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As notícias com Miguel Pina Andrade.
Donald Trump garante que os ataques ao Irão vão continuar e deixa uma ameaça: se um acordo não for alcançado, vai bombardear infraestruturas civis no Irão. Isto depois do país do Irão ter colocado um ponto final no memorando de entendimento. O vice-ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros diz que o falhanço a implementar um dos pontos foi suficiente para colapsar todo o memorando e afirma que agora a América violou todas as obrigações que tinha. Ora, em entrevista à Fox News, Donald Trump afirma que os Estados Unidos vão atacar infraestruturas energéticas e civis do Irão nos próximos dias, isto caso um acordo não seja alcançado.
"Estou a guardar os ataques às estações de energia para o final, mas vamos acabar por atingi-las. Vamos atacá-los fortemente esta noite, vamos atacá-los fortemente amanhã e na noite a seguir. E depois, na próxima semana, vai ficar muito mau para eles, porque vamos destruir completamente as centrais elétricas e as pontes, a menos que eles decidam sentar-se à mesa e negociar connosco."
O presidente norte-americano Donald Trump, em entrevista à Fox News, onde afirmou ainda que representantes dos Estados Unidos e do Irão conversaram esta terça-feira. A noite tem sido novamente de ataques. O Irão foi alvo de uma nova vaga de bombardeamentos em várias partes do país, mas respondeu com um ataque com drones a uma base militar na Jordânia. A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou ataques contra o Bahrain e o Kuwait e promete lutar até à vitória final. Os órgãos de comunicação sociais associados ao regime iraniano avisam os Estados Unidos que os ataques não vão ficar sem resposta e que vão ter um custo proporcional. Os Estados Unidos anunciaram o reinício do bloqueio naval no Estreito de Ormuz. No X, o Comando Central Norte-Americano anuncia que há mais de 20 navios de guerra norte-americanos e centenas de aeronaves em todo o Médio Oriente. Afirma que as forças dos Estados Unidos permanecem vigilantes, letais e prontas. Entretanto, a Guarda Revolucionária deixou uma ameaça. Diz que se Washington continuar com os ataques, nem uma gota de petróleo ou gás sairá do Médio Oriente. Na atualidade nacional, Luís Montenegro admite falhas políticas no processo de correção dos exames nacionais e afirma que ainda há professores com algumas resistências. O primeiro-ministro esteve presente nas jornadas da AD em Palmela, que antecipam o balanço da ação governativa no debate sobre o Estado da Nação, marcado para esta quinta-feira. Luís Montenegro prometeu reformas na educação, na saúde e no Estado para melhorar os serviços públicos e sobre os problemas com a classificação dos exames nacionais, o primeiro-ministro admite falhas políticas.
Eventualmente, até com alguma falha que possa ter sido cometida pelos responsáveis políticos, pelos responsáveis dos serviços. Tudo isto causa alguma inquietação nos alunos, nas famílias, em todos nós.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, que diz que o novo processo de correção de exames exige hábitos e afirma que ainda há professores com algumas resistências.
E acreditem que eu vou dizer isto não é para sacudir responsabilidades, nem é para estar a acusar ninguém. É porque é assim mesmo. E aqui e ali também com algumas resistências. Basta ver que os professores não têm todos a mesma opinião sobre, nomeadamente, este processo. A grande maioria, eu não tenho dúvida, está com o passo que nós estamos a dar, mas há alguns que não estão e nós temos de compreender que isso perturba o processo em si.
Luís Montenegro garantiu ainda que o país, através dos governos da Aliança Democrática, declarou guerra à burocracia.
Um objetivo pelo qual cheguei a dizer, e aqui recordo, eu coloco a minha cabeça no cepo. Eu digo aos meus colegas no governo que não tenham receio de modernizar os serviços que tutelam, que não tenham receio de enfrentar, é mesmo, enfrentar as resistências que há dentro dos seus serviços.
O primeiro-ministro Luís Montenegro, nas jornadas Estado da Nação: Governar com Resultados, em Palmela, na noite desta terça-feira, aqui num registo captado pela RTP. O Ministério da Educação prolongou o prazo para a classificação dos exames nacionais por mais um dia. Os professores têm agora até ao final desta quarta-feira para terminar as classificações e numa altura em que o Ministério da Educação diz que já foram classificados 98% dos exames, o secretário-geral do PCP diz que Fernando Alexandre não pode fugir ao debate na Assembleia da República esta sexta-feira, data em que está prevista a divulgação das notas dos exames.
O Presidente da Assembleia tem que organizar o debate, mas não tem muito pra decidir, porque é um debate potestativo e, portanto, é obrigatório que se faça. É um debate onde é convocado o governo. Nós não estamos em condições de obrigar o ministro da Educação a ir a esse debate. Estamos apenas em condições de exigir que o governo lá esteja. É isso que vai acontecer. O que eu espero é que o governo não tenha a desfaçatez de indicar outros membros do governo que não o ministro da Educação. Era só o que me faltava.
O líder comunista, em declarações aos jornalistas depois de uma reunião com a Federação Nacional dos Professores, sobre a garantia dada por Fernando Alexandre de que os prazos para a correção dos exames vão ser cumpridos, Paulo Raimundo diz que o ministro não tem credibilidade para falar em cumprimento de datas Pedro Passos Coelho diz que o governo tem de romper com a tradição de colocar políticos no lugar de especialistas. O antigo primeiro-ministro esteve presente na apresentação do livro "Estratégia Empresarial", dos economistas José Crespo de Carvalho e Leandro Pereira. Pedro Passos Coelho deixou algumas das visões que tem sobre o país e sobre o atual governo. Do ponto de vista da tecnocracia, diz que o governo tem imitado os anteriores.
Este governo parece-me que tem, desse ponto de vista, exibido um comportamento muito parecido com os anteriores. Quanto melhores forem os tecnocratas que estão a fazer a máquina do Estado funcionar, melhor. Não têm de ser políticos, não têm de ser escolhidos por patronagem política, porque é meu amigo, porque tenho confiança nele. Não podemos pôr gente que nem sabe a linguagem dos técnicos a dar ordens a pessoas que percebem que nem sabem do que lhes estão a falar. E, portanto, eu adoraria que o atual governo rompesse com essa tradição dos últimos anos.
Sem fazer uma referência direta a membros do governo que tenham vindo de fora da política partidária, Pedro Passos Coelho deixou até elogios ao ministro Fernando Alexandre, apesar de estar debaixo de fogo da oposição.
Não quero intervir nesse plano.
Esse é um exemplo de tecnocratas em função.
Tenho muita estima pelo professor Fernando Alexandre, que acho que é uma pessoa muito competente.
Passos Coelho exaltou ainda a tentativa reformista do governo de Luís Montenegro.
Este governo enunciou esse objetivo, e isso é muito importante, porque nós só conseguimos corrigir o que está mal quando reconhecemos o que está mal. E esse primeiro passo, o governo fez. O resto, vamos dar algum tempo para ver. Eu já tenho feito algumas observações que achava que as coisas deviam andar com um pouco mais de pressa, porque estou a olhar de fora e, portanto, vejo as coisas, se calhar, com um pouco mais de impaciência. Mas o diagnóstico está bem feito. Há uma preocupação de reformar o Estado. Vamos ver agora se as várias medidas que vão aparecendo se alinham para oferecer os resultados que nós precisamos.
Acerca dos problemas com o abastecimento de água em Almada, Pedro Passos Coelho diz que tem de haver planeamento para evitar problemas como este. Governo, patrões e sindicatos voltam esta quarta-feira à concertação social, com a ministra do Trabalho a dizer que agora a palavra está do lado dos parceiros sociais. É a primeira reunião depois do chumbo da reforma laboral. A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho diz que agora é tempo de devolver a palavra aos parceiros sociais sobre a reforma da Lei do Trabalho, reforma que Maria do Rosário Palma Ramalho considera ser inevitável, quer seja neste ou no outro governo. Questionada na tarde desta terça-feira pelos jornalistas, à margem da apresentação de um relatório no Ministério do Trabalho sobre a negociação coletiva, a ministra recusou-se a revelar aquilo que vai acontecer na reunião da concertação social, mas sinalizou a disponibilidade do governo para ouvir todos os parceiros sociais. Ainda tempo para o desporto. A Espanha venceu a França por 2 x 0 nas meias-finais do Campeonato do Mundo de Futebol. É a primeira seleção que garantiu a primeira vaga para a final de domingo. Marcaram os gols da vitória espanhola, Oyarzabal e Pedro Porro. O segundo finalista sai do jogo desta quarta-feira entre Argentina e Inglaterra, que começa às 20h. É o ponto final neste jornal das 02h. A informação está de regresso às 02h30. Até já.