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5 horas. Luís Marques Mendes considera que a Lei dos Estrangeiros e da Nacionalidade estão equilibradas. É uma posição defendida em entrevista à CNN Portugal. O candidato presidencial vê os imigrantes como uma mais-valia para o país. No entanto, realça que a situação tem de ser regulada.

A Lei dos Estrangeiros e a Lei da Nacionalidade, eu acho que nas segundas versões que tiveram, ficaram leis relativamente equilibradas. É preciso ver que os imigrantes são uma grande oportunidade para Portugal. Há quem diga: "Os imigrantes são um problema". Eu prefiro vê-los do ponto de vista da oportunidade. É uma oportunidade que tem que ser regulada? Sem dúvida, não podem entrar todos. Não há hipótese de entrar todos. Terceiro: é uma oportunidade que tem que ser conjugada com integração? Sim, acho que tem que ser feito mais ainda do que está a ser feito no domínio da integração, desde logo da educação.

Ainda nesta entrevista, Luís Marques Mendes garante que vai ser um facilitador de consensos. Garante, portanto, que não vai ser um opositor do governo e que vai ser o fiel da balança.

Eu não vou ser, meu caro Francisco, nem um avalista do governo, foi a expressão que usou, nem um opositor do governo. Eu vou tentar fazer a relação, porque durante um mandato de cinco anos, eu vou conviver pelo menos com dois governos. Eu serei sempre relativamente aos governos, isto: em primeiro lugar, independente, no sentido de ser árbitro. Em segundo lugar, colaborante para poder ser útil ao país, colaborar com os governos. Terceiro, muito exigente e firme na obtenção de resultados. Eu não vou pedir a cabeça de ministros, isso não é papel de um presidente, mas vou ser exigente a pedir resultado.

Falamos agora sobre a lei laboral. O secretário-geral da UGT acusa o governo de ter encostado a estrutura sindical à parede e ameaça avançar com dois dias de greve geral, caso o governo não ceda no Código de Trabalho. É uma ameaça deixada por Mário Mourão, secretário-geral da UGT, em entrevista à Antena Um e ao Jornal de Negócios. É um protesto convocado pela CGTP e UGT, que inicialmente estava convocado e marcado apenas para um dia, 11 de dezembro, pode agora estender-se para dois. São ameaças que surgem depois do governo enviar um documento à UGT em que admite mais cedências. Ora, Mário Mourão, secretário-geral da Unidade Sindical, diz que não podem aceitar as mudanças propostas pelo governo. Considera, por isso, que este é o momento do Executivo de Luís Montenegro escutar.

A melhor coisa que poderia acontecer para a UGT não avançar para a greve é que todos refletíssemos se não era o momento de parar. Eu digo: pare, escute e reflita. Se o governo entendesse: "Vamos recapitular, vamos ver então quais são as linhas que nós devemos e até onde podemos ir, parte a parte. E vamos parar isto agora. Vamos dar mais tempo a isto".

A UGT deixa assim o futuro nas mãos do governo. Já na saúde, uma urgência de obstetrícia e ginecologia está hoje fechada. Apenas o serviço do Hospital do Barreiro, no distrito de Setúbal, vai estar encerrado. Também a urgência pediátrica do Hospital Beatriz Ângelo está hoje condicionada. Apenas vão ser atendidas situações referenciadas pelo INEM. São dados do portal do Serviço Nacional de Saúde. Olhamos agora para a atualidade internacional. No Chile, mais de 15,6 milhões de pessoas são hoje chamadas a ir às urnas para eleger o novo presidente e a nova composição do Parlamento. Esta é a primeira eleição desde 2012 em que o voto é obrigatório. Quem não for votar sem justificação, pode ser multado. Na corrida à presidência, estão a disputar oito candidatos. Um deles vai substituir o atual presidente do Chile, Gabriel Boric Font, que não pode voltar a recandidatar-se. O novo presidente só vai tomar posse no próximo ano, em março. Ainda na atualidade internacional, o Reino Unido vai limitar a proteção concedida aos refugiados. Um anúncio feito ontem pelo Ministério do Interior britânico, o governo vai obrigar os refugiados a regressar ao país de origem logo que seja considerado seguro. É uma medida que faz parte do plano de reforma do governo de Keir Starmer, primeiro-ministro do Reino Unido, e que tem o objetivo de reduzir o número de migrantes que chegam ao país. O título de residência permanente só pode agora ser pedido depois de 20 anos a viver no país. Até o momento, era necessário cinco anos. São reformas que, de acordo com a ministra do Interior, pretendem tornar o país menos atraente para ilegais e facilitar assim a expulsão. No desporto, Portugal joga hoje contra a Arménia. A equipa das Quinas tem agora oportunidade de assegurar um lugar no Mundial de 2026 de futebol. É uma partida que está marcada para às 14h, no Estádio do Dragão. Na antevisão do jogo, o selecionador nacional garante uma equipa motivada, mesmo depois da derrota contra a Irlanda Cristiano Ronaldo fica de fora desta partida. O capitão da seleção portuguesa foi expulso em Dublin depois de uma cotovelada num adversário. Questionado sobre esta falha de Cristiano Ronaldo na partida, Roberto Martínez mostra desagrado.

Quando há um jogador que não está na lista de convocatória para o dia do jogo, não está na seleção. Por quê? Porque o foco dos outros jogadores é o foco de ganhar o jogo. Já fizemos isso com o Bruno, que não estava na Irlanda. O Cristiano já teve cartões no jogo contra a Eslováquia e o jogo a seguir foi Luxemburgo, foi a maior vitória de sempre e o Cris não estava. Para mim, é uma falta de respeito com o Cristiano e com os jogadores da seleção que estão. É como questionar o compromisso do Cristiano.

Antes do selecionador, falou Bruno Fernandes. O jogador tem apenas um único objetivo para a seleção: vencer o Mundial de Futebol.

O objetivo de Portugal é ganhar. E isso não muda consoante os jogos, consoante os momentos. O nosso objetivo será sempre ganhar todos os jogos em que estamos incluídos. Jogar contra o número um no ranking ou o número 50 não faz diferença, porque nós vamos para dentro do campo para ganhar jogos, para fazer aquilo que nós sabemos de melhor. Não muda o fato de que nós queremos ganhar o Mundial, nunca escondemos isso, nunca escondemos que o sonho para qualquer português é que Portugal um dia possa levantar o tão desejado Mundial.

Bruno Fernandes confiante na antevisão do jogo frente à Arménia. É uma partida com relato e análise aqui na Rádio Observador. Ainda no desporto, Jéssica Rodrigues quebra o recorde nacional nos 500 metros na patinagem artística. Depois de impor um novo máximo nacional nos 1000 metros, a patinadora madeirense volta a fazer história e melhora o próprio recorde nos 500 metros. A atleta portuguesa brilhou nos Estados Unidos, mas ficou a 88 centésimos de alcançar a fase de apuramento para os Jogos de Inverno no próximo ano em Milão. É o ponto final no Jornal das Cinco. A informação está de regresso às 17h30.