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As notícias com João Costa Campos.

Boa noite. Depois de três horas de reunião entre Donald Trump e Zelenskyy, não há fumo branco. O plano de paz vai continuar a ser negociado. Apesar de não ter havido consenso para apresentar uma nova proposta de plano de paz, ainda esta noite, sai a convicção de que o caminho para um cessar-fogo estará para breve. É isso que dizem os Estados Unidos e a Ucrânia. Na conferência de imprensa conjunta com Zelenskyy, à saída da reunião, o presidente dos Estados Unidos assegura que os esforços negociais estão a surtir efeito e que a reunião com o homólogo ucraniano foi muito produtiva. Sublinha que a Rússia está também interessada em terminar o conflito. Donald Trump acredita, por isso, que está para breve um novo plano de paz para pôr termo ao conflito na Ucrânia.

Podemos dizer que estamos a 95%, mas eu não gosto de falar de porcentagens. Só acho que estamos a ir muito bem. Estamos muito perto. Há uma ou duas questões mais espinhosas, questões mais difíceis, mas eu acho que estamos a ir muito bem. Fizemos muitos progressos hoje, mas, na verdade, fizemos isso ao longo do último mês. Este não é um processo que se resolve em um dia. É algo muito complicado, mas acho que quando o presidente diz 95, pronto, acho que pode estar perto dos 95%.

O presidente norte-americano assegura que as negociações para pôr termo ao conflito na Ucrânia estão no bom caminho. Diz que, no melhor cenário, a guerra na Ucrânia pode terminar nas próximas semanas. O lado ucraniano partilha do otimismo de Donald Trump. O presidente da Ucrânia diz que as negociações vão, nesta altura, a mais de 90%, com matérias sensíveis, como as garantias de segurança e as questões territoriais praticamente fechadas. Volodymyr Zelenskyy acredita que o plano de paz que está a ser negociado estará pronto muito em breve.

Discutimos todos os aspectos do quadro de paz e temos grandes conquistas: um plano de paz de 20 pontos, 90% acordado e garantias de segurança Estados Unidos e Ucrânia 100% acordadas, garantias de segurança Estados Unidos, Europa e Ucrânia quase acordadas, dimensão militar 100% acordado, plano de prosperidade a ser finalizado e também discutimos a sequência das ações seguintes. E concordamos que as garantias de segurança são o marco fundamental para alcançar uma paz duradoura e as nossas equipas continuarão a trabalhar em todos os aspectos.

Declarações de Volodymyr Zelenskyy, o presidente da Ucrânia, que em conjunto com Donald Trump, revelou que uma próxima reunião entre Estados Unidos, Ucrânia e Europa pode acontecer já em janeiro. E na análise às conclusões da reunião, a especialista em assuntos internacionais Mónica Dias acredita que Volodymyr Zelenskyy tentou suavizar o discurso perante Donald Trump. Diz que o presidente ucraniano já conhece os pontos vulneráveis do presidente dos Estados Unidos e levou esse conhecimento para a mesa de negociações.

Zelenskyy terá sido muito hábil em explicar que a Ucrânia quer a paz, mas a Rússia continua a bombardear-nos, continua a haver muitas mortes. Nós queremos parar com estas mortes e, portanto, eu creio que Zelenskyy, neste momento, também já sabe quais são os pontos vulneráveis para Trump. E há aqui um ponto muito importante que ele também tocou, que foi precisamente a central nuclear de Zaporizhzhia, que é muito importante.

A diretora de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa fala ainda do plano de paz, que ainda vai ser sujeito a referendo por parte dos ucranianos quando estiver preparado. Mónica Dias defende que é uma ideia difícil de concretizar numa Ucrânia em guerra.

Os próprios homens, os soldados que estão na frente da batalha para poderem também participar nesse referendo, obviamente, repare, se umas eleições num país em paz já demoram alguns meses para organizar ou o referendo, quer dizer, neste país em guerra, sem infraestruturas a funcionar, com imensas estradas e cidades destruídas, enfim, obviamente, será algo que vai demorar alguns meses.

Análise de Mónica Dias, a diretora de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, à reunião entre Volodymyr Zelenskyy e Donald Trump, no gabinete de guerra da Rádio Observador. Na política nacional, candidatura de António José Seguro não compreende que o boletim de voto das eleições presidenciais vai incluir candidatos que foram excluídos pelo Tribunal Constitucional e alerta que vai confundir os eleitores, esta situação. Fonte da candidatura de António José Seguro revela que existe uma ponderação por parte de António José Seguro de contestar a decisão da Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna em manter estes nomes no boletim de voto, apesar do Tribunal Constitucional não ter admitido as candidaturas de Joana Amaral Dias, Ricardo Sousa e José Cardoso. André Ventura volta a apelar ao adiamento do Conselho de Estado em nome da igualdade entre candidatos. André Ventura, que ontem acusou Marcelo Rebelo de Sousa de tentar interferir na campanha eleitoral ao convocar o Conselho de Estado em plena campanha eleitoral. Em Beja, o candidato apoiado pelo Chega, que é também conselheiro de Estado, diz que nenhum candidato deve ter destaque diferenciado a meio de uma candidatura presidencial.

Não havendo nenhum motivo absolutamente incontornável que leve a este Conselho de Estado, eu acho que os candidatos devem estar todos em pé de igualdade. Atenção, eu contra mim falo que sou conselheiro de Estado. Portanto, eu acho que os conselheiros, neste caso André Ventura e Luís Marques Mendes, não devem ter destaque diferenciado a meio de uma campanha eleitoral, quando estamos a poucos dias de decidir o ato eleitoral.

André Ventura durante um comício em Beja. Já Luís Marques Mendes, também conselheiro de Estado como André Ventura, diz que não é por menos três horas de campanha que se vai perder eleições. O candidato apoiado pelo PSD e CDS admite que o Presidente da República tem mesmo razões suficientes para chamar os conselheiros e não compreende a questão levantada por André Ventura, que teme que o Conselho de Estado interfira com a campanha eleitoral. Luís Marques Mendes não vê qualquer problema com a marcação de um Conselho de Estado a 10 dias das eleições presidenciais.

Não vejo, sinceramente, problema nenhum. O Presidente da República achou que era urgente ter um Conselho de Estado, porque as coisas estão a acelerar-se na Ucrânia. Portanto, eu admito que o Presidente da República tenha razão. Ir ao Conselho de Estado são três horas a menos de campanha. Alguém vai perder as eleições por menos três horas de campanha? Acho que é uma polêmica que não faz sentido. Eu vou ao Conselho de Estado.

Luís Marques Mendes esta tarde, no Fundão. No desporto, Braga e Benfica empataram a dois gols. Jaguiares e Guerreiros do Minho fazem a divisão de pontos nesta partida da 16ª jornada. O Benfica marcou primeiro, mas o Braga conseguiu levar a vantagem para o segundo tempo. Na segunda parte, Fredrik Aursnes repôs a igualdade no marcador. No final da partida, José Mourinho, treinador encarnado, refere que há um gol mal anulado e, por isso, com ironia, considera que o Benfica venceu sim a partida.

O Braga apanha-se na frente. É uma equipa que, como sabemos todos, depois a gerir a bola, a posse da mesma, a retirar a iniciativa ao adversário é muito forte, mas nós na segunda parte fomos fortíssimos e dominámos completamente o jogo. Fazemos dois gols e ganhar o jogo em Braga é extremamente difícil, a perder ao intervalo ainda é mais difícil, por isso acho que os jogadores estão de parabéns pela fantástica segunda parte que fizeram.

Depois da segunda parte do jogo do Sporting, aqui na Rádio Observador, José Mourinho, treinador do Benfica. Já Carlos Vicenzo, treinador do Braga, refere que a equipa minhota perdeu alguma frescura no segundo tempo, por isso o ponto conquistado é aceito com naturalidade.

Tivemos aproximações bastante perigosas, sobretudo na cama do Rodrigo San Lazar. Temos que ficar com o ponto, que não nos satisfaz, mas temos de aceitar. Continuamos, temos muitas coisas por melhorar. Temos um jogo fundamental na semana que vem frente ao Estrela da Amadora e vamos centrar todas as nossas energias.

O Braga ainda terminou a partida com menos uma unidade, devido à expulsão de Ricardo Horta. Com este resultado, o Benfica soma 36 pontos, mantém a terceira posição. Já o Braga falha a subida ao quarto posto da tabela, fica com 26 pontos. E o Sporting encolheu o Rio Ave por 4x0. Hat-trick de Luís Suárez e gol de Maxi Araújo na reação à vitória e também um balanço do ano de 2025. Rui Borges, treinador do Sporting, realça o processo ofensivo, que ainda pode melhorar, e destaca mais um jogo sem gols sofridos.

Mantenho esta ambição de querer ser sempre melhores, procurar ser sempre melhores no processo ofensivo, no processo defensivo. Eu valorizo mais o processo que não sofremos gol. É mais um jogo sem sofrer gols. Acima de tudo, que 2026 seja melhor ainda do que aquilo que tem sido 2025, que foi um ano fantástico. Acima de tudo, é olhar para a equipe e vê-la crescer e vê-la com ambição humilde, no sentido de não se cansarem de ganhar e de ir à procura de melhorar no seu dia a dia.

O Sporting fecha o ano civil em segundo lugar, a dois pontos do Futebol Clube do Porto. Há condição. Os Dragões entram amanhã em campo frente ao AVS. Há do jogo com relato aqui na Rádio Observador. E ao ponto final deste jornal das 14h, a informação está de regresso à antena do Observador às 14h30. Até já.