A maioria dos portugueses continua a avaliar positivamente o desempenho de António José Seguro, de acordo com o barómetro de outubro da Aximage para o Diário de Notícias, que revela que seis em cada dez dos inquiridos apoia o Presidente da República. Seguro é, assim, o ator político mais consensual entre os portugueses, com exceção dos eleitores do Chega, diz o jornal.

O estudo de opinião mostra que, entre os restantes protagonistas da vida política portuguesa, a taxa de aprovação é bastante menor: 31% dos inquiridos avaliam positivamente o Governo, ao passo que 40% aprovam a atuação da oposição. Quanto aos líderes partidários, André Ventura (Chega) é aquele que reúne maior taxa de aprovação, mas ainda assim apenas é avaliado positivamente por 37% dos inquiridos.

Concretamente, quando questionados sobre a avaliação que fazem do desempenho do Presidente da República, 7% dos inquiridos responderam “muito mal”, 20% “mal”, 40% “bem” e 11% “muito bem”. Contudo, este apoio varia consideravelmente entre os eleitores das diferentes sensibilidades políticas: enquanto os eleitores da AD e do PS são expressivos em avaliar positivamente Seguro (77% e 76% respetivamente), os eleitores do Chega são bastante mais críticos de Seguro. Entre eles, apenas 39% avaliam positivamente o desempenho do Presidente, contra 47% que reprovam a sua atuação.

O estudo revela ainda que, olhando à faixa etária, os mais jovens são os mais descontentes com Seguro. Quanto à condição social, são as pessoas mais pobres aquelas que avaliam Seguro de forma mais negativa.

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Dois terços dos inquiridos adiaram projetos de vida

Noutra vertente, o estudo de opinião feito pela Aximage para o Diário de Notícias mostra que cerca de dois terços dos portugueses já adiaram projetos, incluindo viagens, a compra de casa, tratamentos de saúde ou até a decisão de ter filhos, devido ao aumento do custo de vida, concretamente dos combustíveis, dos bens essenciais e dos custos com a habitação.

No caso dos hábitos quotidianos, o aumento dos combustíveis levou 59% dos inquiridos a admitir ter alterado hábitos de deslocações, incluindo a redução das viagens de lazer (56% desses), dos passeios de fim de semana (55%) e das visitas a familiares (31%), a opção pela deslocação a pé (48%) e de bicicleta/trotineta (8%), o recurso aos transportes públicos (25%) e ainda a compra de um carro elétrico ou híbrido (2%).

Esta realidade não é homogénea em todo o país. A Área Metropolitana de Lisboa contrasta com o Norte, o Centro e a Área Metropolitana do Porto, uma vez que na região da capital menos de metade dos inquiridos disse ter alterado os seus hábitos de vida. Essa era já a região onde havia maior número de pessoas sem carro ou com carro elétrico. Por outro lado, foi também nas regiões urbanas que se registou uma maior subida no uso dos transportes públicos.

No caso da alimentação, o estudo indica que 88% dos inquiridos optaram por fazer alterações ou ajustes nos seus hábitos de consumo: 62% estão mais atentos ao preço, 59% procuram produtos em promoção, 54% passaram a trocar os produtos de marca por outros de marca branca, 30% admitiu ter abandonado alguns produtos e 8% reconhecem mesmo ter reduzido a quantidade de refeições diárias.

Por outro lado, o barómetro também revela que 63% dos inquiridos já adiaram ou pensaram adiar algum projeto pessoal, económico ou financeiro devido ao aumento do custo de vida. As viagens de férias são as primeiras a cair, com 51% dos inquiridos a admitir ter adiado ou pensado em adiá-las. Seguem-se projetos como a remodelação da casa (39%), a compra de um carro (28%), a compra de eletrodomésticos (25%), tratamentos de saúde (22%), a compra de casa (18%), a decisão de ter filhos (9%), estudos ou formação profissional (6%) e o casamento (6%).