Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

A ministra do Trabalho entende que as palavras do presidente da República na campanha eleitoral deram argumentos à UGT para rejeitar um acordo para a reforma laboral.

O processo vai avançar para o Parlamento sem acordo em concertação social, sendo que António José Seguro disse, em campanha eleitoral, que vetaria uma reforma que não tivesse o aval dos parceiros sociais. À entrevista à Antena Um, Maria do Rosário Palma Ramalho rejeita responsabilizar diretamente o chefe de Estado, mas entende que as declarações na campanha acabaram por legitimar a decisão da UGT.

Tiveram o efeito contrário do que ele pretendia. Em vez de entusiasmar para um acordo, não vou dizer forçar um acordo, mas exercer a sua influência para um acordo, afinal, a UGT ficou legitimada para não celebrar o acordo, como veio a acontecer.

A ministra do Trabalho diz ainda que mesmo que a proposta seja aprovada no Parlamento, o presidente da República vai ter margem política para recuar na intenção de vetar o diploma por não ter tido o acordo em concertação social.

Sobre o mesmo tema, Mário Centeno avisou o governo de que o país não precisa de mais flexibilidade, mas sim de uma melhor flexibilidade no mercado de trabalho.

Foi numa entrevista ontem à CNN Portugal. Mário Centeno deu o exemplo dos jovens para argumentar que o problema do mercado de trabalho português não está nas questões levantadas pela ministra.

Os jovens em Portugal têm uma taxa de desemprego que é três vezes a taxa desemprego global. É exatamente o valor dos Estados Unidos da América: 2,7, 2,78 em Portugal, em média, desde 2011. Não é por aí que nós identificamos dificuldades de inserção no mercado de trabalho dos jovens. Não é por causa da legislação. Os jovens em Portugal têm uma mobilidade maior do que aquela que nós observamos para os jovens nos Estados Unidos. Eu acho que estamos a elaborar num erro. O que era importante na legislação laboral em Portugal não era ter mais flexibilidade, era ter melhor flexibilidade.

Mário Centeno, que ontem também negou regressar à vida política ativa, pelo menos no futuro próximo, garante também que não se arrepende de não ter avançado com uma candidatura à Presidência da República. Declarações em entrevista à CNN Portugal, onde vai passar a ter um espaço de comentário político.

E Luís Montenegro volta a fazer avisos à oposição. Diz que o PSD vai forçar PS e Chega a