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Observador, são 8 horas. As notícias com Carla Jorge Carvalho. O presidente da Câmara Municipal de Braga vê com bons olhos o regresso das parcerias público-privadas e considera que os cuidados de saúde poderiam ser melhores se estas nunca tivessem sido extintas.
O Conselho de Ministros deve aprovar hoje as parcerias público-privadas para cinco hospitais. De acordo com o Jornal Público, são Braga, Vila Franca de Xira, Amadora, Sintra, Loures e também o Garcia de Orta, em Almada. A ideia será fazer regressar à gestão privada os quatro hospitais que já funcionaram sob este modelo e juntar ainda o Garcia de Orta. Em declarações esta manhã à Rádio Observador, o autarca Ricardo Rio considera que esta é uma boa medida e lembra que também do ponto de vista financeiro, vai ser possível obter melhores resultados.
Em Braga, em particular, nós digamos que não somos um oásis. A realidade da prestação de cuidados de saúde tem, obviamente, muito a ver também com o enquadramento nacional e a questão que fica por responder é se nestas circunstâncias que nós enfrentamos ao longo dos últimos anos, de descontinuidade de serviços, de interrupção periódica de serviços, se o modelo que estivesse em vigor fosse o da parceria público-privada, se não teríamos ficado mais imunizados face a essa realidade e não teríamos tido uma garantia de melhores cuidados de saúde à nossa população.
Ricardo Rio, presidente da Câmara Municipal de Braga, sobre a possibilidade do regresso de uma parceria público-privada para o hospital. A reunião do Conselho de Ministros de hoje será, no entanto, apenas o primeiro passo de um longo processo que não vai acontecer nesta legislatura, uma vez que a moção de confiança vai ser votada dentro de quatro dias e tudo indica que o governo vai cair, mas fica dado o sinal político.
A Iniciativa Liberal vai votar a favor da moção de confiança ao governo. Rui Rocha diz que esta não é a altura de atirar o país para eleições.
A Iniciativa Liberal fala de uma irresponsabilidade dos partidos que vão votar para fazer cair o governo e levar o país a eleições. E por isso Rui Rocha diz que ao votar a favor da moção de confiança, está a votar a favor da defesa dos interesses dos portugueses.
A Iniciativa Liberal considera que independentemente das discussões que faz sentido ter sobre todas as questões que concentraram as atenções dos portugueses e dos partidos políticos nas últimas semanas, que é o momento de assumir uma decisão que dê tranquilidade aos portugueses.
Isso é um voto a favor da moção de confiança ao governo?
Será um voto a favor da moção de confiança, porque nós precisamos dizer aos portugueses que há partidos responsáveis, que há partidos que exigem seguramente explicações ao primeiro-ministro, mas que não entram numa dinâmica de destruição de tudo à sua volta.
Rui Rocha ontem à noite na CNN Portugal. A moção de confiança vai ser discutida e votada na terça-feira, com a Iniciativa Liberal a anunciar que vai votar ao lado do PSD e do CDS, o que não deve ser suficiente, uma vez que os dois maiores partidos da oposição, PS e CHEGA, já anunciaram o voto contra.
E o Tribunal Constitucional já tinha pedido esclarecimentos a Luís Montenegro a propósito dos rendimentos da Spinoviva.
Em 2023, o então líder do PSD especificou que os rendimentos que tinha recebido a título de trabalho dependente provinham da sociedade, bem como o valor de seis mil duzentos e cinquenta euros, que se devia à cedência das quotas à mulher e aos filhos. A notícia foi primeiro avançada pelo Expresso, depois confirmada pelo Observador. Na resposta às perguntas do Tribunal Constitucional, Luís Montenegro explica que as fontes de rendimento foram duas: a Assembleia da República e a empresa Spinoviva.
E a crise política vai continuar em destaque nas manhãs 360. Junta-se a nós no Explicador, a seguir ao jornal das nove, o ministro adjunto e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida. Apesar do voto contra da Hungria, Bruxelas deu luz verde ao plano para reforçar a defesa na Europa. Decisão que surge depois do Conselho Europeu Extraordinário, que terminou ontem à noite.
A Comissão Europeia vai mobilizar cerca de oitocentos mil milhões de euros para rearmar a Europa. Esta medida foi anunciada pela presidente da Comissão Europeia. Ursula von der Leyen diz que a Europa enfrenta um perigo iminente e claro e, por isso, tem de se defender e de continuar o apoio à Ucrânia. Miguel Gato, vamos às outras reações que surgiram após este Conselho Europeu.
O presidente do Conselho Europeu fala no momento definidor e decisivo para o continente. António Costa garante que a União Europeia vai aumentar os gastos com a ajuda à Ucrânia. Isto numa altura em que Donald Trump suspendeu temporariamente o envio militar ao país e sublinha também, Costa, a unidade de todos os Estados-membros neste acordo, apesar da nega do governo de Viktor Orbán.
Todos queremos paz. A diferença é que 26 acreditam que o caminho para a paz é reforçando a capacidade de defesa da Ucrânia. A Hungria isolou-se deste consenso. Um país isolado não cria uma divisão. Os 26 seguem unidos, com uma posição comum, e vão continuar a apoiar a Ucrânia como temos feito desde o dia um.
Também no rescaldo deste Conselho Europeu, o presidente francês reitera a ajuda ao exército ucraniano no muito curto prazo e admite proteção nuclear aos aliados. Tal como Emmanuel Macron, o primeiro-ministro português também abraça a ideia do envio de tropas para a Ucrânia.
Se for necessário que haja tropas no terreno e que os parceiros da União Europeia a constituam, constituam essas forças, Portugal estará, naturalmente, como tem estado, do lado daqueles que garantem a paz, que garantem a manutenção da segurança.
Luís Montenegro entende que não há negociação possível de paz com a Rússia, que não inclua Volodymyr Zelensky, o presidente ucraniano, que voltou a agradecer o apoio da União Europeia ao país.
Vamos então recordar, Miguel, as três principais conclusões deste Conselho Europeu.
Permitir que os Estados-membros invistam de forma imediata e substancial na defesa, através da ativação da cláusula de salvaguarda do Pacto de Estabilidade e Crescimento, a criação de um instrumento financeiro que oferece cento e cinquenta mil milhões de euros em empréstimos para o reforço conjunto das indústrias de defesa europeias e por fim, o plano aprovado ontem permite também aos Estados-membros direcionar mais fundos europeus de coesão para equipamentos militares.
Miguel Gato, com as decisões que saíram ontem do Conselho Europeu Extraordinário, as medidas com todas as cláusulas definidas devem ser apresentadas ainda este mês.
São agora 08:06, Carla, antes do três toques, que outras notícias marcam esta manhã?
A Ucrânia está a denunciar bombardeamentos massivos russos contra infraestruturas energéticas. Foi através de uma publicação no Facebook que o ministro ucraniano da Energia fez esta denúncia. Várias infraestruturas de energia e de gás foram alvo de ataques. O ministro dos Negócios Estrangeiros da China rejeita o plano de Donald Trump para Gaza. O responsável não concorda com a ideia de que os Estados Unidos devem assumir o controle do território, remover a população e reconstruí-lo. De acordo com o chefe da diplomacia do Estado de Israel, já é uma realidade há muito tempo, mas o Estado da Palestina ainda está longe de ser alcançado. De acordo com a Al Jazeera, a China vai apoiar o plano de paz apresentado pelo Egito e de outros países