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Duas horas. Boa noite, eu sou a Teresa Freitas. São duas da manhã, hora de atualizar a informação. Há esquadras da PSP em algumas zonas urbanas que podem vir a ser encerradas. O anúncio foi feito pelo ministro da Administração Interna, em entrevista à RTP. Luís Neves garante que a medida tem como objetivo colocar mais polícias na rua.
Estamos a pensar reorganizar as estruturas de esquadras em algumas zonas urbanas, designadamente aqui em Lisboa, porque temos muita gente e é preciso haver concentração. Estão a concentrar as esquadras, fazendo menos esquadras, é isso? Menos esquadras, para podermos ter mais gente- Mais gente na rua ...na rua e junto das pessoas.
O ministro explica que uma esquadra exige, no mínimo, quase 30 pessoas, mas recusa a criação de super esquadras. E quanto aos casos de tortura que envolvem agentes das esquadras do Rato e do Bairro Alto, Luís Neves rejeita uma falência das instituições, no entanto, fala em contornos inaceitáveis.
Não digo que seja o maior falhanço do Estado. É perturbador, é muito preocupante, é muito sério. Não quero tirar aqui a carga de seriedade, porque, como tenho dito, e já utilizei esta expressão, as forças policiais devem ser um porto de abrigo, sobretudo para as vítimas, para os mais vulneráveis, para aqueles que estão numa situação de fragilidade. Foi tudo o que se passou com estas pessoas, independentemente, num caso ou noutro, poder ter ocorrido suspeitas. Portanto, há aqui uma questão de superioridade. E ainda na questão da superioridade, o respeito dos direitos humanos, o respeito pela diversidade, devem ganhar ainda mais vínculo.
Luís Neves, o ministro da Administração Interna, em entrevista à RTP. Entretanto, o Sindicato Nacional da Polícia já reagiu às declarações do governante. Defendem uma reestruturação séria, racional e global do dispositivo policial nas grandes cidades. Num comunicado, o SINAPOL explica que a existência de esquadras abertas não pode ser confundida como fator de maior segurança para os cidadãos. O sindicato defendeu que muitas vezes, manter as esquadras abertas representa menos polícias na rua, menor visibilidade policial, menor capacidade de prevenção criminal e menor capacidade de resposta operacional. O sindicato recomendou ainda que o ministro da Administração Interna desencadeie imediatamente um processo negocial sério com vista à valorização profissional e salarial dos agentes da polícia. José Luís Carneiro vai reunir-se amanhã com o primeiro-ministro a pretexto das alterações à lei laboral. O anúncio do encontro foi feito pelo próprio secretário-geral do PS, em entrevista à CNN Portugal.
Temos a intenção de ter um encontro durante o dia de amanhã para passar em revista vários assuntos, mas é evidente que daí não se pode extrair a ilação de que o PS viabilizará a proposta de contrarreforma laboral do governo.
José Luís Carneiro, que diz que tudo depende das medidas que o governo decidir apresentar. O socialista recebeu o convite para a reunião com o Luís Montenegro na segunda-feira e recusa sentir-se melindrado com o facto de o líder do Chega ter ido antes a São Bento, a uma reunião que decorreu esta quarta-feira. André Ventura insistiu na diminuição da idade da reforma e no menor período de férias e mostra-se expectante quanto à versão da reforma que vai ser apresentada e insiste que nesses dois pontos para dizer que sim ao governo.
Amanhã, e isto é importante, por isso é que era importante reunirmos hoje, amanhã haverá um Conselho de Ministros. Esse Conselho de Ministros terá na agenda a aprovação da reforma laboral. Tal como eu disse, esta reforma laboral, que está agora em cima da mesa, é má para o país. É má para o país, é má para os trabalhadores, é má para quem trabalha. É essa a minha convicção, é essa a convicção do Chega, portanto, é essa a convicção do segundo maior partido do Parlamento. Sendo uma reforma má, ela teria que ter alterações pra ficar boa. Nessas alterações boas estão vários aspetos que nós já temos referido e estão dois assuntos importantes. Como lhe disse, um, a descida da idade da reforma, o outro, a questão das férias.
André Ventura, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República. Já o primeiro-ministro acredita que há margem de negociação com o Chega, mas também com o PS, pelo menos de André Ventura, Luís Montenegro já tem essa certeza. Agora falta convencer José Luís Carneiro.
O que eu tenho é, neste momento, a disponibilidade de um dos maiores partidos da oposição, o Chega, e também tenho a auscultação que fiz de uma declaração do secretário-geral do Partido Socialista, que confirmarei pessoalmente quando tiver essa oportunidade, também de igual disponibilidade. Portanto, se assim for, se os dois maiores partidos da oposição estiverem, como aparentemente parece que estão, disponíveis, teremos de passar à fase seguinte, que é a de verificação ponto por ponto dos pontos de contacto.
Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas em São Bento. A ministra do Ambiente explica que o investimento na reposição do areal em várias praias do país não decorre apenas das tempestades do início do ano. Há um investimento financiado por fundos europeus para repor a areia em praias, como a zona da costa da Caparica. Maria da Graça Carvalho explica que há três fatores que justificam esse plano.
Há uma preocupação, primeiro ambiental, de proteção da costa e de toda a erosão costeira. Depois, há uma preocupação com as pessoas. Eu sei que é algo muito importante para quem vive em Portugal e para quem nos visita, ter a possibilidade de ir à praia. Nós, neste momento, estávamos com a maior parte das nossas praias sem areia e sem a possibilidade de ser, por um motivo ou outro, ou por segurança, ou porque não tinham areia, não estavam habitadas ou porque não tinham acessosE a terceira é o ponto de vista económico. Há comunidades costeiras cuja principal atividade económica é relacionada com a costa.
Declarações da ministra do Ambiente esta tarde no programa Explicador da Rádio Observador. Aníbal Cavaco Silva defende uma força europeia separada da NATO, mas em cooperação com a Aliança Atlântica para reduzir a dependência dos Estados Unidos e para os restantes países poderem intervir em situações em que os Estados Unidos não têm interesse. Em entrevista à Rádio Observador, o antigo presidente da República caracterizou Donald Trump como super errático. Diz, por isso, que a Europa não pode confiar no presidente norte-americano. Já numa análise à União Europeia, Cavaco Silva admitiu que confia muito mais na Comissão Europeia, liderada por Ursula von der Leyen, do que no Conselho Europeu, liderado por António Costa. Na atualidade internacional, o secretário de Estado norte-americano considera que a China tem interesse em resolver a crise no Golfo. Em entrevista à Fox News, Marco Rubio afirma que os Estados Unidos esperam que a China desempenhe um papel ativo na tentativa de persuadir o Irão a abandonar as suas atividades no Golfo. Já segundo a "The Times of Israel", Rubio referiu que a China tem navios no Golfo, um dos quais foi atingido pelo Irão no fim de semana. E nesta entrevista à Fox News, o secretário de Estado reforça a importância da relação dos Estados Unidos com a China.
É ao mesmo tempo o nosso principal desafio em termos geopolíticos e a relação mais importante que temos de gerir. A China é um país grande e poderoso, vai continuar a crescer. Há interesses nossos que vão entrar em conflito com os interesses deles. E para evitar guerras e manter a paz e a estabilidade no mundo, vamos ter de gerir essas questões. Há claramente áreas que são importantes para os Estados Unidos e por isso o presidente vai levantar essas questões. Poderá haver também algumas áreas de cooperação e queremos garantir que não as deixamos de lado.
Marco Rubio, secretário de Estado norte-americano, em declarações à Fox News. JD Vance afirma que os Estados Unidos estão a fazer progressos nas negociações com o Irão. Isto depois de Donald Trump ter classificado a última proposta de Teerão como inaceitável. Hoje, aos jornalistas na Casa Branca, JD Vance diz que só não sabe se o progresso é suficiente para satisfazer a principal exigência do presidente norte-americano.
Acho que estamos a fazer progressos. A questão fundamental é: estamos a progredir o suficiente para satisfazer a linha vermelha do presidente? E a linha vermelha é muito simples. Ele tem de confiar que implementámos uma série de proteções para que o Irão nunca mais tenha uma arma nuclear. Penso que fizemos vários progressos desde que deixámos o Paquistão. Queremos olhar os americanos nos olhos e dizer que eles não têm de se preocupar com este país tão perigoso. É o nosso principal objetivo e podemos alcançá-lo de várias maneiras, mas o presidente Trump disse que, para já, é por via da diplomacia e é nisso que me vou concentrar.
JD Vance, em declarações aos jornalistas na Casa Branca, no dia em que Donald Trump chegou à China para uma visita oficial de três dias. O presidente norte-americano vai reunir daqui a pouco com o presidente chinês. É o ponto final neste jornal das 14h. Em formação, está de regresso às 14h30.