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As notícias com Hugo Fortunato de Oliveira.

António José Seguro está preocupado com o desgaste das instituições e com os ataques à Polícia Judiciária, na sequência da polêmica que envolve o ministro da Administração Interna. O presidente da República tem acompanhado de perto a evolução da situação política e os possíveis efeitos da continuidade de Luís Neves no governo. E António José Soares, apesar do silêncio que tem mantido, o chefe de Estado prepara-se para falar.

Desde o recado, nem mais uma palavra. António José Seguro está em silêncio há quase duas semanas, mas o Observador sabe que nos últimos dias o presidente da República se tem desdobrado em contactos para perceber a real dimensão do caso Luís Neves. Já ouviu explicações da boca de Luís Montenegro, ainda antes da conferência de imprensa do ministro da Administração Interna, e consta que não terá ficado particularmente reconfortado com as justificações apresentadas pelo primeiro-ministro. Já sobre as explicações dadas por Luís Neves, o Observador apurou que Seguro entende que há ainda questões por responder quanto à ética do antigo diretor da Polícia Judiciária no exercício das suas funções públicas, mas os receios do presidente vão mais além. António José Seguro teme que surjam novos desenvolvimentos a envolver o governante e que isso arraste o Executivo e a PJ para um longo desgaste político. Espera-se que Seguro fale nos próximos dias. A mensagem deverá passar pela importância da defesa da dignidade das instituições, mas sem pedir a demissão de Luís Neves, ao contrário do que fez Marcelo Rebelo de Sousa, que exigiu publicamente a saída de João Galamba do Executivo de António Costa, após a crise desencadeada pelo caso do ex-adjunto do então ministro das Infraestruturas.

O jornalista António José Soares, com o resumo das principais preocupações do presidente da República em torno do caso Luís Neves. Este é um artigo assinado pelo editor-adjunto de política do Observador, Miguel Santos Carrapatoso, e que faz manchete em observador.pt. Há novos desenvolvimentos no caso Luís Neves. O empreiteiro e amigo de Luís Neves diz que foi ele quem se ofereceu para guardar o aterrado e os bidões com produtos químicos utilizados no fabrico de droga, mas admite que todo o processo foi feito de boca e sem qualquer documentação. A TVI, CNN Portugal e o Nascer do Sol conseguiram falar com João Carvalho. O empresário diz não se recordar de ter existido uma guia de transporte entre o parque de apreendidos no Seixal e as instalações da Constro Barcelos. João Carvalho confirma ainda que não recebeu qualquer pagamento por guardar o material. Já sobre as obras na casa do ministro da Administração Interna, diz que também foi ele quem se ofereceu para realizar os trabalhos e garante que todos os pagamentos foram feitos pela mulher de Luís Neves, uma versão diferente da inicialmente apresentada pelo ministro. Pedro Passos Coelho considera que não há ninguém que esteja despreocupado com as polêmicas das últimas semanas em Portugal. Em declarações aos jornalistas, o antigo primeiro-ministro assumiu não querer falar sobre as mais recentes controvérsias. Ainda assim, deixou uma breve opinião.

Julgo que não haverá ninguém que esteja despreocupado com o que se passa. Elas não devem ser tomadas, estas situações que têm vindo a ocorrer, como uma mera espuma dos dias, porque estão para além da espuma. Mas isso remete para uma reflexão e para alguma ação que é preciso empreender, para a qual eu não quero estar nesta altura, deitar achas para a fogueira.

Passos Coelho, em declarações aos jornalistas à margem da apresentação do estudo "Desbloquear o Crescimento de Portugal", do Nobel da Economia James Robinson. O ex-primeiro-ministro saúda ainda a intenção clara e reformista do governo, mas admite que preferia que houvesse um ritmo mais intenso. Fazemos agora um ponto de situação dos incêndios. A situação está mais calma em Vinhais. O autarca Luís Fernandes diz que a diminuição do vento está a ajudar a travar a progressão das chamas. Garante ainda que já não há habitações em risco. As pessoas retiradas preventivamente de Vale das Fontes e de Rebordelo já regressaram às casas. No terreno continuam cerca de mil operacionais, apoiados por mais de três centenas de viaturas. A GNR mantém cortada a Estrada Nacional 103, entre Lebução, em Vale de Passos, e Rebordelo, em Vinhais. O incêndio de Vale de Passos começou na localidade de Ervões e alastrou-se aos concelhos vizinhos de Mirandela e Vinhais. Já o incêndio de Chaves segue com duas frentes ativas. O segundo comandante dos Bombeiros Voluntários da Salvação Pública de Chaves, Ricardo Rebelo, diz que esta está a ser uma noite de muito trabalho para tentar controlar as chamas. O responsável garante que as localidades de Novale e de Sutelo já não estão em risco. Empenhados no combate a este incêndio estão mais de 200 operacionais e 70 meios terrestres. Isto num dia em que a Proteção Civil ativou o estado de prontidão especial de nível três para o interior e de nível dois para o litoral. No ponto de situação da tarde desta quinta-feira, o segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, José Ribeiro, explicou o que muda no terreno.

Ativamos o estado de prontidão especial de nível dois e três, de nível dois para o litoral e nível três, que é o segundo mais grave, para todo o interior de Portugal continental. Esta ativação do estado de prontidão especial teve como consequência um conjunto de determinações operacionais que foram implementadas no terreno, nomeadamente o pré-posicionamento de meios, quer a nível nacional, mas principalmente no patamar sub-regional. E também O patrulhamento armado com aviões médios nas zonas de maior risco e nos períodos em que esse risco está mais acentuado.

O segundo comandante nacional de Emergência e Proteção Civil, José Ribeiro, que diz que nos últimos dois dias 10 pessoas ficaram feridas nos fogos, entre operacionais e civis, todos feridos ligeiros. Seguimos com o primeiro-ministro, que diz que as propostas da Air France KLM e da Lufthansa valorizaram a TAP acima do expectável. Luís Montenegro promete divulgar a proposta vencedora a seu tempo.

A seu tempo, nós faremos a divulgação e a apreciação das respectivas propostas, mas todos os indicadores que temos apontam numa direção de valorização acima daquilo que era expectável do potencial da companhia.

Luís Montenegro sobre as propostas vinculativas apresentadas pela Air France KLM e pela Lufthansa para a privatização de até 49,9% da TAP. O governo confirma o adiamento do início do ano letivo do ensino secundário. As aulas do ensino secundário passam a arrancar a 21 de setembro, mas Fernando Alexandre abre a porta a um adiamento também para os alunos do terceiro ciclo.

Eu vou ainda reunir novamente com os diretores. Em relação ao secundário, haverá um adiamento para dia 21. Em relação ao terceiro ciclo, nós temos ainda que avaliar, ou seja, temos também professores. Qual é que é o objetivo do adiamento? O objetivo do adiamento é proteger os professores que estiveram, de facto, em sobrecarga nas últimas semanas. Em relação ao terceiro ciclo, vamos tomar a decisão. Os professores classificadores do terceiro ciclo, obviamente, também têm que ter aqui uns dias, tenho que ver com os diretores a melhor forma de o fazer. O adiamento ou não do terceiro ciclo ficará talvez para amanhã, porque a decisão tem que ser tomada rapidamente.

O ministro da Educação, Fernando Alexandre, que anunciou ainda o alargamento da proibição do uso de telemóveis nas escolas até ao nono ano de escolaridade, no briefing do Conselho de Ministros desta sexta-feira. Na atualidade internacional, em Espanha, o primeiro-ministro espanhol visita esta sexta-feira Ceuta, isto numa altura em que o número de mortos já vai em 18. Ao longo do dia, milhares de pessoas tentaram atravessar a fronteira entre Marrocos e Espanha. A Guarda Civil admite que a situação ficou fora de controle, sem conseguir avançar uma estimativa oficial do número de pessoas que conseguiram passar. Esta sexta-feira é também esperado um novo reforço militar na cidade. Tudo isto se deve a uma alteração aprovada pelo Supremo Tribunal Espanhol, que dita que quem atravessa a nado a fronteira tem direito a um pedido de asilo ou, no mínimo, a uma assistência jurídica num eventual processo de expulsão. O presidente dos Estados Unidos anunciou que o Conselho da Paz chegou a um acordo para o desarmamento total do Hamas. O anúncio foi feito através da rede social Truth Social. Donald Trump adianta que o plano será aplicado de forma faseada e que prevê a retirada das forças israelitas do território. O presidente norte-americano classifica o acordo como histórico e diz esperar que o processo abra caminho à formação de um novo governo palestiniano. Notícia de fecho neste jornal das 03:00. O essencial da informação é atualizado às 03:30.