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As notícias com Beatriz Félix. Bom dia, vamos às notícias na Rádio Observador. Hoje volta a sair à rua em 16 cidades o protesto em defesa do direito à habitação. É uma resposta ao apelo da plataforma Casa para Viver, que espera uma adesão de milhares de pessoas. O governo aprovou recentemente um conjunto de alterações à lei para contornar o impasse na resolução de heranças indivisas e também tornar mais rápido o processo judicial que tenha como intenção final o despejo. Medidas que foram consideradas irresponsáveis e que punem quem mais sofre com a crise da habitação. Por isso, "Já não dá" é o mote do manifesto subscrito por 90 associações, coletivos, cooperativas, movimentos e também sindicatos que hoje vão sair à rua e que defendem soluções alternativas às do governo, como regular as rendas, controlar a especulação, diminuir o alojamento turístico e colocar casas que estão vazias e sem uso no arrendamento. O lançamento do concurso público para a construção da barragem de Girabolhos deve acontecer até ao final do mês. Foi o que anunciou ontem o presidente da Agência Portuguesa do Ambiente. Pimenta Machado contou que já se reuniu com os presidentes da Câmara de Seia, Gouveia, Mangual, Denelas e Fornos de Algodres. São os cinco municípios abrangidos pelo projeto. O presidente da APA vê também o lançamento deste concurso público como assunto prioritário, já que a construção da barragem de Girabolhos tem sido apontada como passo fulcral para gerir as cheias do rio Mondego, como as que aconteceram este ano em Coimbra. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente diz também que Portugal tem de estar preparado para as alterações climáticas, mas não só, defende que deve tirar conclusões das catástrofes que aconteceram no início deste ano. Pimenta Machado lembra que a preparação não deve ser só para as cheias, mas também para os períodos de seca. O presidente da APA fala num novo plano, o PPRR, de autoria de Pimenta Machado, e que assenta em três principais pontos: prevenção, proteção e recuperar. Diz que o mais importante é a prevenção, mas ainda assim sublinha que para recuperar também é preciso ter em conta os sinais da natureza para se poder adaptar à nova realidade climática.
Recuperar, mas adaptando essas aceitações. Nós temos muitos diques danificados em Coimbra, no Lis, no Tejo, mas vamos recuperar. Recuperamos, mas numa lógica já adaptada àquilo que é os sinais que nós vamos recebendo da natureza. Recuperar também é zonas que foram destruídas, mas adaptando-as. Na nossa zona costeira, vamos adaptar aquilo, mas tornando o território mais resiliente, mais preparado para enfrentar as tempestades. Aumentar os diques, naturalmente, criar bacias de retenção.
Declarações de Pimenta Machado ontem numa visita a Miranda do Douro. O presidente da Agência Portuguesa do Ambiente defendeu também a utilização da tecnologia para dar informação às populações em tempo útil, numa coordenação entre Proteção Civil e autarquias. E seguimos agora com um pedido do Bloco de Esquerda feito à ONU. Pede que seja averiguado o risco de violação de direitos das pessoas trans na lei aprovada ontem no Parlamento português. Na Assembleia da República foram aprovados três projetos de lei para alterar a lei de identidade de género. Foi com votos a favor do PSD, CHEGA e CDS e votos contra de todas as restantes bancadas. Foi revogada a lei de 2018, que consagra o direito à autodeterminação da identidade de género e expressão de género, e também o direito à proteção das características sexuais de cada pessoa. Com este passo atrás, volta a estar em vigor a legislação de 2011 e está de regresso a obrigação de uma validação médica para avançar com a mudança de nome e género no registo civil. Perante esta decisão no Parlamento, o Bloco de Esquerda pediu à Organização das Nações Unidas que averigúe o risco de violação dos direitos trans em Portugal. Um pedido que conta com as assinaturas da eurodeputada Catarina Martins e do deputado Fabian Figueiredo. Nele é referido que as alterações aprovadas são suscetíveis de violar obrigações internacionais de direitos humanos vinculativas no Estado português. É pedido ao Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, que se pronuncie publicamente sobre este caso. E mudamos de tema, porque hoje é inaugurada no Porto a exposição de fotografia Mário Soares 100 Anos, promovida pela Associação Mutualista Montepio. É baseada no livro de Alfredo Cunha, Rui Ochoa e Clara Ferreira Alves e que revisita em imagem e texto a vida e o percurso político de Mário Soares a completar um centenário. A inauguração na Cidade Invicta vai contar com a presença dos fotógrafos Alfredo Cunha e Rui Ochoa. É uma exposição que pode ser visitada no espaço Atmosfera M, no Porto. E no desporto, é dia de jogo para o Benfica, que defronta o Vitória Sport Club numa partida a contar para a jornada 27 da Primeira Liga. As Águias estão a sete pontos atrás do Futebol Clube do Porto, mas em pé de igualdade com o Sporting. Jogam com o Vitória SC, que não vence há quatro jogos. O pontapé de saída é dado às 18h, no Estádio da Luz. Um jogo que conta com emissão especial de desporto, com relato e análise em direto para ouvir aqui na Rádio Observador, logo depois das 17h30. E o campo da Tapadinha vai receber hoje aqueles que quiserem participar na pintura do estádio do Atlético Clube de Portugal, uma iniciativa promovida pelo próprio clube. E à Rádio Observador, o diretor-geral da SAD, João Carvalho, explica o porquê desta atividade.
O estádio do Atlético é um estádio histórico e muito emblemático e a verdade é que dentro do espírito do Atlético e dos seus adeptos há muito este sentido de entreajuda e de participação ativa no clube. Então nós achamos por bem, tendo em conta que O estádio é histórico e precisa de amor, de unir as pessoas e no início da primavera também uma boa justificação pra toda a gente vir aqui viver um bocadinho do estádio, ter esse sentimento de que também participa e fez alguma coisa em benefício do clube.
Mesmo com o início da primavera, as previsões para este sábado, para hoje, ainda apontam para períodos de chuva. Importa recordar que Portugal ainda está sob a influência da depressão Thuris, que fica precisamente até hoje. Mas o diretor-geral da SAD diz que, mesmo assim, o mau tempo não vai afastar as pessoas do estádio.
A meteorologia diz-nos, daquilo que conseguimos controlar, que entre às cinco da manhã e às cinco da tarde, há 0% de probabilidade de chuva. E por isso, tendo em conta esta adesão tão grande, não nos faria sentido nenhum estar a adiar o evento. Independentemente de chover ou não amanhã, vai acontecer o evento. Se chover, um bocadinho mais condicionado, mas faz parte.
Inscreveram-se mais de 80 pessoas neste evento. Era um ato que precisava de ser feito, a inscrição, mas João Carvalho diz que mesmo sem isso, ninguém fica de fora.
As inscrições continuam abertas. Aliás, nem é preciso fazer uma inscrição. Desafio quem nos estiver a ouvir, que se tiver vontade amanhã, passar pelo Estádio da Tapadinha, em Alcântara, e participar neste evento, está mais do que convidado.
Hoje, a partir das 11h00, é então possível participar na pintura do Estádio da Tapadinha, do Atlético Clube de Portugal, uma atividade que conta também com comida e bebida oferecida pelo clube. Tempo ainda para a atualidade internacional. Os Estados Unidos vão suspender as sanções sobre o petróleo iraniano durante um mês. O anúncio foi feito pelo Departamento do Tesouro norte-americano, na voz do secretário Scott Bessent. Passa a poder ser comercializado o petróleo iraniano que for carregado em navios entre esta sexta-feira e o dia 19 de abril, é então o que noticia a Associated Press. A medida tem como objetivo controlar a subida dos preços do petróleo e impedir que a China seja a única potência a beneficiar do petróleo iraniano. É aplicada única e exclusivamente ao petróleo que já se encontra em trânsito e, por isso, não são permitidas novas compras ou novas produções. As forças israelitas atacaram durante esta madrugada vários alvos do regime iraniano em Teerão. Anúncio feito pelas Forças de Defesa de Israel, que dizem ter atingido posições israelitas. Agências iranianas relatam também que houve explosões no sul e no oeste da capital e também ataques na região de Isfahan. Ainda não se conhece o impacto destes bombardeamentos. É um ataque que surge depois de cumpridas três semanas desde o início da ofensiva conjunta dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, iniciada no dia 28 de fevereiro. E continuamos na atualidade internacional pra fechar, a falar precisamente do Irão, que também durante esta madrugada tentou, mas não conseguiu e falhou um ataque a uma base militar conjunta dos Estados Unidos e do Reino Unido, localizada no Oceano Índico. Estamos a falar da base aérea Diego Garcia, uma informação que foi avançada durante a noite pelo Wall Street Journal. O Irão disparou dois mísseis contra as instalações, mas mesmo assim nenhum deles foi capaz de atingir a base de Diego Garcia, que é um aeródromo fundamental pra frota de bombardeiros pesados dos Estados Unidos e tem servido como ponto de apoio militar crucial dos Estados Unidos no estrangeiro pra operações longe do território nacional. Fica por aqui estas notícias, edição das 06h00. A informação também, mas está de regresso daqui a pouco, às 06h30, com a síntese de notícias.