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As notícias com Matilde Malva Sabino.
Esta quinta-feira foi mais um dia marcado pela proposta de alteração à Lei do Trabalho, com o chumbo da UGT à proposta. Os patrões pedem autorização para divulgar todos os documentos negociados entre os parceiros sociais. O presidente da CIP mostra-se indignado. Armindo Monteiro quer transparência na negociação, que vai continuar a 7 de maio e só aceita negociar propostas da UGT que cheguem por escrito. Já a Intersindical avisa que não desiste das linhas vermelhas, questões como o outsourcing, a não reintegração de um trabalhador despedido ilegalmente, o banco de horas e a jornada contínua mantêm-se fatores que estão a impedir um acordo que seja assinado pela Central Sindical. O PSD acusa a UGT de estar alinhada com o PS e de não se esforçar nas negociações do pacote laboral. A deputada Carla Barros acusa a Central Sindical de ter um comportamento diferente na mesa de negociação só porque o Executivo é do PSD. Ouvida no Explicador, a social-democrata acusa a UGT de não estar realmente empenhada a chegar a um acordo.
A UGT, com governos do Partido Socialista, leva a cabo esforços para melhorar as propostas, para encontrar soluções para aquilo que não concorda, para os pontos que não concorda. Aqui, neste governo, e de facto, aquilo que se nota é uma UGT asfixiada. O Partido Socialista já há muito que pediu para rasgar a proposta e naturalmente que a UGT, ao estar apoderada pelo Partido Socialista, Mário Mourão está quase sufocado.
São as acusações da deputada do PSD, Carla Barros, ao Partido Socialista. Do outro lado, o socialista Miguel Cabrita recusa mudanças de comportamento da UGT consoante os governos. O socialista defende que o que está em causa são mesmo más propostas do Executivo de Luís Montenegro.
A UGT é composta por sindicalistas ligados a uma tendência socialista, também a uma tendência social-democrata. O secretário-geral é, sim, do PS, a presidente da UGT é do PSD. O que muda não é a postura da UGT conforme os governos. O que muda é o conteúdo das propostas que os governos dão. A UGT já fez greves gerais no tempo de governos do Partido Socialista. Agora, quando as propostas são para avanços, negoceia tentando chegar a consenso. Quando são negativas, ninguém pode esperar que líderes sindicais possam aceitar este tipo de atitudes.
O deputado socialista Miguel Cabrita, ouvido no Explicador. O Chega pode ser um fator de desempate nesta matéria. A deputada Patrícia Almeida reforça que, no entendimento do Chega, o documento já devia ter sido entregue ao Parlamento.
Estamos, eu não queria dizer a empatar, mas estamos a demorar a enviar o documento para o Parlamento para ele ser agora debatido no Parlamento, quando eu acho que já deveríamos ter esgotado este período de negociar com as centrais sindicais. No Parlamento, se o governo definitivamente quiser negociar com os partidos políticos e abrir o leque àquelas que são as linhas vermelhas do Chega, pois teremos acordo aprovado. Se assim não for, logo se verá.
Declarações de Patrícia Almeida no Explicador da Rádio Observador esta tarde de quinta-feira. Os deputados discutem o status das negociações do pacote laboral numa altura em que a UGT já anunciou o chumbo da versão atual da proposta. O Parlamento vai enviar ao Ministério Público o depoimento da Ministra da Saúde na Comissão de Inquérito ao INEM. O requerimento do Chega foi aprovado com os votos a favor do PS e a abstenção do Livre. PSD e Iniciativa Liberal votaram contra. O Chega acusa Ana Bala Martins de mentir e de falta de vergonha. Em causa, as versões da ministra e de entidades ligadas ao INEM a propósito da greve dos técnicos de emergência médica em novembro de 2024. Uma paralisação que ficou marcada por mortes, por falta de socorro. O requerimento alega que foram prestadas falsas declarações em sede de inquérito parlamentar, uma situação que, a confirmar-se, pode ser crime. O Presidente da República apela a uma responsabilidade social da riqueza. Na inauguração de um novo museu de arte contemporânea em Braga, António José Seguro defendeu que o mecenato deve ser visto como uma obrigação moral da vida em sociedade. Seguro dá o exemplo da construtora DST, que investiu cerca de quarenta milhões de euros neste novo museu. O chefe de Estado sublinhou que estas situações devem acontecer com mais frequência, não só nas artes, mas também noutras áreas. Lembrou que várias bibliotecas, museus, escolas, arquivos e companhias de teatro nasceram muito graças ao sentido do dever e à paixão de empresários, famílias e fundações. Um relatório sobre o Departamento Central de Investigação e Ação Penal aponta falhas graves de funcionamento e morosidade dos processos. O documento revelado esta noite é escrito por três inspetores e aconselha o Procurador-Geral da República a pedir um reforço dos meios para acelerar os processos. O DCIAP é onde se concentram os dossiês mais complexos da Justiça. Este relatório alerta agora para uma má gestão dos processos. Sublinha que não é uma gestão objetiva nem eficaz. Vamos agora à atualidade internacional. Mais três semanas de cessar-fogo no Líbano. Donald Trump anunciou esta noite o prolongamento da trégua. Bem nas redes sociais que o presidente norte-americano escreveu que a reunião com os representantes israelitas e libaneses na Casa Branca correu muito bem. Trump garante que os Estados Unidos vão trabalhar com o Líbano para se proteger do Hezbollah. O cessar-fogo entre Israel e Líbano vai ser estendido por três semanas. Ao mesmo tempo, o Hezbollah atacou o norte de Israel em resposta às violações do cessar-fogo. O exército israelita interceptou esta noite vários lançamentos que cruzaram do Líbano para o território israelita. Os rockets fizeram soar alarmes na zona norte de Israel. O ataque foi reivindicado pelo grupo libanês, que o justificou como uma resposta aos ataques levados a cabo por Israel nos últimos dias.Voltamos a Donald Trump, que deixou um aviso ao Irão: o tempo para a paz está a esgotar-se. Donald Trump admitiu que o Irão pode ter reconstruído parte da capacidade militar durante o cessar-fogo, mas garante que as forças norte-americanas estão prontas para neutralizá-la rapidamente. O líder americano não revela por quanto tempo está disposto a prolongar a guerra com o Irão e pede para não ser pressionado.
É incrível o que fizemos. Fiz isso dentro do período de tempo que mencionei, mas não quero apressar-me, porque todas as histórias dizem que o Trump está sob pressão. Não, não estou. Sabem quem é que está sob pressão do tempo? Eles, porque se não conseguirem escoar o petróleo, todas as infraestruturas petrolíferas vão rebentar, porque não têm onde armazená-lo.
Em declarações esta noite na Casa Branca, Donald Trump referiu que o cessar-fogo em vigor é, por si só, um sinal promissor nas negociações. No entanto, quando questionado sobre um término definitivo, o líder americano não se quis comprometer. Ainda nos Estados Unidos, o secretário da Marinha, John Phelan, demitido ontem, foi afastado do cargo após conflitos com a alta liderança do Pentágono sobre a construção naval. Um esclarecimento sobre a razão da saída de Phelan foi dado esta sexta-feira por Donald Trump na Sala Oval. Está apurado. O Torriense venceu o Fafe por 1x0 e vai defrontar o Sporting na final, no Jamor. Depois do empate 1x1 em Fafe, em 4 de fevereiro, no jogo da primeira mão, a formação de Torres Vedras impôs-se em casa com o gol de David Bruno aos 85 minutos e uma grande penalidade convertida por Stopira aos 103. No final da partida, o técnico Luís Tralhão não excluiu a hipótese do Torriense ser a primeira equipa fora da Primeira Divisão a ganhar a Taça de Portugal.
Eu adorava que acontecesse. Vamos trabalhar para isso, mas tenho consciência e temos que ter todos consciência que é uma tarefa bastante difícil. Nós estamos aqui a subir a montanha, mas agora parece que estamos a chegar ao topo e ainda subiu mais um bocadinho. Vamos fazer os possíveis para ter um jogo, na medida do possível, bastante equilibrado, organizado, ler bem aquilo que são as forças do Sporting e podê-las contrariar com aquilo que são as nossas armas.
Luís Tralhão sublinhou ainda que viu a caminho do estádio, antes do jogo, uma emoção nos adeptos que o fez lembrar o Euro de 2004.
O caminho do hotel para cá, para mim, foi muito emotivo ver pessoas de todas as idades nas varandas, com o cachecol do Torriense, a acenar. Viver isso aqui em primeira pessoa é uma coisa que me enche de orgulho, em que, como adepto, lembra-me à escala. Em 2004, quando Portugal entrou, fez-me esse flashback, quando estava a vir para cá e estavam as pessoas todas na rua. Senti: "Ok, estamos a fazer alguma coisa muito importante".
Luís Tralhão após a vitória frente ao Fafe. O treinador do Fafe, Mário Ferreira, não quis participar na conferência de imprensa no fim do jogo. O Torriense, atual terceiro classificado da Segunda Liga, vai à final da Taça de Portugal, está agendada para 24 de maio, vai defrontar o Sporting. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 15h30. Até já.