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As notícias com Miguel Gato.

Alegados ataques norte-americanos atingiram esta madrugada alvos dos houthis na capital do Iémen. A Associated Press escreve que o número de mísseis utilizados foi superior ao dos bombardeamentos dos últimos dias, que começaram no dia 15 de março. Pelo menos sete pessoas ficaram feridas depois deste ataque com mísseis dos Estados Unidos na cidade de Sana. Os bombardeamentos terão atingido alvos dos houthis, mas também outros bairros da capital do Iémen. É uma situação que vamos continuar a acompanhar nos próximos espaços informativos. Estes alegados ataques dos Estados Unidos na capital do Iémen atingiram alvos dos houthis. O presidente da Rússia quer um governo temporário na Ucrânia, sob a alçada das Nações Unidas, enquanto não se realizarem eleições presidenciais no país. Putin entende que só com um chefe de Estado legitimado na Ucrânia se podem começar negociações que levem a uma paz duradoura na Europa. São declarações de Vladimir Putin, esta quinta-feira, numa ação presidencial na região russa de Murmansk.

Em princípio, esta proposta seria possível sob os auspícios da ONU, com os Estados Unidos e até mesmo com os países europeus. E é claro, com os nossos amigos e parceiros, discutirmos a possibilidade de introduzir um regime temporário na Ucrânia. E para quê? Para realizar eleições democráticas, para levar ao poder um governo capaz e que tenha a confiança do povo. Isto para podermos iniciar negociações para um tratado de paz.

O presidente da Rússia repete que têm de ser eliminadas as causas profundas para chegar a um acordo de paz na Ucrânia. Putin acredita que Trump quer sinceramente acabar com a guerra. O chefe de Estado russo diz também que está disposto a trabalhar com a União Europeia sobre a situação na Ucrânia, mas disse também, Putin, que os europeus estão sempre a tentar enganar Moscovo. São declarações do presidente da Rússia esta quinta-feira, que surgem no mesmo dia em que os países europeus deram luz verde a uma nova vaga de apoio a Volodymyr Zelenskyy na guerra. A Cimeira de Paris, que juntou líderes nacionais e as mais altas instâncias da União Europeia e da NATO, terminou com um acordo para reforçar o apoio militar à Ucrânia e os aliados entenderam também que não é o momento de retirar as sanções à Rússia. No entanto, não houve acordo quanto ao envio de forças de paz europeias para território ucraniano, como chegou a sugerir o presidente francês Emmanuel Macron e também Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido. Esta cimeira de apoio à Ucrânia decorreu sem a presença de qualquer representante dos Estados Unidos. Na política nacional, André Ventura diz que o Chega está pronto a participar numa maioria de direita para governar Portugal, mas sem Luís Montenegro a primeiro-ministro. Em entrevista às 5 Notícias esta noite. O presidente do Chega concorda, no entanto, com a posição de Miguel Relvas. O antigo ministro dos Assuntos Parlamentares admitiu hoje, aqui na Rádio Observador, que o PSD não deve fechar a porta a um entendimento com o Chega, se o eleitorado voltar a dar uma maioria parlamentar à direita. A ideia agrada a André Ventura, desde que o líder da AD seja outro que não Luís Montenegro.

Se houver uma maioria à direita novamente, Chega e PSD, acho que o eleitorado está a dar o sinal claro de que quer esta maioria, ao contrário do que o PSD quis em 2024, porque não foi responsabilidade nossa. Foi responsabilidade do PSD, que não o quis fazer. Agora, se o eleitorado voltar a dar maioria ao Chega e ao PSD, é como disse Miguel Relvas hoje. Miguel Relvas, não é do Chega, é do PSD. Disse: "Se houver uma nova maioria de direita, então os partidos têm que se entender e dar um governo a Portugal". Então eu acho que todos temos que ser responsáveis para que essa maioria de direita consiga afirmar-se como um governo estável. E não é com Luís Montenegro, nestas circunstâncias, em que isso pode acontecer.

André Ventura, que volta a não desfazer o tabu quanto à candidatura presidencial. André Ventura, líder do Chega, deixou também novamente críticas à eleição de Hernani Dias para encabeçar as listas de candidato a deputado da Aliança Democrática no distrito de Bragança. O porta-voz do Livre admite uma reedição da geringonça, em caso de maioria parlamentar à esquerda. Uma posição transmitida por Rui Tavares esta noite, em entrevista à RTP. O líder partidário admite que há conversas nesse sentido entre os vários partidos da área progressista.

Como imagina, é um tema de conversa que à esquerda é frequente, porque lembremos, a geringonça foi o único-

Mas tema de conversa entre os vários partidos.

Entre os vários partidos de esquerda, se quiser, o povo de esquerda, do qual fazemos parte, entre a família progressista. E devemos fazer justiça à geringonça, o único governo que durou até ao fim. Eu lembro-me na altura, comentava aqui e noutros canais muitas vezes, e a pergunta todas as semanas é: quando é que a geringonça cai? Não caiu, durou quatro anos.

Rui Tavares, que acusa Luís Montenegro de não ter conseguido dar estabilidade ao país, diz também, o porta-voz do Livre, que o primeiro-ministro teve falta de ética quanto ao caso da Spin Livra. O secretário-geral do PCP pede o fim das comissões bancárias. Paulo Raimundo acusa ainda PS e Chega de hipocrisia, por agora, em pré-campanha, defenderem que os lucros da banca devem servir para mitigar a crise na habitação. Nos últimos dias, Pedro Nuno Santos propôs que parte dos lucros da Caixa Geral de Depósitos servisse para as autarquias construírem casas, enquanto que André Ventura defendeu que o excedente da banca deveria apoiar as rendas e o crédito à habitação. Paulo Raimundo faz um apelo aos dois partidos e também aos restantes do Hemiciclo, que acompanhem as propostas do PCP nesse sentido.

A demagogia anda à solta, a hipocrisia está como nunca se viu. Os mesmos que chumbaram as propostas do PCP para pôr os lucros da banca a ter efeitos no aumento das taxas de juro, com as consequências que sabemos bem, são os mesmos que agora vêm multiplicar propostas que procuram pôr os lucros da banca a suportar as rendas e as prestações. Mas aqui fica o desafio: querem mesmo pôr a banca a suportar a vida difícil dos micro, pequenos e médios empresários? Então acompanhem a proposta do PCP. Acabe-se de uma vez por todas com as comissões bancárias.

O desafio de Paulo Raimundo, secretário-geral do PCP, esta noite, no discurso de apresentação do cabeça de lista da CDU à Câmara de Arraiolos, Jorge Marcao, para as eleições autárquicas deste ano. A mais recente sondagem da Aximage para o Correio da Manhã dá ligeira vantagem à Aliança Democrática sobre o Partido Socialista. A coligação PSD/CDS soma 26,5% das intenções de voto dos portugueses, contra 23,1 do PS. Na última sondagem divulgada para as legislativas, mas desta feita para a Intercampos, o PS aparecia à frente, mas agora a AD volta a ultrapassar os socialistas. Em terceiro lugar, aparece o Chega, com 12,3%. O partido de André Ventura, que é o que mais desce face à outra sondagem do início do mês. Segue-se então a Iniciativa Liberal, muito perto dos 10%, com 9,8. À esquerda, o destaque vai para o Livre, que reúne 4% das intenções de voto. Bloco de Esquerda e PAN surgem empatados com 2,7%. A CDU, comunistas, aparecem em último lugar, com 1,8%.