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As notícias com Matilde Malva Sabino.

A UGT reúne-se esta quinta-feira, em Lisboa, para analisar e votar a proposta final de alterações à Lei do Trabalho. Há duas semanas, a central sindical rejeitou a proposta anterior e pediu a continuação das negociações. A reunião extraordinária do Secretariado Nacional ocorre depois das reuniões entre o Presidente da República e os parceiros sociais, esta quarta-feira. No final da audiência, a UGT disse estar desconfortável com a proposta, tal como está. É o que explica o secretário-geral Mário Mourão.

Não, eu não disse que vou votar contra nem a favor. O seu colega perguntou-me se estava confortável. Não estou ainda confortável com a proposta que está em cima da mesa. Por isso é que a UGT continua disponível e aberta, se houver alguma proposta do governo que possa vir ainda a melhorar.

Mário Mourão admite abertura para continuar a negociar a reforma laboral. Quanto à versão atual da proposta, garante que não sabe qual a decisão que vai sair do Secretariado Nacional. A CGTP foi afastada das negociações no Ministério do Trabalho, mas não deste encontro com o Presidente da República. A Intersindical transmitiu a António José Seguro que este é um pacote laboral ferido desde o início. O secretário-geral Tiago Oliveira frisa que deu a conhecer ao chefe de Estado o afastamento da CGTP das negociações, que considera ser inconstitucional.

Tivemos a oportunidade também de colocar ao Presidente da República aquilo que foi, na condução deste processo, a tentativa de afastar a CGTP. E isto vai contra a Constituição da República, porque a própria Constituição da República entende que cabe às associações sindicais participar na construção da legislação laboral. Ora, quando este governo afasta uma central sindical, afasta a maior central sindical do país na construção deste processo, porque nós sabemos o porquê. Nós sabemos que o faz porque não quer discutir as propostas dos trabalhadores, não quer discutir as propostas de quem trabalha. Portanto, está aqui um processo que está ferido desde o início, um processo que está a ser construído por um governo antidemocrático, que não permitiu a discussão dos problemas concretos de quem trabalha, e um governo que foi ao arrepio da Constituição em todo este processo.

Tiago Oliveira antevê que os trabalhadores vão rejeitar esta nova lei laboral por não defender os direitos de quem trabalha. Quer do lado dos trabalhadores, quer do lado dos patrões, as expectativas para um acordo são escassas, pelo menos para já. O último a ser recebido pelo presidente da República foi a Confederação Empresarial de Portugal. O presidente Armindo Monteiro afirma que a CIP vai disponibilizar online a proposta final e deixa um desafio à UGT.

Desafio, com este sentido de esclarecimento, a UGT a indicar aos trabalhadores portugueses quais é que são os pontos de divergência. E aquilo que eu gostaria é que este acordo continuasse a ser discutido como acordo e não pela vida interna da UGT. Cada vez mais estamos a discutir a UGT e a CIP não quer discutir a UGT. A CIP quer discutir este acordo de trabalho que impacta na vida das pessoas.

Armindo Monteiro, no final da reunião com António José Seguro. Nas outras confederações patronais, baixaram as expectativas quanto a um acordo assinado pela UGT. O presidente da Confederação do Turismo de Portugal, Francisco Calheiros, aponta o dedo à Intersindical.

Nunca vi, por parte da UGT, qualquer cedência. E por parte do governo e das entidades empregadoras, vi bastantes. Umas com algumas cedências e outras com cedências totais.

Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo. Também o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal admite que não consiga adiantar muito mais em futuras discussões sobre a reforma do Lei do Trabalho. O acordo para a nova Lei do Trabalho já foi validada pelos patrões. O secretário-geral do Partido Socialista acusa o governo de insistir numa reforma laboral que ninguém quer, só mesmo a AD. José Luís Carneiro entende que o executivo de Luís Montenegro escondeu as pretensões de alterar a Lei do Trabalho.

Dá a ideia que ninguém pediu ao governo que avançasse com esta legislação. Portanto, por que o governo avança com uma proposta de legislação que não levou às eleições, nem no programa eleitoral, nem na campanha eleitoral, podia não estar no programa e nos debates televisivos, nos debates com os jornalistas, dizer: "Nós temos um problema de competitividade na nossa economia e nós temos de alterar a legislação laboral". Nunca foi dito. Portanto, se havia uma intenção e não foi assumida em campanha eleitoral, então houve uma intenção de esconder das pessoas. Isso é pior, porque isso, no fundo, quebra o vínculo de confiança dos cidadãos com o primeiro-ministro e com o governo.

José Luís Carneiro sai ainda em defesa da UGT e reforça a importância da Intersindical no resultado das negociações.

Consoante as propostas foram apresentadas, elas deveriam ser discutidas, trabalhadas em concertação social. E pra nós, a opinião da UGT seria uma opinião muito importante, porque é a central sindical que reúne trabalhadores sociais democratas, que não podemos esquecer, trabalhadores que são mais próximos do Partido Socialista ou são até mesmo militantes do Partido Socialista, tem independentes, vários sindicatos independentes. E, portanto, pra nós, a expressão da sua vontade é um sinal muito importante sobre se a legislação responde ou não à necessidade de manter a dignidade das condições laborais, porque como se pode ver, tudo o que é trabalho precário traduz-se em quê? Em mais baixos salários.

Para o secretário-geral do PS, as mudanças propostas não estão à altura do que os trabalhadores precisam. José Luís Carneiro acredita que não há condições para chegar a acordo na concertação social. O governo e os sindicatos chegaram a acordo sobre o trabalho em feriados, em museus e monumentos. A informação é adiantada num comunicado dos Ministérios da Cultura e das FinançasO acordo assinado esta quarta-feira prevê o aumento da compensação dos profissionais pelo trabalho em dias feriados. O novo complemento fixa-se em €60 por dia, acrescido da remuneração já prevista. O documento põe fim a dois anos de reivindicações e greves que chegaram a encerrar vários museus e monumentos no país. Uma nova ronda de negociações entre o Líbano e Israel realiza-se esta quinta-feira em Washington. As conversações são mediadas pelos Estados Unidos. Em cima da mesa está o prolongamento do cessar-fogo acordado a 16 de abril. O Líbano pede mais um mês de trégua. Beirute exige ainda a retirada total das forças israelitas e o regresso de prisioneiros e deslocados. Donald Trump diz que não há calendário para a guerra com o Irão, nem pressão para o cessar-fogo acabar. Em entrevista à Fox News, nega a informação adiantada pela imprensa israelita de que teria dito a Israel que o Irão tem até cinco dias para negociar com os Estados Unidos. Sem pressas, garante o presidente norte-americano, que rejeita querer acelerar as negociações por causa das eleições intercalares nos Estados Unidos. Nestas conversações com o Irão, as questões humanitárias não são prioritárias para Donald Trump. O líder norte-americano está focado na questão nuclear, é o esclarecimento dado pela porta-voz da Casa Branca, em resposta à Fox News. A porta-voz Caroline Leavitt deixa claras as linhas vermelhas neste processo: o Irão nunca pode obter uma bomba nuclear e deve entregar o urânio enriquecido. A responsável sublinhou ainda que Donald Trump não considera que a apreensão de dois navios porque o Irão violou o cessar-fogo. A porta-voz da Casa Branca esclarece que as embarcações não eram norte-americanas nem israelitas. O Irão rejeita por completo a reabertura do estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos continuarem a bloquear os portos iranianos. Na rede social X, o presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do Irão acusa os Estados Unidos de repetidas violações do cessar-fogo, que considera flagrantes. Já o presidente do Irão defende o compromisso com o diálogo, depois de Donald Trump ter decidido estender o cessar-fogo, mas reitera que o bloqueio aos portos iranianos é um dos principais obstáculos a negociações genuínas. Nas redes sociais, Masoud Pezeshkian afirma que o mundo está a testemunhar a retórica hipócrita sem fim e a contradição entre as palavras e ações do governante norte-americano. Está na final. O Sporting empatou com o Futebol Clube do Porto, no Dragão, para a Taça de Portugal e tem presença garantida no Jamor. Os Leões entraram em vantagem depois de terem vencido a primeira mão em Alvalade por 1 x 0. Esta quarta-feira, com o empate sem gols, apuraram-se para a final. A partida fica marcada pela expulsão de Alan Varela, do Futebol Clube do Porto, a poucos minutos do fim. Na reação ao jogo, Rui Borges não fica surpreendido com a passagem do Sporting à final.

Queríamos ganhar o jogo. Sabíamos que em algum momento íamos quebrar um bocadinho. É natural com a quantidade de jogos exigentes que temos tido. Uma primeira parte muito boa, melhores, claramente melhores que o Porto, com bola, muito bem a controlar o jogo. Uma segunda parte melhor o Porto. Nós fomos perdendo um bocadinho essa capacidade física, mas um entregue e um compromisso fantástico da equipa e uma demonstração clara daquilo que é a força deste grupo.

Rui Borges no final da partida. Do lado do Futebol Clube do Porto, o técnico Francesco Farioli dá a entender que o Sporting faz perder tempo de forma propositada.

Não tivemos o gol que definitivamente merecíamos, mas acho que os dominamos em todas as fases do jogo, com 11 ou com 10 homens. Tal como viu, eles vieram aqui para perder tempo, muito tempo. Nós esmagamo-los fisicamente em todos os momentos em campo. Honestamente, eu estou muito orgulhoso e deixe-me dizer com clareza: o Porto está de volta.

Futebol Clube do Porto fica pelo caminho na Taça de Portugal. Esta quinta-feira, às 20h45, joga-se a segunda mão da meia-final para as duas equipas que faltam, Torreense e Fafe. Uma delas vai defrontar o Sporting no dia 24 de maio. É a terceira vez que os Leões se apuram para a final da Taça. Foi a notícia de fecho deste jornal. A informação regressa com o Jornal das 5. Até já.