municipal do Porto. O presidente do movimento e atual vice-presidente da Câmara, Filipe Araújo, realça que os associados querem uma candidatura independente, mas que isso também pode ser encontrado dentro dos partidos.

Quando dizemos que lideramos a candidatura, obviamente, a candidatura tem que ser de caráter independente. Isso não quer dizer que haja pessoas dos partidos que possam perfeitamente depois integrar a nossa candidatura, como tem acontecido.

E o ministro dos Assuntos Parlamentares poderia ser uma dessas pessoas.

Acho que todas as pessoas que se queiram dedicar à cidade, que queiram integrar o movimento nas suas políticas, obviamente, são bem-vindos, desde que se revejam numa proposta de gestão independente da cidade. Obviamente, nós teremos todo o interesse.

Entrevistado no programa Direto ao Assunto, o líder do movimento independente, Filipe Araújo, diz ainda que Rui Moreira tem perfil para candidato presidencial.

O doutor Rui Moreira é uma pessoa com capacidade e com clara demonstração daquilo que consegue fazer e, em termos políticos, claramente um dos melhores que nós temos no país. E se ele alguma vez se quiser, eu estou certo que os portugueses reconhecem nele essa capacidade.

Aqui a convicção de Filipe Araújo, vice-presidente da Câmara do Porto, entrevistado no programa Direto ao Assunto, presidente também do movimento independente, um movimento que está a trabalhar para as autárquicas do próximo ano, mesmo sem Rui Moreira. Olhamos para a saúde, vai ser investigada a forma como os cidadãos estrangeiros são atendidos no Serviço Nacional de Saúde. A Inspeção-Geral das Atividades em Saúde decidiu avançar com uma auditoria, revelação feita pelo próprio inspetor-geral, em declarações citadas pela Renascença. Carlos Carapeço recusa a ideia de que o atendimento a estas pessoas esteja a causar o caos nos serviços de saúde. De acordo com o relatório desta entidade, a IGAS, a que o Observador teve acesso, em apenas dois anos, mais do que duplicou o número de pessoas não residentes em Portugal que recorreram às urgências. Esta auditoria deve começar em janeiro, mas ainda não há prazo para estar concluída. O objetivo é ajudar as unidades locais de saúde a encontrarem novas soluções para normalizar o atendimento de pessoas estrangeiras não residentes que são vistas nos serviços de urgência. Ainda os sindicatos dos jornalistas pediu uma audiência ao presidente da República para debater a crise no grupo Trust News. Em comunicado, o sindicato defende que enquanto o mais alto magistrado da Nação, Marcelo Rebelo de Sousa pode ter um papel muito importante para uma possível saída para esta crise que afeta a vida de cerca de 150 pessoas. Segundo a estrutura sindical, os problemas da Trust News não podem deixar ninguém indiferente. A empresa está neste momento em insolvência, com salários em atraso e pagamentos em falta a quem trabalha a recibos verdes. Ainda na atualidade nacional, a Pinker, a nova plataforma de TVDE exclusiva para mulheres, tem até o dia 13 de dezembro para prestar os esclarecimentos necessários ao Instituto de Mobilidade e dos Transportes. Apenas dessa forma pode vir a ser levantada a suspensão da licença. A Pinker foi suspensa devido a um decreto de lei que determina que não pode haver discriminação no acesso aos serviços TVDE. A fundadora do projeto, Mónica Faneco, disse à Agência Lusa discordar da decisão do organismo e garantiu estar numa fase de trabalho com o IMT, de forma a dissipar toda e qualquer dúvida quanto à legalidade deste projeto. Vamos agora à atualidade internacional. Donald Trump quer todos os reféns na Faixa de Gaza libertados até o dia em que tomar posse. Que é, neste caso, a 20 de janeiro. O presidente eleito dos Estados Unidos alerta os grupos armados palestinianos de que pode haver um preço terrível caso não libertem as dezenas de reféns ainda na Faixa de Gaza. O grupo palestiniano Hamas revelou, nesta segunda-feira, que mais de 30 dos cerca de 250 reféns raptados durante os ataques de 7 de outubro já foram mortos, mas pelos ataques das Forças de Defesa de Israel à enclave. E ainda na atualidade internacional, o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Türk, diz estar preocupado com a violência que tem acontecido nas manifestações na Geórgia durante os últimos dias. Em comunicado, o Alto Comissário da ONU condena o uso desproporcionado da força contra os manifestantes, afirma que é um recurso desnecessário. Diz que todos os georgianos, de todos os quadrantes políticos, devem poder exprimir livremente e de forma pacífica as opiniões que têm sobre o futuro do país. Neste caso, milhares de manifestantes pró-europeus voltaram a concentrar-se esta segunda-feira em Tbilisi, pela quinta noite consecutiva, para condenar a decisão do governo de suspender até 2028 as negociações sobre a integração da Geórgia na União Europeia. Neste jornal, vamos ainda ao desporto. O Futebol Clube do Porto está de regresso às vitórias. Venceu o Casa Pia por 2 x 0. Fábio Vieira e Samu marcaram os gols do Porto, carimbaram uma vitória no dia em que o treinador Vítor Bruno fez 42 anos. Os Dragões estão assim de volta aos triunfos depois de quatro jogos sem vencer e após a partida, Vítor Bruno ficou satisfeito com a prestação dos jogadores.

Uma vitória inequívoca, justa, baliza a zero, sem sofrer gols. Os jogadores estão de parabéns. Foi um jogo bem conseguido, consistente. A equipe anulou tudo que era momento ofensivo com bola do adversário em organização, a tapar muito aquilo que eram caminhos interiores que o adversário gosta de explorar no primeiro momento. Tivemos três, quatro, cinco ocasiões na primeira parte, podíamos estar claramente a ganhar ao intervalo e com bola, jogo controlado, podíamos ter feito também mais um ou outro gol.

A leitura de Vítor Bruno, técnico do Futebol Clube do Porto, depois da vitória sobre o Casa Pia por 2 x 0. É a notícia de fecho neste jornal. Voltamos a atualizar as notícias às 2h30 da manhã. Até já.