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São seis horas. As notícias com Nadine Soares.

Bom dia. Começamos com o mau tempo. A Proteção Civil registou mais de mil ocorrências até às 20h, são os dados mais recentes. É um balanço feito à Rádio Observador. A região do Norte foi a mais afetada, seguindo-se Lisboa e Vale do Tejo e ainda a região Centro. O comandante Pedro Araújo explica o tipo de ocorrências já registadas.

O maior número de eventos esteve associado a inundações, 144, com 143 movimentos de massa, isto é, deslizamento de terras, a que se seguem 138 quedas de árvore, fruto do vento forte que se tem feito sentir, sobretudo no Norte e Centro do país e seguidamente com 105 ocorrências associadas a quedas de estruturas e 138 limpezas de via, sobretudo por arrastamento de inertes para as vias ou para limpeza de vias que foram cobertas por neve, sobretudo nos pontos mais altos das serras.

E não há, até ao momento, registo de vítimas. A tempestade Joseph provocou alguns danos, várias casas ficaram inundadas em Ponte de Lima, sem necessidade de realojar pessoas, é o que escreve a Agência Lusa. Em Caminha, também dezenas de habitações ficaram inundadas. Em Arcos de Valdevez, derrocadas e a subida do rio Vez deixaram várias vias submersas e estradas cortadas. E ainda no mau tempo, o IPMA agravou para vermelho os avisos devido à agitação marítima e para laranja devido à queda de neve. Passam a estar sob aviso vermelho os distritos de Braga, Coimbra, Aveiro, Beja e Leiria e ainda Lisboa, Viana do Castelo, Setúbal, a afetar ainda Faro e Porto durante todo o dia de amanhã. Entra em vigor hoje até à próxima madrugada também o aviso laranja devido à queda de neve. O IPMA acredita que o pico da tempestade vai acontecer na madrugada de quarta-feira, com ventos que podem ultrapassar 120 km/h. O Ministério Público arquivou as queixas-crime apresentadas por Boaventura dos Santos. Em causa estão queixas de injúria e difamação contra as mulheres que o acusaram de assédio sexual e moral. É uma notícia avançada esta noite pelo jornal Público. De acordo com o despacho citado pelo jornal, o Ministério Público considerou que não existiam provas de um falso depoimento, tal como alegado pelo sociólogo. A queixa de injúria terá sido arquivada também por ter sido feita fora de prazo. De acordo com o despacho, Boaventura de Sousa Santos limitou-se a colocar em causa depoimentos das visadas, sem circunstanciar em que medida é que essas declarações foram falsas. O fundador dos Centros de Estudos Sociais não terá sido ouvido pelo Ministério Público por motivos alheios aos procuradores. Recordo que as 13 investigadoras e estudantes do CES acusaram Boaventura de Sousa Santos de assédio sexual e moral em 2023. Olhamos ainda para as presidenciais. André Ventura rejeita que a falta de apoios à direita o prejudique nesta segunda volta das presidenciais. Apesar dos apoios reunidos por António José Seguro, André Ventura desvaloriza, diz que até já tem, Miguel Gato, um novo lema pra campanha.

Ventura! Ventura! Ventura!

Ainda em pré-campanha para a segunda volta, André Ventura foi até à Baixa da Banheira para mostrar que lidera a candidatura que representa o país real. Depois de uma arruada com mais de uma centena de pessoas, o candidato apoiado pelo Chega diz que é a voz do povo e não dos notáveis do sistema.

Há 40 anos que não havia uma segunda volta das eleições, mas há muitas décadas, talvez há muitos séculos, não tínhamos um movimento tão forte do povo contra as elites, contra aqueles que o subjugaram e contra aqueles que os estupidificaram.

Ventura viu as figuras preponderantes da direita a anunciar o voto em António José Seguro, como Cavaco Silva e Paulo Portas.

É hora a hora vê-los a sair com mais notáveis, a saírem do armário, entre aspas, para vir dizer: "Eu apoio António José Seguro".

E para os históricos de PSD e CDS, André Ventura tem uma mensagem.

Sim, eu quero dizer ao país todo que me estou nas tintas para os notáveis, eu quero o povo português.

Já sobre o derradeiro adversário nestas presidenciais, Ventura acusa Seguro de estar a evitar a rua.

Só nós é que mobilizamos. Os outros andam dentro de espaços fechados, a entrar e a sair. Nós não temos medo do povo.

É já amanhã o debate único entre os dois candidatos e apesar de ter dito que queria agregar um espaço não socialista, André Ventura rejeita agora que a falta de apoios públicos à direita seja um problema nesta segunda volta das presidenciais.

Miguel Gato e o resumo desta segunda-feira de pré-campanha de André Ventura. Já António José Seguro mostra-se satisfeito com mais dois apoios manifestados na segunda-feira por figuras da direita política, Cavaco Silva e Paulo Portas, dois antigos líderes do PSD e do CDS. António José Seguro lembra que é um candidato livre, sem amarras, um lema que o tem acompanhado ao longo da campanha, numa corrida a Belém, que quer fazer sem estar colado a campos ideológicos.

A mim ninguém me captura. Eu sou um homem livre, vivo sem amarras, não fiz, não farei nenhum acordo com quem quer que seja. Os portugueses conhecem-me, sabem quais são as minhas ideias. E os apoios surgem, eu recebo todos os apoios, recebo com muito gosto, mas não mudo. E venho para trabalhar com todos. Agora, fico feliz, porque vejo que a minha candidatura já está a ser um pouco a expressão daquilo que eu quero que seja a minha presidência, que é uma candidatura inclusiva, onde as pessoas que têm pensamentos ideológicos diferentes reconhecem que eu sou o garante do nosso chão comum.

O candidato apoiado pelo PS tem, no entanto, uma preocupação: teme que os bons resultados das sondagens possam desmobilizar os apoiantes Mudamos a página para a atualidade internacional. O comandante-geral da Patrulha de Fronteira e alguns agentes do ICE devem deixar Minneapolis ainda neste dia. Esta mudança acontece depois do presidente Donald Trump ter admitido, nas redes sociais, retirar os agentes do ICE da cidade e ter anunciado que vai enviar um responsável para gerir as operações da equipa no Minnesota. A administração Trump diz ainda que a retirada da operação não significa que o comandante do ICE seja destituído do cargo, apesar da revista "The Atlantic" e vários órgãos de comunicação social avançarem o despedimento de Gregory Bovino. Isto numa altura em que o New York Times escreve também que Donald Trump terá reunido durante duas horas, esta noite, na Sala Oval, com assessores e a secretária de segurança interna, para a Casa Branca tentar mudar de estratégia sobre os ICE. E ainda nos Estados Unidos, pelo menos 29 pessoas morreram na sequência de uma tempestade de neve. É o que avança a Associated Press. Mais de 5 mil voos foram cancelados, mais de 150 mil pessoas estão sem energia nos estados do Tennessee, Mississippi, Louisiana e Texas. E fechamos por aqui esta página da atualidade internacional. Viramos para o desporto. O Futebol Clube do Porto venceu o Gil Vicente por 3x0, no Estádio do Dragão. É a 11ª vitória consecutiva dos azuis e brancos na Primeira Liga Portuguesa de Futebol. Samu marcou aos 37 minutos de grande penalidade, Martim Fernandes aos 75 e William Gomes fechou o marcador aos 86. Na final da partida, o técnico do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, afirma que a equipa alcançou um grande resultado numa partida difícil.

Acho que foi um jogo em que eles estavam muito conscientes. Eles não se precipitaram, esperaram o momento certo para tentar fechar muito bem no meio. Eles conseguiram jogar muito bem nos primeiros minutos, como é normal. É difícil compensar sempre, por isso, acho que evoluímos durante o jogo. Tivemos três, quatro jogadas muito boas. Claro que também tivemos alguns momentos em que tivemos que sofrer, correr com eles e atrás deles.

Já o técnico do Gil Vicente reconhece que a equipa perdeu alguma qualidade depois da expulsão de Martin Fernandes. José César Peixoto mantém o orgulho, ainda assim, nos jogadores pela persistência em campo.

Um orgulho enorme na minha equipa, porque nunca deixou de procurar chegar à frente, nunca abandonou a nossa identidade, tentou competir até o final, mesmo em menos um. Perante um Porto, é difícil. Aqui, um penalti e uma expulsão é muito difícil, mas acho que competimos, era o que nós queríamos. Nós sabemos muito bem como ganhamos, como empatamos, como perdemos e sabemos a nossa identidade, não abandonamos. Acho que a equipa fez um bom trabalho. Há um jogo até os 70 minutos e depois, a partir daí, existem outros.

O líder Futebol Clube do Porto venceu em casa o Gil Vicente por 3x0, no jogo que encerrou a 19ª jornada da competição. Os Dragões seguem isolados no topo da Primeira Liga com 55 pontos. É o ponto final neste jornal das 6h00, mas deixe-se ficar, porque já a seguir temos conferência de imprensa.