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Notícias às 19h, na Rádio Observador, com Carla Jorge Carvalho e começamos com as urgências hospitalares. O Diário de Notícias revela que ontem à tarde os doentes com pulseira amarela tiveram um tempo médio de espera de sete horas na região de Lisboa e Vale do Tejo. No Algarve, a espera foi de cerca de seis horas. Esta manhã os tempos também já começaram a subir. Um doente urgente está a esperar mais de cinco horas, em média, na Grande Lisboa, quando o tempo máximo indicado é de 60 minutos. Registra-se também um pouco menos de cinco horas nos hospitais do Alentejo, enquanto que no Algarve, os tempos médios de espera para pulseira amarela estão acima das duas horas. A situação é mais calma no norte do país, com atendimentos mais rápidos, é o que resulta da consulta do portal do SNS. Apesar destes números, a direção executiva do Serviço Nacional de Saúde explica ao Diário de Notícias que a generalidade dos hospitais tem tempos de resposta dentro dos valores expectáveis para o período do dia e que, apesar dos constrangimentos, estão a ser feitos todos os esforços para dar resposta aos utentes e minimizar tempos de espera. Antes do início do verão, sindicatos de médicos e administradores hospitalares temiam constrangimentos nos serviços devido à falta de recursos humanos. Voltando agora a consultar o portal do SNS, amanhã só haverá uma urgência fechada, a de obstetrícia e ginecologia do Hospital das Caldas da Rainha. No fim de semana, não há indicação de qualquer urgência encerrada. Marcelo Rebelo de Sousa teve alta esta noite depois de ter sido internado no Hospital de Faro por uma indisposição. O ex-presidente da República afirma que não passou de um susto e agradece ao Serviço Nacional de Saúde. Marcelo Rebelo de Sousa estava de férias em Monte Gordo, no Algarve, quando se sentiu mal. Depois de ser assistido no local pelo INEM, foi transportado para o Hospital de Faro. O antigo chefe de Estado explica que teve um dia de praia muito intenso e que fez exercício físico a mais num dia quente, mas garante que, no geral, não passou de um susto.

Sinto-me bem. Vai continuar a ir à praia? Sim, espero ir à praia, claro. Obrigado. Tem que ter alguns cuidados especiais. Vamos a ver. Eu hoje tive um dia muito intenso de praia e, de facto, foi um exercício físico num dia quente, grande e, portanto, vou ter o cuidado acrescido em matéria de hidratação.

O ex-presidente da República saiu do hospital por volta das 21h30. Falou aos jornalistas dentro do carro. Aproveitou para agradecer aos profissionais de saúde que trataram dele com uma palavra de elogio e de reconhecimento ao SNS.

Queria agradecer muito ao INEM pela prontidão e eficiência. Queria agradecer muitíssimo também ao hospital, à direção clínica, o responsável clínico que acompanhou e todo o pessoal. Foram vários exames que foram feitos e, portanto, por isso demorou este tempo todo, mas revelando uma preocupação de escrutínio que é prestigiante para o Serviço Nacional de Saúde.

Marcelo Rebelo de Sousa adianta que vai agora aproveitar os últimos dias de férias, garantindo que se sente bem. O LS do Algarve também agradeceu a todos os profissionais envolvidos pela pronta resposta e pelo acompanhamento prestado ao ex-presidente da República. Portugal parou para assistir ao eclipse solar. O fenômeno foi visto de forma parcial em todo o país e 100% no Parque Natural do Montezinho, em Bragança. Milhares de pessoas saíram à rua para olhar para os céus, depois da autêntica corrida aos óculos de observação em Rio de Onor, em Bragança. O fenômeno foi visto quase na totalidade. O dia fez-se noite por alguns segundos. Vamos recuperar o relato do jornalista Martim Andrade na emissão especial da Rádio Observador.

Estes últimos minutos escureceu de uma forma que ninguém estava à espera. Aqui agora faz-se um silêncio total, porque o sol está a dar as últimas de brilho e, portanto, as pessoas agora estão a correr de um lado para o outro, a começar a tirar os óculos, apesar de ainda haver alguma luz. As pessoas já começam a tirar os óculos, mas de facto, já se faz quase noite. Segundo as contas aqui de um astronômico que aqui está, não vão ser 26 segundos, vão ser apenas 18. E já está total. Ouvem-se aplausos, ouvem-se pessoas a celebrar, apitos, tudo, e vê-se uma coroa linda do sol, que está à frente. A lua está à frente do sol. Está uma loucura aqui. Isto é impressionante.

E está muito escuro? Está muito escuro e a temperatura baixou muito, ou não?

Está totalmente escuro, vê-se. Baixou muito, estava um calor que não se podia antes. Agora sim, está agradável. Dá para olhar para o sol nitidamente. Aliás, para o sol não, porque o sol está tapado pela lua, mas vê-se uma coisa inacreditável. Vêem-se estrelas no céu, as montanhas todas bem iluminadas com aquele gradiente laranja-amarelo, que é característico, e o sol já começa a aparecer outra vez, que já nem se pode olhar bem com o mesmo descuido que dava para ver.

Ainda faltam 17 segundos.

Mas foi mesmo inacreditável.

O relato do repórter Martim Andrade em Rio de Onor, em Bragança, poucos minutos antes das 19h30, quando ocorreu o pico deste eclipse solar. O presidente da Câmara de Bragança afirma, entretanto, que o eclipse total do sol teve um enorme retorno econômico para a região Fala numa excelente e merecida publicidade. Há pessoas a relatar desconforto e incómodo nos olhos, horas depois de observar o eclipse. Importa, por isso, percebermos, Carla, se é normal e quando é que passa a haver motivo para preocupação. Olhos cansados e pesados ou dor de cabeça depois do eclipse não significam por si só qualquer lesão. São sintomas de fadiga e desconforto ocular que podem surgir num momento destes. Mas, Rui Casanova, é preciso ficar atento.

Sim, só para termos uma ideia, as pesquisas no Google com os termos "dor nos olhos" aumentaram 5000% logo depois do eclipse. Ou seja, há muitas pessoas com as mesmas dúvidas e preocupações e por isso vamos por partes. Quem passou a tarde a observar o eclipse, mesmo com os óculos de proteção, pode ter ficado com os olhos cansados, uma sensação de peso sobre as pálpebras e até alguma pressão ou dor na cabeça. Mas isso não significa, por si só, que tenha lesionado os olhos. Depois de uma observação tão fora do habitual, há aqui sintomas de fadiga e desconforto ocular que podem surgir sem significar uma queimadura da retina, como alertaram ao longo dos últimos dias os especialistas. A Academia Americana de Oftalmologia explica que estes sintomas de incómodo são normais face ao esforço incomum que fizemos ontem e, eventualmente, esses sintomas vão desaparecer.

Então, Rui, quando é que deixa de ser apenas o tal desconforto e passa a haver motivos para preocupação?

Mais do que perguntar: "Dói-me os olhos?", há aqui outra pergunta que deve ser feita: "Estou a ver exatamente da mesma maneira que via antes do eclipse?" Ou seja, os sintomas de lesão na retina aparecem geralmente nas horas seguintes e podem atingir um ou, mais frequentemente, os dois olhos. A Academia Americana de Oftalmologia alerta para visão desfocada, aparecimento de uma zona cega central ou próxima do centro da vista e podem também ocorrer alterações das cores, objetos que parecem mais pequenos e linhas ou formas que passam a parecer distorcidas. Há outra questão importante: os sintomas podem não aparecer imediatamente, podem desenvolver-se gradualmente ao longo das horas ou mesmo dos dias seguintes. Portanto, é preciso estarmos atentos. Convém distinguir cansaço ou tensão à volta dos olhos e da cabeça, de uma sensação persistente de pressão no próprio olho, sobretudo quando surge acompanhada de alterações visuais.

Então aí o melhor será mesmo consultar um oftalmologista. Rui Casanova, recordamos aqui as recomendações para este pós-eclipse. Mesmo para quem usou óculos de proteção adequados, podem surgir sinais de desconforto ocular e é preciso estar atento aos sintomas. Este é um artigo em destaque a esta hora no site do Observador, onde temos também a galeria com as imagens do eclipse. Na Colômbia, subiu para 265 o número de mortos na sequência do sismo que atingiu o país na segunda-feira. Há também cerca de 4000 feridos e quase 500 desaparecidos. É o que indica o mais recente balanço avançado pelo presidente da Colômbia numa conferência de imprensa esta noite em Bogotá. Abelardo de las Priela anunciou também que foi decretada situação económica de emergência no país para enfrentar a crise provocada pelo sismo. O chefe de Estado colombiano assegura ainda que os esforços das autoridades estão, sobretudo, concentrados na localização dos desaparecidos. Garante que estão a atuar com todos os recursos disponíveis e com a ajuda internacional, que começa também a chegar à Colômbia. No desporto, o Benfica joga hoje na Escócia, frente ao Hearts, para a segunda mão da terceira pré-eliminatória de acesso à Liga Europa. Marco Silva promete ambição e rejeita facilitismos. O Benfica leva uma vantagem confortável da primeira mão, depois de vencer o Hearts no Estádio da Luz por 6-1. Os encarnados têm, por isso, caminho aberto para chegar ao playoff de acesso à Liga Europa. Mas Marco Silva avisa que se o Benfica quer lá chegar, não pode haver erros.

Amanhã, naturalmente, será um jogo diferente, com uma história diferente e que nós queremos e ambicionamos que tenha o mesmo tipo de resultado para nós. A vitória, é com esse objetivo que aqui estamos. Estamos com o resultado que nos dá a estabilidade e a confiança para encarar de uma forma muito positiva, mas não nos pode dar facilitismos nenhuns, porque será o primeiro passo para errarmos e nós não queremos errar, queremos ser objetivos naquilo que queremos. É óbvio que o objetivo é estar nos playoffs.

O treinador do Benfica a lançar o jogo com o Hearts, na Escócia. A partida está marcada para às 19h45 e tem relato e comentários em direto na Rádio Observador. O Sporting de Braga também defende mais logo, na Bielorrússia, a vantagem de 1 x 0, que foi conquistada em casa na receção ao Dinamo Minsk. Os arsenalistas procuram qualificar-se para o playoff da Liga Conferência, no jogo da segunda mão da terceira pré-eliminatória. Ainda no futebol, o Paris Saint-Germain venceu o Aston Villa por 2 x 1 e venceu assim a segunda Supertaça europeia consecutiva. São agora 19h10, Carla. Que outras notícias marcam esta manhã de quinta-feira? Karoline Leavitt, a atual porta-voz da Casa Branca, vai deixar o cargo no final de agosto. O anúncio é feito pelo próprio Donald Trump na rede social Truth Social. O presidente dos Estados Unidos explica que a porta-voz quer passar mais tempo com a família e agradece e elogia o trabalho de Karoline Leavitt. Aos 27 anos, foi a pessoa mais nova de sempre a assumir o cargo de porta-voz da Casa Branca. O primeiro-ministro do Líbano acusa Israel de destruir de forma sistemática o sul do país. O chefe do governo libanês condena os ataques, demolições e destruição de casas, edifícios governamentais e locais sagrados por parte das forças israelitas. Sublinha que estas ações constituem uma grave violação do direito internacional. É uma reação que surge depois do ministro da Defesa israelita ter afirmado que o exército está a demolir todas as casas e infraestruturas subterrâneas na faixa de segurança no sul do Líbano. O aviso amarelo devido ao calor continua hoje em vigor em nove distritos de Portugal continental. É o que dá conta o IPMA, que coloca também quase todo o interior do país e o Algarve em perigo máximo ou muito elevado de incêndio. Para hoje está prevista uma subida da temperatura na região algarvia, que é também acompanhada por um aumento da intensidade do vento. E hoje começa mais uma edição do Festival O Sol da Caparica, que é um festival que promete uma celebração lusófona. E os Calema, os santo-menses. São um dos destaques do cartaz. Mas há mais, por exemplo, Ninim, Vaz Maia, Miss Mes Mayes e Orochi também vão lá estar. E mais, hoje Landric, Papillon e Sara Correia estão entre os primeiros artistas a atuar. Vai ser assim até domingo. O Sol da Caparica, com mais de 50 apresentações. Este ano, com um dado importante: a própria organização do festival adotou medidas para reduzir o consumo de água potável no recinto. Tendo em conta o que se está a passar. E que está a passar.