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As notícias com Maria Miguel Duarte.

Bom dia. Começamos com o conflito no Médio Oriente. Os Médicos Sem Fronteiras consideram que a resolução aprovada no Conselho de Segurança da ONU não responde às necessidades urgentes na Faixa de Gaza. Ontem foi aprovada uma resolução final para aumentar a ajuda humanitária em Gaza. No entanto, a ONG Médicos Sem Fronteiras afirma que esta é uma versão diluída do projeto original, que contém apenas um vago apelo à ação para criar as condições para uma cessação das hostilidades. Num comunicado, a diretora-executiva dos Médicos Sem Fronteiras, Avril Bento, afirma que esta resolução fica muito aquém do que é necessário para resolver a crise em Gaza. Diz ser incompreensível que o Conselho de Segurança tenha passado dias em desacordo sobre algo que deveria ter sido posto em prática desde o início desta crise. Refere-se assim ao fluxo de ajuda humanitária para Gaza. E o secretário-geral das Nações Unidas afirma que ainda tem esperança de que o Conselho de Segurança consiga chegar a um acordo sobre o cessar-fogo na Faixa de Gaza. António Guterres espera que a resolução acordada possa servir como uma alavanca para cumprir o cessar-fogo, mas deixa um alerta: os países têm de falar a uma só voz.

"Um cessar-fogo humanitário é a única forma de começar a satisfazer as necessidades desesperadas das pessoas em Gaza e de pôr fim ao pesadelo em que vivem. Espero que a resolução de hoje do Conselho de Segurança possa ajudar a que isso finalmente aconteça. À medida que o conflito se intensifica e o horror aumenta, continuaremos a fazer a nossa parte, mas ao mesmo tempo, é imperativo que as comunidades internacionais falem a uma só voz pela paz, pela proteção dos civis, pelo fim do sofrimento e por um compromisso com a solução de dois Estados".

Na conferência de imprensa de reação à aprovação desta resolução, António Guterres considera que a ofensiva israelita está a criar muitos obstáculos à entrada de ajuda humanitária e é o verdadeiro problema em Gaza.

"O verdadeiro problema é que a forma como Israel está a conduzir a ofensiva está a criar obstáculos massivos à distribuição de ajuda humanitária dentro de Gaza. Uma operação humanitária eficaz precisa de segurança, equipas que possam trabalhar em segurança, capacidade logística e a retoma da atividade comercial. Estes quatro elementos não existem".

O secretário-geral das Nações Unidas, depois do Conselho de Segurança das Nações Unidas ter aprovado uma resolução que permite o reforço da ajuda humanitária na Faixa de Gaza. Israel lançou centenas de bombas massivas em Gaza. Uma investigação do The New York Times aponta que Tel Aviv usou uma das bombas mais destrutivas em Gaza nas primeiras semanas de guerra. Os especialistas dizem que os Estados Unidos raramente utilizam estes dispositivos pelos danos que podem causar, como nos conta a jornalista Nadine Soares.

Israel utilizou bombas quatro vezes mais pesadas do que as maiores bombas que os Estados Unidos lançaram sobre o Estado Islâmico no Iraque, e logo nas primeiras semanas de guerra com o Hamas. É o que aponta a investigação do New York Times. Os especialistas dizem que quase nunca foi utilizado este tipo de bombas em áreas muito povoadas, devido aos danos que podem causar. Novecentos quilos. É o que podem pesar algumas destas bombas que caíram sobre Gaza, um território mais densamente povoado que Londres. Um estudo mostra que numa área tão povoada como esta, a comunidade pode levar décadas a recuperar. A investigação identificou mais de 200 bombas massivas através de imagens de satélite e de drones. A principal conclusão da investigação do jornal norte-americano revela que bombas com mais de 900 quilos são uma ameaça generalizada para os civis.

A jornalista Nadine Soares, com a investigação do The New York Times sobre bombas massivas israelitas em Gaza. Na atualidade nacional, o presidente do CDS tem pena que a Iniciativa Liberal não integre a Aliança Democrática, coligação do PSD e do CDS anunciada esta semana. Em entrevista à SIC Notícias, Nuno Melo afirma que PSD, CDS e Iniciativa Liberal juntos teriam mais hipóteses de conseguir uma maioria absoluta nas eleições de 10 de março.

Teriam uma maior possibilidade, através do método de Hondt, garantir mais mandatos e ficar mais próximos ou conseguirem mesmo essa maioria absoluta. De resto, há uma sondagem que sai agora no Sol, que dá já os partidos muito próximos dessa maioria absoluta, mas não foi a vontade da Iniciativa Liberal e, portanto, eu considero quase um desperdício de elétrico estarmos a falar do que não aconteceu. Tenho pena realmente que não estejam desde o início neste projeto desta AD.

Declarações de Nuno Melo, líder do CDS, em entrevista à SIC Notícias. Esta é uma reação que surge nesta entrevista depois do Partido Popular Monárquico ter anunciado que vai contestar no Tribunal Constitucional a utilização do nome Aliança Democrática pela coligação PSD-CDS. Nuno Melo afirma que este é um não assunto. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição não espera grandes perturbações no fim de semana de Natal. Isto devido à greve marcada pelos trabalhadores do setor. Os trabalhadores da distribuição vão estar em greve nos dias 23 e 24, hoje e amanhã. O SITESE, Sindicato dos Trabalhadores do Setor de Serviços, reivindica uma atualização da tabela salarial. O presidente da Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição, Gonçalo Lobo Xavier, mostra-se tranquilo com a ação do SITESE. Diz que não espera uma grande adesão à greve.

À semelhança de outros anos em que foram marcadas greves para estas alturas, felizmente, a adesão dos trabalhadores não foi significativa. Não estou a dizer que não haja sempre, aqui ou ali, alguma perturbação em zonas muito específicas do país, mas nada de significativo e, sobretudo, nada que ponha em causa o normal funcionamento das lojas. Podemos ter nalguns estabelecimentos, aqui ou ali, alguma perturbação, mas repito, nada que ponha em causa e que vá perturbar estes dias tão importantes para as famílias.

Sobre as reivindicações do CITECE, que diz existirem condições para discutir as melhorias das condições dos trabalhadores, Gonçalo Lobo Xavier aponta para um acordo no próximo ano. São declarações do presidente da APED à Rádio Observador. Em véspera de fim de semana natalício, milhares de imigrantes regressam a Portugal para se reunirem com a família. O Aeroporto Humberto Delgado é uma das paragens habituais daqueles que regressam a casa nesta época. A jornalista Joana Silva Cardoso esteve na zona de chegadas do aeroporto a testemunhar o reencontro dos emigrantes com os familiares.

O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para alguns, é a grande porta de regresso a casa. Nesta altura do ano, são milhares os emigrantes portugueses que voltam ao país.

Vim de Bruxelas, porque quando terminei os estudos, fui continuar a fazer os meus estudos fora. Depois acabei por trabalhar sempre fora do país e estou em Bruxelas há 23 anos.

É o caso de Sofia, que regressou para passar esta época festiva com a família. Festejar o Natal é mais do que uma simples troca de prendas ou compostos jantares. Para muitos, esta é a altura do ano em que a palavra de ordem é o reencontro.

É bom voltar e ter esta luminosidade, encontrar os amigos e a família é mesmo muito bom.

Paulo voltou do Luxemburgo, também por uns dias, costuma fazê-lo quatro vezes ao ano. Já João, que vem dos Países Baixos, não consegue vir tantas vezes a casa.

Eu por mim vivia cá. Faço isto duas vezes por ano. É uma forma de voltar à base, por assim dizer.

Mesmo que felizes, o tempo que ficam cá nunca é suficiente.

Sabe sempre a pouco, mas a nossa vida também está lá.

Sabe a pouco, muito pouco. Sabe a pouco, obviamente, mas é o que eu posso fazer nesta altura do ano.

Mas os que chegam não são os únicos que sofrem. Que o diga Maria, mãe de João.

É para me dar, é bom, estou sempre ansiosa que ele volte, que ele esteja cá.

Consigo vê-la emocionada, com as lágrimas nos olhos.

Natural.

Por agora, dão-se os abraços, correm-se as lágrimas e trocam-se palavras ternurentas. Com o Natal à porta, esta é a altura de voltar a casa, à terra, ao país.

Os reencontros natalícios no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, um trabalho da jornalista Joana Silva Cardoso. O Sporting de Braga apurou-se para as meias-finais da Taça da Liga. Venceu o Nacional por três bolas a uma, num encontro no Estádio da Madeira. Valeram os gols de José Moutinho, Niakhaté e Ricardo Horta. Os bracarenses esperam agora pelo adversário na fase final, que vai sair do jogo entre o Tondela e o Sporting. E pela primeira vez em 39 anos, os Wham! chegaram ao número um no Reino Unido. É a primeira vez que Last Christmas chega ao primeiro lugar da lista de êxitos do Reino Unido na semana do Natal. Foi lançada em 1984 e apesar de ser muito popular, nunca chegou ao primeiro lugar do pódio, por ter sido lançada no mesmo ano que Do They Know It's Christmas?, de Band Aid. Agora, fica à frente de Your Christmas Too Me, de Sam Ryder, e de Mariah Carey com All I Want For Christmas Is You. Os Wham!, 39 anos depois, no primeiro lugar do Reino Unido.