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As notícias com Beatriz Félix. Boa noite, 3 da manhã. Vamos atualizar as notícias na Rádio Observador e começamos pela atualidade internacional. Steve Witkoff diz que a situação entre a Rússia e a Ucrânia é complicada, mas afirma que Putin quer terminar a guerra. Numa entrevista à Fox News, o enviado especial norte-americano sublinhou que o presidente russo mostrou interesse em terminar o conflito. Fala, portanto, em propostas em cima da mesa que espera que venham a ser concretizadas. Questionado sobre se a Ucrânia terá de ceder territórios, Witkoff explicou que os ucranianos têm primeiro de entender quais são as garantias de segurança antes de tomarem uma decisão. Já sobre o Médio Oriente, o enviado especial norte-americano anunciou esta terça-feira que vai haver uma grande reunião para discutir o futuro da Faixa de Gaza, um encontro liderado por Donald Trump, que tem como objetivo delinear o futuro do enclave palestiniano, isto depois da guerra contra Israel terminar. Os Médicos Sem Fronteiras suspenderam a distribuição de água em Gaza depois de um tiroteio próximo de um dos pontos de abastecimento. A ONG sublinha que ninguém deveria ter de arriscar a vida para obter água. Desta forma, a organização suspendeu a distribuição para evitar que os pontos de fornecimento se tornem locais de massacre para proteger operacionais e também a comunidade. Voltamos a Donald Trump, que quer o regresso da pena de morte a todos os casos de homicídio em Washington, DC. No encontro com os membros da administração da Casa Branca, o chefe de Estado norte-americano admitiu que se trata de uma medida preventiva muito forte. Donald Trump diz mesmo que não sabe se o país está pronto, mas aponta que não há outra escolha para os Estados Unidos. Por cá, o Ministro da Economia e da Coesão Territorial garante que o governo está manifestamente mais empenhado em acabar com os incêndios do que os anteriores executivos do PS. Uma posição assumida na grande entrevista da RTP3, onde Manuel Castro Almeida denuncia que até à AD tomar posse, não se viram grandes resultados pela mão do PS e critica ainda alguma hipocrisia por parte dos socialistas.
O presidente do Partido Socialista, o Secretário-Geral do Partido Socialista, acusa o governo de duas coisas, porque as duas coisas que ele acusa o governo, ora acusa porque o governo está a plagiar as medidas e as soluções do Partido Socialista, ora acusa o governo de não ligar àquilo que o Partido Socialista quer.
Ou ter respondido com atraso.
Mas o Partido Socialista tem que se decidir. O Partido Socialista tem pouquíssima autoridade para falar sobre isto. Tem direito de falar, mas fala com pouca autoridade, porque quando exerceu o poder, foi o que se viu. Não vamos aqui recordar 2017.
O ministro da Economia e Coesão Territorial garante ainda que o apoio aos agricultores com prejuízos causados pelos incêndios de valor inferior a €10 mil vai começar a ser pago já na próxima semana. E também Hugo Soares saiu em defesa do governo na gestão dos incêndios, deixa críticas à forma como os anteriores executivos socialistas geriram os fogos. Em entrevista à CNN, o líder parlamentar do PSD explica a suposta ausência do governo no início dos incêndios e realça o contraste com a atuação do PS no passado.
A perceção que o trabalho que está sendo desempenhado deve ter é o resultado. Eu recordo-me bem quando iam aos abraços e chorar para os teatros de operações, quando as comissões que se seguiam por técnicos socialistas diziam que isso só baralhou, só atrapalhou, só criou o caos e a desorganização no território. A obrigação do governo é governar, não é ganhar o campeonato dos afectos. Peço muita desculpa de dizer assim.
O líder parlamentar do PSD defendeu ainda o trabalho da ministra da Administração Interna, apesar de reconhecer que foi um momento mais infeliz, quando Maria Lúcia Amaral não quis responder a questões dos jornalistas. Hugo Soares sublinha, no entanto, que a ministra já tinha dito que não ia fazer. As despesas do sistema de gestão de fogos rurais ficaram a 25% abaixo do previsto entre 2020 e 2024. Foram executados 2.427 milhões de euros, menos 808 milhões do que o planeado. São números avançados pela Agência Lusa, que cita um relatório da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, publicado esta terça-feira. Apesar destes dados, os meios envolvidos nunca foram tão elevados. De acordo com o documento, 21% das despesas foi para incentivos de apoio à agricultura em territórios vulneráveis e produção pecuária ligada à gestão de combustível, 16% para a Proteção Civil e associações de bombeiros, outros 16 para reforço de meios da Força Aérea, 15% para ações da GNR e ainda outros 15% para o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas. Na Proteção Civil, houve mais 58% de recursos humanos e 62% de veículos desde 2017. Já quanto à despesa, passou de 36 para 103 milhões de euros em 2024. Bombeiros e meios aéreos duplicaram os investimentos desde 2017. Já a GNR aumentou a despesa em 90%, de 48 para 91 milhões de euros. E a Liga dos Bombeiros Portugueses vai pedir audiências ao governo e à Assembleia da República para discutir a carreira dos bombeiros. O anúncio que foi feito pelo presidente da Liga dos Bombeiros no final de uma reunião com o Presidente da República, onde foi discutida a gestão dos incêndios florestais. No Palácio de Belém, António Nunes explica as reivindicações que quer levar a Luís Montenegro.
A questão do subfinanciamento crónico das nossas associações humanitárias, a questão da criação de uma carreira e de um estatuto remuneratório para os bombeiros voluntários com contratos de trabalho nas associações humanitárias Que são, digamos que no âmbito da segurança, a única estrutura que ainda não tem esse enquadramento devidamente registado em lei. A questão do estatuto social do bombeiro.
António Nunes revela ainda que vai propor uma unidade de missão sobre a legislação do setor.
E vamos propor ao governo que possa considerar a criação de uma unidade de missão para o estudo de toda a legislação do setor dos bombeiros. Ela é dispersa, vem desde 2007, precisa de ser reformada.
Declarações de António Nunes à saída de uma reunião com o Presidente da República. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses acusa ainda a Proteção Civil de ter descurado a prevenção aos incêndios. Mudamos de tema. Em resposta às críticas de Carlos Moedas, Alexandra Leitão diz que o PS não bloqueou a atividade do executivo do PSD em Lisboa e acusa o atual autarca de utilizar publicidade camarária para fazer campanha. Em causa estão as declarações de Carlos Moedas esta segunda-feira, na abertura da Universidade de Verão do PSD, onde acusou o PS de se juntar ao caos dos extremismos e de cinismo político. Ora, a candidata socialista realça que enquanto oposição, o PS não dificultou a vida ao PSD.
Mas vou, sim, comentar, por exemplo, a questão do bloqueio. O Partido Socialista na oposição viabilizou quatro orçamentos camarários, viabilizou todos os planos de atividades também, viabilizou o empréstimo que foi pedido, e aliás, era importante que soubéssemos mais sobre o estado das finanças da Câmara, porque foram pedidos empréstimos.
São declarações de Alexandra Leitão, candidata socialista à Câmara de Lisboa, à Agência Lusa. E João Ferreira, candidato da CDU, também à Câmara de Lisboa, considera que os votos do PS serviram para Carlos Moedas ter a maioria absoluta que não teve nas urnas. Entrevistado na Rádio Observador, o comunista realça que graças ao Partido Socialista, Carlos Moedas pôde governar sem sobressaltos, mas aponta também o dedo ao PS.
Quando nos apresentam a escolha possível como a escolha entre o menor de dois males, aquilo que a experiência nos diz é que tarde ou cedo vamos ter sempre o pior dos males. Cada voto que há quatro anos foi dado ao Partido Socialista, foi um voto que foi usado para viabilizar todas as opções de Moedas. E, portanto, o Partido Socialista não pode aparecer agora limpo deste histórico.
João Ferreira acusa ainda o atual autarca de Lisboa de ter usado a bandeira da segurança como via de fuga numa altura em que a cidade estava impossível de lixo e trânsito.
A tranquilidade das populações deve ser assegurada e a segurança das populações é algo que tem que preocupar qualquer gestão municipal. Não fazemos do tema a utilização abusiva e oportunista que o atual presidente de câmara tem feito. Foi uma via de fuga para esconder o fracasso da sua gestão em numerosos aspetos. É importante lembrarmos quando é que aparece a exploração do tema segurança por parte de Carlos Moedas. Era quando toda a gente estava a dizer que a cidade estava impossível de trânsito e de lixo.
Declarações de João Ferreira, candidato pela CDU a Lisboa, no programa Sob Escuta da Rádio Observador. E no caminho das autárquicas, os candidatos à Câmara de Faro trocaram acusações sobre o sentimento de insegurança na cidade. O presidente da autarquia, Rogério Bacalhau, do PSD, atingiu o limite de três mandatos. Cristóvão Norte é o candidato social-democrata frente a António Pina, do PS, que surgem primeiros na sondagem divulgada pelo semanário Expresso. No debate promovido pela Rádio Observador, o candidato do PS aponta a falta de segurança, sobretudo de mulheres, e a existência de redes de tráfico humano em Faro.
Aquilo que se passa na baixa de Faro, em que os jovens têm medo, principalmente as meninas, de saírem à noite e as raparigas saírem à noite. Aquilo tem que terminar. E não é como o senhor deputado hoje dizia, Cristóvão Norte, com o aumento da Polícia Municipal, porque a Polícia Municipal não é uma polícia de segurança pública. Situação que temos de imigração na baixa de Faro, de falta de segurança com redes de tráfico de magrebinos, que todos sabem, tem que acabar.
António Pina, que defende o aumento de videovigilância na cidade, considera que a Polícia Municipal não tem competências para resolver por si só estes problemas. Uma opinião diferente tem o candidato do PSD, Cristóvão Norte.
Quem não percebe que a Polícia Municipal, independentemente de ser órgão ou não de polícia criminal, tem um efeito dissuasor com a sua presença de proximidade, é porque não percebe rigorosamente nada de segurança.
Já o candidato chega, o líder parlamentar, Pedro Pinto, acusa o PS de oportunismo por só agora estar a falar de segurança.
O Partido Socialista, que foi o grande culpado desta imigração descontrolada que nós temos hoje em Portugal, nas nossas vilas e cidades, o Partido Socialista, vem agora aqui ser o arauto e o defensor e dizer: "Cuidado que em Faro as meninas não podem sair à rua porque têm medo de serem violadas". Nós andamos a dizer isto há anos e os senhores andavam escondidos. O senhor andava escondido em Olhão, porque em Olhão também acontecia, e nunca disse nada.
Pedro Pinto, Duarte Baltazar, da CDU, António Pina, do PS, e Cristóvão Norte, do PSD, foram os protagonistas do debate de Faro promovido pelo Observador, que pode ouvir na íntegra em podcast. E a fechar, um jovem de 21 anos morreu afogado na Lagoa das Sete Cidades, em São Miguel dos Açores. De acordo com uma fonte dos bombeiros, da Agência Lusa, o jovem terá entrado na água para procurar uma bola e não voltou a aparecer. O alerta foi dado às autoridades perto das 16h, hora dos Açores, e pouco depois disso foi encontrado o corpo do jovem pela equipa de mergulhadores destacados para o local. Este é o segundo afogamento na Lagoa das Sete Cidades no mês de agosto e, por isso, o adjunto de comando dos Bombeiros Voluntários de Ponta Delgada considera que a zona deveria ter mais vigilância. É o ponto final neste noticiário. A informação fica por aqui. Regressa às 15:30 com a síntese.