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As notícias com Miguel Gato. Os Estados Unidos vão tomar o controle da Faixa de Gaza e podem mesmo ser enviadas tropas norte-americanas para apoiar no processo de reconstrução do enclave palestiniano. A garantia dada por Donald Trump esta madrugada numa conferência de imprensa conjunta com Benjamin Netanyahu na Casa Branca. Ao lado do primeiro-ministro israelita, Trump revela o plano que tem em mente.

"Os Estados Unidos vão tomar conta da Faixa de Gaza. Vamos ser donos do território. Vamos ser responsáveis por desmantelar bombas e outros equipamentos e criar desenvolvimento econômico, que vai criar postos de trabalho e habitação para as pessoas da área, mas os palestinianos não podem voltar. Temos de fazer um trabalho diferente. Caso contrário, o cenário vai voltar a ser o mesmo dos últimos 100 anos."

Trump quer que os palestinianos saiam da Faixa de Gaza e que sejam os países vizinhos, como o Egito ou a Jordânia, a acolherem os refugiados do conflito de forma permanente. O presidente norte-americano anunciou também que vai retirar os Estados Unidos do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas e que vai cortar todo o financiamento norte-americano à agência da ONU para os refugiados palestinianos. Estas decisões que estão já oficializadas por decreto. Donald Trump revelou ainda que planeia visitar Gaza, Israel e Arábia Saudita durante uma viagem ao Médio Oriente. E também nesta conferência de imprensa, Benjamin Netanyahu agradece a Trump por ser o melhor amigo que Israel já teve na Casa Branca. O primeiro-ministro israelita explica ainda o porquê de não abdicar do plano de eliminação do Hamas.

"Não podemos deixar o Hamas em Gaza, porque eles vão continuar a querer destruir Israel. Não se pode falar de paz enquanto esta organização tóxica e assassina estiver de pé. Da mesma forma que não se conseguia alcançar a paz depois da Segunda Guerra Mundial, se o exército nazi estivesse ativo. Se queremos um futuro diferente, temos de aniquilar quem não quer a paz. É isso que estamos a fazer."

O primeiro-ministro israelita quer uma Faixa de Gaza que não seja uma ameaça para Israel e por isso concorda com a abordagem de Donald Trump para resolver a guerra no Médio Oriente. Na análise a esta conferência de imprensa, o investigador de Ciência Política, Ricardo Silvestre, considera que o objetivo de Trump em retirar a população palestiniana de Gaza é fazer com que Israel acabe por ocupar o território. O investigador considera que se está a aproximar o final de todo o esforço feito para construir uma solução de dois Estados. À Rádio Observador, Ricardo Silvestre diz ainda que a ida de Benjamin Netanyahu à Casa Branca é uma vitória para o primeiro-ministro israelita.

O que permite manter uma coligação governativa com a extrema-direita israelita, que quer mais colonatos, quer mais expansão de Israel para os territórios dos palestinos e é o final, infelizmente, de todo um esforço para construir uma solução, que era a solução dos dois Estados. O Trump acha que os palestinos não querem regressar à sua terra. Ele já disse isso várias vezes: "Eu sei que os palestinos não querem voltar a Gaza, porque Gaza está feita agora em ruínas. E, no entanto, outros países podem construir novas cidades e eles vão para essas cidades". Portanto, a ideia é tirar os palestinos daquela zona para depois Israel poder tomar posse dessas terras.

A análise de Ricardo Silvestre na Rádio Observador. O investigador de Ciência Política considera ainda improvável que os países árabes aceitem receber o povo palestiniano deslocado da Faixa de Gaza, tal como sugeriu ontem Donald Trump. Esta tarde há debate quinzenal na Assembleia da República, com a presença do primeiro-ministro Luís Montenegro. Acontece uma semana depois da demissão de Hernani Dias, do cargo de secretário de Estado do Governo, por alegado conflito de interesse relacionado com a nova lei dos soldos e um dia depois de ter sido conhecida a acusação do processo Tutti Frutti. São 60 os arguidos neste caso, a maioria de pessoas ligadas ao PSD, que são acusadas por crimes de corrupção, prevaricação, branqueamento e também tráfico de influência. O dia de ontem ficou marcado pela suspensão de mandato do deputado social-democrata Luís Newton e de Ângelo Pereira, agora antigo vereador da Câmara Municipal de Lisboa. Pelo contrário, o Ministério Público não acusou nem o ex-ministro Duarte Cordeiro, nem o ex-presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, neste caso. A demissão de Hernani Dias e as acusações no processo Tutti Frutti são dois casos que prometem aquecer este debate quinzenal de hoje no Parlamento. Morreu o príncipe Karim Aga Khan, em Lisboa, aos 88 anos. O sucessor vai ser nomeado pelo próprio, em testamento, que vai ser aberto 24 horas após a morte do príncipe dos ismaelitas. O líder espiritual tinha cidadania portuguesa, que lhe foi atribuída pelas ações desenvolvidas em prol de Portugal. Aga Khan recebeu dezenas de condecorações ao longo da vida. Em Portugal, recebeu a Grã-Cruz da Ordem de Mérito em 1998, em 2005, a Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo e, em 2017, a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade. O Presidente da República manifesta um profundo pesar pela morte do líder espiritual. Numa nota publicada no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa considera Aga Khan um bom amigo de Portugal. Já o primeiro-ministro também lamenta, em nome do Governo, o falecimento do príncipe ismaelita com profundo pesar. Na rede social X, Luís Montenegro afirma que a obra feita pelo líder ismaili vai permanecer sempre na memória dos portugueses. Igualmente na rede social X, António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, lembra Aga Khan como um símbolo de paz, tolerância e compaixão. O primeiro-ministro francês enfrenta hoje duas moções de censura do partido França Insubmissa, da esquerda radical, após a aprovação dos orçamentos do Estado e da Segurança Social, sem terem sido votados no Parlamento. No entanto, não têm grande hipótese de passar estas moções de censura, uma vez que tanto o Partido Socialista, de centro-esquerda, como a União Nacional de Marine Le Pen, não apoiam estas iniciativas. As duas moções de censura contra François Bayrou são votadas hoje à tarde no Parlamento francês. Cristiano Ronaldo faz hoje 40 anos. O atleta nasceu a 5 de fevereiro de 1985, na Ilha da Madeira, local onde começou a jogar futebol e local que o lançou para os maiores palcos do mundo. Ao longo da carreira, afirmou-se como um dos melhores de sempre na seleção portuguesa e também nos clubes por onde passou: Sporting, Manchester United, Real Madrid, Juventus e os sauditas do Al-Nassr, onde atua neste momento. Com 40 anos feitos, o avançado continua com vontade de jogar. É o que diz Cristiano Ronaldo, no dia de aniversário, em entrevista ao Canal 11.

Tu dizes: "Ainda gostas de treinar?" Eu ainda gosto de treinar. Perguntas: "É o mesmo que sentias com 20 anos?" Não, não é o mesmo, mas ainda sinto a paixão. Ainda sinto a paixão, por exemplo, de fazer um treino de finalização, de andar ali a competir com os outros, pé esquerdo, pé direito. Ainda gosto. E é estranho, porque há muitas pessoas, amigos meus que dizem: "Pô, não tens vida nenhuma." É verdade, mas eu gosto. E sei que vai acabar daqui a um ano, ou dois, ou três, não sei.

Cristiano Ronaldo não tem pressa de acabar a carreira, mas isso não quer dizer que não tenha planos pro futuro. Diz que pretende ser dono de um ou mais clubes de futebol.

Ser dirigente de um clube não tem sentido nenhum, porque se eu tenho possibilidade de ser dono, por que eu hei de ser dirigente, ou diretor desportivo, ou CEO? Isso é o meu sonho, tenho certeza que vou ser. E até digo-te mais, espero não ter só um clube, ter vários clubes.

Cristiano Ronaldo, em entrevista ao Canal 11, no dia em que faz 40 anos. O maior jogador português de todos os tempos soma 923 gols na carreira e não quer parar por aqui. Conquistou, até o momento, 34 títulos coletivos e 68 distinções individuais, com destaque para as cinco vezes em que foi considerado o melhor jogador do mundo.