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As notícias com Beatriz Félix.
Boa noite, são 3h da manhã, tempo de atualizar a informação. Israel colocou em prática a operação Rising Lion e lançou ataques aéreos no Irão. Há já registro de várias mortes, algumas delas de crianças. Segundo informações avançadas pela CNN Internacional, várias explosões foram ouvidas em Teerão. A imprensa iraniana avança que há registro de mortes no Irão por causa dos ataques israelitas. Não se sabe ainda o número concreto, mas a comunicação social do Irão avança que há crianças entre as vítimas mortais. O ministro de defesa de Israel declarou uma situação de emergência em todo o país. Diz que, na sequência dos ataques contra o Irão, é esperado um contra-ataque imediato de mísseis e drones contra o Estado de Israel, onde também já soam as sirenes de alarme. Benjamin Netanyahu discursou depois da confirmação do ataque. Fala em um momento decisivo na história de Israel. Diz que se trata de uma operação militar destinada a atingir a ameaça iraniana para a sobrevivência israelita e sublinha ainda que vai continuar por quantos dias for necessária, algo que as Forças de Defesa de Israel também já vieram confirmar. Este é um ataque que se insere no contexto em que o Irão e os Estados Unidos continuam as discussões relativas ao programa nuclear iraniano. Até o momento, Israel tem o espaço aéreo encerrado e uma fonte de segurança israelita assumiu que a probabilidade do chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas da República Islâmica, Mohammad Bagheri, terá morrido durante os ataques, está a aumentar. Esta é uma probabilidade grande declarada pela fonte de segurança israelita. Além disso, também os líderes dos programas nucleares poderão ter sido mortos. Do outro lado, os dirigentes iranianos confirmam que Israel atacou seis bases militares nos arredores de Teerão. Do lado dos Estados Unidos, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, nega o envolvimento americano e diz que os ataques contra o Irão foram uma ação unilateral de Israel. Donald Trump convocou uma reunião de emergência para discutir os ataques israelitas. Ainda na atualidade internacional, a companhia aérea Air India confirma que há apenas um sobrevivente entre os mais de 200 passageiros que seguiam a bordo do voo que se despenhou esta quinta-feira de manhã na Índia. Através de uma publicação na rede social X, a companhia confirma a morte de 229 passageiros e também 12 membros da tripulação. Quanto aos sete portugueses, acabaram por morrer na sequência deste ataque aéreo. A companhia avança ainda que o único sobrevivente está a ser tratado no hospital, este que é um cidadão indo-britânico. A Air India envia as condolências à família das vítimas e assegura que está a providenciar apoio à investigação. Por cá, na política nacional, está aprovado o novo programa do governo com 10 eixos prioritários e vai ser discutido no Parlamento na próxima semana. Mas antes disso, no sábado, o programa vai ser entregue na Assembleia da República. Ainda não se conhece o conteúdo do documento na íntegra, mas esta quinta-feira à tarde, o ministro da presidência apresentou os 10 eixos centrais que o governo definiu como prioridade. Para o governo, o objetivo passa por transformar o país, logo a começar pela valorização dos contribuintes. Carlos Pedro.
Do trabalho à defesa. O governo aprovou o programa que vai levar a discussão na Assembleia da República na próxima semana. Uma agenda reformista que vai mudar o país, garante Leitão Amaro, e por isso apresentou os 10 eixos prioritários do segundo governo de Luís Montenegro, a começar pelo trabalho.
Para, como o primeiro-ministro tem dito várias vezes, garantir que trabalhar vale mais a pena do que não trabalhar.
Segue-se a reforma do Estado, a grande novidade deste novo executivo. Leitão Amaro destaca quatro pontos na guerra aberta à burocracia.
Simplificação de procedimentos, digitalização do Estado e da administração pública e uma nova política de recursos humanos para os trabalhadores da administração pública, dirigida para valorizar o mérito, as qualificações, o desempenho.
E sem implicar despedimentos dos funcionários públicos, nem um corte de vencimentos, sublinha o ministro. Como terceira prioridade, vem outra bandeira do governo: a criação de riqueza e o reforço da economia.
Uma revisão do regime e do sistema de formação profissional e uma revisão da legislação laboral.
Depois, a polêmica política de imigração, que para o ministro da presidência, não é mais do que uma continuação do que tem vindo a ser feito.
Imigração regulada e humanista, a continuação da mudança muito significativa, drástica e firme na política de imigração que ocorreu há um ano.
Destaque para a segurança. Carlos Moedas pediu e o novo governo parece padecer da preocupação do autarca de Lisboa. Vem aí mais polícia na rua.
Mais segurança nas ruas, com mais presença, atividade e meios das forças e serviços de segurança nas ruas.
A defesa fecha a lista de prioridades do governo, um reforço estratégico que não se restringe apenas ao aumento do investimento.
A antecipação da meta de despesa em defesa é mesmo um plano para produzir e gerar aqui oportunidades de atividade econômica, criação de emprego e de riqueza para o país.
Algumas das prioridades do governo, que não esquece também a saúde, a educação, a mobilidade e a habitação. O novo documento menciona também a privatização da TAP, as linhas de alta velocidade e o reforço das linhas de energia elétrica. Já no combate à escassez de água em determinadas zonas do país, o executivo lembra o programa Água que Une. Ambicioso e transformador, é assim que o novo governo olha para o seu próprio programa.
O jornalista Carlos Pedro, que acompanhou, esta quinta-feira, a apresentação das 10 áreas consideradas como prioritárias para o segundo governo de Luís Montenegro. O ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, vai entregar o programa do governo na Assembleia da República, este sábado, às 11h30 da manhã. E depois da apresentação dos traços gerais do programa de governo, aqui na Rádio Observador, ouvimos as reações de alguns dos partidos políticos. Do lado do Chega, o vice-presidente, Pedro Frazão, acusa a AD de se apropriar das propostas do partido de André Ventura.
Esta apresentação de programa do governo parecia um programa de governo Chega "one a D", porque todas estas bandeiras vêm totalmente a reboque daquilo que o Chega tem defendido nos últimos anos e daquilo que o Chega tem trazido para a praça pública nos últimos anos, nomeadamente na segurança, na mobilidade, na própria reforma do Estado, em que há vários anos nós apontamos que é necessário simplificar a burocracia do Estado e toda a estrutura estatal.
Já do lado do PS, o deputado André Pinotes Batista reitera críticas às escolhas dos ministros que compõem o governo e pede mais ambição num plano que diz parecer uma ação de marketing.
Depois de ter definido uma orgânica de onde tirou a Cultura e uma composição do governo onde manteve a Ministra da Saúde, com muitos défices de desempenho nos 11 meses anteriores, hoje apresenta-nos 10 prioridades e a primeira nota que tem que se dar é que esta suposta agenda transformadora parece mais um guião de marketing do que propriamente um plano de governação. No que diz respeito à reforma do Estado, a AD esqueceu-se disso no governo anterior, mas lembrou-se agora, o que é positivo. Temos muita expectativa. Vai ser preciso, no entanto, muita coragem, porque quando começarmos a falar de reforma do Estado a sério, é preciso combater muito populista, que simplifica um conjunto de coisas e portanto vai ser matéria a ter em conta.
O deputado do Partido Socialista, André Pinotes Batista, diz, no entanto, que há pontos de convergência que podem mesmo vir a ser discutidos tranquilamente com o PS. Duas voluntárias que distribuíam comida a sem-abrigo foram agredidas por um grupo neonazi no Porto. Um dos suspeitos agrediu um polícia quando foi detido. As duas mulheres estavam a distribuir ajuda alimentar quando foram vítimas de empurrões e murros por dois homens que fizeram uma saudação nazi e também as acusaram de contribuir para o crescimento do número de imigrantes em Portugal. À chegada da PSP, foram identificados dois suspeitos. Um dos homens recusou-se a ser identificado e empurrou os polícias, tendo mesmo chegado a dar um murro num dos agentes da autoridade. O homem foi detido e presente à autoridade judiciária, tendo sido aplicada a medida de apresentação semanal perante as autoridades policiais da área de residência. Já o outro interveniente apenas foi identificado no local. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui, mas regressa daqui a pouco, às 15h30, com a síntese.