Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
São duas horas. Começamos com os ataques aéreos maciços dos Estados Unidos contra a Síria. Nas últimas horas, as forças armadas norte-americanas atingiram mais de 70 alvos do Estado Islâmico. Trata-se de uma retaliação depois de dois militares norte-americanos terem morrido no passado sábado, na sequência de ataques terroristas no centro do território. Donald Trump já tinha avisado que queria vingar-se destas mortes. Os ataques estão previstos durar várias horas até o início da manhã. Nas redes sociais, o presidente norte-americano esclarece que os Estados Unidos da América estão a atacar com muita força os redutos do ISIS na Síria e diz que o governo do país apoia os bombardeamentos. Donald Trump admite que a erradicação do Estado Islâmico é essencial e faz ainda elogios ao governo sírio, diz que está a trabalhar para devolver a grandeza ao país e por isso apoia este ataque. Donald Trump deixa também uma ameaça: os terroristas que atingirem os Estados Unidos vão sofrer graves consequências. Em análise, o especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, sublinha que os ataques norte-americanos em nada melindraram a relação entre os Estados Unidos da América e a Síria, depois de nesta sexta-feira terem sido levantadas todas as sanções ao país pelos Estados Unidos. Ouvido aqui na Rádio Observador, Francisco Pereira Coutinho considera que se trata apenas de uma medida que procura dissuadir o Estado Islâmico de novos ataques.
Os Estados Unidos ainda mantêm um contingente de cerca de mil soldados na Síria e, portanto, isto é uma medida retaliatória para procurar garantir alguma dissuasão, porque especialmente a partir do momento em que Al-Sharaa disse que iria combater ainda mais o Estado Islâmico, percebeu-se que iria existir também maior resistência por parte destes terroristas do Estado Islâmico. Portanto, este é o contexto em que acontece essa intervenção. Agora, em princípio, será uma intervenção cirúrgica, durará apenas algumas horas.
Francisco Pereira Coutinho, especialista em Direito Internacional, salienta que a construção das relações diplomáticas não fica afetada entre os Estados Unidos da América e a Síria. Seguimos com o debate para as eleições presidenciais entre André Ventura e João Cotrim de Figueiredo. As alterações à Lei da Nacionalidade provocou discórdia entre os dois candidatos. João Cotrim de Figueiredo defende o abrandamento nas medidas, já André Ventura recusa ceder. A Lei da Nacionalidade voltou para o Parlamento com o veto do Presidente da República e o chumbo do Tribunal Constitucional. Esta noite, em debate, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal defende que o Parlamento deve abandonar a medida que prevê a perda da nacionalidade para quem comete certos crimes. Admite que esta pode ser a solução para que a lei passe.
Eu não insistiria na alteração do Código Penal. Nesta altura, um braço de ferro com o Tribunal Constitucional é adiar a entrada em funcionamento desta lei e isso é um desfavor que se faz ao controle da política migratória que precisamos efetivamente de ter. Portanto, nós aqui das duas, uma: ou decidimos continuar uma birra e um braço de ferro com o Tribunal Constitucional ou usamos aquilo que são os conteúdos do acordo do Tribunal Constitucional para corrigir a lei no sentido de ela poder ser aprovada rapidamente.
Já André Ventura recusa ceder e defende que o Parlamento deve insistir nessa premissa.
Eu vou a um destino básico. Quem vem para Portugal e quer a nacionalidade, tem que cumprir as nossas regras e os nossos valores, não pode ser contra os nossos valores e a nossa cultura. Se cometer crimes, perde a nacionalidade. E três, igualmente importante, não é toda a gente que aqui nasce num comboio que tem nacionalidade portuguesa.
O debate ficou ainda marcado pela lista de clientes, revelada nesta sexta-feira por Luís Marques Mendes. Os candidatos consideram que ainda existem várias dúvidas acerca da transparência do candidato apoiado pelo PSD e CDS. André Ventura volta a considerar que Luís Marques Mendes é o candidato mais condicionado de todos.
Eu acho que quem se candidata a um cargo público tem que saber as relações que teve, com quem teve, o patrimônio que tem e também, deixe-me só dizer isto, de onde é que vem esse patrimônio, como é que alguns chegam a Lisboa sem nada e ficam ricos.
Muito bem, mas isto para si encerra ou não o capítulo do candidato condicionado?
Vamos lá ver, Marques Mendes hoje disse aquilo que queria dizer. Não sabemos ainda se isso é tudo ou se vai dizer mais alguma coisa. Eu continuo a achar o que lhe disse aqui. Acho que Marques Mendes é o candidato, de todos, talvez, mais condicionado.
Já João Cotrim de Figueiredo refere que os serviços de consultadoria do candidato apoiado pelo PSD ainda estão por esclarecer.
Eu nunca pedi que divulgassem clientes de advocacia que fossem confidenciais. Não é isso que me preocupa. Agora, a atividade é de advocacia, quando a atividade é de consultoria, eu gostava de saber quais são.
Os candidatos a Belém discordaram ainda no tema relacionado com a Europa. João Cotrim de Figueiredo realça que é necessário reformar a Europa. Do outro lado, André Ventura insiste que o continente europeu não aguenta com mais imigração. O próximo debate está marcado para amanhã, às 9 horas da noite. Frente a frente na TVI, vão estar António José Seguro, candidato apoiado pelo PS, e António Filipe, candidato apoiado pela CDU. António José Seguro vai divulgar amanhã a lista de clientes das quais recebeu dinheiro ao longo dos anos nas empresas que deteve. Questionado sobre a lista de 22 clientes divulgada por Luís Marques Mendes, o candidato apoiado pelo PS assume total transparência. Diz que já submeteu no portal da transparência tudo o que a lei exige.
E apesar de não estar há 11 anos na vida pública, portanto, a minha última declaração de rendimentos e de património é de 2014, eu já submeti no portal da transparência todas as declarações que a lei me exige. Mas vou para além disso. Vou também publicar amanhã, espero eu, no site da minha candidatura, de todas as entidades que eu recebi dinheiro. Quer que recebi dinheiro diretamente, quer que recebi dinheiro das minhas empresas e vou também declarar, aliás, aproveito para o fazer agora, que nunca no exercício de consultoria de gestão e de operacionalização de negócios, tive qualquer contato com a administração central ou com gabinetes ou membros de governo.
António José Seguro a garantir ter sido transparente sem conflitos de interesses, quanto a Luís Marques Mendes evita fazer comentários.
Eu não faço política, sobretudo em campanha eleitoral, nestas matérias. Eu apenas digo aquilo que penso e aquilo que faço. Eu considero que a transparência é elementar. Quem não deve, não teme. E por isso aquilo que eu vou fazer é divulgar aquilo que eu considero que são elementos importantes para eu poder ser escrutinado no exercício do meu mandato, se merecer, como espero, a confiança dos portugueses.
António José Seguro, à margem de um evento sobre cultura em Lisboa, a defender a separação completa entre os negócios e a vida pública. O legado homicida do físico português Nuno Loureiro e outras pessoas na Universidade de Brown, nos Estados Unidos, morreu dois dias antes do corpo ser encontrado. É o que revela a autópsia ao suspeito. As autoridades encontraram Cláudio Neves Valente morto num armazém em New Hampshire na passada quinta-feira à noite. Em comunicado, o gabinete do procurador-geral de New Hampshire garante que o exame determinou que este português morreu na terça-feira passada. Peter Neronha, procurador-geral de Rhode Island, estado onde se situa a Universidade de Brown, frisa que ainda há muitas incógnitas sobre este caso. Jair Bolsonaro foi autorizado a sair temporariamente da prisão para ser sujeito a uma cirurgia. Foi uma decisão do juiz do Supremo Tribunal Federal do Brasil, Alexandre de Moraes. Ainda nesta sexta-feira, Jair Bolsonaro foi alvo de notícias quando o Supremo Tribunal do Brasil declarou que extinguir a pena de prisão ao ex-presidente era inadmissível. Ora Jair Bolsonaro foi declarado culpado de ser líder de uma organização criminosa que conspirou para garantir a sua manutenção autoritária no poder. Foi então condenado a 27 anos de prisão. É o ponto final no Jornal das Duas.