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Duas horas. As notícias com Matilde Malva Sabino. O líder do Chega alia-se a Pedro Passos Coelho e afirma que a escolha de Luís Neves para Ministro da Administração Interna gera perplexidade. Numa entrevista à SIC, André Ventura deixa rasgados elogios a Pedro Passos Coelho e admite que o antigo primeiro-ministro tem razão nas críticas ao novo ministro da Administração Interna.
Eu compreendo, mais uma vez, o que disse Pedro Passos Coelho. Não diria nesta extensão, mas compreendo quando o antigo primeiro-ministro diz que não se deve passar de direção da Polícia Judiciária para o ministro do governo. E aqui a questão, que se levanta para muitos portugueses, é esta: a Espinho Viva, por exemplo, os casos que envolvem Luís Montenegro, foram investigados na Polícia Judiciária, de que era diretor Luís Neves, e agora sai para ir pra um cargo político, de confiança política. Isto gera ou pode gerar, nalguns setores da sociedade, alguma perplexidade. Eu, como líder da oposição, porém, tenho outra responsabilidade. E tenho a responsabilidade de dizer a quem vem que vai ser escrutinado, avaliado de acordo com o seu trabalho e sem estar a levantar suspeitas, já à partida, sobre o trabalho de Luís Neves.
André Ventura considera que o país ficaria bem entregue a Passos Coelho. Admite que os dois pensam de forma semelhante. O ministro da Administração Interna recusa conflitos de interesses, mesmo tendo saído da Polícia Judiciária diretamente para o governo. Garante estar absolutamente blindado no que toca a informações sobre processos judiciais em curso. É o caso, por exemplo, da investigação à construção da casa de Luís Montenegro. Luís Neves diz que quanto a esses temas, não há por onde pegar.
Eu quero dizer que nunca na minha vida, qualquer questão de pergunta, fosse quem fosse. E eu estou a falar para todos vos publicamente e para as pessoas com quem tive o honra e o prazer de trabalhar, que são milhares de investigadores. Nunca houve qualquer interferência, nunca houve qualquer pergunta, nunca houve qualquer pesquisa. Por isso, eu quero dizer que a esse respeito, eu estou absolutamente blindado relativamente à área de informação.
O ministro falou ainda sobre forças policiais. Tem confiança inabalável na PSP, no que toca ao respeito pelos direitos fundamentais, mas avisa que tem tolerância zero com comportamentos desviantes.
Compreenderei sempre algum excesso que possa ter ocorrido por se querer ter feito bem, por se querer ter agido, por se querer cumprir a lei, porque muitas vezes estando sozinho, quis tomar uma atitude enquanto polícia, porque era o seu dever. Aí estarão o meu apoio, o meu suporte e a minha compreensão. Nos casos isolados, absolutamente isolados, em que a questão seja diferente, em que a violação seja preparada, seja dolosa, seja reiterada, nunca contarão com qualquer atitude compreensiva desses atos.
Luís Neves foi ainda questionado sobre as críticas de Pedro Passos Coelho por ter passado diretamente da PJ para a política. O ministro respeita a opinião, mas discorda e garante seriedade. André Ventura atira críticas a Luís Montenegro por causa dos trabalhadores em lay-off. Também em entrevista à SIC esta noite de quinta-feira, falou sobre o PTRR, o plano de recuperação do governo para reconstruir o país na sequência do mau tempo. Voltamos a escutar o líder do Chega, que diz que o governo dá o dito por não dito.
O governo anuncia no meio da crise, legitimamente, que pagará o lay-off a 100%. Isto é, que os trabalhadores terão o seu rendimento, os afetados nas zonas afetadas, terão o seu rendimento coberto a 100%. É o governo que anuncia, não é o Chega. É o governo que anuncia. Dois dias depois ou três, vêm dizer que afinal remetem para as normas do Código do Trabalho, que pagam dois terços e não 100%. Isto é o pior que se pode fazer num cenário de crise.
As críticas de André Ventura às decisões do governo. O PS também falou sobre o regime de lay-off apresentado pelo governo depois da tempestade Cristine. O secretário-geral do PS desafia o Executivo a corrigir o erro e pagar os salários a 100%. José Luís Carneiro diz que o Partido Socialista foi claro sobre esta matéria desde a primeira hora.
Aquilo que defendemos foi que se adotasse o modelo de lay-off equivalente àquele que se adotou durante a pandemia Covid-19, que era evitar que os trabalhadores a tempo parcial ou a tempo inteiro perdessem, evitar que perdessem rendimento. Aquilo que nós desejamos é que o governo, nesta reconsideração e nesta correção de erros que tem feito, que possa também ter em consideração esse objetivo.
O secretário-geral do Partido Socialista diz ainda que se o governo corrigir os erros que tem cometido, o Parlamento não terá necessidade de se pronunciar.
O Parlamento só se pronuncia porque o governo tem cometido erros nas opções que tem tomado. Por exemplo, deixou ficar um conjunto vasto de municípios de fora da declaração de calamidade. Como se vê, errou, agora teve de os incluir. Por outro lado, deixou de considerar a necessidade de prolongamento da suspensão das portagens para responder às necessidades de mobilidade. Corrigiu numa primeira fase, desejamos que corrija agora outra vez numa segunda fase.
O líder socialista aconselhou ainda o governo a ter a sensibilidade de ouvir os partidos da oposição. Afinal, ainda não há luz a 100% em todos os conselhos afetados pelo mau tempo, contrariamente ao que adiantou a EDP, é a denúncia da Federação de Suinicultores nas explorações do setor. Há um mês que não é dada pela redes qualquer previsão para o restabelecimento de energia elétrica. Em declarações à Rádio Observador, o secretário-geral João Bastos sublinha que há perto de 50 empresas ainda sem energia. Queixa-se de um cenário imprevisível.
A E-Redes muitas vezes comunica, até por meio de SMS. Há um mês que não temos previsão do regresso da energia elétrica, nem tão pouco um ponto de situação. Este ponto foi corrigido, e que o próximo será aquele. Era apenas isto que desejávamos, porque a imprevisibilidade neste momento é muito grande.
João Bastos aponta para prejuízos superiores a € 2 milhões nas empresas que ainda são alimentadas a geradores. O ex-coordenador do gabinete de regulação do transporte de doentes afirma que a Inspeção-Geral de Atividades em Saúde ultrapassou uma linha que não podia cruzar. Miguel Soares Oliveira refere-se ao facto de, nos relatórios sobre as mortes durante a greve dos técnicos de emergência de 2024, a IGAS ter feito uma divisão entre pacientes que eram ou não salváveis, diz que como médico não o faria. A Comissão Parlamentar de Inquérito deixa ainda críticas ao INEM, acusa a instituição de ter falta de conhecimentos para responder ao aviso de greve em novembro de 2024, principalmente no que toca aos serviços mínimos. Considera incompreensível a falta de conhecimento por parte de Luís Meira, antigo presidente do INEM, sobre os comunicados dos sindicatos por forma a negociar serviços mínimos.
Possível é, tanto é que aconteceu. Se eu acho que isso é aceitável, que isso é desejável? Não. Por outro lado, quando a máquina está montada, e durante muitos anos a máquina esteve montada, o presidente de um conselho diretivo não precisa de estar a par de todas as atividades, vou correr aqui um risco de ser quase que insensível, atividades correntes.
Miguel Soares Oliveira, que se demitiu este mês do cargo mais recente que ocupava no INEM. Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa têm esta sexta-feira o último encontro de alto nível. A dupla marcou a política nacional durante oito anos, quando o atual presidente do Conselho Europeu era primeiro-ministro ao mesmo tempo que Marcelo, chefe de Estado. O presidente da República vai esta quinta-feira a Bruxelas despedir-se das instituições europeias a menos de duas semanas do fim do mandato. Marcelo Rebelo de Sousa vai ser recebido às 10h pela presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola. Às 11h, segue para o edifício da Comissão Europeia, onde tem encontro marcado com Ursula von der Leyen e ao meio-dia visita António Costa, presidente do Conselho Europeu. O Paquistão declara guerra aberta aos talibãs do Afeganistão. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa paquistanês na rede social X. O ministro afirma que a paciência acabou. Nas últimas horas, os dois países têm trocado ataques. Várias explosões violentas abalaram Cabul esta noite, poucas horas após o governo talibã ter anunciado o lançamento de uma ofensiva na fronteira contra o Paquistão, é o que relatam jornalistas da AFP. A delegação norte-americana terá ficado desapontada com o regime iraniano no encontro desta quinta-feira, apesar de alguns progressos nas negociações nucleares. A informação é avançada pela agência Reuters. De acordo com o Wall Street Journal, os Estados Unidos e o Irão continuam longe de alcançar consenso em questões fundamentais sobre o programa nuclear do Teerão. Ainda assim, um alto funcionário norte-americano disse ao site Axios que a reunião em Genebra foi positiva, sem adiantar detalhes sobre as conversações entre as duas delegações. Até ao momento, não houve qualquer reação oficial de Washington. Já o Irão saiu do encontro com maior otimismo. O ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, considera que houve progressos significativos.
Durante estas longas e intensas horas, registámos progressos significativos e abordámos muito seriamente os elementos de um possível acordo, tanto no domínio nuclear como no domínio das sanções. Nalgumas questões, estamos agora muito próximos de um entendimento, noutras continuamos a ter divergências de opinião. As equipas técnicas vão iniciar conversações em Viena na segunda-feira, na Agência Internacional de Energia Atómica, e com a ajuda dos peritos da agência, tentaremos enquadrar algumas das questões técnicas de modo a que possam ser posteriormente alinhadas com as exigências políticas de ambas as partes.
A próxima ronda de negociações entre os norte-americanos e o regime iraniano está marcada para segunda-feira em Viena. Hillary Clinton volta a dizer que não conheceu Jeffrey Epstein. A ex-secretária de Estado norte-americana esteve esta quinta-feira a ser ouvida a pretexto deste caso. De acordo com os congressistas democratas, Hillary Clinton respondeu a todas as questões dos republicanos e sublinhou que nunca teve uma relação com Jeffrey Epstein e que nunca sequer o conheceu.
Não sei quantas vezes tive de dizer. Eu não conheci o Jeffrey Epstein, nunca fui para a ilha dele, nunca fui à casa dele, ao seu escritório, isso ficou registrado inúmeras vezes.
Esta sexta-feira é a vez de Bill Clinton, antigo presidente dos Estados Unidos, de ser ouvido. Os democratas pediram para que a audiência seja aberta aos jornalistas. Hillary Clinton acredita que o marido vai testemunhar que não sabia o que Jeffrey Epstein andava a fazer.
Acho que é justo dizer que a vasta maioria das pessoas que tiveram contato com ele antes de sua declaração de culpa em 2008, eram como a maioria das pessoas. Elas não sabiam o que ele andava a fazer. E acho que é exatamente isso que meu marido vai testemunhar amanhã.
Declarações de Hillary Clinton aos jornalistas após ter sido ouvida pela Comissão de Supervisão e Reforma Governamental da Câmara dos Representantes do Congresso, no âmbito da investigação sobre o criminoso sexual e pedófilo Jeffrey Epstein. Hillary Clinton pediu para que Donald Trump seja também questionado por haver indícios criminais que envolvam o presidente dos Estados Unidos. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa às 17h. Até já.