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São duas horas. As notícias com Matilde Malva Sabino.
O PSD vai pedir o adiamento do prazo para a entrega de listas para as eleições do Conselho de Estado, Provedor da Justiça e Tribunal Constitucional. O anúncio foi feito nesta noite de quarta-feira pelo líder parlamentar do partido na SIC Notícias. Após o anterior adiamento das eleições para os órgãos externos, o prazo limite para a entrega de listas ficou marcado para esta quinta-feira e as eleições para 6 de março. Hugo Soares vai apresentar ao presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, o pedido de adiamento nesta quarta-feira. O líder parlamentar do PSD argumenta que ainda não foi possível corresponder a tudo o que é preciso, sem dar mais detalhes sobre os motivos do pedido. Mostra-se, no entanto, convicto de que os lugares vão estar eleitos daqui a duas semanas. Ainda na SIC Notícias, o líder parlamentar do PSD defende que o chumbo da reforma laboral não é motivo para provocar eleições e que Pedro Passos Coelho está, por isso, redondamente enganado. O ex-primeiro-ministro afirmou na segunda-feira que o governo devia ir para eleições antecipadas caso a oposição chumbasse a reforma da legislação laboral. O antigo chefe do governo criticou também a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna. Ora Hugo Soares responde às críticas e afirma que Pedro Passos Coelho está no tacticismo político por defender a ida a votos.
Pedro Passos Coelho mais das vezes acerta, no meu ponto de vista. Desta vez, eu creio que ele está redondamente enganado. Está redondamente enganado nas considerações e comparação que fez a propósito da nomeação do doutor Luís Neves como Ministro da Administração Interna e está manifestamente enganado, creio eu, na consequência que ele entende que o governo deveria tirar se a legislação laboral não fosse aprovada.
O líder parlamentar do PSD rejeita que Pedro Passos Coelho vá ser um problema para Luís Montenegro e sublinha que dentro do partido que sustenta o governo, ninguém coloca em causa a liderança do primeiro-ministro. O Conselho Nacional do PSD vai reunir-se na próxima quarta-feira. É o primeiro deste ano. De acordo com a convocatória, na agenda em discussão vai estar a aprovação e a discussão de um novo regulamento de ética e designação de cargos públicos, previsto nos estatutos aprovados em 2024. Na ordem dos trabalhos, está também a apresentação, discussão e votação do orçamento para 2026, do regulamento das secções temáticas e do regulamento de ética e designação de cargos públicos, como tinha mencionado. A ministra do Ambiente e Energia considera que evitou uma tragédia ao dar a ordem para fechar de imediato a A1, na zona de Coimbra, onde o troço da autoestrada desabou. Maria da Graça Carvalho fala numa ação rápida e decisiva. São declarações na grande entrevista da RTP Notícias. A ministra destaca o dia 12 deste mês como o momento decisivo. Foi o dia em que o troço da A1 sobre o rio Mondego desabou, na sequência do rompimento do dique dos Casais, no concelho de Coimbra.
Estava a Proteção Civil, estava o senhor secretário de Estado da Proteção Civil, os três presidentes de Câmara, os bombeiros, o presidente da APA, e nós vimos em direto.
Na RTP? A RTP transmitiu em momento, em direto.
E o escoamento foi tal que a minha primeira impressão, e disse-o logo em voz alta: "Vamos cortar a A1". E felizmente, toda a gente concordou. Telefonamos ao senhor primeiro-ministro, ao senhor ministro das Infraestruturas e cortámos em poucos minutos a A1. Aí que se viu, na verdade, a força, a velocidade com que a água estava à volta do pilar. Talvez pela formação de engenheira, eu disse: "Não, é melhor. É prevenção, precaução. Vamos imediatamente cortar a A1". Assim foi feito e evitámos um grande desastre.
Foi uma ideia sua naquele momento?
Foi, mas toda a gente concordou.
Maria da Graça Carvalho indica também que só na próxima semana vai haver um retrato completo de toda a destruição causada pelas tempestades, entre casas destruídas, estradas cortadas e empresas paralisadas. Há prejuízos na ordem dos milhões de euros, sobretudo em distritos como Coimbra e Leiria. O primeiro-ministro defende que o PTRR é um instrumento que vai ajudar a reconstruir Portugal. Luís Montenegro esteve reunido esta quarta-feira com todos os partidos com assento parlamentar. Teve reuniões um a um sobre o PTRR, o programa criado pelo governo para ajudar na reconstrução depois da passagem de um comboio de tempestades. O primeiro-ministro assegura que o governo não deixa de parte nenhuma das medidas que possam ser positivas para o país e sublinha que é uma forma do processo do PTRR ser mais bem sucedido.
Nós, por decisão amadurecida, não quisemos circunscrever ainda nenhuma medida a este calendário, sendo certo que muitas são tão urgentes e prementes que já estão em execução. Também não quisemos estar a fixar um volume de investimento pré-definido, porque entendemos que o processo será tão mais passível de ser bem sucedido quanto nós tenhamos a liberdade de poder proceder à hierarquia das prioridades que o país deve promover.
Luís Montenegro revela também que vai ficar disponível uma plataforma digital para receber mais propostas que possam ajudar a recuperação das zonas afetadas. O secretário-geral do PS considera que faltam respostas no PTRR apresentado pelo governo. José Luís Carneiro esteve reunido com o primeiro-ministro em São Bento para discutir o plano de ação após as tempestades. À saída do encontro, disse aos jornalistas que o Executivo vai integrar dois terços das propostas socialistas neste novo programa. José Luís Carneiro seguiu depois até a Torres Vedras para uma sessão com militantes socialistas sobre a recandidatura à liderança do partido. Aí voltou a falar sobre o PTRR num tom mais crítico, para dizer que faltam respostas ao plano do governo, apesar das boas intenções.
Faltam respostas diretas e imediatas às famílias, aos trabalhadores, às empresas e também às autarquias. Ou seja, enquanto plano de intenções, tem boas intenções, mas é evidente que é necessário dar respostas imediatas, particularmente às famílias cujos custos de recuperação habitacional são acima dos €10.000. É necessário responder às empresas que estão a ser encaminhadas para o endividamento e que não querem o endividamento, querem apoio à tesouraria e querem apoio ao investimento, mas a fundo perdido.
José Luís Carneiro reitera que o PTRR não passa de um plano de intenções que não responde às questões do imediato. O Chega vai avançar com uma proposta para a isenção de portagens nas zonas afetadas pelas tempestades até ao final do ano. A promessa feita por André Ventura à saída da reunião com Luís Montenegro. O presidente do Chega diz que não faz sentido que nas zonas mais afetadas se pague portagem. André Ventura diz que o governo não quer voltar atrás na decisão, embora não se negue a ouvir o Chega.
O governo não está disponível a avançar nesta área, mas manifestou-se disponível para ouvir a proposta do Chega nesta matéria. Portanto, eu quero anunciar aqui que nós vamos avançar no Parlamento, seja em sede de orçamento retificativo ou não orçamento retificativo, o Chega vai avançar com uma isenção, até ao final do ano, das portagens nas zonas que foram afetadas direta e indiretamente pelas vagas de tempestades.
André Ventura reitera que o Chega está disponível para um trabalho conjunto rápido. Fala ainda da agricultura em risco de sobrevivência e, por isso, defende medidas extraordinárias para o setor. A EDP já tem uma estimativa de quanto vai custar a reconstrução depois das tempestades: €80 milhões, sobretudo por causa dos postes de eletricidade da E-Redes. O balanço foi feito pelo presidente da EDP, Miguel Stilwell d'Andrade, em declarações ao Observador.
Isso impactou muito a nossa rede, teve um impacto devastador. E também alguns ativos de produção de energia e obrigou-nos, em geral, a uma gestão muito cuidadosa e prudente das barragens. Estimamos que o custo de reconstrução cerca de €80 milhões, principalmente lá da E-Redes, de reposição provisória e depois mais definitiva de rede, mas também todo o custo da mão de obra, prestador de serviço, geradores, combustível, enfim, tudo isso.
O presidente da EDP entrevistado pela grande repórter de economia do Observador, Ana Suspiro. A elétrica anunciou também esta terça-feira os resultados relativos ao ano passado. Dispararam 44% para 1150 milhões de euros, assim é que é, em relação ao ano de 2024, resultado explicado pela subida de 50% dos lucros da EDP Renováveis. António José Seguro entregou a gerência de uma das empresas familiares a Nuno Brilhante Dias, irmão do líder parlamentar do PS. Segundo confirmou o Observador, a Nimos da Beira, que produz e comercializa vinho e azeite, vai passar a ser gerida por Nuno Brilhante Dias. A empresa tinha sido fundada por António José Seguro e pelo irmão do líder parlamentar do PS em 2023. O presidente da República eleito já tinha anunciado, esta quarta-feira, que se desvinculou das três empresas em que tinha participações. Numa nota enviada à Agência Lusa, Seguro informou que passou aos dois filhos as participações sociais que detinha nas duas empresas familiares e que vendeu a um terceiro a participação numa outra empresa. As desvinculações de António José Seguro acontecem a poucos dias de assumir a presidência da República. A tomada de posse está marcada para dia 9 de março. E vamos ainda ao desporto. O Benfica está fora da Liga dos Campeões, perdeu contra o Real Madrid por 2 x 1. A equipe encarnada ainda esteve a vencer no Bernabéu, mas os merengues conseguiram operar a reviravolta. Rafa marcou o gol do Benfica, Tchouaméni e Vinicius Junior marcaram para o Real Madrid. Com esta derrota, a equipe portuguesa está eliminada da competição. O técnico do Benfica, José Mourinho, estava suspenso e por isso não esteve no banco de suplentes. Foi João Tralhão que falou após o fim da partida para dizer que o Benfica fez o suficiente para obter um melhor resultado.
Sentimos que criamos o suficiente hoje. Acabei de falar com o Mister José Mourinho. Sentimos que estamos muito orgulhosos da nossa prestação, muito orgulhosos da nossa equipe, os jogadores estiveram extraordinários. Estamos frustrados com o resultado, precisamente por causa disso. Chegamos, dominamos desde o início, marcamos, sofremos um gol contra a corrente do jogo, como vocês puderam verificar. No entanto, mantivemos a personalidade, mantivemos o caráter, mantivemos a nossa mentalidade e, de facto, o jogo foi decidido em alguns detalhes.
As palavras de João Tralhão depois da derrota do Benfica. Já o técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, destaca a vitória, apesar das várias baixas na equipe espanhola.
Sem Mbappé, sem Bellingham, sem Militão e sem Rodrygo também. Com todas estas baixas de jogadores que são importantíssimos e fundamentais, que têm um grande nível, mais importante é que passamos esta eliminatória contra uma grande equipe e fomos capazes de vencer os dois jogos. Creio que isto reforça o grupo. Com todas estas baixas, a equipe a conseguir competir e ganhar jogos como o de hoje.
Declarações de Álvaro Arbeloa, treinador do Real Madrid, em conferência de imprensa após a vitória por 2 x 1. O Benfica está fora da Liga dos Campeões. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 14h30. Até já.