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As notícias com Rui Casanova.

Os hospitais de Lisboa duplicaram os gastos com cirurgias adicionais nos últimos dois anos. Por exemplo, na ULS de São José, os valores aumentaram de 6,7 milhões de euros em 2022, para 13,5 milhões em 2024. Ainda assim, segundo os dados enviados ao Observador, a grande maioria das cirurgias programadas ainda continua a ser feita dentro do horário normal dos profissionais de saúde. Também na ULS de Santa Maria, os gastos com cirurgias adicionais subiram mais de 50% apenas num ano. Aumentaram de 9,4 milhões de euros para 14,2, entre 2022 e 2023. São dados recolhidos pelo Observador junto destas unidades locais de saúde. Este tem sido um tema envolto em polêmica, desde os casos que têm vindo a público de equipes médicas que fazem operações fora do horário normal de trabalho e assim arrecadam milhares de euros com estas cirurgias, através do SIGIC, o sistema que foi criado para pôr fim às listas de espera. Esta é a notícia em manchete esta hora no site do Observador. É um assunto para desenvolver ao longo desta manhã, aqui na antena da Rádio Observador. José Pedro Aguiar Branco espera que as presidenciais não fiquem marcadas por uma campanha antipartidos. Uma mensagem transmitida pelo candidato a presidente da Assembleia da República em entrevista à AGILUSA. Aguiar Branco avisa que tal seria perigoso para a democracia, sem indicar qualquer candidato em específico.

As estruturas, chamemos de partidos, movimentos, o que quisermos, grupais, são absolutamente críticas e vitais para uma democracia. E, portanto, tudo que seja um discurso antipartidos, porque não é só do A, B ou C, não estou pormenorizando se é em relação a este ou aquele partido, estou a dizer, tudo que seja antipartidos, eu acho que é perigoso para a democracia e eu desejava que esse debate não se transformasse num debate antipartidos, que eu acho que é perigoso para a própria democracia.

José Pedro Aguiar Branco avisa ainda que o próximo presidente da Assembleia da República terá um dos mais exigentes desafios de sempre na democracia portuguesa, face ao novo quadro político que resultou das eleições de 18 de maio. André Ventura assume que as eleições autárquicas vão ser uma prova de fogo para o Chega e que o partido tem a obrigação de ganhar vários conselhos e freguesias. Declarações num discurso aberto à comunicação social, que encerrou esta noite os trabalhos do Conselho Nacional do Chega, que decorreu no distrito de Setúbal. André Ventura avisa que o Chega tem a obrigação de ter um bom resultado nas eleições de setembro.

Nós teremos que passar ainda por esta prova de fogo à portuguesa. E esta prova de fogo são as eleições autárquicas, onde não só temos que implantar, onde temos a obrigação de ganhar em tantas câmaras e juntas, mas onde vamos ter que fazer muito mais do que isso. E quando começarmos a ganhar e a ver cair no Algarve, no Alentejo, em Lisboa, no Porto, em Braga, na Madeira, nos Açores, em Bragança, em Leiria, em Viseu, mais uma vez não será tirando aquela noite para celebrar. Será para trabalharmos, para mostrar uma coisa ao país diferente.

O presidente do Chega neste discurso no Conselho Nacional do Chega, André Ventura, deixou ainda críticas a Luís Montenegro, depois de o primeiro-ministro ter dito que a revisão constitucional não é uma prioridade para o governo.

Já não há grande expectativa sobre este primeiro-ministro, mas quando temos, e o país todo vê, uma maioria histórica, quando um dos partidos dessa maioria, portanto, estamos a falar entre o Chega e a Aliança Democrática, um dos partidos diz que está disponível para essa revisão constitucional em matérias tão relevantes como a alteração de penas no combate ao crime, a despolitização dos cargos da administração pública. Ouvir o primeiro-ministro dizer que afinal já não vai por aí e que ficamos com isto para outro momento, honestamente, francamente, dá uma ideia de um homem amarrado, de um homem e de um partido, amarrado aos interesses habituais da nossa República, sequestrado pelos interesses dominantes e com medo de fazer reformas. Portanto, não é um bom sinal, eu lamento dizê-lo, não é um bom sinal para o que aí vem.

André Ventura, em declarações no 10º Conselho Nacional do Chega, que decorreu esta noite na Moita, em Setúbal. André Ventura repete ainda que o governo sombra que está a preparar vai ter elementos independentes e também fora do Chega. Os Estados Unidos vão duplicar as tarifas sobre as importações de aço de 25 para 50%. O anúncio feito por Donald Trump esta noite num comício no estado da Pensilvânia, perante vários trabalhadores do setor. O presidente norte-americano afirma que quer fomentar a produção nacional.

"Vamos impor uma subida de 25%. Vão passar de 25 para 50% as tarifas sobre aço importado para os Estados Unidos. Vamos assegurar ainda mais esta indústria no nosso país."

Declarações de Donald Trump esta noite num comício. Entretanto, uma nota oficial da Casa Branca na rede social X especifica que esta medida vai entrar em vigor na próxima semana. O Banco Alimentar contra a Fome promove este fim de semana uma nova campanha de recolha de alimentos. Esta campanha vai decorrer em mais de dois mil supermercados de norte a sul do país. São mais de 40 mil os voluntários que vão estar a recolher estes alimentos. Uma campanha que surge numa altura em que a taxa de pobreza em Portugal continua muito elevada. É o alerta deixado pela presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares contra a Fome, Isabel Jonet. Rui Costa assume que a temporada ficou aquém das expectativas do Benfica. Numa mensagem aos sócios, na apresentação do orçamento do clube para a próxima temporada, o presidente do Benfica deixa uma mensagem de frustração pela não conquista do campeonato, mas Rui Costa assegura que o Benfica vai ter capacidade para reagir na próxima época. O orçamento do Benfica para 2025/2026 vai a escrutínio dia 7 de junho, em assembleia geral a realizar no Estádio da Luz. Rui Costa ainda não revelou, de resto, se vai ser ou não candidato às eleições do clube encarnado, marcadas para outubro deste ano. Hoje é dia de final da Liga dos Campeões. Intern Milão e Paris Saint-Germain defrontam-se em Munique, na Alemanha. Os portugueses Nuno Mendes, João Neves, Vitinha e Gonçalo Ramos procuram erguer o mais importante troféu do futebol europeu desta feita pelo PSG. Os italianos têm uma história europeia mais rica, já venceram a prova milenária por três vezes. O Paris Saint-Germain nunca venceu a Champions e é estreante nesta final da Liga dos Campeões. O jogo está marcado para às 08:00 da noite, hora de Lisboa. É notícia de fecho neste Jornal da sete, da Rádio Observador. Eu estou de regresso já a seguir para a síntese das 07h30.