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Carla Jorge Carvalho. Carla, o secretário-geral do PSD assume problemas na correção dos exames nacionais, mas garante que o processo está sob controle do ministro da Educação.

E assim, Hugo Soares, está em defesa de Fernando Alexandre, garante que o ministro mantém as qualidades intactas, apesar dos passos em falso das últimas semanas.

Alguém acha que o ministro da Educação, em particular, queria que este processo tivesse tido as dificuldades que teve? Não, ninguém acha. O ministro não perdeu qualidade por causa disso. E a prova de que não perdeu qualidade é que não deixou de estar ao leme dos acontecimentos procurando mitigar, resolver os transtornos que nós sabemos que foram causados às famílias.

Apesar de admitir falhas, o líder parlamentar do PSD sublinha que o ministro está a trabalhar para corrigir os erros.

Correu tudo bem? Não, não correu tudo bem, isso é evidente e é notório. Houve um atraso de três dias na publicação das pautas e houve vários erros que estão agora a ser corrigidos. Os ministros de um governo devem corrigir problemas, fazer mudanças. Esta é uma mudança grande, que evidentemente tem implicações. E nem tudo correu bem. E aquilo que o senhor ministro está a fazer é procurar corrigir os erros e, como ele disse hoje, e muito bem, dar garantias de transparência neste processo e, sobretudo, de tratamento igualitário e justo a todos os alunos.

Hugo Soares, em declarações aos jornalistas ontem à noite, em Arcos de Valdevez, nega que os problemas com os exames nacionais estejam a criar desconforto dentro do governo.

É uma notícia Observador. Luís Montenegro vai segurar os ministros Fernando Alexandre e Luís Neves. O presidente da República continua atento.

O primeiro-ministro é avesso a remodelações ministeriais e não planeia mexidas nas pastas da Educação e da Administração Interna, apesar da instabilidade das últimas semanas, o que não quer dizer, Carlos Pedro, que os dois governantes estejam exatamente na mesma posição.

A situação de Fernando Alexandre é mais previsível que a de Luís Neves, o que quer dizer que o ministro da Educação está mais seguro no Executivo, até porque a época especial de exames, anunciada ontem, mostra que o processo está longe de estar terminado e a convicção na AD é de que até setembro a polêmica se vai esvaziar. Quanto a Luís Neves, continua a merecer a confiança de Luís Montenegro, mas as circunstâncias obrigam agora a uma postura diferente. Internamente, reconhece-se que é impossível controlar ou prever o impacto de novas investigações jornalísticas sobre o ministro da Administração Interna. A maior dúvida seria se o próprio Luís Neves estaria disposto a aguentar a pressão política para sair de cena. Mas o Observador sabe que o ministro continua motivado para responder aos desafios do verão e ninguém no Executivo quer abdicar de um governante competente à porta de uma época de incêndios que se espera difícil.

E Carlos, o presidente da República mantém-se atento à situação, mas não vai tomar posição, por enquanto.

Sim, e um exemplo disso mesmo é a viagem de Estado de António José Seguro a Cabo Verde, que arranca hoje, como é explicado ao Observador. Se o presidente considerasse a situação demasiado grave, não se iria ausentar do país. Ainda assim, Seguro preferiu ficar perto de Lisboa durante o fim de semana, um facto que é desvalorizado, mas a verdade é que o presidente da República foi convidado e chegou a ponderar ir à Bienal de Arte em Vila Nova da Cerveira e acabou por escolher ficar perto da capital, de prontidão para qualquer eventualidade. Certo é que Seguro não fez nenhuma diligência, apesar dos boatos de que pretendia chamar Montenegro a Belém no fim de semana. O Observador sabe que essa ideia não passou mesmo de um rumor.

Carlos Pedro, com a posição do presidente da República em relação a dois ministros que têm estado no olho do furacão, Luís Neves e Fernando Alexandre. O ministro da Educação vai ser ouvido daqui a pouco pelos deputados na Assembleia da República. Vai ser a partir das 10h. Antes disso, já daqui a uma hora, será a vez do Educa.

Audições que coincidem com esse primeiro dia da segunda fase dos exames nacionais. Arranca às 9h30 com as provas finais de Português do nono e do 12º anos. A Assembleia Municipal de Almada vai apreciar hoje a moção de censura à liderança da autarquia. A iniciativa foi apresentada pelo PSD na sequência dos problemas com o abastecimento de água no Conselho.

Os sociais-democratas acusam o Executivo municipal de falta de planeamento e de investimento. Consideram que terá sido por isso que desde o início do mês, milhares de famílias e empresas registaram sucessivas falhas no abastecimento de água, com impacto em setores como a restauração ou hotelaria. Para minimizar o impacto no Conselho, foram abertos dois novos furos. Os SMAS de Almada anunciaram reforço das ações de fiscalização e foi, entretanto, anunciado que as reservas médias de água se situam agora nos 40%. Mesmo que seja aprovada, esta moção de censura não é vinculativa, ou seja, não terá qualquer efeito prático na continuidade da equipa liderada por Inês de Medeiros.

Os Estados Unidos confirmaram a décima noite consecutiva de ataques. O Irã retaliou e garante ter destruído vários alvos norte-americanos na região.

A Guarda Revolucionária Iraniana diz ter atacado pontos militares norte-americanos no Koweït e também um sistema de defesa aérea e um radar no Bahrain. Dá ainda conta de uma explosão em dois petroleiros que tentavam atravessar o estreito de Ormuz. Entretanto, os rebeldes houthis, apoiados pelo Irã, ameaçam abrir uma nova frente na guerra. Desde ontem, puseram um bloqueio marítimo contra a Arábia Saudita. As Nações Unidas já vieram alertar para uma escalada regional ainda maior, que pode sufocar o mercado energético global. A reação quase imediata veio, de facto, dos mercados, com os preços do petróleo a subirem pouco depois. A companhia aérea Air France suspendeu ontem os voos de e para o Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e também de e para Riad, na Arábia Saudita, alegando motivos de segurança.

O Canadá já reagiu, entretanto, a um novo agravamento das relações comerciais com os Estados Unidos.

Falamos da decisão de Donald Trump, que anunciou tarifas de 50% sobre a maioria dos bens importados do Canadá. O presidente norte-americano alega que o Canadá discriminou injustamente produtos exportados pelos Estados Unidos, como automóveis, bebidas alcoólicas e laticínios. O primeiro-ministro canadiano afirma que estas tarifas violam diretamente o acordo entre Canadá, Estados Unidos e México e apela a um reforço das negociações para ultrapassar este diferendo.

No futebol, o novo selecionador nacional, Jorge Jesus, assume que é preciso olhar para os estatutos para gerir um plantel.

Em entrevista ao Canal 11, ontem à noite, o novo técnico da Seleção Nacional explica que as regras são iguais para todos, sim, mas no balneário e em campo, a história dos jogadores também interessa.

Ainda por cima, não tem-

Vamos ouvir precisamente essa declaração de Jorge Jesus.

Os jogadores têm que ter estatutos diferentes. Têm que ter todos regras iguais. Agora, os jogadores têm que ter estatutos diferentes e os colegas têm que saber que há jogadores que são diferentes. Diferentes pelo seu passado, diferentes pela importância que têm para as equipas. Agora, as regras são iguais para todos.

Regras iguais para todos, estatutos diferentes. A primeira convocatória de Jorge Jesus vai ser em setembro, altura em que o selecionador nacional antevê desde já poucas alterações àquele que foi o plantel escolhido pelo antecessor Roberto Martínez para o Campeonato Mundial.

Ainda por cima, não tem tanto tempo assim para que eu mudasse vários jogadores que não foram convocáveis para esta nova convocatória. E também não há um leque tão grande de jogadores neste momento. Ao longo dos quatro anos vai aparecer jogadores novos, não tenho dúvida nenhuma. Agora, de um mês para o outro, não vai fugir muito daqueles que foram convocados, dois ou três jogadores novos, uma coisa assim do gênero, mas não vai fugir muito disso.

Garantia deixada ontem por Jorge Jesus, em entrevista ao Canal 11. Insiste que quer contar também com um antigo internacional português na equipa técnica.

Vamos ainda, Carla, a outras notícias que estão em destaque a esta hora.

O IP3 está cortado nos dois sentidos depois da circulação ter sido interrompida ontem de manhã na zona de Penacova e, para já, não há previsão de reabertura. A informação é confirmada à Rádio Observador pela Proteção Civil da região de Coimbra. Em causa está um derrame de resina transportada por um caminhão que obrigou ao corte da estrada. O trânsito está a ser desviado para a Nacional 2. Vinte e três concelhos do interior do país estão hoje em perigo máximo de incêndio rural. A informação é do Instituto Português do Mar e da Atmosfera e abrange concelhos dos distritos de Vila Real, Bragança, Guarda, Castelo Branco e Faro. O IPMA prevê temperaturas acima dos 30 °C no interior do país. De acordo com o instituto, o perigo de incêndio rural vai intensificar-se em algumas regiões a partir de amanhã e vai manter-se elevado pelo menos até ao início da próxima semana. O primeiro-ministro português já felicitou Andy Burnham pela nomeação como chefe do governo britânico. Luís Montenegro lembra os fortes laços humanos históricos que unem os dois países, bem como os 640 anos do Tratado de Windsor. Burnham sucede a Keir Starmer na liderança do governo britânico, depois de o ter substituído como líder do Partido Trabalhista, com o amplo apoio dos deputados do partido.