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Uma hora. As notícias com Maria Miguel Marques. Começamos pelo Brasil. Dentro de meia hora arranca o último debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro, a dois dias da segunda volta das presidenciais. Na chegada aos estúdios da Globo, Flávio Bolsonaro diz ter a melhor expectativa possível para o confronto com Lula da Silva. Já Lula chegou momentos depois com a certeza de que vai para este debate para ganhar as eleições. Os dois candidatos têm passado as últimas horas em preparativos para este frente a frente decisivo, numa altura em que as sondagens os mostram separados por apenas um ponto percentual ou até menos. O enviado especial d'"O Observador" ao Brasil, José Carlos Duarte, vai acompanhar este debate, no qual os dois candidatos devem adotar uma estratégia diferente.

Os dois candidatos vão apostar num tom mais institucional, menos de confronto, neste debate. Houve um debate no passado domingo na emissora Band e os dois candidatos mostraram uma atitude de confronto. Houve uma troca de ideias bastante dura, insultos, foi um debate bastante duro. E a estratégia das campanhas desta vez vai ser diferente. Estão a apostar numa mensagem mais institucional, menos de confronto e tentar debater assuntos que os dois candidatos sabem que vai constranger o rival. Portanto, esta vai ser a estratégia seguida. Além disso, esta sexta-feira, os dois candidatos não têm qualquer agenda, estão totalmente focados na preparação do debate e que será definitivamente decisivo para o resultado de domingo.

José Carlos Duarte, enviado especial d'"O Observador" ao Brasil, vai acompanhar o segundo e último debate entre candidatos às presidenciais brasileiras. Lula da Silva, o atual presidente do Brasil, e Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, concorrem para o mais alto cargo do país numas eleições que mostram um país dividido. No momento em que as sondagens apontam para um empate técnico entre estes dois candidatos, à Rádio Observador, o escritor e correspondente da Folha de São Paulo em Portugal, João Gabriel de Lima, afirma que Flávio Bolsonaro está a caminho de ter mais votos do que o pai nas eleições de 2022 e que o cenário é muito parecido ao das últimas eleições, mas desta vez a pender para a direita.

Essa segunda volta é muito parecida com a de 2022. Inclusive, a diferença entre Lula e Jair Bolsonaro é mais ou menos a mesma diferença que as sondagens estão apresentando agora, só que com Flávio Bolsonaro na frente. Flávio Bolsonaro aparenta ter mais votos que Jair Bolsonaro na primeira volta e se ocorrer o que se espera, pode ter mais votos do que o pai nessa eleição e ser eleito presidente da República do Brasil.

João Gabriel de Lima destaca que a maioria dos restantes candidatos na primeira volta estavam mais alinhados também à direita e que por isso pode favorecer o candidato do Partido Liberal.

A vantagem de Flávio tem a ver com o seguinte: os três outros candidatos com alguma expressão na primeira volta eram candidatos mais à direita. O voto brasileiro não é tão ideológico, mas a maior parte dos eleitores desses candidatos penderam a Flávio Bolsonaro na segunda volta e isso ficou muito claro nas primeiras sondagens logo após a primeira volta.

No que diz respeito à esquerda, João Gabriel de Lima fala na dificuldade do Partido dos Trabalhadores em nomear um sucessor de Lula. O debate entre Lula da Silva e Flávio Bolsonaro está marcado para já daqui a pouco, às 13h30. Por cá, fazemos agora um ponto de situação das acampadas. Os manifestantes reuniram-se durante o dia de hoje. Em Chelas, já terminou esta acampada. Cerca de 300 pessoas estiveram num ato simbólico de solidariedade para uma mulher que foi despejada de uma habitação camarária. O protesto no Rossio migrou para Chelas para essa manifestação de apoio a uma viúva que está a ser despejada com os dois filhos. Foi feita uma assembleia popular, onde os manifestantes votaram a favor de erguer tendas e dormir no Rossio amanhã. Devem ser montadas depois das 17h, na sequência da manifestação que está marcada para este sábado. Já no Porto, a acampada negou os contactos classificados pelo presidente da Câmara do Porto como muito cordiais. O movimento diz que tem em mãos apenas o convite formal inicial. Garantia dada por Sérgio Bastos, que faz parte do grupo de imprensa da acampada e que partiu para o ataque contra o autarca do Porto. Acusa Pedro Duarte de tentar provocar uma rutura neste protesto. O movimento continua a ver a Assembleia Popular como um instrumento democrático e de legitimidade, não para suplantar qualquer outra instituição democrática, mas para reforçar o poder de negociação e o poder de pressão. O presidente da Câmara do Porto revelou estar numa fase bastante avançada de contactos muito cordiais com o Movimento pela Habitação, que está desde 10 de outubro em protesto na cidade. Pedro Duarte afirmou que o movimento ainda não lhe sugeriu uma data pra reunião, mas tem estado a trocar comunicações para a concretizar. Na política, o líder do PS diz que é Luís Montenegro que tem de tomar uma decisão sobre se o presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana se deve demitir. O secretário-geral do PS fala em declarações infelizes de Benjamim Pereira. O presidente do Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana diz que não sabia se a sociedade atual estava disponível para o nível de sacrifício da anterior. Em Gaia, José Luís Carneiro não pede a demissão do Benjamim Pereira, mas passa a bola a Luís Montenegro. O Presidente da República recusa estar adormecido e quer pressionar os partidos a entenderem-se em medidas para a habitação. António José Seguro aponta duas dimensões: quer medidas urgentes, quer políticas duradouras. É o que o Observador sabe. António José Seguro defende que a habitação tem sido uma das bandeiras desde que tomou posse em março e garante que tem chamado a atenção para este problema. Ainda assim, o Presidente da República chamou os partidos para audiências individuais na próxima quinta-feira e convocou um Conselho de Estado sobre a coesão social quatro dias depois. O chefe de Estado vai pressionar os partidos para chegarem a um consenso na nova lei das rendas na especialidade, que começa a ser negociada depois da votação do Orçamento de Estado. O Chega quer ouvir mais de 50 pessoas na Comissão Parlamentar de Inquérito aos mandatos de Luís Neves à frente da Polícia Judiciária, entre elas o antigo primeiro-ministro António Costa. A lista foi divulgada hoje pelo partido. Além de António Costa, o Chega quer ouvir a atual ministra da Justiça, Rita Judice, mas também as antecessoras. O Chega quer ouvir o anterior diretor nacional da PJ e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, mas também o atual diretor nacional da PJ, Carlos Cabreiro, e o anterior diretor Almeida Rodrigues. Na lista estão ainda os nomes do juiz Carlos Alexandre e o ex-secretário-geral do Ministério da Administração Interna, Ricardo Carrilho. Em comunicado, o Chega justifica que a escolha destas pessoas a ouvir são os titulares políticos que interagiram com Luís Neves. Ponto final neste jornal da 1:00 a.m. A informação está de regresso à 1:30 h.