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As notícias com Matilde Malva Sabino. Boa noite. No Brasil, arranca esta terça-feira, no Supremo Tribunal Federal, o julgamento de Jair Bolsonaro e de sete membros da equipa por tentativa de golpe de Estado. A imprensa brasileira aponta para o julgamento mais importante da democracia do país. O ex-presidente brasileiro arrisca-se a uma pena de mais de 40 anos de prisão. A acusação aponta que Jair Bolsonaro foi o principal articulador e líder do plano de golpe de Estado, que incluiu um plano para assassinar Lula da Silva e outras autoridades, nomeadamente Alexandre de Moraes, juiz relator, que na sessão desta terça-feira vai fazer a leitura do processo, seguido do procurador-geral Paulo Gonet, que vai apresentar as provas que fundamentam a acusação. O julgamento no Supremo Tribunal Federal é presidido por um coletivo de cinco juízes e tem no total cinco datas marcadas ao longo do mês. A Bélgica vai reconhecer o Estado da Palestina em Assembleia Geral das Nações Unidas neste mês de setembro. O anúncio foi feito esta madrugada pelo ministro dos Negócios Estrangeiros belga, Maxim Prévot, através da rede social X. O ministro belga afirma ainda que vão ser impostas sanções firmes contra o governo israelita. A Bélgica junta-se assim a Portugal e à França, que em julho se comprometeram com o reconhecimento do Estado da Palestina na reunião da ONU, que se vai realizar de 9 a 23 de setembro em Nova York. Luís Montenegro foi convidado por Volodymyr Zelensky para uma visita à Ucrânia. O presidente ucraniano diz ter discutido o envolvimento das empresas portuguesas na recuperação da Ucrânia com Luís Montenegro. Os principais temas em cima da mesa foram a cooperação económica e militar. Isto numa chamada telefónica, é o que escreve Volodymyr Zelensky na rede social X. Os dois líderes abordaram ainda os esforços diplomáticos e o desenvolvimento de garantias de segurança. Além disso, Zelensky revela ter convidado Montenegro a visitar a Ucrânia. Também na rede social X, o primeiro-ministro português volta a reforçar o constante apoio e solidariedade ao povo ucraniano, mesmo no que diz respeito à reconstrução do país. E depois do forte sismo de 6º na escala de Richter ter abalado o Afeganistão esta manhã de segunda-feira, os hospitais estão a ficar sobrecarregados. É um relato feito à Rádio Observador pelo jornalista afegão Ali Latifi. A última balança aponta para pelo menos 800 mortos e mais de 2800 feridos. De acordo com o jornalista no local, os hospitais estão a ter dificuldades em conseguir acolher todos os feridos.
Eles estão com falta de pessoal. Os hospitais tiveram as suas ajudas cortadas pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha desde 2023. Então, todos os hospitais no país estão com poucos recursos. Temos recebido relatos de que um paciente chega a este hospital a cada cinco minutos. Então, eles estão a tentar.
Ali Latifi indica ainda que as autoridades estão a enviar ajuda médica e bens para ajudar as equipas de resgate no terreno. Os feridos estão a ser transportados para o hospital principal, na zona oeste da cidade de Jowra. O Afeganistão pediu ainda ajuda à Rússia para o resgate das vítimas. É uma informação confirmada por uma alta autoridade russa citada pela Al Jazeera. Mudamos de tema. O julgamento da Operação Marquês é retomado esta terça-feira no Tribunal Criminal de Lisboa, depois de uma pausa de mês e meio devido às férias judiciais. O interrogatório ao antigo primeiro-ministro José Sócrates prossegue. O ex-governante está pronunciado de 22 crimes, incluindo três de corrupção passiva. Para esta terça-feira, está previsto que responda a perguntas do Ministério Público sobre o Grupo Lena, uma das entidades que alegadamente pagou a José Sócrates para ser beneficiada em vários dossiês. O processo conta no total com 21 arguidos visados pela prática de 117 crimes econômico-financeiros. O Ministério Público diz que houve um financiamento ilícito do PSD, mas excluiu crime por falta de culpa. Paulo Rangel e José Manuel Fernandes censuram o Ministério Público por factos que consideram distorcidos. Chamou-se Festa da Europa e foi organizada em novembro de 2018 pelos então eurodeputados do PSD, Paulo Rangel e José Manuel Fernandes, atuais ministros dos Negócios Estrangeiros e da Agricultura, respetivamente. Custou quase €40 mil e levou a uma denúncia da entidade das contas e financiamentos políticos ao Ministério Público pelo alegado crime de financiamento ilícito. A procuradora responsável considera que existiu esse financiamento. De acordo com o despacho do Departamento de Investigação e Ação Penal de Braga, a que o Observador teve acesso, o Ministério Público acabou por arquivar o inquérito devido ao princípio jurídico do erro sobre a ilicitude. Paulo Rangel e José Manuel Fernandes concordam com o arquivamento, mas numa declaração conjunta ao Observador, rejeitam em absoluto que tenha ocorrido qualquer financiamento indevido do PSD via do Partido Popular Europeu e falam em factos distorcidos. É um artigo que faz manchete esta hora e que pode ler com mais detalhe no site do Observador. É assinado pelo redator principal Luís Rosa e pelo jornalista João Paulo Godinho. O Partido Socialista garante que as medidas anunciadas pelo governo este fim de semana já estão previstas na lei. É o que diz a vice-presidente do grupo parlamentar Marina Gonçalves, em causa os anúncios feitos pelo ministro adjunto e da Reforma do Estado na Universidade de Verão do PSD, de um balcão único para as empresas e da revisão de licenciamentos urbanísticos. À Rádio Observador, a deputada socialista fala num conjunto de chavões apresentados para parecer que se tratam de algo de novo, quando na verdade, já estão na lei.
Nós podíamos estar aqui a falar, e obviamente que essa avaliação é devida e é positiva, de melhorias no sistema, de maior eficácia, de um maior alargamento Mas aquilo que nos é anunciado é, no fundo, uma medida de unificação de serviços que já hoje existe na lei. O mesmo se diga relativamente ao licenciamento.
Marina Gonçalves pede explicações ao governo para perceber se o anúncio destas medidas representa um aproveitamento da agenda do Partido Socialista. A deputada pede a clarificação destas medidas. Luís Marques Mendes considera a estratégia do governo para a habitação ainda insuficiente. O candidato à Presidência da República diz que as medidas anunciadas pelo governo na Universidade de Verão do PSD são positivas, ainda assim, são insuficientes. Entre elas, por exemplo, vai ser assinada com o Banco Europeu de Investimento uma linha de crédito de mais 1300 milhões de euros para a habitação acessível. Marques Mendes incentiva o governo a apostar e a rever o mercado de arrendamento.
A estratégia do governo em matéria de construção e de acelerar as construções está certa. Mas como construir leva anos, é preciso encontrar uma solução entretanto, porque as pessoas não aguentam cinco anos com falta de casas ou as casas nos valores que têm. E a minha sugestão é o mercado de arrendamento, que pode funcionar, daqui a uns meses, se forem tomadas medidas, melhor do que funciona hoje.
Reparações de Marques Mendes numa visita às zonas ardidas na serra do Açor e aos bombeiros de Coja e Arganil. O candidato presidencial pede ainda uma homenagem pública aos bombeiros e chama a atenção do governo para as reivindicações da classe. No desporto, o Sporting falhou a contratação de Jota Silva. O mercado de transferências em Portugal fechou à meia-noite e a documentação necessária para a contratação do avançado não foi entregue a tempo. O negócio ficou concluído nos minutos finais, depois de ter estado perto de cair. O Sporting levou a melhor no braço de ferro com o Nottingham Forest. Os Leões iriam pagar 4,5 milhões de euros pelo empréstimo do extremo, com uma opção de compra de 15,5 milhões. No entanto, o Jota Silva não aparece inscrito pelo Sporting na Liga Portugal na atualização das 24 horas. A esta hora ainda existem outros países com mercado aberto e que podem vir a contratar em Portugal, nomeadamente a Turquia e a Arábia Saudita, os principais investidores com capacidade financeira para agitar os clubes portugueses. Notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 15h30. Até já.