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São 6 horas. As notícias com Carlos Pedro.
Bom dia. É eleito hoje o novo Comitê Central do PCP, no segundo dia do Congresso Comunista em Almada. Uma eleição que deverá consagrar uma direção com menos membros, mais jovem e com mais mulheres. A próxima direção comunista vai ser eleita às 18h30 da tarde de hoje, pelos mais de mil delegados presentes no Congresso. É uma votação que acontece à porta fechada e por voto eletrónico. Ainda sobre o Congresso do PCP, que arrancou ontem com a edição número 22 do evento, o dia inaugural foi marcado pelo reconhecimento de questões internas. Paulo Raimundo aponta para tempos difíceis, mas Inês Batista não é o único a trazer o tema para cima da mesa.
Aqui estamos, camaradas, no ano em que se comemoram os 50 anos do 25 de abril, no ano em que o nosso partido faz 103 anos, cá estamos nós, com muita alegria e uma grande confiança, contrariando os vaticínios negativos.
Pela voz de António Lopes, o 22º Congresso do PCP arranca com o Comitê Central a avisar que não vai ceder a vaticínios negativos. A mensagem é deixada quando falta menos de um ano para as próximas eleições autárquicas, que acontecem com 11 presidentes de câmara eleitos pelo partido em fim de ciclo, mas também depois da perda de autarquias comunistas na última ida às urnas. O secretário-geral Paulo Raimundo começa o discurso por reconhecer um momento difícil para o PCP ao falar da ofensiva ideológica que prejudica o partido.
É um fato que ofensiva ideológica sempre houve. A grande diferença dos dias de hoje é a sua dimensão, meios e instrumentos ao seu serviço. Intensificam-se à escala global os mecanismos de condicionamento e controle ideológico, ancorados em gigantescos grupos econômicos que controlam os meios de comunicação e as redes digitais e procuram impor o pensamento único e iludir a natureza do capitalismo.
Vasco Cardoso, membro do Comitê Central, aponta que foram discutidas antes do Congresso as próprias insuficiências e dificuldades internas, mas garante que foram rejeitados fatalismos quanto ao presente e futuro do partido. Em vez disso, foram apontados caminhos a seguir.
Um debate no qual estiveram presentes os perigos e as ameaças, a grande desigualdade de meios na luta que travamos, as nossas próprias insuficiências e dificuldades, mas em que se rejeitaram visões fatalistas ou concessões criticistas e se apontaram caminhos e possibilidades de intervenção.
O primeiro dia de Congresso do PCP foi marcado também por críticas de Raimundo, direcionadas ao governo, por estar em sintonia com o Chega e Iniciativa Liberal, que identifica como forças reacionárias e à cumplicidade do Partido Socialista. Houve espaço ainda para um olhar para o mundo com críticas à União Europeia e aos Estados Unidos e também apelos à paz. A partir do púlpito, vários pedidos para que sejam recrutados novos militantes para o PCP, que perdeu dois mil membros nos últimos quatro anos.
A jornalista do Observador, Inês Batista, com o resumo do primeiro dia do Congresso Comunista, que decorre até domingo em Almada. É um salto muito grande, é assim que Pedro Nuno Santos olha para uma eventual candidatura de Gouveia e Melo à Presidência da República. O secretário-geral do PS elogia o trabalho do almirante como chefe do Estado Maior da Armada, mas sublinha que presidir um país não é o mesmo que liderar uma campanha de vacinação. Pedro Nuno Santos deixa a garantia de que o PS vai apoiar uma candidatura, ao contrário do que aconteceu nas últimas duas eleições. São declarações do Socialista em entrevista ontem à CM Rádio.
Teve uma missão e cumpriu essa missão com sucesso. Saltar dessa missão para a Presidência da República é um salto muito grande. Obviamente, que o Presidente da República é muito mais do que liderar uma missão com sucesso, neste caso, da vacinação. Quem se apresente para liderar os destinos, nós consigamos perceber quem é, o que pensa, como é que vê a relação com os outros, o país.
E já percebeu alguma coisa do almirante nessa matéria?
Não, eu julgo que ninguém. Este ainda não é o tempo dos partidos, pelo menos não é ainda o tempo do PS, é o tempo das diferentes personalidades se posicionarem. E depois, com o tempo, no momento certo, o Partido Socialista apoiará um candidato. Vamos apoiar, que é coisa que, aliás, não se fez nos dois últimos atos eleitorais e, do meu ponto de vista, errado.
Nesta entrevista, o secretário-geral do PS abordou ainda outros temas. Sobre o novo procurador-geral da República, Pedro Nuno Santos só tem elogios a fazer a Amadeu Guerra.
Duas características, entre muitas outras, que um procurador-geral da República deve ter: capacidade de liderança e capacidade de comunicação. Até ver, o atual procurador tem revelado ter consciência de que é um procurador-geral da República e, portanto, é um líder e que há um preceito constitucional, que é o da subordinação hierárquica. Não é interferir nos processos, mas é exercer a sua função. E também tem revelado ter capacidade de comunicar.
O secretário-geral socialista em entrevista à CM Rádio. O primeiro-ministro garante que a despesa aprovada em propostas do PS e do Chega não derrubam as contas do Estado. Luís Montenegro garante esforço por parte do governo na execução orçamental, depois das propostas aprovadas pelos partidos da oposição. Volta a alertar para a responsabilidade de todos os partidos sobre a questão das contas públicas, mas afasta qualquer cenário de desequilíbrio.
O governo manteve o seu cenário, apesar do incremento de despesa que está subjacente às propostas que foram realizadas pelos partidos da oposição. Portanto, o que quer dizer que o governo fará um esforço na execução orçamental para comportar aquilo que foram as propostas aprovadas dos partidos da oposição. Eu já tive ocasião de dizer, e reitero, o que isso significa é uma corresponsabilização também naquilo que são as contas públicas portuguesas de todos os partidos com representação parlamentar, em particular aqueles que têm maior representação. Mas a responsabilidade primeira é do governo
Luís Montenegro, que respondeu ainda a Mário Centeno. O governador do Banco de Portugal alertou para o aumento da despesa e para a necessidade de se alterar as políticas financeiras do país. Ora, o primeiro-ministro discorda e fala em avisos excessivos. O presidente da Iniciativa Liberal garante que a reforma do Estado é uma das prioridades do partido e aponta para o setor empresarial. Rui Rocha criticou o governo por causa da quantidade de empresas com participações estatais que, no entender do líder liberal, são ineficientes.
"Mas há outra matéria que é muito importante na reforma do Estado: o setor empresarial do Estado. Hoje em dia tem mais de 300 empresas, são claramente empresas a mais. O Estado tem hoje, para termos ideia, participação em escape rooms, em empresas de óleos de massagem. Isto tem que sair. Fora! Isto está a perturbar, está a consumir recursos. Dois mil milhões de capital para a CP. Para quê? Para depois, vira e volta, os portugueses ficarem na estação à espera? Todas estas empresas são ineficientes."
O presidente da Iniciativa Liberal, Rui Rocha, ontem em entrevista no Canal Mau. Na atualidade internacional, a Geórgia elege hoje, pela primeira vez, um presidente por voto indireto. Trata-se de uma eleição que vai ser realizada através de um colégio eleitoral e não por voto popular. Acontece numa altura de muita agitação política e social, desde as eleições legislativas de outubro. Eleições estas que foram ganhas pelo partido Sonho Georgiano e que foram consideradas fraudulentas pela oposição pró-europeia. Entretanto, o dia de ontem voltou a ser marcado por protestos nas ruas da capital georgiana, em Tbilisi. Em causa continua a estar a suspensão das negociações para adesão à União Europeia até 2028. O Parlamento da Coreia do Sul vota hoje uma segunda moção para destituir o presidente Yoon. A votação está marcada para às 17h, na Coreia do Sul, 08h em Lisboa. Em causa está a tentativa do líder sul-coreano de impor a lei marcial, o que o levou a ser acusado de traição. Yoon já resistiu a uma moção de destituição, mas tem hoje novo desafio pela frente, enquanto continua a recusar demitir-se. Para que a votação seja aprovada, é necessário o apoio de 200 dos 300 deputados da Assembleia Nacional. Em caso de aprovação, o processo seguirá depois para o Tribunal Constitucional. Fechamos este jornal com o desporto. O Sporting defronta hoje o Boavista em Alvalade e João Pereira garante que a direção do clube leonino mantém a confiança na atual equipa técnica. Foi a garantia deixada pelo treinador verde e branco, numa altura em que os Leões estão numa sequência de quatro derrotas consecutivas. Desde 2012, que o Sporting não perdia quatro jogos seguidos. Na antevisão ao duelo com o Boavista, João Pereira afirmou que os resultados não são tudo, mas que vão aparecer.
Eu sinto o mesmo tipo de confiança desde o primeiro dia. Hoje, sinto a mesma confiança que sentia no primeiro dia que entrei aqui, de toda a gente, dos jogadores, da direção, da administração, do staff, das senhoras da limpeza, dos roupeiros, dos senhores que tratam do campo. A confiança é a mesma, porque já vos disse, às vezes, o caráter de uma pessoa não se resolve ou não se define por resultados. E o trabalho e a competência têm outras coisas. Os resultados não estão a aparecer, mas eu acreditando que vão aparecer.
João Pereira, na antevisão do jogo de hoje frente ao Boavista. Do outro lado, o treinador dos Boavisteiros, Cristiano Biaggi, olha com normalidade para o momento do Sporting, mas recorda que os Leões ainda são líderes do campeonato.
O Sporting é primeiro na classificação, é uma equipa que tem muita qualidade, não sou eu que tenho que dizer isto. Como todas as equipas no mundo, também as mais fortes podem ter alturas difíceis. Agora podemos falar do City. É uma coisa normal, mas é uma coisa normal também que tem qualidade para dar a volta a esta situação.
Cristiano Biaggi, na antecâmara do duelo em Alvalade, a contar para a jornada 14 da Primeira Liga de futebol. Este Sporting x Boavista é um jogo que pode acompanhar aqui na Rádio Observador, com relato e comentários em direto a partir das 20h30. Fica por aqui este jornal. A informação regressa pelas 06h30. Até já e continue na companhia da Rádio Observador.