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São três horas. As notícias com João Lourenço.

Muito boa noite. O governo vai criar uma central de comunicação e quer reforçar a equipa para gerir as redes sociais. O Observador sabe que esta nova estrutura é inspirada naquilo que já existe na Comissão Europeia e vai estar alocada na nova Secretaria-Geral do Governo, que pretende aumentar a presença dos governantes nas redes sociais. Daniel do Rosário, antigo jornalista e porta-voz da Comissão Europeia em Portugal, vai liderar esta nova central de comunicação, que deve estar em pleno funcionamento daqui a um ano e pode ser mobilizada para trabalhar com qualquer ministro. A intenção do governo também passa pela criação de um estúdio em pleno Campus 21, para servir de casa para uma nova unidade de produção de conteúdos, que vai dar condições aos gabinetes dos ministros de criar vídeos para as redes sociais. Podem ler mais sobre esta notícia no site do Observador, num artigo assinado pelo jornalista Miguel Pereira Santos. E o ministro das Finanças elogia a posição de José Luís Carneiro, mas avisa que o governo vai negociar o orçamento com todos. Em entrevista à SIC Notícias, Joaquim Miranda Sarmento explica que o executivo da AD não tem acordos de governação e que insiste na negociação matéria a matéria. O responsável das finanças português é taxativo: o orçamento vai ser viabilizado por aqueles que entenderem que o devem viabilizar.

Aritmeticamente, há dois que permitem, ou não, a viabilização do orçamento. Nós já falámos com todos no início de setembro para ouvir o que cada partido tinha a dizer, inclusive com os deputados únicos, e estamos abertos a dialogar com todos e o orçamento será viabilizado por aqueles que entenderem que o devem viabilizar.

O ministro das Finanças considera José Luís Carneiro um líder muito mais moderado, realista e ao centro do que Pedro Nuno Santos. Indica ainda que o antigo líder do PS, foi um mau líder, mas teria sido um bom coordenador do Bloco de Esquerda.

É um líder muito mais moderado do que Pedro Nuno Santos. Eu disse uma coisa na campanha e volto a repeti-la aqui. Eu disse no último dia de campanha das legislativas: "Pedro Nuno Santos é um mau líder do Partido Socialista, e provou-se, mas teria sido um bom líder do Bloco de Esquerda." E eu acho que tenho razão. José Luís Carneiro é muito mais moderado, muito mais centrista, muito mais ponderado e, portanto, eu acho que o próprio doutor José Luís Carneiro não se vai colocar nessa posição de irresponsabilidade.

Joaquim Miranda Sarmento pede alguma cautela aos partidos da oposição para as medidas apresentadas na discussão do Orçamento de Estado na especialidade. O ministro das Finanças reforça que o governo vai fazer de tudo para manter o equilíbrio das contas públicas. Nas presidenciais, Gouveia e Melo avisa que o próximo presidente da República não pode ser um cavalo de Troia de um partido, nem um demagogo populista. Uma posição defendida esta noite na apresentação do manifesto de apoio à candidatura do almirante à presidência da República, numa cerimónia que decorreu no Estquetá, em Lisboa. Sem mencionar nomes, Gouveia e Melo deixou alguns recados. O candidato ainda disse que quem quer viver em Portugal deve respeitar as leis e a história do país.

Portugal nunca foi um país de muros. Foi sempre uma terra de encontros e deve continuar a ser assim, justo e humano. Entre o entra tudo e o sai tudo, há um caminho de bom senso, inteligência e equilíbrio. A imigração deve ajudar a nossa economia a crescer. Não pode servir para precarizar e reduzir os salários dos portugueses. Não pode gerar também insegurança. Quem vem viver conosco deve respeitar as nossas leis e a nossa história.

No final da cerimónia, Gouveia e Melo falou aos jornalistas sobre as eleições autárquicas. O candidato presidencial diz ter ficado contente com o resultado, por o país ter votado, sobretudo, ao centro. E a empresa responsável pelos quatro helicópteros de emergência médica em Portugal garante que, a partir de 1 de novembro, o serviço pode funcionar em pleno. Um esclarecimento enviado ao Observador pela Golfmed Aviation Services, que surge depois do Tribunal de Contas ter chumbado o ajuste direto celebrado entre o INEM e esta empresa. A operação devia ter começado a 1 de julho, mas ainda não avançou. Mesmo assim, o INEM não se compromete com uma data concreta para o funcionamento 24 horas por dia dos quatro helicópteros de emergência médica, diz apenas que vão estar a funcionar de forma ininterrupta dentro de poucas semanas. Em maio deste ano, a Golfmed e o INEM assinaram um contrato decorrente de um concurso público internacional que previa o funcionamento em pleno destes quatro helicópteros durante cinco anos, por um valor de cerca de 77,5 milhões de euros. A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos propõe um aumento de 1% na tarifa regulada de eletricidade já a partir de janeiro. A entidade apresentou, nesta quarta-feira, uma proposta de aumento no preço de eletricidade para as famílias em mercado regulado. De acordo com o regulador do setor energético, a subida agora proposta traduz-se num acréscimo entre 20 e 37 cêntimos na fatura mensal, já com taxas e impostos. O aumento é inferior ao aplicado este ano, que foi de 2,1%. O regulador sublinha ainda que esta atualização é inferior à inflação prevista, pelo que representa uma descida em termos reais do preço da eletricidade. A entidade reguladora vai tomar a decisão final sobre as tarifas de eletricidade até dia 15 de dezembro. Mariana Mortágua condena a violência do Hamas na Faixa de Gaza. As críticas surgem na sequência de relatos de execuções do grupo extremista na Faixa de Gaza, de pessoas que alegadamente colaboravam com Israel. A líder do Bloco de Esquerda defende que a Palestina só poderá ser livre sem o movimento islamita.

Essa é uma decisão que cabe aos palestinianos e não a mim. Se a escolha fosse minha, não. Mas os países são aquilo que lhes permitem ser. E acho que idealmente, eu só posso condenar execuções em praça pública como aquelas que tivemos notícia. Isso é muito claro. Não há justiça por próprias mãos, seja pelo Hamas, seja por Israel, seja por quem for.

As críticas de Mariana Mortágua à margem de uma conversa em Lisboa com os ativistas portugueses que participaram na flotilha humanitária para Gaza. E no Médio Oriente, os serviços secretos israelitas alertam os Estados Unidos que o Hamas tem acesso a mais corpos de reféns. Segundo a agência de notícia Axios, o Hamas terá acesso a mais corpos de reféns do que alega. Estas informações, lê-se, foram passadas aos Estados Unidos. Um representante sênior de Israel ao órgão de notícias, ao Axios, refere que, e passo a citar: "Não vemos o Hamas a fazer o máximo esforço em relação aos corpos. Sabemos que eles podem fazer bem mais e não achamos que ninguém deve dar-lhes qualquer desconto". Isto foram palavras do representante sênior de Israel à agência de notícias Axios. Esta notícia surge num dia em que Donald Trump diz que o Hamas está a escavar para tentar encontrar os corpos dos reféns israelitas em Gaza. O presidente dos Estados Unidos fala num processo horrível e diz que há áreas onde estão a escavar e a encontrar muitos corpos, alguns sob escombros. Trump avança ainda que há sepulturas que estão em túneis, no fundo da terra. Também Donald Trump pondera avançar com ataques terrestres em solo venezuelano para combater os narcotraficantes. Uma possibilidade admitida numa conferência de imprensa conjunta com o diretor do FBI, quando questionado sobre uma possível expansão das operações de combate aos cartéis de droga. A afirmação de Trump surge um dia depois de o presidente dos Estados Unidos ter anunciado o quinto ataque das forças norte-americanas a uma embarcação suspeita junto da costa da Venezuela. Ponto final neste noticiário das 3:00 da manhã. Regresso dentro de 20 minutos para a cinta informativa. Aconteça o que acontecer, continue com a Rádio Observador.