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São 4 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Boa noite, Jornal das Quatro na Rádio Observador. A começar pela saúde. Fazer exames do SNS no privado é cada vez mais difícil e o tempo de espera pode chegar quase a um ano. A reguladora já aplicou multas. É uma notícia Observador. A disparidade é notória. Por exemplo, uma mamografia marcada a título privado poderia ser feita já na próxima semana, mas se o mesmo exame fosse marcado através do Serviço Nacional de Saúde, sem qualquer custo para o utente, o tempo de espera disparava para quase um ano. Era só possível fazer este exame em outubro do próximo ano, com um custo que pode variar entre os 30 e os 200 euros. Esta foi uma das situações mais críticas que o Observador encontrou nos vários contatos que fez com os operadores de saúde do setor que têm acordo com o Estado. A entidade reguladora diz que está atenta a situações de discriminação e garante que já aplicou coimas que podem chegar perto dos 45 mil euros. Este é um artigo que faz manchete a esta hora no site do Observador e que é assinado pelo jornalista Tiago Caeiro. Olhemos para as presidenciais. António Filipe defende que a alteração à lei laboral é um grande retrocesso. O candidato a Belém considera que o pacote apresentado pelo governo de Luís Montenegro fragiliza a posição dos trabalhadores e, por isso, defende que a solução deve passar pela retirada da proposta.
Esta é uma matéria que não constava no programa eleitoral. Os eleitores foram surpreendidos com esta proposta e, ainda por cima, com a sua extensão. Eu acho que o que o governo devia fazer era retirar esta proposta, porque sistematicamente se aponta, sempre que há revisões de legislação laboral no sentido desfavorável aos trabalhadores, diz-se que isso vai melhorar as condições do mercado de trabalho, mas depois não melhora nada. O que acontece é que a posição dos trabalhadores vai sendo cada vez mais fragilizada. Eu acho que esta proposta não faz sentido, é um grande retrocesso, devia ser retirada. Eu espero, aliás, que o próximo presidente da República não tenha que intervir sobre ela, espero que ela seja derrotada antes disso.
António Filipe, à entrevista na CNN Portugal. O candidato apoiado pela CDU admite que utilizaria os poderes que a Constituição confere ao presidente da República para travar esta reforma laboral. Já João Cotrim Figueiredo apela à boa fé de todos nas negociações. O candidato presidencial apoiado pela Iniciativa Liberal considera que é preciso boa fé das partes envolvidas em prol da valorização do país.
Não me parece que seja absolutamente lícito que uma crispação à volta de um tema impeça aquilo que é absolutamente necessário, do meu ponto de vista, é que a legislação, neste caso a laboral, mas outras poderiam dizer exatamente a mesma coisa, evoluam e mudam com os tempos. Neste caso concreto, que a legislação laboral se flexibilize é absolutamente essencial para que Portugal mantenha a hipótese de beneficiar com as mudanças que aí vêm no futuro.
Cotrim Figueiredo a defender uma flexibilização na área do trabalho para que Portugal beneficie das mudanças futuras. Ainda na corrida a Belém, Luís Marques Mendes promete, caso seja eleito presidente da República, realizar presidências abertas junto das comunidades portuguesas no estrangeiro. Algo que nunca foi feito e que permite dar atenção e visibilidade aos portugueses espalhados pelo mundo. É o que defende Luís Marques Mendes à entrevista à Agência Lusa, durante a visita que está a realizar a várias cidades do Brasil desde sexta-feira. O candidato presidencial assume este compromisso com comunidades portuguesas.
Eu assumi um compromisso aqui, sim, o único compromisso que assumo, de que enquanto presidente da República, se for eleito, introduzirei uma novidade no exercício das funções de presidente da República. Que é a novidade de criar presidências abertas no estrangeiro, junto das comunidades. Mas nunca ninguém fez presidências abertas no estrangeiro, nem no Brasil, nem na Alemanha, nem em França, no Luxemburgo, fosse onde fosse. Ora, eu vou passar a fazer. Portugal não é só um território, é um território e é uma nação.
Luís Marques Mendes à entrevista à Agência Lusa, o social-democrata que reforça a ideia de que não há portugueses de primeira e de segunda. A cientista é Maria do Carmo Fonseca, é a escolhida para ser a mandatária nacional da candidatura à Presidência da República de António José Seguro. O candidato defende que a vida pública não pode ser só composta por políticos e quer que as mulheres assumam mais protagonismo na liderança do país. De acordo com uma nota enviada à Agência Lusa e nas palavras de António José Seguro, Maria do Carmo Fonseca é a expressão da natureza desta candidatura, independente, inclusiva e agregadora. Na mesma nota, a mandatária justifica ter aceitado este convite com o facto de querer um futuro construído com inteligência, coragem e independência. Para fechar este tema das presidenciais, arrancam esta segunda-feira os debates com candidatos às eleições de 18 de janeiro. O primeiro frente a frente vai opor precisamente António José Seguro a André Ventura na TVI. Os bombeiros querem novas medidas para melhorar as condições dos profissionais até janeiro. Se isso não acontecer, os protestos vão mesmo avançar. É o que diz o presidente da Liga dos Bombeiros no final do Congresso Nacional, que decorreu em Alcobaça. António Nunes mostra-se confiante quanto às negociações com o governo para a valorização das carreiras, mas alerta que sem respostas concretas, os bombeiros vão sair à rua.
Nós sabemos que muitas dessas medidas têm a ver com questões orçamentais, o que leva sempre a uma dificuldade acrescida e eu estou também a acreditar que quer o governo, quer a própria Liga, hoje já chegou aos processos finais. Vamos ter uma estrutura para os bombeiros voluntários com contrato de trabalho, vamos ter um estatuto social do bombeiro, vamos rever um conjunto de situações do subfinanciamento das associações. Se em janeiro não tivermos, mas tivermos a convicção de que é em fevereiro, nada acontecerá. Se começar a vir a questão de "é para o próximo orçamento, é para o próximo ano", nós não vamos aceitar.
O presidente da Liga dos Bombeiros, António Nunes, neste registo da RTP, a reforçar a exigência quanto a datas concretas. Entretanto, esta segunda-feira, os bombeiros do Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa iniciam um dia de greve devido a problemas persistentes nas condições de trabalho, garantindo apenas os serviços mínimos. Entre os motivos, estão a falta de equipamentos de proteção individual, escassez de efetivos e viaturas, além de instituições com condições de habitabilidade inadequadas. A Polícia Judiciária está a investigar o caso dos dois homens que morreram na última noite baleados num restaurante no Montijo. O ataque aconteceu pelas 20h. Os dois homens, que são pai e filho, de acordo com a CNN Portugal, foram transportados para o Hospital do Barreiro, já em manobras de reanimação. Acabaram por morrer nesta unidade hospitalar. Fonte do Comando Territorial de Setúbal da GNR revelou à Agência Lusa que o suspeito dos disparos é também um homem que terá um relacionamento de trabalho com as vítimas. A Polícia Judiciária de Setúbal já está a investigar esta ocorrência. No local, estiveram mais de duas dezenas de operacionais. No mau tempo que marcou esta última semana no país, a depressão Cláudia abrandou o ritmo, mas não livrou o território continental de 208 ocorrências neste domingo até às 20h. O balanço foi feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil à Agência Lusa. De entre as ocorrências, destacam-se pequenas inundações. Ainda assim, diz Miguel Oliveira, da Proteção Civil, o dia foi calmo.
De fato, hoje o dia foi mais tranquilo, apesar de obviamente se manterem uma série de operações, nomeadamente de recuperação. E entre as 0h do dia de hoje e às 20h, registamos 208 ocorrências, maioritariamente limpezas de via e também pequenas inundações. Só estas duas tipologias são cerca de 130.
O oficial de operações da Proteção Civil, Miguel Oliveira, com o balanço das ocorrências devido ao mau tempo registradas no território continental até às 20h deste domingo. Para os próximos dias, a previsão é que haja um desagravamento considerável da situação meteorológica. Na cultura, a realizadora portuguesa Laura Carreira arrecadou não um, mas dois prémios BAFTA da Escócia. Recebeu o prémio de melhor argumento de cinema e televisão com "On Falling", considerado também o melhor filme de ficção. Além dos conhecidos prêmios BAFTA nacionais, entregues em fevereiro, a Academia Britânica das Artes de Cinema e Televisão também reconhece talentos locais com cerimônias independentes na Escócia e no País de Gales. Foi na cerimônia escocesa, que decorreu este domingo em Glasgow, que Laura Carreira conseguiu esta dupla premiação. "On Falling" é a primeira longa-metragem da portuguesa, que vive e trabalha há mais de uma década no Reino Unido. É autora de outras curtas-metragens como "Red Hill" e "The Shift". No ano passado, a portuguesa já tinha vencido um prêmio de realização no Festival de San Sebastián, em Espanha. Na atualidade internacional, o Hamas critica o rascunho do Conselho de Segurança dos Estados Unidos sobre a Faixa de Gaza. Hazim Kassem, porta-voz do Hamas, considera que as emendas ao rascunho da resolução dos Estados Unidos não vão permitir garantir estabilidade no enclave. De acordo com o jornal "Haaretz", este porta-voz pede como alternativa uma resolução das Nações Unidas que reforce o cessar-fogo e que permita implementar uma força internacional para manter a paz em Gaza. Isto tal como descrito no plano de 20 pontos de Donald Trump para acabar com a guerra na Faixa de Gaza. Esta segunda-feira deve ser votada no Conselho de Segurança da ONU uma resolução para endossar esse plano de paz. Continuamos em Donald Trump. O presidente dos Estados Unidos apoia os esforços para a divulgação de mais arquivos relacionados com o caso de Jeffrey Epstein. Diz que não há nada a esconder. É o que escreveu Donald Trump na rede social Truth Social. O presidente dos Estados Unidos apelida a polêmica em torno do caso e o seu alegado envolvimento como uma farsa dos democratas. Diz, por isso, que os republicanos devem votar a favor da divulgação desses arquivos na Câmara dos Representantes, algo a que Trump se opôs anteriormente. Fica por aqui este jornal das 16h. A informação regressa com a síntese das 16h30. Até já.