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São seis horas. As notícias com Teresa Freire.
Bom dia. Começamos com a atualidade internacional. Os Estados Unidos atacaram o Irão pela segunda noite consecutiva. As Forças Armadas norte-americanas afirmam ter atacado mais de 90 alvos militares iranianos, como sistemas de defesa aérea, meios de vigilância, bases de mísseis e drones. A imprensa iraniana noticiou explosões em várias cidades, em instalações aeroportuárias, docas, torres de controle de tráfego marítimo, um hospital e pontes ferroviárias. Registaram-se também vários cortes de energia. De acordo com a Al Jazeera, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irão disse ter atacado instalações militares norte-americanas no Kuwait e bases no Barein. Tendo em conta que esta quarta-feira Donald Trump anunciou que o cessar-fogo em vigor com o Irão tinha chegado ao fim, o presidente avisou que iam responder a cada ataque do Irão com uma força 20 vezes superior. Já o Irão, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, garantiu que o país não teme Washington e avisou que a resposta seria em grande escala. Hoje terminam as cerimónias fúnebres do antigo líder supremo iraniano. As cerimónias que começaram no sábado passado, passaram por Teerão e por várias cidades sagradas xiitas, terminam agora em Mashhad, a cidade mais sagrada do Irão e o local do santuário do Imã Reza, onde fica o túmulo de Ali Khamenei. E voltamos a Donald Trump, porque no fim da cimeira da NATO adiantou que foram feitos progressos com os líderes dos países da NATO sobre a despesa em defesa. A cimeira terminou esta quarta-feira em Ancara, na Turquia. No ano passado, o líder norte-americano fez um apelo à NATO para que os países membros aumentassem a despesa de 2% para 5%. Esta quarta-feira, Donald Trump garantiu que alguns dos países já aceitaram e que os restantes vão acabar por ceder.
"Muitos destes países são ricos, já agora, não temos de ter pena deles, mas isso não significa que estejam devidamente protegidos. Alguns já responderam ao nosso apelo e outros estão a fazer grandes mudanças e vão acabar por aceitar. Estamos a discutir o progresso que cada membro está a fazer em direção aos 100%, e vejo que estamos a fazer grandes progressos."
Declarações do presidente dos Estados Unidos, que diz que os líderes da NATO aplaudem o trabalho que tem feito. Por cá, a presidente da Câmara de Almada admite que as falhas no abastecimento de água no Conselho são graves e garante que resolver este problema é, neste momento, a única prioridade da autarquia. É através de um vídeo divulgado nas redes sociais, Inês de Medeiros diz que compreende a angústia dos habitantes de Almada e garante estar a trabalhar para resolver o problema.
Não vou mentir nem minimizar a gravidade desta situação. Lamento profundamente os transtornos e as dificuldades que esta situação está a causar às famílias, às empresas e às instituições. Compreendo a preocupação, a ansiedade e a insatisfação de todos os almadenenses. E quero assegurar-vos que esta é, neste momento, a minha única prioridade.
A presidente da Câmara de Almada, eleita pelo PS, defende também as medidas que constam da situação de alerta decretada ontem. O uso não essencial de água está proibido e esta noite houve cortes em certas zonas do Conselho, entre as 10:00 da noite e as 6:00 da manhã. Inês de Medeiros admite que as medidas não são populares, mas explica que são essenciais para garantir o reabastecimento durante o dia.
Sei que esta é uma medida difícil. Ninguém queria chegar a ter que tomar esta decisão, mas é, neste momento, a única forma de permitir que as reservas recuperem e que possamos regressar gradualmente à normalidade.
A presidente da Câmara de Almada a reagir ao problema da falta de água no município de viva-voz, através de um vídeo divulgado nas redes sociais. A autarca socialista promete transparência neste processo e pede a colaboração de todos os habitantes de Almada. Numa altura em que as temperaturas disparam, metade das unidades de saúde familiares em Portugal admitem não ter condições adequadas de climatização. No caso do município de Almada, foi lançado um concurso público que previa o fornecimento e a instalação dos sistemas de ar-condicionado até este mês, mas a comissão de utentes revela que até agora nada foi feito. Um estudo da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiar revela que 49% dos coordenadores dizem não ter um sistema de climatização em condições adequadas. O presidente André Biscaia explica o que é preciso fazer para resolver esta situação.
É preciso clarificar-se as responsabilidades entre governo, autarquias, ULS e proteção civil. Depois tem que se envolver, provavelmente, as outras. Depois tem que haver um levantamento nacional das condições térmicas. Não pode ser depois nós fazemos o comunicado que algumas ULS se lembram de perguntar quais são as condições térmicas de exercício nos seus centros de saúde. Depois tem que haver um plano de intervenção, também. Ou seja, tem que haver este plano de intervenção, porque tudo isto custa dinheiro, tudo isto gera investimentos e também manutenção. Ou seja, nós estamos a avisar esta situação de metade das USF sem climatização adequada, é uma situação que nós já estamos a reportar há cerca de 10 anos. Precisa melhoria.
André Biscaia, o presidente da Associação Nacional das Unidades de Saúde Familiares, que considera que nada foi feito na última década. O Observador foi olhar para o caso das Unidades de Saúde Familiares de Almada, onde as queixas duram há vários anos. Hoje, as falhas nos sistemas de ar-condicionado continuam. Há praticamente um ano, a autarquia anunciou um concurso público para resolver o problema nas 14 unidades de saúde do município. No entanto, o concurso incluiu apenas quatro delas. O prazo para a execução termina este mês, mas a porta-voz da Comissão de Utentes de Almada, Luísa Ramos, diz que o ar-condicionado destas USF continua por reparar e fala em falta de informação e planeamento.
Do ano passado para este, a maioria dos problemas estão por resolver Continua a haver situações em que não há ares condicionados. Portanto, é um assunto que se arrasta. Nós temos exigido que o município faça uma calendarização, um programa de intervenção, porque a situação tem que ser resolvida de uma vez por todas. E de facto, o que temos neste momento é a informação de que não há resposta a todas as necessidades da climatização dos centros de saúde.
Luísa Ramos, a porta-voz da Comissão de Utentes de Almada, revela ainda que para colmatar o problema do calor, muitas vezes os próprios profissionais de saúde levam ares condicionados portáteis para os consultórios. "O Observador" procurou obter respostas também junto da Câmara Municipal e da Unidade Local de Saúde Almada-Seixal. A ULS remeteu para a Câmara, que até o momento não respondeu. Este é o tema do "Onde Pára o Caso" desta semana, que vai para o ar depois do jornal das 17h. O episódio completo já está disponível em podcast. O ministro da Educação afasta preocupações com a correção dos exames nacionais, garante que mais da metade das provas já estão corrigidas. Fernando Alexandre assegura que, apesar dos problemas iniciais com a entrega dos exames e com o software, o processo de correção decorre agora de forma tranquila.
Nós estamos a meio de um processo e fala-se de caos desde que começou o processo. Ou ainda não tinha começado, já havia quem adivinhasse o caos. De facto, não começou bem. Tivemos algumas perturbações que foram fundamentalmente de software, que têm vindo a ser resolvidas na quase totalidade. À medida que vamos evoluindo, o processo está estabilizado. Neste momento, há uma tranquilidade na correção dos exames. Nós temos 65% das provas distribuídas corrigidas neste momento. Eu posso vos dar aqui números em primeira mão: nós temos 93% das provas distribuídas pelos professores, 65% estão corrigidas.
65% das provas são corrigidas, é a garantia deixada pelo ministro da Educação numa entrevista à Sic Notícias, Fernando Alexandre, que explica que o governo prolongou os prazos para evitar uma pressão adicional sobre os docentes. Os professores têm agora até 14 de julho para classificar as provas. Os resultados são posteriormente afixados a 17 de julho. A TAP vai retomar na próxima segunda-feira os voos que ligam à Venezuela. A informação foi avançada pelo secretário de Estado das Comunidades Portuguesas. A TAP vai utilizar o aeroporto de Valência, a 170 km a oeste de Caracas, tendo em conta que o principal aeroporto do país, mais perto da capital, ainda está encerrado. Durante a visita de quatro dias à Venezuela, que começou ontem, Emídio Sousa avançou à Agência Lusa que, por agora, está previsto retomar um voo semanal. Diz que a ideia é conseguir dois voos por semana. É o ponto final neste jornal das 18h, a informação está de regresso às 18h30.